quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Junior companies: o que é isso?

Junior companies: o que é isso?
Poucos sabem que as junior companies são empresas de pesquisa mineral que  mais acham jazidas minerais no mundo inteiro, adicionando trilhões de dólares à  economia dos países onde trabalham.
Essas empresas empregam e contratam a grande maioria dos profissionais  ligados à pesquisa mineral e subcontratam a maioria das empresas prestadoras de  serviços como sondagens e laboratórios de análises químicas. Foram as junior  companies que fizeram as descobertas minerais mais relevantes da década no  Brasil. Minas de ouro, ferro, cobre e outros metais e materiais que estarão  entrando em produção nos próximos anos.
E tudo com capital próprio sem ter que recorrer ao dinheiro dos  contribuintes.
Infelizmente o papel das junior companies é desconhecido por muitos e as  funestas consequências decorrentes dessa ignorância atinge, no Brasil, os mais  altos escalões do Governo.
Um exemplo assustador de que as Junior companies não tem a mínima importância  para muitos burocratas do alto escalão do Governo ocorreu há poucos dias em uma  reunião no Palácio do Planalto onde participavam a Ministra-Chefe da Casa Civil  Gleisi Hoffmann, o Secretário do MME, Carlos Nogueira e Roberto Ventura Santos,  entre outros. Em um dado momento alguém perguntou quanto as junior companies  gastam por ano em pesquisa mineral.  A resposta foi: quinhentos milhões de  dólares por ano. Foi quando o Roberto Ventura, de bate-pronto responde “dá esse dinheiro para a CPRM” e esquece as juniors.
Não foi um “zé-ninguém” que desprezou, com essa frase irresponsável, o trabalho  de milhares de profissionais que hoje tem o seu emprego ameaçado. Para podermos  entender a relevância desta frase, que pode condenar o setor de pesquisa mineral  do Brasil ao desaparecimento e aposentar centenas de empresas pequenas de  mineração e seus funcionários é importante dizer que o Sr. Roberto Ventura é  Diretor de Geologia e Recursos Minerais da CPRM, mestre em Geologia Econômica e  Prospecção e doutor em Geofísica.

Minério de ferro: quanto o Brasil perde ao exportar um produto sem valor agregado?

Minério de ferro: quanto o Brasil perde ao exportar um produto sem valor  agregado?

O minério de ferro é um dos principais produtos da pauta de  exportação do Brasil.e a principal commodity.
principais exportações brasileiras
As exportações totalizaram 41,8 bilhões de dólares em 2011 após um  crescimento recorde de 367% desde 2006 conforme a tabela do Banco  Central acima.
Motivos para celebrar? Nem tanto.
Ao exportarmos minério bruto, sem valor agregado, estamos repassando  todo o lucro da cadeia produtiva ao país comprador que transformará o  minério de ferro em ferro gusa, aço e, depois , em produtos  industrializados que retornarão ao Brasil com lucros embutidos  simplesmente gigantescos. Lucros, é claro, que nós estamos deixando de  ganhar. Em suma essa é uma boa definição de país subdesenvolvido. Não há  muito a celebrar se almejamos crescer e aumentar a distribuição de  riquezas o que deve ser o principal objetivo dos nossos governantes.
Os preços praticados pelo mercado de minério bruto são baixíssimos  quando comparados com produtos de valor agregado como ferro gusa, na  parte mais baixa da escala ou do aço contido em produtos  industrializados, na parte mais alta e nobre da escala.
Um exemplo que ilustra o problema: para construirmos um automóvel  médio com 1.000kg de aço serão necessários em torno de 1,6  toneladas de concentrado de minério de ferro. Esse concentrado,  após a extração, beneficiamento e transporte será vendido em um porto  Brasileiro por apenas R$320 a tonelada ...O veículo  importado feito a partir desse minério de ferro chegará ao mesmo porto  com preço centenas de vezes mais alto.
O nosso minério de ferro bruto é a espinha dorsal de uma indústria  trilionária da qual nós pouco participamos.
Somos o terceiro maior produtor de minério de ferro mas o décimo na  produção de aço cujo preço por tonelada é 5 vezes maior do que o  do concentrado de minério de ferro que vendemos tão  alegremente. Ou seja: ainda somos meros exportadores de matéria prima e  continuamos longe de ser uma das maiores economias do mundo.
Rank Minério de ferro  País   
1 China
2 Australia
3 Brasil
4 India
5 Russian  Federation
6 Ukraine
7 South  Africa
8 Iran,  Islamic Republic Of
9 Canada
10 United  States
Rank País Produção de aço x 1000t
1 China 489,240
2 Japan 120,203
3 United  States 98,100
4 Russian  Federation 72,389
5 India 53,100
6 Korea,  Republic Of 51,517
7 Germany 48,550
8 Ukraine 42,830
9 Italy 31,990
10 Brasil 31,800
  Fonte:  IndexMundi
 Uma revolução que vise uma melhor distribuição de riquezas deve  começar com o foco bem definido nos pontos que irão fazer a diferença  nesta equação. A educação, infraestrutura e saúde devem  obrigatoriamente, ser focados. Mas agregar valor ao minério de ferro a  ser exportado é fundamental e deve ser, também, uma das nossas  prioridades.
Não podemos nos gabar de sermos grandes exportadores de commodities  em estado bruto, como o minério de ferro assim como não podemos nos  gabar de termos um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) só  perdendo, na América do Sul, para a Colômbia, Bolívia e a Guiana.

Seriedade e segurança, a fórmula para atrair bilhões de dólares dos investidores

Seriedade e segurança, a fórmula para atrair bilhões de dólares dos investidores
Todos sabem que sem um conjunto de fatores como seriedade, obediência às leis, segurança, estabilidade política, infraestrutura e logística nenhum país no mundo conseguirá atrair os grandes investidores da mineração.
São exatamente esses pontos, frequentemente esquecidos, pelos nossos políticos em altos cargos que estão afugentando muitos mineradores do Brasil.
O assunto foi endereçado, muito bem, por um dos maiores investidores do setor, Robert Friedland. O bilionário diz que a África do Sul é um dos melhores países do mundo para receber investimentos na área da mineração. Melhor que a Austrália e Canadá.  Segundo Friedland desenvolver projetos na África do Sul é fácil, ao contrário de países como a Mongólia onde Friedland e a Rio Tinto estão praticamente perdendo as concessões de Oyu Tolgoi, um dos giga-depósitos de ouro e cobre ainda não desenvolvido.
Friedland nunca mencionou o Brasil e prefere investir no Congo...onde tem um depósito de alto teor de cobre chamado Kamoa.
Assim como Friedland a maioria dos grandes investidores procuram outras praias que não as nossas. Quando nós brasileiros conseguiremos reverter e apagar esse estigma de país pouco sério, que não respeita os direitos adquiridos e os contratos já existentes? 
Temos que rever os nossos conceitos e, através do voto, nunca mais eleger esses políticos que tanto fazem contra o nosso país.

Oyu Tolgoi, uma nova estratégia

Oyu Tolgoi, uma nova estratégia
Após vários problemas entre a Rio Tinto e o Governo da Mongólia a Rio tenta uma nova rota para apaziguar os ânimos e colocar uma das maiores minas de cobre e ouro em produção máxima. A novidade se chama Craig Kinnell, o executivo que estará substituindo  Cameron McRae como o CEO de Oyu Tolgoi. Kinnell terá um grande desafio de ajustar os vários pontos de atrito criados pelo seu antecessor com os representantes da Mongólia. No momento a Rio está colocando pressão na Mongólia ao congelar seus investimentos de 5 bilhões de dólares e ameaçando cortar 1.700 empregos. Caso isso venha ocorrer os prejuízos do pequeno país serão imensos.

Uraninite

Uraninite


Uraninite
Pitchblende schlema-alberoda.JPG
Pitchblende from Niederschlema-Alberoda deposit, Germany
General
Category Oxide minerals
Formula
(repeating unit)
Uranium dioxide or uranium(IV) oxide (UO2)
Strunz classification 04.DL.05
Crystal symmetry Isometric, hexoctahedral
H-M symbol: (4/m32/m)
Space group: F m3m
Unit cell a = 5.4682 Å; Z = 4
Identification
Color Steel-black to velvet-black, brownish black, pale gray to pale green; in transmitted light, pale green, pale yellow to deep brown
Crystal habit Massive, botryoidal, granular. Octahedral crystals uncommon.
Crystal system Isometric
Cleavage Indistinct
Fracture Conchoidal to uneven
Mohs scale hardness 5–6
Luster Submetallic, greasy, dull
Streak Brownish black, gray, olive-green
Diaphaneity Opaque; transparent in thin fragments
Specific gravity 10.63–10.95; decreases on oxidation
Optical properties Isotropic
Other characteristics Radioactive: greater than 70 Bq/g
References [1][2][3][4]
Major varieties
Pitchblende Massive
Uraninite is a radioactive, uranium-rich mineral and ore with a chemical composition that is largely UO2, but also contains UO3 and oxides of lead, thorium, and rare earth elements. It is most commonly known as pitchblende (from pitch, because of its black color, and blende, a term used by German miners to denote minerals whose density suggested metal content, but whose exploitation was, at the time they were named, either impossible or not economically feasible). The mineral has been known at least since the 15th century from silver mines in the Ore Mountains, on the German/Czech border. The type locality is the town of Jáchymov, on the Czech side of the mountains, where F.E.Brückmann described the mineral in 1727.[5] Pitchblende from the Johanngeorgenstadt deposit in Germany was used by M. Klaproth in 1789 to discover the element uranium.[6]
All uraninite minerals contain a small amount of radium as a radioactive decay product of uranium. Uraninite also always contains small amounts of the lead isotopes 206Pb and 207Pb, the end products of the decay series of the uranium isotopes 238U and 235U respectively. Small amounts of helium are also present in uraninite as a result of alpha decay. Helium was first found on Earth in uraninite after having been discovered spectroscopically in the Sun's atmosphere. The extremely rare element technetium can be found in uraninite in very small quantities (about 0.2 ng/kg), produced by the spontaneous fission of uranium-238.

Occurrence

Uraninite crystals from Topsham, Maine (size: 2.7×2.4×1.4 cm)
Uraninite is a major ore of uranium. Some of the highest grade uranium ores in the world were found in the Shinkolobwe mine in the Democratic Republic of the Congo (the initial source for the Manhattan Project) and in the Athabasca Basin in northern Saskatchewan, Canada. Another important source of pitchblende is at Great Bear Lake in the Northwest Territories of Canada, where it is found in large quantities associated with silver. It also occurs in Australia, Germany, England, and South Africa. In the United States it can be found in the states of New Hampshire, Connecticut, North Carolina, Wyoming, Colorado, Arizona and New Mexico. The geologist Charles Steen made a fortune on the production of Uraninite in his Mi Vida mine in Moab, Utah.
Uranium ore is generally processed close to the mine into yellowcake, which is an intermediate step in the processing of uranium.

See also

References

  1. ^ Klein, Cornelis and Cornelius S. Hurlbut, Jr., Manual of Mineralogy, Wiley, 1985, 20th ed. pp. 307–308 ISBN 0-471-80580-7
  2. ^ Anthony, John W.; Bideaux, Richard A.; Bladh, Kenneth W. and Nichols, Monte C. (ed.). "Uraninite" (PDF). Handbook of Mineralogy. III (Halides, Hydroxides, Oxides). Chantilly, VA, US: Mineralogical Society of America. ISBN 0-9622097-2-4. Retrieved December 5, 2011.
  3. ^ Uraninite. Mindat.org
  4. ^ Uraninite. Webmineral.com
  5. ^ Veselovsky, F., Ondrus, P., Gabsová, A., Hlousek, J., Vlasimsky, P., Chernyshew, I.V. (2003). "Who was who in Jáchymov mineralogy II". Journal of the Czech Geological Society (3–4 ed.) 48: 93–205.
  6. ^ Schüttmann, W. (1998). "Das Erzgebirge und sein Uran". RADIZ-Information 16: 13–34.