sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Garimpo Água Branca está “bamburrado” de ouro e malária

Garimpo Água Branca está “bamburrado” de ouro e malária


Mais de oito mil pessoas vivem e trabalham no Garimpo Água Branca e redondezas. A atividade garimpeira movimenta a economia e os hospitais da região. São extraídas centenas de quilos de ouro e contraídas centenas de malárias todos os meses.

O Garimpo Água Branca que teve início no começo dos anos sessenta do século passado, fica a cerca de 40 km na margem direita de Rodovia BR Transgarimpeira em solo itaitubense e já produziu muito ouro, histórias e ceifou muitas vidas por malária entre outras doenças infectocontagiosas.

Depois de viver seu apogeu esse garimpo ficou quase adormecido, por anos, mas, com a reação do preço do ouro no mercado internacional, o velho “girante” foi despertado, há mais de um ano voltou a ser explorado e vem correspondendo às expectativas dos garimpeiros. Apesar de que o ouro extraído naquelas jazidas ser considerado de baixo teor, pelos garimpeiros, o volume é satisfatório o que acaba sendo compensatório por ser abundante.
     Sr. Paulo, velho garimpeiro de 60 anos, retirou dessas terras 2 toneladas de ouro, mas nunca saiu da região, nem conhece a cidade grande, gastou tudo, tem agora "só 30 kilos de ouro" para aposentadoria. Se morasse na cidade, nem salário mínimo consegueria. Nos preços do ouro, hoje tem + de 2 milhões debaixo do colchão , como costuma dizer, o que é pouco perto do que ele retirou.

Existem frentes de trabalhos de todas as formas, alguns repassam o material que já foi explorado no passado e ainda moem o “curimã” para retiram todo o ouro que ainda existe ali, outros buscam o ouro dos filões através de poços nas profundezas, outras equipes preferem se utilizarem de equipamentos mais sofisticados como máquinas escavadeiras do tipo retro escavadeiras (PC), enquanto outros trabalham no sistema convencional com a draga, bico jato e “mareca”, em fim a corrida pelo ouro está levando muita gente para todos os garimpos da região, entre eles os mais procurados são o Boa Esperança e Água Branca que ficam próximos.

A busca pelo metal que alimenta sonhos acaba movimentando diversos setores da economia, o comércio local em geral, como alimentos, vestiários, combustíveis, ferramentas, equipamentos e transportes entre outros, além do dinheiro do ouro que é pulverizado por todas as partes.

O que também chama a atenção é o grande surto de malária e hepatite que vem ocorrendo paralelamente a toda essa correria. São feitos mais de seiscentas lâminas de malária por mês no posto local da SUCAM, dessas, pelo menos 350 casos são positivos, em primeira mão, os demais acabam sendo confirmados conseqüentemente.

A agente de saúde do posto da SUCAM, Maria do Socorro, microscopista pela prefeitura de Itaituba, disse que já fez até 50 lâminas por dia, a média não baixa de 18 ao dia. Ela observa que faltam médicos, medicamento, um Posto de Saúde da Família (PSF) e transportes para tantos doentes. Mesmo assim a corrida pelo ouro não pára.

Além dos garimpeiros tradicionais tem uma empresa de mineração instalada na “corrutela” fazendo sondagem e outras que estudam e pesquisam o solo com intenção de também explorarem ouro nas proximidades.

Direito de exploração será aceito como garantia bancária

Direito de exploração será aceito como garantia bancária

Os direitos de exploração das empresas sobre jazidas minerais poderão ser oferecidos aos bancos como garantia para a obtenção de financiamento. A mudança está sendo propiciada pelo novo código de mineração. Um decreto específico vai autorizar que os direitos minerários sejam dados como garantia nos empréstimos, segundo Telton Elber Corrêa, secretário-adjunto de Geologia e Mineração do Ministério de Minas e Energia. Trata-se de um pleito histórico da indústria.
Um decreto ainda é necessário, conforme explicou Corrêa, mas o novo modelo do setor já abre caminho para isso. Com um contrato de concessão válido por 40 anos, prorrogável por períodos sucessivos de 20 anos, as empresas terão mais facilidade na hora de negociar financiamento bancário. Mediante a comprovação do potencial de reservas nas jazidas licitadas pelo governo, elas vão contar com um instrumento parecido com os contratos de compra e venda de energia, conhecidos no setor elétrico como "PPAs". Esses contratos em mãos, que têm validade de 15 a 30 anos, são usados por geradoras de energia como garantia nos financiamentos do BNDES.
O novo código de mineração, que ainda precisa ser aprovado pelo Congresso, traz outras novidades. As mudanças atreladas aos royalties do setor mexem com os pagamentos hoje feitos aos "donos da terra" onde a exploração mineral efetivamente ocorre. Pela regra atual, a mineradora tem que pagar uma taxa equivalente a 50% do valor total da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) ao proprietário da terra.
O projeto de lei do governo reduz esse índice para 20%. Ocorre que, como o recolhimento da Cfem deve passar a ser calculado com base na receita bruta da mineradora e não mais no resultado líquido, a redução do percentual não deve levar a uma queda de repasse ao dono da terra.
As grandes mineradoras, afirma o advogado especializado no setor mineral Bruno Feigelson, sócio do escritório Ribeiro Lima Advogados, costumam adquirir as terras onde pretendem operar. Quando a negociação não tem sucesso, elas entram na Justiça com ação de servidão minerária.
A ação não equivale a um pedido de desapropriação da terra - como acontece na implantação de projetos de hidrelétricas, por exemplo, onde o interesse público prevalece sobre a propriedade privada -, mas leva a um acordo entre as partes, liberando a exploração mineral a partir do pagamento dessa taxa. "A tendência das mineradoras é negociar a aquisição da terra, pagando preços muitas vezes elevados por isso. Acredito que essa situação não mudará de rumo", afirmou.
O projeto de lei enviado ao Congresso promete fazer uma grande reformulação no setor, mas evita lidar com quatro atividades específicas: a mineração em terras indígenas, lavras em garimpos, recursos que constituem monopólio da União (como o urânio) e fósseis que de "interesse científico e raro". Todas essas questões continuarão sendo regidas por leis próprias.
O texto deixa nas mãos do Palácio do Planalto a definição de quem integrará o novo Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM). A iniciativa privada e governos estaduais reivindicam participação no conselho, que definirá áreas para licitação.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A descoberta do diamante no Brasil ocorreu em 1729, nas lavras do Tijuco, Mg

1.1. Histórico
A descoberta do diamante no Brasil ocorreu em 1729, nas lavras do Tijuco, Mg – atual Diamantina - para onde atraiu um grande contingente de mineradores, quando o governo português permitiu a livre extração, até 1739, através do pagamento do quinto. Novas descobertas de garimpos surgiram forçando ao governo de Portugal a só consentir a extração por contrato, até 1739, e posteriormente estabeleceu o monopólio, a partir de 1771. Com este regime a extração clandestina intensificou induzindo ao contrabando, sobretudo para a Holanda, Inglaterra e França, mesmo assim as estatísticas oficiais assinalavam que o Brasil ainda era o principal produtor e exportador de diamante até o final do século XIX, desde então só superado pela África do Sul.

A Bahia participou deste importante ciclo econômico, pouco antes do meado desse século, onde esta atividade teve um importante papel na atividade sócio - econômico e política, além de contribuir com a expansão demográfica e povoamento de zonas inabitadas. A descoberta na Chapada provocou um fluxo migratório sem precedentes, oriundo de antigos centros de mineração diamantífera de Minas Gerais e de muitas atividades auríferas na Bahia, tendo como conseqüência o despovoamento de importantes centros urbanos como Diamantina e Serro, em Minas Gerais e Rio de Contas, na Bahia.

Com a queda de preço do diamante no mercado internacional, foi preciso conter a produção, assim em 1731, o vice-rei e governador geral do Brasil, Vasco Fernandes de Menezes, o Conde de Sabugosa - por Carta Régia proibiu a exploração de diamantes na Bahia, onde começaram a surgir evidências de achados. Com isto, os registros históricos são muitos controversos a respeito da descoberta do diamante na Bahia. Os resgates mais antigos afirmam que, em 1817 ou 1818, o capitão-mor Felix Ribeiro de Morais encontrou diamantes na Serra do Gagau, conhecida como serra do Bastião, próximo às fazendas de gado, onde posteriormente surgiu a vila de Mucugê, cuja descoberta é atribuída ao pajé de uma tribo. Acredita-se que dada à proibição da corte, guardou-se segredo sobre o achado.

Seguem-se muitas referências a possível presença do diamante pelos naturalistas alemães Spix e Von Martius, em 1821, que ao examinarem as rochas da serra do Sincorá, na vila do Sincorá, atualmente Sincorá Velho, reconheceram os terrenos diamantíferos semelhantes aos do Arraial do Tijuco, englobando ainda os municípios atuais de Mucugê, Andaraí, Lençóis e Palmeiras.

Publicação de trabalho do geólogo e cientista Orville Derby, em 1882, faz referência à descoberta do primeiro diamante na Chapada, por José de Matos, em 1840, próximo à vizinhança de Santo Inácio, na Chapada Velha. Outras descobertas foram registradas, em 1841, na serra do Assuruá, município de Gentio do Ouro, em 1842, na serra das Aroeiras, em Morro do Chapéu, tornando-se mais tarde um grande produtor e na vila de Bom Jesus do Rio de Contas, hoje sede do município de Piatã, onde foi encontrado o maior diamante dos sertões baiano.

Mas o dado mais significativo é revelado por Theodoro Sampaio, que somente a partir de 1844, a mineração de diamante tomou rumo com a descoberta feita por José Pereira do Prado, o “Cazuza do Prado”. Morador da Chapada Velha que ao percorrer as terras marginais do ribeirão Mucugê, reconheceu o local do terreno como propício e ao fazer um ensaio de algumas horas extraiu grande quantidade de pedras de alto valor. Diz também a história que o diamante foi acidentalmente encontrado em 25 de junho de 1844, por Cristiano Nascimento, afilhado de Cazuza, ao lavar as mãos no leito do riacho Mucugê afluente do rio Cumbucas.

Uma variante desta versão assinala que já na primeira investida, Cazuza encontrou alguns diamantes de fina água neste riacho. Entusiasmado, juntou-se, a alguns amigos e parentes numa expedição de 14 homens e começou a explorar o garimpo, pegando em poucos dias uma boa quantidade destas pedras. Precisando comprar mantimentos, enviou um dos seus colegas, seu melhor amigo chamado Pedro Ferreiro, à Chapada Velha para que este pudesse vender parte do tesouro já encontrado. Seu amigo foi preso e acusado de roubar algum comprador, pois se tratava de gemas de pureza jamais vistas e para se livrar da prisão, o suspeito foi obrigado a revelar o segredo da origem das mais cobiçadas jóias.

Há também outras versões que corroboram com esta versão sendo este o local ou região para onde afluíram dezenas de milhares de aventureiros, faiscadores e garimpeiros de todos os rincões onde aí se espalharam. Calcula-se que 25 mil pessoas foram para lá, aglomerando-se em povoados, onde muitos se transformaram em vilas e posteriormente em municípios – Mucugê, Andaraí, Lençóis e Palmeiras, designada com a região das Lavras Diamantinas.

O Ciclo do Diamante no Brasil durou cerca de 150 anos, da segunda metade do século XVIII até o final do século XIX, quando o País foi o maior produtor mundial. A produção na Bahia foi iniciada em 1844 e seu apogeu perdurou apenas até 1871, com declínio da produção e queda de preço que coincidiu com a expansão das jazidas da África do Sul, descobertas seis anos antes. O colapso da região só não foi maior porque ao lado do diamante passou a ter valor o carbonado ou carbonato usado na indústria e na perfuração de rochas, sobretudo durante a abertura e construção do Canal do Panamá.

1.2. Instituições Envolvidas
Três instituições foram envolvidas na formulação e montagem do Museu Vivo do Garimpo que são: o Museu Geológico da Bahia com sua participação técnica na elaboração do projeto museográfico; a Prefeitura Municipal de Mucugê, onde teve inicio as primeiras frentes de extração do diamante na Chapada, a qual está capacitada para sediar e ser a receptora e mantenedora do mesmo; e o Projeto Sempre Viva, o qual já dispunha de infra-estrutura que foi ampliada e adaptada para abrigar as diversas unidades do Museu Vivo:
A implantação do Projeto “Museu Vivo do Garimpo” justifica-se pela razão de resgatar parte da história do diamante. Deste modo, reconhece o papel desempenhado pela força de trabalho do garimpeiro, que na labuta do dia a dia, para a busca do dinheiro visando o sustento da família ou na ilusão de ficar rico, desempenhou um papel de grande importância social e econômica. Com isto, foi responsável pela exploração e desenvolvimento de riquezas para a região, além da expansão demográfica com a fixação e o desenvolvimento de diversos núcleos urbanos.
E a proposta de um Museu Vivo no lugar onde teve início a exploração do diamante na Chapada, reveste-se de uma precisão histórica no local onde teve inicio as explorações e daí se expandiu na região, tornando-se conhecida como “Lavras Diamantinas”. Portanto:

“Resgatar a história vivenciando a atividade do garimpeiro é tornar-se espectador dos fatos”

Do ponto de vista administrativo a Prefeitura de Mucugê está desenvolvendo uma linha de ação turística voltada para o setor cultural, educativo e científico.

OBJETIVOS
O objetivo deste projeto é difundir a cultura das atividades diamantíferas na Chapada Diamantina, através do Museu Vivo do Garimpo. Em particular tentar resgatar parte da história dos garimpeiros mostrando como tudo iniciou no local, o apogeu deste importante ciclo econômico do país, onde a Bahia, em especial a Chapada Diamantina, vivenciou um curto período de transformação e riqueza e cuja fase de declínio repercutiu na economia mundial.

Petróleo: descoberto campo supergigante na costa de Sergipe?

Petróleo:  descoberto campo supergigante na costa de Sergipe? 
A Bharat Petroleum e a Petrobras intersectaram óleo em um campo situado a 100km da costa de Sergipe. Segundo fontes o bloco SEAL-11 pode ter mais de 3 bilhões de barris o que será a maior descoberta de petróleo recente podendo abrir uma nova fronteira na prospecção de petróleo na costa Brasileira. O óleo é de alta qualidade e, pela sua baixa profundidade, deverá ter custos operacionais bem mais baixos do que os do Pré-Sal.
Outras oito intersecções positivas na região apontam na direção de um possível campo de tamanho supergigante.

O quartzo é um cristal sem eixo de simetria

O quartzo é um cristal sem eixo de simetria que, quando pressionado mecanicamente, gera pólos positivos e negativos em suas extremidades, gerando assim um potencial elétrico. Essa propriedade de um mineral em ficar com sua superfície carregada eletricamente quando é submetido a uma pressão nos extremos de seus eixos cristalográficos, ou vice versa, de sofrer pequenas mudanças de volume quando lhe é aplicada uma voltagem elétrica é chamada piezoeletricidade.
Figura 1 – Lascas de quartzo natural classificada por inspeção visual14
ultrassonora15
Figura 3 – Tetraedros silício-oxigênio18
Figura 4 – Quartzo incolor24
Figura 5 – Ametista24
Figura 6 – Quartzo rosa25
Figura 7 – Quartzo enfumaçado25
Figura 8 – Citrino25
Figura 9 – Quartzo leitoso25
Figura 10 – Olho-de-gato26
Figura 1 – Quartzo rutilado26
Figura 12 – Aventurina26
base em sementes barra Y e placa Z (b) (NDK, 2004)30
piezelétricos e subgrupos baseados na simetria32
LISTA DE FIGURAS Figura 2 - Microscopia eletrônica de varredura de superfícies de quartzo usinadas por abrasão Figura 13 – Esquema de uma autoclave (a) (adaptado de Brice, 1985) e quartzo cultivado com Figura 14: a) efeito piezelétrico direto e b) efeito piezelétrico inversoFigura 15: Relação dos Figura 15: Relação dos piezelétricos e subgrupos baseados na simetria......................................3
Tabela 1 – Polimorfos de SiO217
Tabela 2- Características do Quartzo21
Tabela 3- Constantes Piezelétricas24
LISTA DE TABELAS Tabela 4 – Porcentagem de impurezas nos tipos de quartzo........................................................26
1 INTRODUÇÃO8
2 QUARTZO9
2.1 DEFINIÇÃO9
2.2 OCORRÊNCIA9
2.3 ONDE ENCONTRAR10
2.4 EXTRAÇÃO12
2.5 POLIMORFOS DE SiO216
2.6 CRISTALOGRAFIA18
2.7 PROPRIEDADES FÍSICAS E QUÍMICAS20
2.8 PROPRIEDADE PIROELÉTRICA2
2.9 PROPRIEDADE PIEZOELÉTRICA23
2.10 TIPOS DE QUARTZO24
2.1 APLICAÇÕES28
2.12 QUARTZO CULTIVADO30
3 PIEZOELETRICIDADE31
3.1 HISTÓRIA31
3.2 PIEZELETRICIDADE31
3.3 CERÂMICA34
3.4 APLICAÇÕES35
4 JUSTIFICATIVA37
5 CONCLUSÃO38
SUMÁRIO 6 REFERÊNCIAS.......................................................................................................... 39
1. INTRODUÇÃO
Com o crescimento populacional, avanço da tecnologia e aumento da produção industrial, torna-se necessário uma maior demanda de fontes de energia, mas o grande problema é obter uma energia limpa e renovável. Atualmente discute-se muito a respeito de sustentabilidade.
A descoberta da propriedade de alguns cristais produzirem energia elétrica através de impulsos mecânicos é uma nova opção para a conservação ambiental e produção inesgotável de energia. Sendo o quartzo o mais adequado, pela sua abundância.
A variação sintética do quartzo conhecida como quartzo cultivado reduziu bastante o preço do quartzo natural o que torna este cristal mais próximo de tornar-se um elemento ativo na produção de energia em larga escala.
2. QUARTZO
2.1 DEFINIÇÃO
O nome quartzo é uma palavra germânica de derivação antiga. 1
É possível que tenha sido derivado da palavra saxônica querkluftertz e então para quartzo: esta hipótese é reforçada pelo nome antigo da sílica cristalina na cornualha, “espato cruzador”.2 s.m. Mineral comum, encontrado em muitas rochas. (Sin.: cristal de rocha.) &151; Sua fórmula química é SiO2. Pode ser facilmente reconhecido porque se assemelha a pedaços de vidro quebrado. Também se apresenta sob a forma de pequenos grãos em arenito, quando calcita ou mica o aglutinam. O quartzo é o mais duro de todos os minerais comuns. Somente minerais raros como topázio, coríndon e diamante são mais duros. O quartzo não é facilmente alterado por condições climáticas ou pela umidade. (AURÉLIO)
Antigamente era conhecido apenas como cristal ou “cristal de rocha”.2 É o mais comum dos minerais, presente em rochas ígneas, metamórficas e sedimentares.
Também ocorre como sedimento inconsolidado, sendo o constituinte principal dos depósitos arenosos. 3
2.2 OCORRÊNCIA:
O quartzo é um dos minerais mais abundantes e ocorre como constituinte principal de muitas rochas ígneas, sedimentares e metamórficas.2
O quartzo presente nas rochas ígneas possui um excesso de sílica, tais como o granito, o riólito e o pegmatito. 1
Também ocorre como sedimento inconsolidado, sendo o constituinte principal dos depósitos arenosos.3
Ocorre, também nas rochas metamórficas, como os gnaisses e xistos, formando praticamente o único mineral dos quartzos. Deposita-se muitas vezes a partir de uma solução e é o mineral mais comum de veio e de ganga. 1
Encontra-se como mineral acessório e mineral, e como mineral secundário em filões e jazigos metassomáticos. 2
É extremamente resistente tanto ao ataque químico como ao físico e, assim, a desintegração das rochas ígneas que o contêm produz grãos de quartzo que podem acumular e formar a rocha sedimentar, arenito. 1
Também ocorre como material secundário, formando muitas vezes a cimentação dos sedimentos.2
Quartzo secundário deposita-se frequentemente em torno de grãos préexistentes (de quartzo e de outros minerais) e é um material de cimentação frequente nos sedimentos. Em alguns arenitos relativamente porosos o quartzo secundário pode depositar-se em continuidade cristalográfica com o quartzo detrítico, sendo o limeite netre as duas gerações de sílica apenas visível pela presença ocasional de uma auréola de pigmentação ferruginosa sobre os grãos detríticos. O quartzo autigênico ocorre por vezes em calcários, onde pode formar cristais bem desenvolvidos, tenso sido encontrados pequenos cristais de quartzo bipiramidado embutidos em limonite num arenito ferruginoso que substituíam a dolomite. (W. A. DEER – R. A. HOWIE – J. ZUSSMAN, 2000)
O quartzo é também um constituinte frequente dos filões hidrotermais. 2
Geralmente pode estar associado com calcita, calcopirita, ilvaíta, ortoclásio, microclínio, almandina, muscovita, cianina, biotita e cordierita, entre outros. 3
Formas como o sílex depositam-se com a greda no fundo do mar, em massas nodulares. As soluções contendo sílica podem substituir as camadas de calcário por um quartzo criptocristalino, granular, conhecido por chert, ou camadas descontínuas de “chert” podem formar-se, contemporaneamente com o calcário. Nas rochas, o quartzo está associado, principalmente com o feldspato e amoscovita; nos filões, com quase toda a série de minerais de veios. O quartzo ocorre em grandes quantidades, como areia, nos leitos dos rios e sobre as praias, e como um constituinte do solo. (JAMES D. DANA, 1969)
Em granitos, microgranitos, tonalitos, etc., o quartzo ocorre sob a forma de grãos anédricos, mas pode apresentar contornos euédricos em riolitos de grão fino arrefecidos rapidamente, vitrófiros e pórfiros quartzíferos. 2
Nas rochas ígneas de acidez intermédia a quantidade de quartzo é menor e ocorre geralmente em quantidades inferiores a 5 por cento, embora seja mais abundante em alguns doleritos quartzosos e rochas semelhantes. 20
2.3 ONDE ENCONTRAR:
O cristal de rocha encontra-se amplamente distribuído pelo mundo.1 Dos quais, pode-se citar: No Brasil, as ocorrências mais significativas encontram-se
Na Bahia (Campo Formoso); Novo Horizonte – quartzo rutilado);
Goiás (Depósito do granito Pedra Branca);
Minas Gerais (Distrito Pegmatítico de Juiz de Fora, Araçuaí, Jequitinhonha, Corinto e Diamantina; Lavra da Ilha, em Itinga);
Pará (Depósitos de Alto Bonito, Pau D'Arco e Conceição do Araguaia – ametista); Piauí (Pedro I – opala); Rondônia (Depósito de Bom Futuro, em Ariquemes); Mato Grosso do Sul; Tocantins; Amazonas;
Rio Grande do Sul (maior produtor de ametista do mundo, no Alto e Médio Uruguai – Ametista do Sul, e ágata, no Salto do Jacuí).
No mundo, os principais jazimentos situam-se no:
Afeganistão (Depósitos de Pech, Kunar e Nuristan); Alemanha (Idar-Oberstein); Austrália (Broken Hill, em Nova Gales do Sul – opala);
Canadá (minas de Thunder Bay e Rose Quartz, Quadeville, em Ontário – quartzo róseo);
Casaquistão (Agadir); Egito (Depósitos da Península do Sinai); Escócia (Cairngorm Montains – quartzo enfumaçado); Espanha (depósitos de Valência);
Estados Unidos da América(minas de Oxford, no Maine; HotSprings, no Arkansas – cristal-de-rocha; Little Falla, Herkimer e Ellenville, em Nova Iorque – cristal-de-rocha; Virgin Valley e Humboldt, em Nevada – opala; Pikes Peak, no Colorado – quartzoenfumaçado; Jaspe, no Oregon - Jaspe);
França (La Gardette - cristal-de-rocha);
Índia (depósitos de Swda, jalgaon e Maharashtra);
Inglaterra (depósitos de Dover);
Itália (Ossola, em Novara; Montes Apeninos, Carrara, Ilha de ELba, Turim e Grosseto – opala);

Madagascar (depósitos de Maharitra, Betafo e Ambrosita – quartzo-róseo); Marrocos (Monte Atlas – calcedônia);
México (Minas de Julimes, em Chihuahua e Queretaro – opala; Charcas, em São Luís de Potosí – citrino);
Polônia (Szklary – crisoprásio);
República Tcheca (minas de PodrlKonosí, Ofiovice e Nova Paka – cornalina, Suki e Netín);
Romênia (minas de Baldut e Cavnic, em Maramures);
Rússia (minas de Murzinka, nos Montes Urais – ametista e Jaspe; First Sovietskyi, em Dalgenorsk);
Suíça (São Gotardo, em Uri; Maderanertal, Grimsel, Furka e Mont Blanc); Ucrânia (Maciço de Korostenskiy); Uruguai (Departamento de Artigas – excepcionais ametistas).3
2.4 EXTRAÇÃO
Lavra
A exploração do quartzo natural no Brasil ocorre manualmente, sobretudo em lavras a céu aberto. As lavras subterrâneas, em quantidade muito menor, ocorrem na forma de poços ou túneis. 5 Em torno de um afloramento, são iniciadas escavações utilizando pás e picaretas ou, quando muito, carregadeiras frontais de pequeno porte. 20
A exploração dos veios hidrotermais ocorre verticalmente. Uma vez encontrado, a massa de quartzo, constituída por regiões leitosas e hialinas, é removida pela ação mecânica de marretas, martelos e punções e explosivos. Geralmente, a quantidade de quartzo hialino não ultrapassa 1% do total do quartzo explorado. (STOIBER ET AL., 1945; MARKO ET AL., 2006)
Os blocos resultantes são fragmentados manualmente dando origem a blocos menores (lascas) com o objetivo de separar os fragmentos em função de sua transparência visual. 6
Se remanescentes das operações de fragmentação, os blocos euédricos hialinos são removidos das cavidades e inspecionados visualmente.
As frentes de lavra podem chegar até centenas de metros de comprimento e dezenas de metros de profundidade.5
Os quartzos dos corpos pegmatíticos são geralmente subprodutos oriundos da explotação de gemas como água-marinha, berilo, topázio e turmalinas ou ainda daquela de feldspatos. 5
Os pegmatitos são lavrados em subsuperfície, segundo escavação de galerias de pequeno porte, abertas com pá e picareta na cobertura de alteração. 5
As lavras a céu aberto concentram-se principalmente em depósitos secundários, em aluviões, colúvios e elúvios e em pegmatitos intemperizados. 5
Já a lavra dos geodos de ametista é feita na rocha inalterada e pode se desenvolver a céu aberto ou em galerias horizontais subterrâneas que atingem em média 50 a 100 m de comprimento. 5
Acredita-se que a explotação artesanal de um depósito por um pequeno grupo de garimpeiros seja mais produtiva do que o uso de explosivos e equipamentos sofisticados. Entretanto, em razão da cultura instalada pela alta demanda provocada pela I GM, quando a prioridade era produzir a qualquer custo, consolidou-se a prática de executar uma lavra ambiciosa, em muito facilitada pelo grande número de veios e pegmatitos aflorantes (Luz et al., 2003).
Atualmente, é provável que muitos depósitos de quartzo localizados nas tradicionais regiões produtoras se encontrem em estado de completo abandono. 12 A pesquisa e prospecção dos veios hidrotermais e corpos pegmatíticos de quartzo são praticamente inexistentes, comprometendo tanto a avaliação econômica quanto o seu projeto de lavra dos depósitos. 6 No Brasil, essa situação não diz respeito apenas ao quartzo, mas à maioria dos minerais industriais. 5
O volume e a distribuição esparsa das ocorrências dificulta a explotação sistematizada desses recursos naturais, tanto em mecanização quanto no emprego de mão-de-obra especializada em planejamento e gerência da lavra. 5
Por outro lado, esta peculiaridade pode ser considerada como um fator positivo quando se leva em conta a grande disponibilidade de mão-de-obra pouco qualificada. 5
Tecnicamente assistidos e assegurados por um preço de mercado que lhes dê condição digna de existência, inúmeras frentes de lavra poderiam ser conduzidas pelos garimpeiros.5
Processamento
O quartzo natural é processado em função do seu tamanho, da sua transparência visual e da definição de sua morfologia externa, ou seja, da existência de faces naturais. 19
Com o propósito de suprir a demanda das indústrias de dispositivos eletrônicos e ópticos, o seu processamento ocorre com duas finalidades: a produção de lascas e o processamento dos monocristais de grandes dimensões. 12
A maior parte do quartzo natural lavrado dos veios hidrotermais destina-se à produção de pequenos fragmentos, da ordem de 20 a 50 g, conhecidos internacionalmente como lascas. 12
De acordo com sua transparência visual, as lascas são classificadas em seis classes: primeira, mista, segunda, terceira, quarta e quinta. 6
Apesar desta classificação ser meramente subjetiva, ela está associada ao teor de inclusões fluidas (regiões leitosas) e fissuras contidas na peça. 6
Uma lasca de primeira é aquela com transparência total, desprovida de inclusões e fissuras internas que possam ser observadas a olho nu em ambiente bem iluminado. 12
Para as classes subseqüentes, a transparência visual diminui gradativamente, pois o teor de inclusões e fissuras tende a aumentar. 12
Figura 1 – Lascas de quartzo natural classificada por inspeção visual
O critério visual de classificação das lascas não está baseado em nenhum parâmetro que leve em consideração aspectos como pureza ou perfeição cristalina. 12
No passado, vários estudos foram efetuados com o objetivo de estabelecer uma relação entre a graduação visual.18
Por exemplo, análises químicas na estrutura e nas inclusões fluidas revelaram que a concentração de Al, Fe e Li, não estão relacionados à transparência visual. 19
Enquanto as concentrações de Na e K aumentam à medida que a transparência visual das lascas diminui.19
As lascas de primeira são usadas na obtenção de sílicavítrea de alta pureza para confecção de vidros especiais e pré-formas de fibras ópticas pelo processo MCVD (deposição fase vapor quimicamente modificado).12
As lascas de terceira são destinadas à produção de quartzo cultivado. Enquanto que as lascas de terceira, quarta e quinta são hoje usadas na produção de silício grau metalúrgico que, após purificação química, é empregado na produção de fibras ópticas e silício grau semicondutor. 12
As lascas de transparência inferior também são destinadas a diversas aplicações convencionais como a produção de vidros, tintas anticorrosivas, etc.12
Os blocos de quartzo natural de alta transparência com pelo menos uma das faces naturais identificada são destinados a dois segmentos estratégicos na obtenção de:19 (i) sementes para a produção das barras-mãe de quartzo cultivado; (i) ressonadores monolíticos de geometria tridimensional destinados à produção de sensores de pressão que atuam em ambientes severos.19
Em ambas as situações, as etapas de processamento estão associadas às operações de corte, orientação cristalográfica, lapidação e ataque químico. 7
A orientação cristalográfica é a etapa crucial no processamento dos grandes blocos.
Com base nelas, é possível determinar a direção do eixo Z para, em seguida, determinar a direção e o sentido do eixo X. 12
Com base nas figuras de corrosão em lâminas cortadas perpendiculares às direções +X e
–X é possível determinar a natureza enantiomorfa do cristal, se direita ou esquerda. 12
Em seguida define-se o sistema de eixos ortogonais do qual os cortes cristalinos serão efetuados. 18
As técnicas empregadas na orientação cristalográfica são: (i) corte usando serra diamantada; (i) ataque químico em solução de HF ou NH4F2; (i) inspectoscopia usando luz polarizada; (iv) goniometria por difração de raios-X (Heising, 1946). 19
Figura 2 – Microscopia eletrônica de varredura de superfícies de quartzo usinadas por abrasão ultrassonora (Guzzo et al., 2003).
2.5 POLIMORFOS DE SiO2