segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

As minas de diamante e o meio ambiente

As minas de diamante e o meio ambiente
Por Pedro Jacobi 
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A primeira coisa que um    visitante vê, na maioria das minas de diamantes a céu aberto, é o tamanho    impressionante da cava. A lavra de um kimberlito deixa uma profunda e feia    cicatriz na superfície da Terra, que penaliza a mineração como um todo. A    imagem ao lado é da mina Mir na Sibéria, com 525 metros de profundidade e que    produzia duas toneladas de diamantes por ano. Mir foi fechada em 2001 e desde    então nada foi feito para mitigar o impacto ambiental causado.
Foi    pensando nesse impacto que várias empresas de mineração se engajaram em    programas de recuperação ambiental. Na maioria das vezes é preciso trabalhar    uma área bem maior do que a área da cava para poder compensar pela cicatriz    que, possivelmente, será eterna.
Foi assim que a De Beers criou um programa    chamado de Diamond Route, que visa recuperar o meio ambiente e preservar a    biodiversidade dentro das áreas dos direitos minerais. Como as áreas legais    são muito maiores do que as áreas ocupadas pelas minas, a De Beers está se    propondo a mantê-las indefinidamente através do programa Diamond Route.
  Farão parte do projeto as áreas de:


• The Ezemvelo Nature reserve perto de    Johannesburg
• Kimberley
• Dronfield
• Rooiport Nature Reserve
•    Namaqualand
• Tswalu Kalahari Reserve perto de Korannaberg Mountains
•    Venetia Limpopo Nature Reserve
• Benfontein

A De Beers estará    engajando as comunidades locais e várias entidades que irão fornecer    treinamentos e cursos aos interessados em participar na conservação.
Um    projeto similar está sendo feito pela Rio Tinto na recuperação de Argyle, sua    mina australiana que é a maior mina de diamantes do mundo. Em Argyle as    operações receberam o certificado ISO14001 de gerenciamento ambiental. As    operações visam mitigar e remediar os impactos ambientais através de

•    Uso e conservação da água e da energia
• Proteção do meio ambiente e das    espécies vegetais e animais
• Gerenciamento de espécies exóticas e    erradicação de espécies não nativas
• Cursos de consciência ambiental entre    trabalhadores
• Proteção dos locais indígenas

               

martha
foto da   recuperação de uma barragem de rejeitos em mina onde foram minimizados   os impactos consideravelmente
 
 


A recuperação de minas é um assunto importante e deve    fazer parte do orçamento da lavra aprovado pelo Ministério de Minas e Energia.    Neste relatório a empresa deve informar especificamento qual o plano de    recuperação dos estragos ambientais feitos durante a vida útil da mina.    Possivelmente a empresa deverá ter que recuperar uma área bem maior do que    aquela afetada.

Carvão: poluição do ar em Shanghai é recorde histórico

Carvão: poluição do ar em Shanghai é recorde histórico
A qualidade do ar da cidade de Shanghai na China tem uma escala que vai até 350. Hoje a poluição foi tanta que ultrapassou o nível de 300 que é de extrema poluição que leva perigo iminente à vida. O nível medido foi de  303 mais de 10 vezes o limite aceitável. Os monitores informam os níveis a cada hora, veja a imagem, assim como a quantidade de poluentes e de partículas acima de 2,5 micras que são as maiores responsáveis pelos insuportáveis níveis de poluição medidos hoje. A principal fonte da poluição é a queima de carvão mineral indiscriminada nas indústrias e casas chinesas sem a devida filtragem dos gases emitidos.
A poluição transformou Shanghai a cidade mais  populosa do mundo com mais de 23 milhões de habitantes, em uma câmara de gás. As mortes por problemas decorrentes da poluição se intensificaram e as crianças e idosos foram advertidos para não sair de suas casas.  
Mesmo assim, apesar do fog, a maratona internacional de Shanghai não foi adiada e muitos atletas dos 35.000 que participaram,  tiveram que correr com máscaras pela primeira vez na história da maratona. Caso os níveis continuem nestes patamares a cidade corre o risco de ser literalmente fechada e paralisada.
shanghai

Maracás Vanádio em rota de produção

Maracás Vanádio em rota de produção

A Largo Resources informa que o seu projeto de vanádio, o maior do Brasil, Maracás, está dentro do programado devendo entrar em produção até março de 2014. No momento estão sendo feitos obras relativas a linha de transmissão, planta de tratamento de água, abertura do céu aberto e instalação de equipamentos da mina.
O ddepósito de Maracás tem 67 milhões de toneladas com teores em torno de 1% de V2O5
A junior canadense Largo  Resources está bem financiada e com um off-take agreement de 6 anos negociado com a Glencore.

Bons presságios para 2014: depois de um longo período, 760 empresas chinesas se preparam para novos IPOs

Bons presságios para 2014:  depois de um longo período, 760 empresas chinesas se preparam para novos IPOs

Por mais de um ano nenhum IPO (oferta pública de ações) foi feito nas Bolsas Chinesas. Finalmente as coisas mudaram e 760 empresas chinesas já buscam a aprovação para fazer seus IPOs. Oitenta e três destas empresas já receberam a aprovação da Bolsa para lançar as suas ações.
A enxurrada de IPOs deve começar em janeiro de 2014 quando, pelo menos 50 empresas lançarão as suas ações. As demais ainda esperam passar nas auditorias, o que deve levar quase um ano para terminar. Mesmo assim a Bolsa de Shanghai em 2014, verá alguns milhares de IPOs.
Se tudo correr bem e a economia mundial continuar firme, será uma verdadeira revolução no mercado acionário chinês. Bilhões de dólares novos serão injetados nas empresas e na economia o que contribuirá para diretamente para o crescimento mundial.
Um excelente presságio para 2014.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Sequestro de carbono: a salvação pode estar nos basaltos

Sequestro de carbono: a salvação pode estar nos basaltos
Desde a conferência de Quioto, em 1997, foi divulgado o conceito do sequestro de carbono. A ideia é tirar o CO2 da atmosfera e injetá-lo em rochas sedimentares porosas como os arenitos evitando, dessa forma, que o CO2 volte à atmosfera. A captura e a estocagem do CO2 passaram a ser debatidas nos meios científicos e  consideradas por muitos, como uma solução mitigadora do aquecimento global.
No entanto, os testes em arenitos, demonstraram o que era esperado: o CO2, após injetado, percola gradativamente pelos poros da rocha e acaba voltando à atmosfera. Essa constatação jogou um balde de água fria nos ânimos dos defensores do sequestro de carbono.
Hoje, uma nova experiência em curso, pode demonstrar que o processo pode ser viável.
É a estocagem de CO2 em rochas basálticas.
O uso de basaltos ao invés de arenitos é preconizado por geólogos que acreditam que o CO2 irá reagir com o magnésio, cálcio e ferro, abundantes nos basaltos, formando carbonatos nos poros da rocha, que ficarão retidos na forma sólida e estável jamais retornando como gás à superfície.
O primeiro experimento está ocorrendo nos Estados Unidos, em basaltos próximos de Wallula em Washington, onde foram injetados 1.000 toneladas de CO2 a 800m de profundidade. O CO2 será monitorado pelos próximos anos quando então será testada essa teoria. O monitoramento será feito em furos de sondagem. Segundo estudos de laboratório a transformação de CO2 em carbonatos deverá ocorrer em menos de 10 anos.
A teoria tem seus céticos, como a Geóloga Susan Hovorka, especialista em sequestro de carbono, que acredita que o CO2 será diluído em águas subterrâneas e voltará à superfície e para a atmosfera com o tempo.
Outros vão mais longe ainda e dizem que o aquecimento global está acabado ou acabando e que as emissões de CO2 não estão aumentando as temperaturas terrestres...
Ainda vamos ver muitos desdobramentos dessa história.