domingo, 16 de março de 2014

MINERAIS E PEDRAS PRECIOSAS As pedras preciosas e semipreciosas, além de serem usadas como jóias, bijuterias,brincos, colares, pulseiras, anéis, pedras lapidadas, brutas, cinzeiros, chapas, chaveiros e enfeites para a casa, são empregadas em uso terapêutico desde as mais antigas civilizações. São também compostas por elementos químicos e dotadas de propriedades físicas inerentes a cada espécime, e alvos de investigações científicas desde a antiguidade. Forum dos Minerais , Participe !!! Ametista: (do grego amethystos)Variedade violeta de quartzo colorido pelo oxido de ferro e utilizada em joalheria. Existe um local na Serra do Espinhaço no Estado da Bahia no Brasil que tem o nome de Serra das Ametistas. Realmente são muito belas as mesmas, mesmo antes de serem lapidadas, conferindo muita calma para quem a olha ou usa. É o simbolo do Terceiro Olho que tudo o vê .Fornece cura para a tristeza , mágoas e depressão . Possui efeito tranquilizador e deve ser aplicado quando a mente se enconta em estado extenuados , hipertensos ou oprimidos . Também é a pedra da realização das metas pessoais, da conquista do poder de influências ou outros e das forças do guerreiro. Atua contra a embriaguez e a insonia .A ametista é a gema representativa mais importante do grupo do quartzo, conhecida desde a antiguidade. Cor violeta; as substâncias corantes são o ferro, o manganês e o titânio. Não é clivável. Encontra-se em drusas, gretas, raramente em jazidas aluvionares. Localidades: Brasil, Uruguai, República de Malgaxe, Sri Lanka, França. AGATAS: Pedras semipreciosas, formada de zonas diversamente coloridas.São óxidos de silício, variedade microcristalina do quartzo. Aparece geralmente em faixas ou camadas e apresenta uma estrutura fibrosa e microgranular. Subdivide-se em muitas variedades: Ágata quando as faixas são paralelas entre sí e formam curvas, as vezes concêntricas; ônix quando as camadas são plano paralelas; Cornalina se os veios forem vermelhos, devido a presença de hemátita; Crisoprásio se tiver cor verde-maçã devido a presença de niquel; Enidro se contiver água em seu interior. A calcedônia é usada para finalidades ornamentais. Uruguai, Índia, Urais e Australia são regiões produtoras, juntamente com o Brasil, em vários municípios gaúchos, como Alegrete, Camaquã, Livramento e São Borja.( extraído do livro Pedras Preciosas e outros Minerais, guia de identificação de G.Brocardo ) AGUA -MARINHA: A água-marinha ainda é decerto a mais conhecida das pedras preciosas brasileiras. Suas cores abrangem todo o espectro do azul, refletindo as tonalidades encontradas no mar ao longo do imenso litoral brasileiro. A evidência que lhe cabe tem de ser hoje repartida com a dos recentes achados de esmeraldas, mas seu próprio valor, apesar disso, já aumentou a um ritmo mais rápido que praticamente o de qualquer outra pedra - sobretudo no tocante aos espécimes mais delicados e raros. O julgamento do valor pode contudo ser extremamente enganoso, porque mudanças pouco perceptíveis de coloração têm um impacto desproporcionalmente grande sobre a raridade da pedra - e por conseguinte, sobre o preço. Em última análise, esse valor só pode ser aferido por especialistas em contato direto com o mercado. ESMERALDA Esmeralda:(do grego smaragdos) Pedra preciosa pertencente a familia dos berilos, de cor verde, verde amarelada, azul esverdeada, ou mesmo amarela, que ocorre em rochas graniticas e em pegmatitos. É um silicato natural de aluminio e berilo hexagonal, com pequena quantidade de oxido de cromo, que lhe dá a cor. Ocorre em rochas granilicas e em pegmatitos. Os principais produtores são: Colombia,Brasil, India, e Paquistão, onde échamada esmeralda oriental que é uma variedade de corindom, constituida de aluminio puro.A incomparável esmeralda. Não fora sua feliz descoberta, o Brasil não teria ascendido ao primeiro lugar como o principal produtor mundial de pedras preciosas. Com o seu verde intenso, misterioso e singular, a esmeralda em tempos antigos era considerada um símbolo de imortalidade e fé. Uma aura mística a envolveu desde sempre, talvez por causa da atração que ela parece exercer sobre o olhar humano, levando-o por seu interior às profundezas mais insondáveis. Por outro lado, devido ao seu valor consistentemente elevado, tornou-se um símbolo de status por excelência. Apenas quatro países ainda a produzem: Zâmbia e Zimbabwe, na África, e Colômbia e Brasil, na América do Sul. Destes, o Brasil parece ser hoje o fornecedor mais estável, em virtude de sua posição geopolítica. Topazio Imperial Os primeiros topázios brasileiros foram descobertos na terceira década do século XVIII na região de Ouro Preto, a primeira capital de Minas Gerais. Até hoje essa região é a maior produtora de topázio imperial. Após a exaustão das jazidas de topázio da antiga União Soviética, o Brasil tornou-se o único produtor em escala comercial de topázios imperiais em suas diversas tonalidades: amarelada, laranja, champagne e conhaque, essa com ligeira nuance rosa. O tipo cor de rosa, que contém traços de cromo, é dificilmente encontrado no comércio, reservando-se a colecionadores. Topázios amarelo-pálido, em cristais às vezes de vários quilates , são frequentes nos pegmatitos do norte de Teófilo Otoni. Lapidados, produzem belas pedras brilhantes, cuja aparência é próxima à safira amarela. Topázio azul lapidado Os topázios azuis, que lembram a água-marinha, distinguem-se desta pelo brilho ligeiramente mais metálico e intenso e, principalmente, por sua densidade mais alta. Tais topázios, sempre encontrados em pegmatitos ou aluviões, provêm da Bahia, do Espírito Santo e, principalmente, de regiões de Minas Gerais. Formas de Lapidação mais usadas :

MINERAIS E PEDRAS PRECIOSAS
As pedras preciosas e semipreciosas, alé
MINERAIS E PEDRAS PRECIOSAS
As pedras preciosas e semipreciosas, além de serem usadas como jóias, bijuterias,brincos, colares, pulseiras, anéis, pedras lapidadas, brutas, cinzeiros, chapas, chaveiros e enfeites para a casa, são empregadas em uso terapêutico desde as mais antigas civilizações. São também compostas por elementos químicos e dotadas de propriedades físicas inerentes a cada espécime, e alvos de investigações científicas desde a antiguidade. Forum dos Minerais , Participe !!!
                        Ametista: (do grego amethystos)Variedade violeta de quartzo colorido pelo oxido de ferro e utilizada em joalheria. Existe um local na Serra do Espinhaço no Estado da Bahia no Brasil que tem o nome de Serra das Ametistas. Realmente são muito belas as mesmas, mesmo antes de serem lapidadas, conferindo muita calma para quem a olha ou usa.  É o simbolo do Terceiro Olho que tudo o vê .Fornece cura para a tristeza , mágoas e depressão . Possui efeito tranquilizador e deve ser aplicado quando a mente se enconta em estado extenuados , hipertensos ou oprimidos . Também é a pedra da realização das metas pessoais, da conquista do poder de influências ou outros e das forças do guerreiro. Atua contra a embriaguez e a insonia .A ametista é a gema representativa mais importante do grupo do quartzo, conhecida desde a antiguidade. Cor violeta; as substâncias corantes são o ferro, o manganês e o titânio. Não é clivável. Encontra-se em drusas, gretas, raramente em jazidas aluvionares. Localidades: Brasil, Uruguai, República de Malgaxe, Sri Lanka, França.


AGATAS: Pedras semipreciosas, formada de zonas diversamente coloridas.São óxidos de silício, variedade microcristalina do quartzo. Aparece geralmente em faixas ou camadas e apresenta uma estrutura fibrosa e microgranular. Subdivide-se em muitas variedades: Ágata quando as faixas são paralelas entre sí e formam curvas, as vezes concêntricas; ônix quando as camadas são plano paralelas; Cornalina se os veios forem vermelhos, devido a presença de hemátita; Crisoprásio se tiver cor verde-maçã devido a presença de niquel; Enidro se contiver água em seu interior. A calcedônia é usada para finalidades ornamentais. Uruguai, Índia, Urais e Australia são regiões produtoras, juntamente com o Brasil, em vários municípios gaúchos, como Alegrete, Camaquã, Livramento e São Borja.( extraído do livro  Pedras Preciosas e outros Minerais, guia de identificação de G.Brocardo )
                                              

AGUA -MARINHA:
   A água-marinha ainda é decerto a mais conhecida das pedras preciosas brasileiras. Suas cores abrangem todo o espectro do azul, refletindo as tonalidades encontradas no mar ao longo do imenso litoral brasileiro. A evidência que lhe cabe tem de ser hoje repartida com a dos recentes achados de esmeraldas, mas seu próprio valor, apesar disso, já aumentou a um ritmo mais rápido que praticamente o de qualquer outra pedra - sobretudo no tocante aos espécimes mais delicados e raros. O julgamento do valor pode contudo ser extremamente enganoso, porque mudanças pouco perceptíveis de coloração têm um impacto desproporcionalmente grande sobre a raridade da pedra - e por conseguinte, sobre o preço. Em última análise, esse valor só pode ser aferido por especialistas em contato direto com o mercado.

ESMERALDA
Esmeralda:(do grego smaragdos) Pedra preciosa pertencente a familia dos berilos, de cor verde, verde amarelada, azul esverdeada, ou mesmo amarela, que ocorre em rochas graniticas e em pegmatitos. É um silicato natural de aluminio e berilo hexagonal, com pequena quantidade de oxido de cromo, que lhe dá a cor. Ocorre em rochas granilicas e em pegmatitos. Os principais produtores são: Colombia,Brasil, India, e Paquistão, onde échamada esmeralda oriental que é uma variedade de corindom, constituida de aluminio puro.A incomparável esmeralda. Não fora sua feliz descoberta, o Brasil não teria ascendido ao primeiro lugar como o principal produtor mundial de pedras preciosas. Com o seu verde intenso, misterioso e singular, a esmeralda em tempos antigos era considerada um símbolo de imortalidade e fé. Uma aura mística a envolveu desde sempre, talvez por causa da atração que ela parece exercer sobre o olhar humano, levando-o por seu interior às profundezas mais insondáveis. Por outro lado, devido ao seu valor consistentemente elevado, tornou-se um símbolo de status por excelência.
   Apenas quatro países ainda a produzem: Zâmbia e Zimbabwe, na África, e Colômbia e Brasil, na América do Sul. Destes, o Brasil parece ser hoje o fornecedor mais estável, em virtude de sua posição geopolítica. 

Topazio Imperial
Os primeiros topázios brasileiros foram descobertos na terceira década do século XVIII na região de Ouro Preto, a primeira capital de Minas Gerais. Até hoje essa região é a maior
 produtora de topázio imperial. Após a exaustão das jazidas de topázio da antiga União Soviética, o Brasil tornou-se o único produtor em escala comercial de topázios imperiais em suas diversas tonalidades: amarelada, laranja, champagne e conhaque, essa com ligeira nuance rosa. O tipo cor de rosa, que contém traços de cromo, é dificilmente encontrado no comércio, reservando-se a colecionadores. Topázios amarelo-pálido, em cristais às vezes de vários quilates , são frequentes nos pegmatitos do norte de Teófilo Otoni. Lapidados, produzem belas pedras brilhantes, cuja aparência é próxima à safira amarela.
Topázio azul lapidado     Os topázios azuis, que lembram a água-marinha, distinguem-se desta pelo brilho ligeiramente mais metálico e intenso e, principalmente, por sua densidade mais alta. Tais topázios, sempre encontrados em pegmatitos ou aluviões, provêm da Bahia, do Espírito Santo e, principalmente, de regiões de Minas Gerais.

Formas de Lapidação mais usadas :
m de serem usadas como jóias, bijuterias,brincos, colares, pulseiras, anéis, pedras lapidadas, brutas, cinzeiros, chapas, chaveiros e enfeites para a casa, são empregadas em uso terapêutico desde as mais antigas civilizações. São também compostas por elementos químicos e dotadas de propriedades físicas inerentes a cada espécime, e alvos de investigações científicas desde a antiguidade. Forum dos Minerais , Participe !!!
                        Ametista: (do grego amethystos)Variedade violeta de quartzo colorido pelo oxido de ferro e utilizada em joalheria. Existe um local na Serra do Espinhaço no Estado da Bahia no Brasil que tem o nome de Serra das Ametistas. Realmente são muito belas as mesmas, mesmo antes de serem lapidadas, conferindo muita calma para quem a olha ou usa.  É o simbolo do Terceiro Olho que tudo o vê .Fornece cura para a tristeza , mágoas e depressão . Possui efeito tranquilizador e deve ser aplicado quando a mente se enconta em estado extenuados , hipertensos ou oprimidos . Também é a pedra da realização das metas pessoais, da conquista do poder de influências ou outros e das forças do guerreiro. Atua contra a embriaguez e a insonia .A ametista é a gema representativa mais importante do grupo do quartzo, conhecida desde a antiguidade. Cor violeta; as substâncias corantes são o ferro, o manganês e o titânio. Não é clivável. Encontra-se em drusas, gretas, raramente em jazidas aluvionares. Localidades: Brasil, Uruguai, República de Malgaxe, Sri Lanka, França.


AGATAS: Pedras semipreciosas, formada de zonas diversamente coloridas.São óxidos de silício, variedade microcristalina do quartzo. Aparece geralmente em faixas ou camadas e apresenta uma estrutura fibrosa e microgranular. Subdivide-se em muitas variedades: Ágata quando as faixas são paralelas entre sí e formam curvas, as vezes concêntricas; ônix quando as camadas são plano paralelas; Cornalina se os veios forem vermelhos, devido a presença de hemátita; Crisoprásio se tiver cor verde-maçã devido a presença de niquel; Enidro se contiver água em seu interior. A calcedônia é usada para finalidades ornamentais. Uruguai, Índia, Urais e Australia são regiões produtoras, juntamente com o Brasil, em vários municípios gaúchos, como Alegrete, Camaquã, Livramento e São Borja.( extraído do livro  Pedras Preciosas e outros Minerais, guia de identificação de G.Brocardo )
                                              

AGUA -MARINHA:
   A água-marinha ainda é decerto a mais conhecida das pedras preciosas brasileiras. Suas cores abrangem todo o espectro do azul, refletindo as tonalidades encontradas no mar ao longo do imenso litoral brasileiro. A evidência que lhe cabe tem de ser hoje repartida com a dos recentes achados de esmeraldas, mas seu próprio valor, apesar disso, já aumentou a um ritmo mais rápido que praticamente o de qualquer outra pedra - sobretudo no tocante aos espécimes mais delicados e raros. O julgamento do valor pode contudo ser extremamente enganoso, porque mudanças pouco perceptíveis de coloração têm um impacto desproporcionalmente grande sobre a raridade da pedra - e por conseguinte, sobre o preço. Em última análise, esse valor só pode ser aferido por especialistas em contato direto com o mercado.

ESMERALDA
Esmeralda:(do grego smaragdos) Pedra preciosa pertencente a familia dos berilos, de cor verde, verde amarelada, azul esverdeada, ou mesmo amarela, que ocorre em rochas graniticas e em pegmatitos. É um silicato natural de aluminio e berilo hexagonal, com pequena quantidade de oxido de cromo, que lhe dá a cor. Ocorre em rochas granilicas e em pegmatitos. Os principais produtores são: Colombia,Brasil, India, e Paquistão, onde échamada esmeralda oriental que é uma variedade de corindom, constituida de aluminio puro.A incomparável esmeralda. Não fora sua feliz descoberta, o Brasil não teria ascendido ao primeiro lugar como o principal produtor mundial de pedras preciosas. Com o seu verde intenso, misterioso e singular, a esmeralda em tempos antigos era considerada um símbolo de imortalidade e fé. Uma aura mística a envolveu desde sempre, talvez por causa da atração que ela parece exercer sobre o olhar humano, levando-o por seu interior às profundezas mais insondáveis. Por outro lado, devido ao seu valor consistentemente elevado, tornou-se um símbolo de status por excelência.
   Apenas quatro países ainda a produzem: Zâmbia e Zimbabwe, na África, e Colômbia e Brasil, na América do Sul. Destes, o Brasil parece ser hoje o fornecedor mais estável, em virtude de sua posição geopolítica. 

Topazio Imperial
Os primeiros topázios brasileiros foram descobertos na terceira década do século XVIII na região de Ouro Preto, a primeira capital de Minas Gerais. Até hoje essa região é a maior
 produtora de topázio imperial. Após a exaustão das jazidas de topázio da antiga União Soviética, o Brasil tornou-se o único produtor em escala comercial de topázios imperiais em suas diversas tonalidades: amarelada, laranja, champagne e conhaque, essa com ligeira nuance rosa. O tipo cor de rosa, que contém traços de cromo, é dificilmente encontrado no comércio, reservando-se a colecionadores. Topázios amarelo-pálido, em cristais às vezes de vários quilates , são frequentes nos pegmatitos do norte de Teófilo Otoni. Lapidados, produzem belas pedras brilhantes, cuja aparência é próxima à safira amarela.
Topázio azul lapidado     Os topázios azuis, que lembram a água-marinha, distinguem-se desta pelo brilho ligeiramente mais metálico e intenso e, principalmente, por sua densidade mais alta. Tais topázios, sempre encontrados em pegmatitos ou aluviões, provêm da Bahia, do Espírito Santo e, principalmente, de regiões de Minas Gerais.

Formas de Lapidação mais usadas :

Principais áreas de ocorrência de pedras preciosas e metais nobres do Brasil.


SEU TIBÚRCIO em sua casa em Novo Oriente de Minas, triste com sua sina, afastado do garimpo por ordens médicas e do seu passado de glórias pelo tempo
Lembra de Martha Rocha? De seu sorriso? Do rosto? Dos olhos azuis de nossa eterna miss? Os mais novos, talvez não, mas os mais velhos... Martha provocou comoção nacional em 1954 ao perder o título de Miss Universo por duas polegadas a mais nos quadris. Isso mesmo: duas polegadas, algo em torno de cinco centímetros. Naquele tempo, concurso de miss era coisa séria. Tinha glamour. Apelo popular. Emoção. Ela não ganhou mas empolgou a nação. O povo já a elegera a mulher mais bonita do mundo. Martha virou mito. Seu nome passou a ser sinônimo de bonito – não o da moça escolhida Miss Universo. Como é mesmo o nome dela?

Em 1957, o garimpeiro Tibúrcio José do Santos fez um achado extraordinário ao cavucar a terra em Marambaia, distrito de Teófilo Otoni, considerada a “capital mundial das pedras preciosas”, situada a 450 quilômetros de Belo Horizonte. Ele topou com uma água-marinha de 35 quilos (175 mil quilates), azulada – um azul tendendo para o verde, da cor dos olhos da miss (à dir.). Justamente uma água-marinha, gema da família dos berilos, tida como a pedra do amor e da felicidade, protetora das sereias – o historiador romano Plínio colocava-a dentro d’água, na praia, para checar sua pureza. Se “desaparecesse” na mão, confundindo-se com a água do mar, então era verdadeira. Batizada Martarrocha, é a mais famosa das gemas coradas brasileiras – gema corada é o nome que a indústria de jóias, bijuterias, folhados e artefatos de pedras dá às pedras preciosas em geral, especialmente as coloridas. Desde então, foram encontradas água-marinhas de maior tamanho mas nenhuma tão bonita (tão perfeita) quanto ela.


CITRINOS BRUTOS, cujo nome deriva do latim citrus, que significa amarelo-limão. As principais jazidas estão em Minas Gerais, Bahia, Goiás e Rio Grande do Sul
Passados tantos anos, Martha continua linda. Mora em Volta Redonda, RJ, e dedica parte do dia à pintura – dizem que seus azuis são incomparáveis. A água-marinha que levou seu nome foi vendida, revendida e mais tarde cortada em várias pedras menores. Para Tibúrcio, porém, a coisa ficou feia. Aos 83 anos, pobre, adoentado, passa o dia inteiro na cama, aos cuidados dos filhos – teve 12, quatro dos quais “particulares”, ou seja, nascidos fora do casamento oficial. Ele não lembra em nada o garimpeiro forte e sacudido dos tempos de glória. Na ocasião, apareceu em jornais e revistas de todo o país, dando entrevistas ou mostrando a pedra. Ficou famoso, mas não chegou a bamburrar. Metade do dinheiro obtido com a venda foi rateado entre os sócios Irineu de Oliveira e Lindolfo Capivara, fornecedor da quicaia – conjunto de ferramentas indispensáveis, tais como lebanca (espécie de alavanca), picareta, enxada, bateias, peneiras, cacumbu (um tipo de machado) e calumbés (gamelas cônicas, na quais o cascalho que vai ser lavado nas catas de ouro ou diamante é conduzido). Da outra metade, 20%, pelo menos, ficaram com o fazendeiro Antônio Galvão, dono da terra. Do que lhe coube ao final da partilha (cerca de 200 mil contos – um dinheirão, na época), Tibúrcio gastou quase tudo em terras, carro e farras. Hoje, restam-lhe somente um sítio improdutivo em Novo Oriente de Minas e 48 hectares em São Juliano, onde outros filhos tentam ganhar a vida com roça e gado.

Com raras exceções, sua história pessoal repete a da maioria dos garimpeiros do Brasil, país pródigo em recursos minerais, pobre em investimentos no setor, confuso quanto à legislação e à fiscalização, ignorante quanto ao volume produzido, o valor movimentado, o número de pessoas envolvidas e a importância de tal contingente na economia, especialmente nas pequenas cidades. “Garimpeiro é esbanjador; vive sonhando”, afirmam Maurino dos Santos e Valdomiro Pinheiro, parceiros nas catas e túneis de Padre Paraíso, município ao norte de Teófilo Otoni.

VALDOMIRO, com a picareta, alargando o túnel pelo qual entrará com um carrinho de mão para retirar o entulho: “Qualquer hora a gente acha a pedra grande”
Maurino relaciona histórias pessoais e casos semelhantes em que os colegas ganharam bom dinheiro para em seguida perder tudo ou quase tudo. “Três vezes levantei rico e fui deitar pobre”, conta, resignado. A maior pedra de sua lavra foi um crisoberilo de 20 quilates e a mais valiosa, uma água-marinha que lhe rendeu 140 mil reais na ocasião (1979). Em agosto passado, eles inventaram um modo novo de ganhar dinheiro no garimpo: abriram um túnel atrás de gemas no morro ao lado do Parque de Exposições Pampulinha, em Teófilo Otoni, a convite dos organizadores da 16a Fipp – Feira Internacional de Pedras Preciosas, um dos maiores eventos do gênero, realizada anualmente no país, paralelamente à Feira Livre de Pedras Preciosas. Esta, parece uma feira livre comum, com inúmeras barracas ao longo da rua. Ao invés de frutas, legumes, verduras, carnes, etc., vende- se principalmente pedra bruta, além de gemas, bijuterias e artefatos minerais. Os compradores estrangeiros que acorrem ao Pampulinha também circulam por ali, atrás de bons negócios.

Maurino e Valdomiro foram contratados para VALDOMIRO, com a picareta, alargando o túnel pelo qual entrará com um carrinho de mão para retirar o entulho: “Qualquer hora a gente acha a pedra grande” mostrar aos visitantes, especialmente aos compradores estrangeiros, de onde vêm e como são extraídas algumas das pedras preciosas que eles, avidamente, procuram. Franceses, holandeses, alemães, ingleses, chineses, indianos, israelenses e sul-africanos, as feiras brasileiras do setor atraem gente do mundo inteiro. Tem até quem venha e fique, como o engenheiro mineral Markham Wilson, da Carolina do Norte, EUA. Ele veio duas vezes ao ano nos últimos 15 anos. Neto de joalheiros, comerciante de pedras brutas para colecionadores, certa vez foi convidado a visitar túneis e minas na região de Téofilo Otoni, algo que jamais ocorrera nos demais países que visitara. Ele sonhava com tal oportunidade. Queria saber como os garimpeiros chegavam às pedras que ele aprendeu a gostar – sempre usa uma em forma de colar. Encantado, descobriu nos túneis que tinha “coração garimpeiro” e mudou-se de mala e cuia para o Brasil. “As pedras me chamaram.” Virou otoniense.


FEIRA LIVRE em Teófilo Otoni: ao invés de frutas e hortaliças, mais de 100 barracas com pedras preciosas, bijuterias e artefatos variados
Nem tudo são flores (pedras), porém. A cidade onde Markham agora mora ainda é o principal centro lapidário do país, mas já foi maior. Há 20 anos, abrigava 2,7 mil oficinas. Hoje, restam 359. Havia cerca de 30 mil garimpeiros em atividade. Atualmente não passam de 500, segundo Robson de Andrade, presidente da Accompedras – Associação dos Corretores do Comércio de Pedras Preciosas de Teófilo Otoni. “Estamos caindo em rabo de égua”, diz ele, tratando logo de esclarecer a frase: “Rabo de égua só vai pra baixo”. São números significativos, segundo ele, considerando, também, o de vagas abertas no mercado: “São pelo menos dez empregos gerados por cada garimpeiro”, justifica, relacionando entre eles o lapidador, o serrador, o encanetador (“caneta” é um tubo em cuja ponta o especialista fixa a pedra que será lapidada em discos abrasivos), o polidor, o corretor (intermediário entre o garimpeiro e o comprador), o desenhista de jóias e o joalheiro além dos demais envolvidos na cadeia produtiva.

Robson também reclama da legislação por favorecer, indiretamente, a “máfia do GPS” – expressão com a qual se designa os que usam aparelhos de GPS (sistema de posicionamento global via satélite) para “marcar” terrenos potencialmente produtivos em terras alheias e reivindicar o direito de explorá-los, adiantando-se ao proprietário da terra. A propósito, o subsolo brasileiro é propriedade da União. A concessão é dada a quem a peça primeiro e demonstre condições de exploração, desde que cumpra uma série de exigências (leia O que fazer, na última página).

Robson aponta outra distorção no setor, de resto recorrente no país: exportar matéria-prima ao invés de produtos acabados, como ocorre com o café, o ferro, a soja, etc. Segundo ele, dá-se o mesmo com as gemas: o Brasil é responsável por 30% da produção mundial de gemas coradas (excetuando-se o diamante, que corre à parte), embora participe com apenas 4% do mercado internacional, que movimenta cerca de 1,5 bilhão de reais anualmente. “Israel não produz esmeraldas mas tá no topo do ranking mundial dos exportadores. Sabe como? Eles (os israelenses) vêm aqui, compram pedras brutas das mãos dos garimpeiros ou intermediários, lapidam e vendem as gemas (e jóias)”. (NR: ao eclodir a segunda guerra mundial, muitos ourives europeus de origem judaica emigraram para o Brasil. Com a recessão no mercado joalheiro internacional no pós-guerra, mudaram- se para o recém criado Estado de Israel. Lá, ajudaram a construir uma das maiores indústrias de lapidação do mundo, em grande parte com pedras brutas brasileiras. Eles falavam português. Tinham contatos aqui. Sabiam o caminho das pedras).

O presidente do IBGM – Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos, Écio Moraes, concorda com Robson nesse ponto. “Se um alemão, por exemplo, chega em Teófilo Otoni ou Valadares (Governador Valadares, palco da Brazil Gem Show, outra grande feira comercial de caráter internacional) e compra uma pedra bruta, ele sai do país com imposto de exportação zero. Se eu trago essa mesma pedra para lapidar (agregar valor) em São Paulo, pago 12% de ICMS”, compara. Em sua opinião, a tributação excessiva é o principal entrave ao desenvolvimento do setor – chega a 53%. Além de restrições de natureza tributária, Écio reclama da burocracia, capaz, segundo ele, de fomentar a informalidade, cujo índice ultrapassa 50% atualmente. Ou seja, mais da metade da produção e da comercialização de pedras preciosas no Brasil é feita por baixo do pano. Não se sabe ao certo quanto se tira do subsolo nem quanto se vende, muito menos o montante real nas transações. Problemas à parte, as exportações vêm crescendo 20% ao ano, de acordo com o IBGM – uma espécie de confederação de associações estaduais e empresas do setor.


RAFAELA Menditi, capixaba de Mimoso do Sul, de olho nas gemas expostas na 17a Fipp: “Se eu tivesse dinheiro, compraria todas elas”
O Brasil é uma das sete “províncias gemológicas” mais importantes do planeta, com produção em todos os estados, alguns dos quais destacam-se também pela exclusividade. Por exemplo, o Piauí, único produtor de opalas brancas, descobertas em 1973, e a Paraíba, terra das “turmalinas paraíba”, pedras azuis e verdes de rara beleza, encontradas pela primeira vez em 1989. Ouro Preto, MG, também faz parte desse grupo. Na antiga Vila Rica encontram- se as únicas jazidas de topázio imperial rosa do planeta. A Bahia destaca-se pela produção de esmeraldas, safiras e águas-marinhas, além de diamantes. O Rio Grande do Sul, pelas ametistas, ágatas, citrinos, cristais de rocha e outras. O Pará, pelo ouro. Minas, por dezenas de pedras – o estado não tem esse nome à toa. Água-marinha, opala, morganita, topázio, safira, rubi, turmalina, berilo, rubelita, cristal de rocha, quartzo, ametista, pirita (mineral chamado “ouro dos trouxas”), citrino, calcedônia, cornalina, ágata, alexandrita, amazonita, rutilo, brasilianita, granada, hematita, iolita, turquesa, olho-de-gato, espodumênio, ônix, kunzita, lazulita, malaquita, obsidiana, pedra-da-lua, diamante etc., o país guarda gemas coradas de todas as cores e tonalidades, várias delas multicoloridas como a opala nobre ou a turmalina “melancia” – lapidada a partir de cristais com a cor verde por fora, uma fina camada branca e o miolo rosa.

O Brasil produz 90 tipos diferentes de pedras preciosas. Há de tudo no mercado. Pedras sintéticas, artificiais, coloridas por irradiação, tratadas por difusão, tingimento, imersão em óleo e outras técnicas. Encontra-se até diamantes sintéticos, embora ainda de qualidade inferior àqueles formados há milhões de anos no interior da Terra, de cujo magma emergiram para cristalizar em Diamantina, Gran Mogol, no mundo inteiro, enfim, para satisfação de seu Ida, Totôca, seu Marão e tantos outros.

Principais áreas de ocorrência de pedras preciosas e metais nobres do Brasil. A sobreposição de cores identifica regiões potencialmente explosivas. Segundo levantamento, há mais de 200 garimpos em reservas indígenas





Todos os estados brasileiros abrigam riquezas minerais. Alguns, mais, outros, menos, como se pode ver no mapa ao lado. Legalmente, o subsolo pertence à União. Se um fazendeiro quiser saber o que há em suas terras deve contratar um geólogo. O segundo passo e pedir um Requerimento de Autorização de Pesquisa ao DPNM – Departamento Nacional de Produção Mineral, vinculado do MME – Ministério de Minas e Energia, descrevendo o tipo de mineral e sua localização.

Também é preciso incluir um plano de pesquisa, detalhando prazo e orçamento – a descrição da área e o plano deve ser preparado e assinado obrigatoriamente por um geólogo ou engenheiro de mineração. O DNPM o avalia e, caso não haja nenhum impedimento legal – se não estiver dentro de área indígena, parque nacional ou área de proteção ambiental e não houver requerimentos sobrepostos – emite um “Alvará de Pesquisa”, válido geralmente por três meses, mas renovável.

Antes, porém, de pôr a mão na massa, o fazendeiro precisará de licenciamento do órgão responsável pelo meio ambiente (varia de estado para estado), de estudo e relatório de impacto ambiental (EIARima) e autorização de outras instituições, caso necessite cortar árvores, usar muito água ou atingir área de proteção ou hidrovia federais. Nesse caso, terá de bater na porta do Ibama. Por baixo, gastará mais de 20 mil reais.

Quadro das exportações
Produtos negociados no mercado internacional (em US$ milhões)


O negócio secreto das pedras preciosas

O negócio secreto das pedras preciosas

O setor de gemas coloridas, que move US$ 10 bilhões ao ano, está envolto em mistério e irregularides

[image] 
Richard Hughes é o "Indiana Jones" moderno das pedras preciosas. Há décadas, esse americano percorre o planeta atrás das gemas mais valiosas, encarando pelo caminho aventuras dignas do cinema. Essa indústria, que movimenta US$ 10 bilhões por ano, é envolta não só em beleza, mas também em mistério.
Ao contrário do negócio mundial de diamantes, que é em grande parte controlado por empresas gigantes como a De Beers e minuciosamente monitorado por investidores e banqueiros de Wall Street, o mundo das pedras preciosas coloridas ainda é dominado por pequenos mineradores e aventureiros que vão a alguns dos lugares mais perigosos e subdesenvolvidos do mundo em busca de novos tesouros. As melhores pedras tendem a vir de países como Madagascar, Tajiquistão, Colômbia e Mianmar, onde o contrabando muitas vezes corre solto, a manutenção de registros é deficiente e os donos de minas com frequência impedem a presença de comerciantes de fora por medo de que façam seus próprios negócios com os moradores locais.

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Mineiros operam manualmente polias para extrair terra numa mina rudimentar no Sri Lanka, à procura de pedras preciosas
Em alguns casos, especialistas como Hughes compram pedras de garimpeiros ou intermediários e as revendem a clientes ricos. Há gemas que chegam ao público através de atacadistas que as compram em leilões ou mercados abertos na Tailândia, Índia e outros centros de processamento. Só num leilão em Mianmar, em 2011, as vendas chegaram a US$ 2,8 bilhões. De qualquer forma, os compradores de pedras preciosas raramente têm ideia de onde vieram as pedras e, mesmo se quisessem, provavelmente não teriam como descobrir sua origem. Quando se trata de rastrear os dados mais básicos sobre quais países produzem a maioria das pedras, a indústria é "muito vaga", diz Jean Claude Michelou, vice-presidente da Associação Internacional de Pedras Preciosas Coloridas, entidade que representa o setor.
Na verdade, é praticamente impossível encontrar um diretor-presidente ou grandes acionistas por trás das maiores minas de rubi ou safira do mundo. Em Mianmar, país há muito considerado a principal fonte mundial de rubis e jade, muitas minas são controladas pelos militares ou seus colaboradores mais próximos, incluindo alguns que são alvo de sanções dos Estados Unidos impostas anos atrás para punir o autoritário regime militar do país. (Embora muitas dessas sanções tenham sido relaxadas nos últimos dois anos, quando um novo governo reformista começou a reverter décadas de rígido controle militar, algumas restrições sobre as pedras preciosas de Mianmar foram mantidas.) Mas as pedras também podem vir de caçadores privados de fortunas cujas identidades são desconhecidas fora de seus países. Um dos magnatas que Hughes conheceu durante uma perigosa caçada a jade em minas da remota Hpakant, em Mianmar, era um ex-motorista de táxi que começou com uma pedra bruta que comprou por US$ 23 de um passageiro e a revendeu por US$ 5.000 para um comerciante de jade. (Quando Hughes o conheceu, em 1996, ele posou para uma fotografia sobre uma pilha de pedras de jade que ocupava uma sala inteira de sua casa.)
O caçador de pedras Richard Hughes emerge das profundidades de uma mina em Mianmar
Ao mesmo tempo em que é difícil acompanhar o crescimento da indústria, os especialistas dizem que os preços vêm subindo significativamente nos últimos anos, em grande parte porque o fornecimento é inconstante. Robert Genis, um comerciante e caçador de pedras preciosas do Arizona que entrou para o negócio na década de 70, diz que os rubis de alta qualidade de Mianmar quadruplicaram de valor no varejo, para mais de US$ 40.000 o quilate, desde meados da década de 90, enquanto as esmeraldas colombianas praticamente dobraram de valor em relação ao início dos anos 2000. Hughes, que já viajou para mais de 30 países em busca de pedras e agora vive em Bangkok, diz que os preços do jade aumentaram em dez vezes nos últimos cinco anos, devido em grande parte ao aumento da demanda da China, embora recentemente os preços tenham caído ligeiramente.
Para quem estiver disposto a manter suas pedras por um longo período, o retorno pode ser enorme. Considere a safira de 62 quilates que John D. Rockefeller Jr. comprou de um marajá indiano em 1934 e a transformou em um broche para sua esposa. A família vendeu a pedra em 1971 a um negociante de joias por US$ 170.000. Nove anos depois, ela voltou ao mercado e foi vendida por US$ 1,5 milhão e, em 2001, foi revendida por mais de US$ 3 milhões. Outra safira famosa, comprada pelo empresário James J. Hill para sua esposa na década de 1880, por US$ 2.200, foi vendida por mais de US$ 3 milhões em um leilão em 2007. E há ainda o rubi de 8 quilates de Mianmar dado a Elizabeth Taylor pelo marido, o ator Richard Burton, em 1968, como presente de Natal. Em 2011, ele foi leiloado por US$ 4,2 milhões.
O diamante ainda continua a ser o melhor amigo de uma mulher, como disse uma vez a atriz americana Marilyn Monroe, mas as pedras coloridas continuam a ter um fascínio quase místico. Parte da atração está ligada à sua beleza luminosa e à sua raridade. Para muitas pessoas ricas, especialmente na Ásia, não há nada como ter uma coleção de pedras brilhantes que podem transportar ou esconder para vender em caso de emergência. Isso se tornou ainda mais comum com a crise financeira global.
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Encontrar novas grandes pedras para saciar a demanda mundial, porém, não é tarefa fácil. É aí que os caçadores entram em ação. Genis, o negociante do Arizona, diz que entrou nesse negócio ainda na faculdade, quando estudou mapas para ver onde estavam os recursos naturais mais cobiçados do mundo, incluindo estanho, ouro e cobre. Foi o pequeno símbolo verde na Colômbia, representando depósitos de esmeralda, que mais o atraiu. Ele vendeu um aparelho de som e um carro velho, juntando US$ 1.000 para a viagem.
Após uma viagem de ônibus até a fronteira da Califórnia com o México, alguns trens e muitas caronas, Genis desembarcou no distrito de esmeraldas de Bogotá e usou o dinheiro que lhe restava para comprar pedras preciosas. Voltou aos EUA e duplicou o investimento vendendo as pedras. "De repente, tinha US$ 1.000 a mais e pensei: 'Isso é muito melhor do que ir para a faculdade'", lembra. Após várias visitas, ele estava ganhando o suficiente para ir de avião à Colômbia, com paradas para se divertir no Caribe.
Hoje, Genis contrata outras pessoas para buscar muitas das pedras que vende, incluindo um associado de Mianmar que conheceu durante uma conferência de pedras preciosas e tem conexões com os famosos depósitos de rubi de Mogok. Apesar de não serem tão selvagens como em Hpakant, as minas de Mogok também são estritamente vigiadas por militares — e reverenciadas em todo o mundo.
O apelo é evidente quando se considera o tipo de negócio que se consegue por lá. A última descoberta de Genis: uma safira de 39 quilates que agora está à espera de ser leiloada na . Genis diz que calcula que a pedra possa arrecadar até US$ 1 milhão na prestigiada casa de leilões. "Para muitos desses colecionadores, é quase como heroína: quando você começa, não consegue parar", diz.
À medida que a demanda por pedras preciosas coloridas continua crescendo, uma questão permanece no ar: será que essa indústria pode se autorregular? Parte da resposta pode estar a meio mundo de distância de Mianmar, em Londres, no nobre bairro de Mayfair. Lá, um grupo de veteranos da indústria de mineração está elaborando seu próprio plano para obter mais pedras coloridas.
A empresa do grupo, a Gemfields, está tentando se tornar uma potência da indústria, algo como a De Beers das pedras coloridas. Apoiada por um ex-diretor-presidente da mineradora anglo-australa maior mineradora do mundo, e com ações negociadas na Bolsa de Londres, a Gemfields afirma que tem a meta de assegurar os direitos sobre uma percentagem grande o suficiente da produção mundial de pedras preciosas para introduzir processos modernos de mineração e, assim, garantir um fornecimento mais previsível, ao mesmo tempo em que investe pesadamente em marketing para tornar as pedras mais conhecidas.
Ian Harebottle, o sul-africano que é diretor-presidente da empresa, diz que pedras coloridas costumavam ser tão populares quanto os diamantes até a década de 40, quando a De Beers começou a pôr em ação seu gigantesco orçamento de marketing, com slogans como "um diamante é para sempre". Hoje, as vendas de pedras coloridas são apenas uma fração dos US$ 70 bilhões do comércio internacional de diamantes, e os mineradores de pequeno porte que dominam o negócio não têm o dinheiro ou a escala necessários para fazer muita coisa, diz ele.
A Gemfields já produz 20% das esmeraldas do mundo, em uma grande mina da qual é sócia na Zâmbia. A empresa informa que é responsável por até 40% da oferta mundial de ametista e está começando a produzir rubis em um grande depósito em Moçambique. A Gemfields quer se expandir em outros lugares — inclusive Mianmar, se o governo do país mantiver o ritmo da reformas e a situação dos direitos humanos melhorar, diz Harebottle.
A Gemfields também comprou recentemente a Fabergé, famosa marca de joias que remonta à era dos czares russos. A ideia é usar a Fabergé, que tem lojas em todo o mundo, para comercializar algumas de suas pedras no segmento ultraluxo, à medida que cria uma das primeiras cadeias do mundo de fornecimento de gemas coloridas do tipo "da mina ao mercado".
As iniciativas da Gemfields ocorrem em meio a outras tentativas por parte de investidores para trazer práticas mais modernas para a indústria, incluindo disponibilizar mais amplamente as informações de preços e melhorar a classificação das pedras e o monitoramento de práticas, de modo que os consumidores possam ter um ideia melhor sobre quanto valem suas pedras e de onde elas vieram. Funcionários da Associação Internacional de Pedras Preciosas Coloridas, por exemplo, estão pressionando pela criação de um sistema para rastrear as origens das gemas coloridas. Michelou, da associação, diz que alguns países, incluindo Colômbia, Tanzânia e Sri Lanka, têm manifestado interesse.
Ao mesmo tempo, outras empresas estão criando cadeias de fornecimento "da mina ao mercado" e atualizando seus métodos de produção. Entre elas está a Tanz Mining e sua controladora, a britânica Richland Resources Ltd., que têm ajudado a transformar o mercado de tanzanita ao investir em minas que antes eram artesanais na região do Monte Kilimanjaro, onde estão os únicos depósitos da rara pedra azul conhecidos no mundo. E até mesmo as minas de Hpakant, em Mianmar, estão adotando mais mecanização nos últimos anos, com máquinas de terraplenagem substituindo muitos trabalhadores, embora o local, em geral, continue fora de controle. Tudo isso poderia um dia impulsionar o valor das pedras coloridas caso consiga tornar as fontes mais confiáveis e aumentar a demanda.
"A indústria de pedras coloridas provavelmente irá nessa direção, [de] mineração mais racional e mais formal", diz Russell Shor, analista do Instituto Gemológico dos EUA, uma das maiores autoridades do mundo em pedras preciosas. "Vai ser um processo lento, mas creio que seja esse o futuro."
No entanto, muitas pessoas, incluindo vários caçadores de pedras, permanecem céticos. Os principais depósitos de pedras do mundo, afirmam, são muitas vezes pequenos demais para justificar grandes investimentos e às vezes podem ser explorados de forma mais eficiente com ferramentas manuais primitivas. As minas estão tão espalhadas e em lugares tão irregulares que poderia ser muito complicado — sem falar no custo — trazê-las para a era moderna. "Quantos trilhões você tem?", pergunta Genis. "Com exceção dos diamantes, a maioria das fontes de pedras preciosas é antiga e as melhores pedras já se foram." Tentar integrar as minas, diz ele, "seria praticamente impossível".
Hughes, o caçador de pedras que vive em Bangkok, concorda. Segundo ele, as pessoas sempre se interessaram em trazer mais ordem para o comércio de joias. Mas a Mãe Natureza protege seus tesouros muito bem, escondendo-os em locais de acesso extremamente difícil, diz ele, e as pessoas que cuidam deles têm pouco incentivo para entregar o controle a Londres, Wall Street ou qualquer outro interessado.
"As pedras preciosas são diferentes de outros tipos de mineração", diz Hughes, porque há uma alta concentração de valor em áreas muito pequenas e relativamente poucas pedras. Além disso, apenas as pessoas, e não as máquinas, podem separar espécimes valiosas das que não valem nada — e isso inclui os garimpeiros artesanais que hoje controlam grande parte dessa atividade. Se as grandes empresas tentarem impor mais ordem, diz ele, "sempre haverá pessoas encontrando formas de contorná-la".

Minério de ferro: grandes mineradores acreditam que a China deverá importar mais

Minério de ferro: grandes mineradores acreditam que a China deverá importar mais 
O gráfico ao lado não mente. Apesar do desaquecimento e de um crescimento menor a China continua aumentando as suas importações de minério de ferro. O motivo principal, deste fenômeno, é a crescente urbanização do país.
É isso que faz gigantes como a Rio Tinto, Vale, BHP e Fortescue investirem grandes somas na expansão de suas minas e projetos. Segundo o CEO da Fortescue Neville Power a urbanização chinesa “vai requerer uma grande quantidade de aço nos próximos anos”. Sam Walsh o CEO da Rio Tinto também acredita e diz que “o crescimento da China continua”. Essas demonstrações de otimismo ocorreram em um almoço na Câmara de Comércio de Perth.
Neste encontro Walsh disse mais: “ a China é o nosso mais importante mercado” e a Rio vai continuar expandindo suas minas australianas para acomodar a crescente demanda chinesa, que , segundo o Instituto Chinês de Metalurgia e Planejamento deverá crescer para 850Mt neste 2014.
Apesar de todo o otimismo o preço do minério de ferro caiu, hoje, abaixo dos US$130/t após quase 6 meses de estabilidade.