domingo, 16 de dezembro de 2018

Produção de aço deve fechar 2018 com nível recorde


Produção de aço deve fechar 2018 com nível recorde



Mesmo em um ano com avanço tímido do PIB, greve dos caminhoneiros e guerra comercial no cenário internacional, a indústria siderúrgica brasileira deve encerrar 2018 com desempenho positivo, projetando continuidade do crescimento para 2019. O Instituto Aço Brasil atualizou ontem as projeções para o setor siderúrgico brasileiro neste ano, apontando que a produção de aço bruto deve subir 3,8%, a 36,1 milhões de toneladas, abaixo da estimativa de crescimento de 4,6% apontada em julho. Mesmo assim, o número deve ser recorde histórico para o segmento, passando pela primeira vez do patamar das 36 milhões de toneladas.
“O ano de 2018 era um ano sobre o qual se tinha uma expectativa de retomada na economia e no próprio setor”, afirmou Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil, em entrevista coletiva. “A chamada crise dos caminhoneiros foi um divisor de águas para o desempenho de todos os setores. Especificamente para a siderurgia, essa crise fez com que tivéssemos que paralisar 16 altos-fornos. Foi uma pancada no setor”
As vendas internas de aço devem avançar 8,9% no acumulado de 12 meses, para 18,8 milhões de toneladas, na comparação com 2017. Em julho, a expectativa era de crescimento de 5,5%, para 18,2 milhões de toneladas. O consumo aparente deve encerrar 31 de dezembro com alta de 8,2%, para 21,1 milhões de toneladas. A projeção anterior apontava avanço de 5,3%, para 20,6 milhões de toneladas.
Principal consumidora de aço no país, a construção civil deve fechar 2018 com queda de 0,7% em consumo aparente. O setor representou 34,1% do total da siderurgia no ano passado. O dado revisa para baixo a estimativa da entidade, que, em julho, projetava alta de 1,5% para a construção. Para 2019, a expectativa é de crescimento entre 1% e 2,5%. A justificativa é o “apagão das canetas”, como é chamada a dificuldade de aprovação de projetos pelo temor dos servidores de serem responsabilizados legalmente.
O recuo deve ser compensado pelo crescimento do consumo aparente do setor automotivo, que deve avançar 11,1%, puxado pelo crescimento de 13,7% do aço destinado aos automóveis voltados para o mercado nacional. A projeção para o consumo de aço destinado às exportações do setor automotivo é de recuo de 8,6%. Para o ano que vem, a indústria automobilística deve consumir 9% a mais.
Em máquinas e equipamentos, o consumo deve fechar o ano em alta de 7,7%, abaixo dos 10% projetados em julho. Para 2019, a projeção é de alta de 10%. Nas negociações com o mercado internacional, o Aço Brasil apontou que as exportações do setor devem registrar queda de 7,2%, para 14,2 milhões de toneladas, recuo maior que os 0,6% esperados em julho, afetadas pelos efeitos da guerra comercial liderada por Estados Unidos e China.
As importações devem crescer 2,6%, para 2,4 milhões de toneladas, ficando também abaixo da expectativa divulgada no início de semestre, que apontava incremento de 5,3%. Para o próximo ano, as vendas domésticas de aço pelas usinas locais devem avançar 5,8%, a 19,9 milhões de toneladas. De acordo com a entidade, o consumo aparente deve avançar 6,2% em 2019, para 22,5 milhões de toneladas.




Fonte: Instituto Aço Brasil 

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