quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

TSX: BSX logo The LARGEST developing GOLD PROJECT in BRAZIL

http://www.belosun.com/Projects/Volta-Grande/default.aspx

Grupo canadense quer extrair ouro ao lado de Belo Monte

Grupo canadense quer extrair ouro ao lado de Belo Monte
Por André Borges | De Brasília
O rio Xingu vai deixar de ser palco exclusivo de Belo Monte, a polêmica geradora de energia em construção no Pará. Em uma região conhecida como Volta Grande do Xingu, na mesma área onde está sendo erguida a maior hidrelétrica do país, avança discretamente um megaprojeto de exploração de ouro. O plano da mineradora já está em uma etapa adiantada de licenciamento ambiental e será executado pela empresa canadense Belo Sun Mining, companhia sediada em Toronto que pretende transformar o Xingu no "maior programa de exploração de ouro do Brasil".

O projeto é ambicioso. A Belo Sun, que pertence ao grupo canadense Forbes & Manhattan Inc., um banco de capital fechado que desenvolve projetos internacionais de mineração, pretende investir US$ 1,076 bilhão na extração e beneficiamento de ouro. O volume do metal já estimado explica o motivo do aporte bilionário e a disposição dos empresários em levar adiante um projeto que tem tudo para ampliar as polêmicas socioambientais na região. A produção média prevista para a planta de beneficiamento, segundo o relatório de impacto ambiental da Belo Sun, é de 4.684 quilos de ouro por ano. Isso significa um faturamento anual de R$ 538,6 milhões, conforme cotação atual do metal feita pela BM&FBovespa.

A lavra do ouro nas margens do Xingu será feita a céu aberto, porque "se trata de uma jazida próxima à superfície, com condições geológicas favoráveis". Segundo o relatório ambiental da Belo Sun, chegou a ser verificada a alternativa de fazer também uma lavra subterrânea, mas "esta foi descartada devido, principalmente, aos custos associados."

Para tirar ouro do Xingu, a empresa vai revirar 37,80 milhões de toneladas de minério tratado nos 11 primeiros anos de exploração da mina. As previsões, no entanto, são de que a exploração avance por até 20 anos. Pelos cálculos da Belo Sun, haverá aproximadamente 2.100 empregados próprios e terceirizados no pico das obras.

O calendário da exploração já está detalhado. Na semana passada, foi realizada a primeira audiência pública sobre o projeto no município de Senador José Porfírio, onde será explorada a jazida. Uma segunda e última audiência está marcada para o dia 25 de outubro. Todo processo de licenciamento ambiental está sendo conduzido pela Secretaria de Meio Ambiente do Pará. O cronograma da Belo Sun prevê a obtenção da licença prévia do empreendimento até o fim deste ano. A licença de instalação, que permite o avanço inicial da obra, é aguardada para o primeiro semestre do ano que vem, com início do empreendimento a partir de junho de 2013. A exploração efetiva do ouro começaria no primeiro trimestre de 2015, quando sai a licença de operação.

Todas informações foram confirmadas pelo vice-presidente de exploração da Belo Sun no Brasil, Hélio Diniz, que fica baseado em Minas Gerais. Em entrevista ao Valor, Diniz disse o "Projeto Volta Grande" é o primeiro empreendimento da companhia canadense no Brasil e que a sua execução não tem nenhum tipo de ligação com a construção da hidrelétrica de Belo Monte ou com sócios da usina.

"Somos uma operação independente, sem qualquer tipo de ligação com a hidrelétrica. Nosso negócio é a mineração do ouro e trabalhamos exclusivamente nesse projeto", disse Diniz.

O "plano de aproveitamento econômico" da mina, segundo o executivo, ficará pronto daqui a seis meses. Nos próximos dias, a Belo Sun abrirá escritórios em Belém e em Altamira. Hélio Diniz disse que, atualmente, há cerca de 150 funcionários da empresa espalhados na Volta Grande do Xingu, região que é cortada pelos municípios de Senador José Porfírio, Vitória do Xingu e Altamira.
O local previsto para receber a mina está localizado na margem direita do rio, poucos quilômetros abaixo do ponto onde será erguida a barragem da hidrelétrica de Belo Monte, no sítio Pimental. A exploração da jazida, segundo Diniz, não avançará sobre o leito do rio. "A mina fica próxima do Xingu, mas não há nenhuma ação direta no rio."

Para financiar seu projeto, os canadenses pretendem captar recursos financeiros no Brasil. De acordo com o vice-presidente de exploração da Belo Sun, será analisada a possibilidade de obter financiamento no BNDES. "Podemos ainda analisar a alternativa de abrir o capital da empresa na Bovespa. São ações que serão devidamente estudadas por nós."

Segundo a Belo Sun, o futuro reservado para a região da mina, quando a exploração de ouro for finalmente desativada, será o aproveitamento do projeto focado no "turismo alternativo", apoiado por um "programa de reabilitação e revegetação". Na audiência pública realizada na semana passada, onde compareceram cerca de 300 pessoas, a empresa informou que haverá realocação de pessoas da área afetada pelo empreendimento e que a construção de casas será financiada pela Caixa Econômica Federal. A Belo Sun listou 21 programas socioambientais para mitigar os impactos que serão causados à região e à vida da população.

Curiosidades da Geologia: Lusi o maior vulcão de lama do mundo ainda em erupção

Curiosidades da Geologia: Lusi o maior vulcão de lama do mundo ainda em erupção
Em maio de 2006 um vulcão de lama entrou em erupção em East Java na Indonésia. Na fase inicial o vulcão Lusi (lama na linguagem local) expelia mais de 180.000 metros cúbicos de lama destruindo casas, escolas, 25 fábricas e fazendas em vários quilômetros quadrados.
As causas de Lusi ainda são controversas. Alguns querem culpar um terremoto de magnitude 6,3  que ocorreu poucos dias antes da erupção, mas cujo epicentro foi a 280 km de distância. Outros, a maioria, culpa uma sondagem profunda para gás, que estava em andamento no local onde hoje existe o centro do vulcão.
Para os geólogos o vulcão é o resultado da fuga de água de um aquífero de água carbonatada situado a 2.500m abaixo da superfície que foi intersectado pelo furo exploratório . Esta água foi subitamente despressurizada e subiu pelo furo de sondagem, levando no seu caminho milhões de toneladas de lama. A pressão se acumulou e rompeu as rochas até a superfície causando o fenômeno.
Em 2008 a empresa de sondagem Lapindo Brantas concordou em pagar uma compensação financeira aos 50.000 habitantes que foram atingidos pelo vulcão Lusi.
Os custos do desastre superam os quatro bilhões de dólares.
Hoje Lusi se comporta como um gêiser com pulsos gasosos ocorrendo em intervalos quase constantes. Segundo os estudiosos Lusi deverá continuar a sua erupção por mais uns dois a três anos quando, finalmente, perderá a força e extinguir.

Foto: Adek Berry, AFP/Getty Images

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Mineradora angolana de diamantes vai distribuir todo o lucro de 2012

Mineradora angolana de diamantes vai distribuir todo o lucro de 2012


A mineradora angolana Sociedade Mineira do Catoca vai distribuir a seus acionistas a totalidade dos lucros obtidos em 2012, de US$ 131,7 milhões. Com a divisão dos lucros, o grupo brasileiro Odebrecht, que detém 16,4% de participação na Catoca, vai receber US$ 21,6 milhões.
Apesar da queda dos lucros em 2012, a Sociedade Mineira do Catoca vai distribuir para seus acionistas a totalidade dos US$ 131,7 milhões obtidos em lucros no ano passado.. O grupo brasileiro Odebrecht, que detém 16,4% de participação na Catoca, vai ficar comUS$ 21,6 milhões na divisão dos lucros.
Em 2012, a lucratividade da empresa caiu 7% em relação ao ano anterior em função da queda dos preços dos diamante. Em 2011, o lucro foi de US$ 141,6 milhões. As informações são do Relatório de Contas da empresa, publicado pela empresa esta semana.
O documento informa que a empresa estatal angolana Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama) e a estatal russa Almazzi Rossi – Sakha (Alrosa), que detém 32,8% de participação da Catoca, vão receber US$ 43,2 milhões cada. A LLI Holding, empresa do grupo privado israelita Lev Leviev, tem 18% de participação na Catoca e vai receber US$ 23,7 milhões.
Fundada em 1993, a Catoca é a maior produtora de diamantes de Angola e a quinta maior do mundo.
No ano passado, as vendas somaram US$ 579 milhões, queda de US$ 32 milhões em relação a 2011. De acordo com a empresa, a queda do preço do diamante, a instabilidade nos Estados Unidos e Europa e o abrandamento do crescimento da China e Índia também contribuíram para a regressão nas vendas.
O mercado de diamantes brutos em Angola teve aumento de US$ 922,9 milhões em 2012, com produção total de 7,8 milhões de quilates, segundo dados da Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam). O país é o quarto maior produtor de diamante do mundo, depois de Botswana, Rússia e Canadá.

Brasil ultrapassa marca de 500 mil quilates de diamantes certificados

Brasil ultrapassa marca de 500 mil quilates de diamantes certificados




O Brasil exportou 519.832 quilates de diamantes brutos, no valor de US$ 51,6 milhões, pelo Sistema de Certificação do Processo de Kimberley (SCPK), desde 2006 até outubro deste ano. O Processo visa estancar o fluxo de “diamantes de conflito”, provenientes de regiões controladas por movimentos rebeldes.
Em reunião com os países-membros do Processo de Kimberley, o Brasil se tornou membro oficial do Grupo de Trabalho de Especialistas de Diamantes. O país também apoiou a candidatura da Angola à vice-presidência do Processo, que deverá ocupar a presidência em 2015, na reunião que aconteceu de 19 a 22 de novembro, em Joanesburgo, na África do Sul,

A Venezuela continua auto-suspensa do acordo. Foi reconhecido, em plenária, que acontecimentos extraordinários impediram que aquele país cumprisse as metas estabelecidas na Declaração de Washington, de 2012.

Neste ano, o encontro contou com mais de 300 participantes de diversos países, incluindo representantes da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME), do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e do Ministério de Relações Exteriores.

O Processo Kimberley é um procedimento articulado entre os governos, a indústria internacional do diamante e a sociedade civil com o intuito de impedir o fluxo de “diamantes de conflito”. O acordo se baseia em Resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) e legislações nacionais específica.

É um processo histórico que defende os direitos humanos, a paz e o desenvolvimento sustentável. O objetivo é evitar que pedras preciosas financiem violência e movimentos rebeldes.

O Brasil é reconhecido como um dos países que mais defendem o diamante para o desenvolvimento no Processo Kimberley, sendo ele inovador na criação de um fórum nacional que congrega governo e sociedade civil, o Fórum Brasileiro do Processo Kimberley.

As reuniões acontecem anualmente, com o objetivo de aprofundar as discussões e deliberar em relação aos assuntos relevantes do Processo. A SCPK conta com 76 países-membros e mais dez solicitaram autorização para fazerem parte do grupo, incluindo dois países da América do Sul (Chile e Peru) e outros, como, Argélia, Burkina Faso, Egito, Filipinas, Uganda, Panamá, Quênia, Suazilândia e Qatar. As informações são do website do MME.