Paradoxo: com preços do ouro em queda australianos aumentam a produção
Parece paradoxal. Com os preços do ouro em queda a Austrália produziu,
em 2013, o maior volume de ouro nesta última década. Em 2013 a produção
australiana de ouro atingiu 273t, 7% acima da de 2012.
O que levou os australianos a baterem recordes de produção em momento
que o ouro caía é simples: eles pararam de lavrar o minério de baixo
teor, que não pagava o investimento, e passaram a lavrar os minérios de
alto teor. Essa estratégia aumentou, naturalmente, a produção de ouro
para o mesmo volume lavrado. Bingo!! Foi batido o recorde.
Este é o lado positivo. O negativo é que as jazidas por terem maior
volume relativo de baixo teor começam a perder o valor e, se os cálculos
não forem bem feitos algumas serão inviabilizadas.
Tudo tem um custo a pagar...
segunda-feira, 3 de março de 2014
Poconé ouro: Magellan se prepara para entrar
Poconé ouro: Magellan se prepara para entrar
A canadense Magellan Minerals assinou uma LOI com a ECI Exploration. A mineradora está se preparando para adquirir 50% dos prospectos da ECI na região de Poconé no Mato Grosso. A Magellan vai pagar um total de 1,5 milhão de dólares pela aquisição, se tudo correr bem.
Os prospectos de Poconé estão em uma faixa que vai de Cuiabá até Poconé e são caracterizados por venulações de quartzo com sulfetos e ouro encaixados em um xisto grafitoso de baixo grau que foi submetido a falhamentos de empurrão. Essa geologia de Poconé é similar à de Morro do Ouro e já havia atraído a Rio Tinto na década de 90. Na época a mineradora investigou a maioria dos garimpos mas não conseguiu identificar um depósito mínimo de 4 milhões de onças de ouro e abandonou Poconé. Desde então dezenas de mineradoras passaram por Poconé. Uma das características dos garimpos de região é a o intenso uso de máquinas pesadas que propiciou bons lucros aos garimpeiros locais, que são os mais desenvolvidos do Brasil, em termos de qualidade na lavra do minério de ouro. O Garimpo praticamente invadiu a cidade (foto) e foi duramente atacado pelos ambientalistas que tentam proteger o Pantanal.
Publicado em: 3/3/2014 12:00:00
A canadense Magellan Minerals assinou uma LOI com a ECI Exploration. A mineradora está se preparando para adquirir 50% dos prospectos da ECI na região de Poconé no Mato Grosso. A Magellan vai pagar um total de 1,5 milhão de dólares pela aquisição, se tudo correr bem.
Os prospectos de Poconé estão em uma faixa que vai de Cuiabá até Poconé e são caracterizados por venulações de quartzo com sulfetos e ouro encaixados em um xisto grafitoso de baixo grau que foi submetido a falhamentos de empurrão. Essa geologia de Poconé é similar à de Morro do Ouro e já havia atraído a Rio Tinto na década de 90. Na época a mineradora investigou a maioria dos garimpos mas não conseguiu identificar um depósito mínimo de 4 milhões de onças de ouro e abandonou Poconé. Desde então dezenas de mineradoras passaram por Poconé. Uma das características dos garimpos de região é a o intenso uso de máquinas pesadas que propiciou bons lucros aos garimpeiros locais, que são os mais desenvolvidos do Brasil, em termos de qualidade na lavra do minério de ouro. O Garimpo praticamente invadiu a cidade (foto) e foi duramente atacado pelos ambientalistas que tentam proteger o Pantanal.
Publicado em: 3/3/2014 12:00:00
Brazil Resources: ações sobem exponencialmente após a compra de jazimentos no Tapajós
Brazil Resources: ações sobem exponencialmente após a compra de jazimentos no Tapajós
A junior canadense Brazil Resources sabia que estava fazendo um bom negócio ao adquirir, a preço de crise, a Brazilian Gold Corp. No negócio ela comprou os principais ativos da BGC que são os jazimentos de S. Jorge, Boa Vista e Surubim. A jazida do S. Jorge foi descoberta pela Rio Tinto na década de 90 e, desde então passou por muitas mãos. A última foi a BGC. Boa Vista é uma descoberta da Octa-Majestic que, após a saída da Brazilian Gold ainda permanece no negócio. E Surubim é um garimpo de ouro conhecido que foi adquirido pela BGC recentemente. Apesar do estágio ainda preliminar das cubagens os ativos somam mais de 2 milhões de onças de ouro com certificação NI-43-101, mas com potencial para superar facilmente as 3 milhões de onças de ouro.
O que a Brazil Resources talvez não esperasse foi a vertiginosa subida de suas ações após um breve período de dormência onde ela buscou capital para as novas empreitadas. As ações subiram 142% em 1 mês e parece que ainda não perderam o fôlego podendo subir mais ainda nas próximas semanas.
Mais uma grande dica de investimento feita pelo Portal do Geólogo que dedicou um artigo sobre o bom momento para comprar junior companies..
(veja a matéria )
A junior canadense Brazil Resources sabia que estava fazendo um bom negócio ao adquirir, a preço de crise, a Brazilian Gold Corp. No negócio ela comprou os principais ativos da BGC que são os jazimentos de S. Jorge, Boa Vista e Surubim. A jazida do S. Jorge foi descoberta pela Rio Tinto na década de 90 e, desde então passou por muitas mãos. A última foi a BGC. Boa Vista é uma descoberta da Octa-Majestic que, após a saída da Brazilian Gold ainda permanece no negócio. E Surubim é um garimpo de ouro conhecido que foi adquirido pela BGC recentemente. Apesar do estágio ainda preliminar das cubagens os ativos somam mais de 2 milhões de onças de ouro com certificação NI-43-101, mas com potencial para superar facilmente as 3 milhões de onças de ouro.
O que a Brazil Resources talvez não esperasse foi a vertiginosa subida de suas ações após um breve período de dormência onde ela buscou capital para as novas empreitadas. As ações subiram 142% em 1 mês e parece que ainda não perderam o fôlego podendo subir mais ainda nas próximas semanas.
Mais uma grande dica de investimento feita pelo Portal do Geólogo que dedicou um artigo sobre o bom momento para comprar junior companies..
(veja a matéria )
domingo, 2 de março de 2014
O ESTADO DO PARÁ E O PARADOXO DA SUA ABUNDÂNCIA MINERAL
O ESTADO DO PARÁ E O PARADOXO DA SUA ABUNDÂNCIA MINERAL
Xafi da Silva Jorge João (1).
(1) CPRM.
Resumo:
Os indicadores econômicos da indústria de base mineral do Estado do
Pará mostram a alta performance do setor mineral estadual no
cenário
amazônico e nacional, denunciando a fertilidade do seu substrato
geológico, o qual reflete uma abundância mineral que contrasta com
o
crescimento econômico e com o desenvolvimento social do Estado. O
diagnóstico construído é indicativo de uma significativa contribuição do
setor
mineral paraense para a lógica do desenvolvimento nacional, porém, com
uma participação minúscula para a lógica do desenvolvimento
estadual,
estabelecendo-se um aberrante paradoxo envolvendo uma relação entre os
abundantes recursos minerais como riqueza e os escassos
índices
sociais como pobreza. O paradoxo da abundância mineral
paraense – o 2º maior produtor nacional - fica evidente quando
da
comparação
dos indicadores econômicos e sociais do Estado aos demais estados da
Região Amazônica, com destaque para a produção , o
valor
de comercialização, a pauta de exportações e a balança comercial em
contraste com as taxas de crescimento, PIB Real estaduais, PIB Per
Capita
e Índice de Desenvolvimento Humano. Os principais atores sociais do
Estado do Pará vêm, historicamente, discutindo o geodestino
paraense
baseado na economia dos seus recursos minerais, mostrando que políticas
públicas dirigidas ao Estado, centradas no extrativismo e
no
enclavismo mineral, não colocam o Pará no eixo do desenvolvimento. Ao
Estado do Pará se impõe um modelo mineral meramente extrator e
exportador
de bens minerais primários, cuja comercialização tem participação
desprezível na internalização da renda mineral. Dissociada de um
modelo
endógeno de desenvolvimento, a configuração da atividade mineral, no
Estado do Pará, está segmentada nas vertentes do garimpo e da
grande
empresa. O garimpo estimulado como uma atividade econômica alternativa e
a grande empresa, atraída pelas vantagens comparativas,
proporcionadas
pela dimensão e qualidade de suas jazidas de classe internacional,
atendem a um modelo mineral desenhado pelas políticas
minerais
dos anos 70 e 80. Essas políticas permanecem dirigidas ao apoiamento de
grandes projetos minerais, objetivando a geração de divisas
e
atender aos interesses de segmentos do setor privado. A ausência de
políticas públicas de fomento ao pequeno minerador tem contribuído
para
a exclusão do garimpo do setor mineral formal da região, com
conseqüente marginalização de milhares de pequenos produtores. O
grande
desafio paraense está centrado na capacidade de se evoluir do forte
perfil extrativista para uma fase industrial de transformação mineral
com
maior agregação de valor econômico, fortalecendo a reprodução e a
retenção de renda gerada pelo aproveitamento de seus recursos
minerais.
O desenvolvimento do Estado, alicerçado na indústria de base mineral,
dependerá da verticalização em seu próprio território, sendo
imperativo
a oferta abundante de hidro-energia e outros empreendimentos de
infraestrutura, tendo em vista a natureza eletro-intensiva dos
minerais
produzidos. O Estado do Pará exportando bens minerais primários como
ferro, manganês, bauxita, cobre e caulim, exporta também,
a geração de empregos e rendas, eternizando uma situação de pobreza regional e cristalizando um inaceitável paradoxo
Setor mineral corresponde a 89% das exportações no Pará
Setor mineral corresponde a 89% das exportações no Pará
Minério de ferro destaca-se como a principal commodity exportada.
Dados são do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará.
Mais uma vez o destaque entre as commodities foi o minério de ferro, que representou 82% das exportações minerais do Pará, um crescimento de 17% em relação ao primeiro semestre de 2012. O cobre e o manganês também figuram com saldo positivo, apresentando um aumento de 55% e 43% das exportações locais.
Outra boa notícia é um substancial crescimento da arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) nos últimos sete meses, no Pará. O último levantamento que o Simineral recebeu do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) mostra que, em 2012, o estado arrecadou R$ 524 Milhões de CFEM. Já no período de janeiro a julho deste ano, os chamados royalties da mineração contabilizaram R$ 583 milhões, 11% a mais do que o total arrecadado durante todo o ano passado. Quando comparada à arrecadação do mesmo período, temos crescimento de 247%.
O grande destaque na arrecadação dos royalties é o município de Parauapebas, no sudeste paraense. O município arrecadou R$ 522 milhões, praticamente o que o Pará conseguiu recolher em 2012. “E se compararmos a arrecadação no município em relação ao mesmo período do ano anterior, teremos aumento de 184%”, observa José Fernando Gomes Júnior, presidente do Simineral.
Além de Parauapebas, tiveram maior arrecadação em Canaã dos Carajás, Paragominas, Marabá, Juruti, Oriximiná e Ipixuna do Pará. “Como todos sabem, os recursos oriundos da CFEM podem ser aplicados em projetos que beneficiem, exclusivamente, a sociedade, melhorando a qualidade de vida com investimentos em infraestrutura, saúde, educação, meio ambiente, entre outros. É, exatamente, isso que esperamos dos municípios que usufruem desse direito, que possam oferecer, cada vez mais, melhor qualidade de vida à população”, ressalta o executivo.
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