domingo, 16 de março de 2014

Minério de ferro: a era dos minidepósitos?

Minério de ferro: a era dos minidepósitos?
Quando se fala em jazimentos de minério de ferro sempre pensamos em tamanhos fora da escala, em bilhões de toneladas. Ou, mais raramente, em pequenos depósitos de altíssimo teor com minério saindo direto do britador para o forno.
Nunca, até hoje, havíamos visto no Brasil um projeto baseado em um depósito de pouco mais de 100 milhões de toneladas de minério, um minidepósito se comparado aos gigantescos da Vale, CSN, Minas-Rio, O2iron , Caetité e outros que estão em fase de construção. O mais interessante é que este  minidepósito tem os teores de ferro bem abaixo dos teores de outros jazimentos brasileiros.
 Estamos falando de Jambreiro, uma jazida controlada pela australiana Centaurus Metals que tem 128Mt e um teor médio de apenas 27,2%.
O que faz Jambreiro interessante do ponto de vista econômico?
O pulo do gato nesse jazimento está nos baixos custos de lavra e processamento. O minério é friável e pode ser cominuído em moinho de bolas, com baixíssimo custo. O undersize terá um processo simples e barato de beneficiamento com jigs, espirais de concentração e separação magnética que fará um produto, de baixo custo, com 65% Fe.
Desta forma serão concentrados, durante a vida útil da mina, 18 milhões de toneladas a 65% de Fe. O all-in cash cost sera baixo: US$22/t FOB mina. O CAPEX total é de US$53 milhões o que deve gerar um lucro de algumas centenas de milhões de dólares ao longo de 18 anos e uma TIR de 33%.
Tudo isso com uma produção anual de apenas 1Mt de concentrado... Já com o relatório aprovado e com as licenças em dia a produção deverá iniciar no primeiro trimestre de 2015.
Será uma nova tendência na mineração de ferro? Um caso de Davi contra Golias?
O que conta em um caso desses, são as margens de lucro. No caso de Jambreiro o minério concentrado deve ser vendido no Brasil, mas, na pior das hipóteses, chegará a qualquer porto Chinês com um custo ainda bem abaixo dos US$60/t. Ou seja, com um preço altamente competitivo. 

Brazil Resources fecha negócio e compra a Brazilian Gold

Brazil Resources fecha negócio e compra a Brazilian Gold
A crise  tornou várias empresas baratas e muito atrativas. Foi o caso da canadense  Brazilian Gold, que tem em seu portfólio mais de 2 milhões de onças de ouro  certificados. A empresa investiu principalmente no Tapajós, em projetos de alta  qualidade como São Jorge e Boa Vista, onde se associou à Octa Mineração.
Apesar  dos bons projetos as ações da Brazilian Gold estavam muito baratas e isso tornou  a junior canadense em uma presa apetitosa para aquelas mineradoras capitalizadas  como informamos no Portal do Geólogo em junho deste ano. A Brazilian Gold era  uma presa certa no agressivo mercado pós-crise.
Somente  agora a Brazilian Gold foi comprada pela Brazil Resources, uma junior canadense  que vem investindo em projetos de ouro no Brasil. A Brazil Resources é  capitaneada por Amir Adnani, um jovem e bem sucedido investidor que fez fortuna  em sua empresa de urânio a Uranium Energy Corp e tem no seu Board personalidades  como o brasileiro e banqueiro Mário Garnero, do Brasilinvest.
Com essa  aquisição a Brazil Resources passa a ser a empresa de mineração, no Brasil, com  os maiores recursos de ouro em projetos ainda não desenvolvidos.
Tudo  leva a crer que a Brazil Resources  tem  potencial de se transformar em uma poderosa “mid-tier”.
Vai ser  interessante acompanhá-la em sua saga.

sábado, 15 de março de 2014

Carpathian Gold atrasará sua auditoria anual: motivo irregularidades com contratada:

Carpathian Gold atrasará sua auditoria anual: motivo irregularidades com contratada: ações despencam aos menores níveis históricos
A junior canadense informa que está atrasando o seu relatório de auditoria anual que deve ser entregue até 31 de março. A empresa alega que deverá investigar irregularidades antes da auditoria final. A Carpathian vem enfrentando uma série de problemas como a autorização provisória suspensa pela SUPRAM, graças a possível contaminação ambiental derivada de vazamento de solução com cianeto o que causa atrasos no cash flow da empresa.
Agora, mais uma notícia que preocupa os investidores e que faz as ações da empresa despencarem, somente hoje, 14,29%.
A Carpathian opera uma mina de ouro, Riacho dos Machados,  a céu aberto, com 20,9 milhões de toneladas de minério com teor de ouro de 1,24g/t.

Poluição do ar. Quem é o culpado o combustível ou a tecnologia?

  Quando se fala em poluição do ar não há como evitar não falar na China. É lá que a poluição de cidades imensas atinge os piores índices do planeta. Até para o sistema de mensuração chinês o ar das grandes cidades é considerado impróprio para a vida.
No caso da China o principal vilão é o carvão e, em segundo lugar, os veículos que lançam milhões de toneladas de gases na atmosfera.
São os combustíveis, sólidos ou líquidos, os principais responsáveis por essa poluição. Correto?
Não é bem assim. O que acontece é que as plantas termoelétricas chinesas, em sua maioria, que queimam carvão, não estão adequadas para uma maior eficiência e para a redução da poluição no ar que a tecnologia moderna permite. O mesmo ocorre com os veículos que ainda não dispõem de filtros com catalizadores de metais do grupo da platina, mais caros, e bem menos poluidores.
Como sempre tudo é uma questão de dinheiro.
Se os dispositivos antipoluição fossem instalados nessas plantas e veículos os preços iriam aumentar e os lucros, naturalmente, desapareceriam.
É assim em, praticamente, todos os países do mundo.
Os governos fingem que não veem e as empresas prometem, sempre para o futuro, mas as soluções, que existem, nunca chegam ao consumidor que é obrigado a respirar o ar poluído por milhões de motores obsoletos e plantas sem a filtragem adequada.
Os vilões, como era de se esperar, não são os combustíveis, mas sim os governos que não obrigam as empresas a implementar as tecnologias existentes e permitem, como vocês verão abaixo, verdadeiros genocídios.
As tecnologias empregadas são menos eficientes mas são muito mais baratas e acessíveis ao usuário, tornando as empresas e os governos que arrecadam, mais  ricos.
Talvez você não saiba, mas existem tecnologias para a redução de emissões nocivas que podem ser utilizadas em veículos e nas plantas termoelétricas que reduzirão as emissões a quase zero ou para níveis inferiores aos preconizados pelas leis mais severas.
Por que elas não são utilizadas? A resposta está acima: simplesmente porque elas reduzem os lucros.
É o efeito perverso do modelo capitalista mundial que coloca o lucro acima dos cidadãos.
Poucos já despertaram para o problema que ameaça a humanidade como um todo e estão passando dos discursos para a ação.
O Grã Bretanha, por exemplo, estará recebendo uma multa de 300 milhões de libras anuais, dada pela Comissão Europeia, por não conseguir reduzir os níveis de dióxido de nitrogênio conforme a legislação adotada em 2008. Na verdade os Britânicos foram advertidos durante 15 anos e nada fizeram em total desrespeito aos seus cidadãos, o que ocasiona 29.000 mortes por ano somente na Grã Bretanha.
Estudos feitos pela Organização de Saúde Mundial, mostram que as piores cidades do mundo são poluídas principalmente por atividades industriais, plantas metalúrgicas e refinarias, resíduos radioativos, esgotos sem tratamento, qualidade do ar, chumbo derivado do ácido de baterias, e por garimpos de ouro.  Sempre, por trás dessa poluição existe um Governo que nada faz e é conivente, o verdadeiro vilão dessa história.
As piores cidades do mundo são:

1-Linfen na China é a cidade mais poluída do mundo. O principal agente é a queima do carvão em plantas obsoletas sem filtragem adequada.
2-Tianying, China: a principal causa é a poluição de chumbo derivada de plantas e minas sem o controle ambiental. O chumbo reduz o QI das crianças e envenena o solo e as águas.
3-Sukinda, Índia: minas de cromita sem controle ambiental liberam o cromo hexavalente, ou cromato, que é usado na pigmentação do couro, que na Índia é feita manualmente por trabalhadores imersos na solução, o que causa 85% das mortes nesta região.
4-Vapi, Índia: a poluição é causada por indústrias que lançam o mercúrio, em níveis 100 vezes maiores do que o aceitável, no meio ambiente.
5-La Oroya, Peru: a cidade revolve em torno da refinaria de chumbo, cobre, zinco e prata de La Oroya. Neste local , graças a falta de cuidados com o meio ambiente, 99% das crianças estão envenenadas por chumbo.
6-Dzerzhinsk,Rússia:  aqui a principal poluição é causada por vazamentos de gases altamente tóxicos de armamentos soviéticos. É a cidade com a maior poluição química do mundo onde mais de 300.000 toneladas de resíduos tóxicos, como gás sarin e vx foram jogados no meio ambiente, sem as devidas precauções, entre 1930 a 1998. O índice de mortes no nascimento é 260% maior do que a média mundial.
7-Norilsk, Rússia: o berço da maior produtora de níquel do mundo a mineradora russa Norilsk é, também, uma das cidades mais poluídas do mundo. A poluição de Norilsk está no ar com elevadas concentrações de dióxido de enxofre derivado das plantas metalúrgicas. Mais de 4 milhões de toneladas de produtos químicos como o SO2 são liberados na atmosfera , sem a filtragem adequada, por ano.
8-Chernobyl, Rússia:  como todos sabem a infame Chernobyl foi palco de um dos maiores desastres radioativos da história. Esse desastre liberou 100 vezes mais radiação na atmosfera do que a bomba de Hiroshima. A região continuará inabitada e contaminada por milhares de anos...
9-Sumgayit, Azerbaijão: aqui os produtos orgânicos e metais pesados foram despejados por indústria petroquímica que lança 12.000 toneladas de emissões por ano, contendo, inclusive o mercúrio.
10-Kabwe, Zambia:  a cidade está poluída por cádmio, derivado do processamento metalúrgico do chumbo. As crianças locais estão, quase todas, contaminadas por chumbo e cádmio.

Quando estudamos as causas desse genocídio fica muito claro que a responsabilidade não é do produto químico ou do combustível que polui, mas sim das autoridades que permitem que empresas e entidades poluam  sem a obrigatoriedade do uso da tecnologia existente, para evitar a poluição e proteger as pessoas e o meio ambiente. 

Costa do Marfim tenta atrair investidores para uma nova corrida de ouro

Costa do Marfim tenta atrair investidores para uma nova corrida de ouro
Nem só de marfim vive o país africano. A Costa do Marfim é também conhecida por ser a maior produtora de cacau do mundo e, agora, quer,  também, ser uma grande produtora de ouro.
A ideia é viável pois o país é cortado por  pelo greenstone belt Brimian, uma formação rochosa com enorme potencial para abrigar jazimentos de ouro, cobre e níquel. A Mina Tongon, por exemplo, localizada a 50km da fronteira com o Mali, já é a maior mina de ouro do país e o prenúncio de muitas outras que virão. Esta mina é controlada pela Sul Africana Randgold Resources que tenta se estabelecer como a maior produtora do país.
Pensando em atrair os investidores estrangeiros o Ministro de Minas Daniel Kablan Duncan disse “ nós queremos o resto do mundo aqui”.
Talvez a Costa do Marfim tenha, realmente, muito mais a oferecer do que o nome indica...