quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Erro crasso: os diamantes de 4,4 bilhões de anos não existem

Erro crasso: os diamantes de 4,4 bilhões de anos não existem
Em 2007 uma equipe de geólogos e cientistas encontrou diamantes inclusos em um zircão do conglomerado de Jack Hills na Austrália, que foi datado em 4,4 bilhões de anos. A geologia de Jack Hills compreende uma série de rochas sedimentares supracrustais com intercalações de BIFs metamorfoseadas no grau granulito. Segundo os cientistas que efetuaram a “descoberta” essa datação tornava a inclusão de diamante no mineral mais antigo da Terra. A partir desse trabalho muito se falou e novas teorias foram criadas para explicar a existência de uma crosta terrestre suficientemente espessa que permitisse a geração de diamantes. O assunto foi tão propagado que Jack Hills foi praticamente tombada no Register of the National Estate da Austrália.
No entanto tudo não passou de um erro bastante primário, mas que só foi descoberto recentemente pelos cientistas da Universidade da Califórnia após inspeção do zircão com os poderosos microscópios eletrônicos.
O diamante foi artificialmente inserido em uma rachadura microscópica do zircão quando o mineral foi polido com uma pasta polidora que – veja você – continha diamantes sintéticos na sua composição.
Um erro clássico que causou enormes estragos e embaraços aos cientistas que não conseguiram perceber a contaminação

Petrobras ou PetroBraX?

Petrobras ou PetroBraX?
Após a desintegração dos ativos tóxicos do Grupo X o mercado volta suas especulações à Petrobras. Todos falam sobre a gigantesca dívida, o não reajuste dos preços dos combustíveis e sobre as taxas de câmbio que penalizam a petroleira. Mas, aos poucos, alguns começam a falar sobre assuntos estruturais mais sérios como poços em exaustão sem substituição por novas descobertas, sobre a capacidade da Petrobras de aumentar a produção e, finalmente, sobre as VERDADEIRAS reservas de petróleo da Petrobras. Será que o pré-sal é tudo isso que a Petrobras e o Governo estão dizendo?  Essa é a pergunta de bilhões de dólares que pode afundar o Brasil.
Será que o pré-sal contém vários poços tipo “Tubarão Azul”, o execrado poço que a OGX dizia ter 900 milhões de barris e que se tornou inviável? O que nós vimos ocorrer com a OGX, que é fruto da falta de uma certificação séria das reservas e recursos de petróleo, pode estar ocorrendo, nas mesmas proporções, com a Petrobras. Afinal, estamos no mesmo país e sob as mesmas leis. O que nós vemos sobre o pré-sal é uma propaganda governamental ufanista que ressalta as maravilhas e grandezas do pré-sal. Todos queremos que isso seja verdade.
Mas, temos que acreditar em tudo que se escreve?
Talvez não, pois esses dados parecem não ter o respaldo de um cálculo de reservas feito por auditoria externa competente, dentro dos padrões aceitos pelas bolsas internacionais. É incrível, mas todos estamos comprando o pré-sal pelo que a mídia publica sem vermos nenhum relatório de auditoria externa de porte mundial. Muito o que se fala e publica é altamente preliminar e sem uma base concreta. Não basta ter um relatório. Esse relatório tem que ser calcado em grande densidade de dados certificados e de alta qualidade.
Ou, de outra forma, teremos apenas recursos inferidos os quais podem, como o Tubarão Azul, se esvanecer no futuro...neste caso teremos o efeito PetroBraX: mais um imenso calote, que neste caso, será pago pelo povo brasileiro.

As exportações de gás e óleo: o grande negócio do futuro parece distante do Brasil

As exportações de gás e óleo: o grande negócio do futuro parece distante do Brasil
  No futuro próximo o grande negócio não mais estará do lado do minério de ferro, do ouro ou das terras-raras, mas sim do óleo e do gás. No mundo moderno existem grandes potencias econômicas que são totalmente dependentes da importação de óleo e gás. Um bom exemplo é o Japão, a terceira maior economia do mundo.
Após o desastre de Fukushima o Japão está erradicando as usinas nucleares e isso o torna um grande importador de óleo e gás. Somente em 2013 essas importações subiram 13% e em 2014 não será melhor. A lista de importadores como a China, a Índia e vários países europeus só faz crescer, prenunciando que os países exportadores de gás e óleo serão os grandes ganhadores desse novo superciclo. Novas potências econômicas serão criadas e outras fortalecidas.
 Será que o Brasil participará desse novo ciclo de crescimento?
Os Estados Unidos estarão entre os ganhadores graças aos enormes avanços na produção de gás e óleo a partir dos folhelhos. Esses folhelhos, ou xistos para os brasileiros, irá causar uma revolução econômica nos EUA, a partir de 2020, maior ainda do que já causou até agora. Após 2020 os Estados Unidos serão totalmente autossuficientes e grandes exportadores de óleo e gás. Isso vai ocorrer no momento em que muitos países produtores têm seus poços em exaustão e com baixa produção.
Aqui no Brasil, infelizmente, ainda não caiu a ficha para a maioria dos políticos e burocratas do Governo, que controla, com mão de ferro, o setor de energia e a Petrobras.
Cada dia que passa está mais longe a nossa autossuficiência em óleo e gás. Não que o gigantesco Brasil não tenha enormes recursos. Mas, simplesmente porque faltam política, a estratégia e os investimentos corretos.
O Brasil colocou todas as fichas no pré-sal onde os custos são elevados e a produção e prospecção é mais lenta. Enquanto os demais países produtores reduzem os custos de produção do barril nós, no pré-sal, só aumentamos. Talvez em um futuro próximo, quando o pré-sal esteja produzindo aquilo que o Governo promete, os custos elevados irão inviabilizar a exportação deste óleo.
Sofremos de uma carência de planejamento a longo-médio prazo, pois, infelizmente, os nossos políticos e governantes só conseguem pensar, no máximo em um horizontes de 8 anos. É nesta estratégia política distorcida que os planos para a autossuficiência do país se encontram, perdidos.
No jogo político o negócio é inaugurar no último ano do mandato, prometer tudo nas eleições e empurrar com a barriga por 7 anos sem cumprir 50% do que foi prometido.
Como pensar em um plano de 20-50 anos se os nossos políticos só olham para o próprio umbigo, no curto prazo e envenenam e inviabilizam com suas politicagens demagógicas os bons planos que possam existir?
Quando ouvimos os digníssimos ministros e os líderes das empresas de petróleo tudo parece estar andando as mil maravilhas. A produção está crescendo e o país está quase lá... prometem.
Uma pena, mas essa história não é corroborada pelos números.
Somente agora vimos um aumento de 2,5% na produção do pré-sal em novembro, segundo informa a ANP. Em dezembro o pré-sal produziu 346.100 barris por dia de óleo e 12,1 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Muito longe do previsto e muito longe do consumo interno brasileiro. A produção de óleo e gás em novembro de 2013 foi apenas 1,4% acima da produção de novembro de 2012.
Estamos involuindo.
Por mais bonita que seja a retórica e a semântica Governamental um fato permanece estampado: estamos importando mais e produzindo menos.  A conta não bate e os investidores, que não são trouxas, abandonam a Petrobras vendendo as ações.
O Brasil deveria estar produzindo a partir dos folhelhos, nos vários Estados, onde estes ocorrem. Desta forma ao produzir gás ou óleo em um determinado Estado isso iria não só aumentar a produção, mas também reduzir os custos de produção e transporte beneficiando a população local que paga um custo de frete elevadíssimo, graças às distâncias das refinarias e às estradas esburacadas do interior. Neste cenário não só atingiremos a autossuficiência, mas, também, reduziremos os fretes, os preços dos combustíveis no interior do país interiorizando as riquezas e, muito provavelmente, entraremos na briga da exportação do óleo e gás. Se a nossa Presidenta quisesse...poderíamos ter um futuro brilhante. Basta planejar!
Não ter um plano que contemple a imediata produção de gás e óleo a partir dos imensos jazimentos de folhelhos que temos de Norte ao Sul é de uma incompetência letal. Letal para nós, os brasileiros que ainda bebemos e comemos as mazelas de um país subdesenvolvido sentado em cima de reservas minerais de um país de primeiro mundo.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Ibama ataca garimpos de diamantes na TI Roosevelt

Ibama ataca garimpos de diamantes na TI Roosevelt

Três garimpos foram desativados durante a operação (Foto: Ibama/Divulgação)

Espigão do Oeste. Garimpeiros ilegais foram flagrados operando máquinas de garimpo pelo Ibama, Polícia Federal e Funai, quando tentavam retomar a extração ilegal de diamantes na Terra Indígena Roosevelt em Rondônia. Os responsáveis foram identificados e responsabilizados quanto a legislação ambiental e crimes correlacionados. Os 17 motores que funcionavam no garimpo foram destruídos para evitar a continuidade dos danos ambientais.  A destruição de equipamentos, máquinas e estrutura envolvida no garimpo ilegal, como as balsas fluviais, é uma medida prevista em lei e utilizada em situações como esta. O Ibama alerta que os garimpeiros devem buscar a legalidade ambiental para evitar multas, embargos e perda de equipamentos, máquinas e estrutura.
A Terra Indígena Roosevelt conhecidamente é possuidora de reservas minerais de diamante, mas a extração ilegal continuará sendo reprimida com rigor em operações conjuntas como esta. A operação de fiscalização foi planejada e executada conjuntamente entre o Ibama, Polícia Federal e Funai.
A CPT RO tinha denunciado em 29 de abril o funcionamento clandestino do garimpo.
A extração ilegal de minérios realizada em terras da União pode ser denunciadas ao Ibama e aquelas realizadas em áreas particulares ao órgão ambiental estadual para apuração, por questão de competência legal, conforme prevê a Lei Complementar nº140/2011.
Fontes: Tudorondonia/ Dipro/Ibama

Preocupado com os preços do minério de ferro? Não é motivo para ficar: está começando o Ano do Cavalo

Preocupado com os preços do minério de ferro? Não é motivo para ficar: está começando o Ano do Cavalo
Estão começando as festividades do novo ano chinês: o Ano do Cavalo. Por mais de uma semana tudo vai parar na China. Bilhões de passagens serão emitidas e praticamente todos os chineses estarão engajados nas celebrações do ano novo, o ano do cavalo. Até os trens de transporte de carga estão parados para que o sistema dê vazão às centenas de milhões que irão trafegar.
Não é a toa que os preços das commodities estão em queda. Os chineses anteciparam as festividades e tem estoques no pátio. Assim que as festividades acabarem é que veremos quais são as tendências reais. Agora é festa!
Um bom Ano do Cavalo a todos.