sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Pandemia reduz em 80% os negócios de compra e venda de pedras preciosas em Ametista do Sul




No município e mais outras sete cidades da região estão localizados 200 garimpos de extração de minérios

Por
Agostinho Piovesan
As maiores jazidas de pedras ametistas do mundo estão localizadas em Ametista do Sul
As maiores jazidas de pedras ametistas do mundo estão localizadas em Ametista do Sul 
O setor de pedras preciosas teve uma redução de negócios em 80% desde o início da pandemia. A informação é da Cooperativa de Garimpeiros do Médio Alto Uruguai (Coogamai), de Ametista do Sul, no Norte do Estado, cidade conhecida como a Capital Mundial da Pedra Ametista.
No município e mais outras sete cidades da região estão localizados 200 garimpos de extração de pedras, especialmente ametistas, além de calcitas, ágatas, quartzo e citrinos. A maioria dos garimpos (81%) estão localizados em Ametista do Sul e o setor conta com 1,4 mil garimpeiros.

Segundo o presidente da Coogamai, Izaldir Sganzerla, a pandemia do coronavírus gerou um lockdown no setor, já que os compradores não viajam até o município desde março. “A partir de fevereiro os negócios de compra e venda de pedras ametistas no Brasil e no mundo foram caindo rapidamente e chegamos neste momento a 20% do que era negociado com os diversos países”, observa.
“A partir da disseminação do Covid-19, os países fecharam suas fronteiras e a circulação das pessoas não foi mais possível e essas restrições afetou muito forte o nosso setor que envolve negócios com inúmeros países”, afirmou o dirigente da cooperativa.
Ele informou ainda que pequena quantidade de pedras ainda são negociadas via online, mas que a esperança do setor é a chegada da vacina e a normalização das atividades econômicas em geral. Sganzerla destacou que o auxilia emergencial foi importante para que os trabalhadores em garimpos pudessem sustentar suas famílias.

“A atividade de extração nas jazidas praticamente parou a partir da suspensão dos negócios de venda de pedras e nós acreditamos que a situação deve voltar de forma gradual nos próximos meses e, especialmente, após a descoberta e vacinação das pessoas”, avalia.
Ametista do Sul, cuja base econômica é o turismo, especialmente em função do potencial e beleza das pedras ametistas, além de outros minérios, também viu reduzir drasticamente o fluxo de visitantes.

Fonte: CORREIO DO POVO

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