sábado, 22 de março de 2014

Projeto de extração da Carnalita é aprovado em Sergipe

Projeto de extração da Carnalita é aprovado em Sergipe

Municípios de Japaratuba e Capela vão dividir royalties.
Investimento no estado será de R$ 4 bilhões.

Carnalita em Sergipe (Foto: Reprodução/TV Sergipe)
Aprovado nesta quarta-feira (19) na  o Projeto de Lei que define os critérios de distribuição do Valor Adicionado Fiscal (VAF), gerado pela extração, industrialização e comercialização dos produtos decorrentes do minério Carnalita.

Ficou definido que o município de Capela, a 67 Km de Aracaju, onde fica localizada a maior parte da reserva do minério vai receber 80% dos royalties e Japaratuba onde ficará a fábrica vai receber 20% por um período de 20 anos. O investimento no projeto será de R$ 4 bilhões.

A deputada estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Angélica Guimarães, ressaltou a importância do projeto para os dois municípios. “Essa Casa mais uma vez cumpre seu papel. Sabemos que esse investimento vai melhorar a qualidade de vida dos capelenses e dos moradores de Japaratuba”.

Carnalita
A carnalita é um minério encontrado no subsolo, rico em potássio, que é matéria prima para a fabricação de fertilizantes. O Brasil importa em média 90% do potássio que utiliza. A expectativa, de acordo com a Secretaria da Fazenda de Sergipe (Sefaz), é de que a jazida encontrada no estado possa ser explorada por cerca de 29 anos.

Brasil desenvolve tecnologia para separar urânio do fosfato



Brasil desenvolve tecnologia para separar urânio do fosfato
Do laboratório, a tecnologia de separação do urânio do fosfato foi escalonada para uma planta-piloto em escala industrial. [Imagem: INB]
O Instituto de Engenharia Nuclear e as Indústrias Nucleares do Brasil anunciaram o desenvolvimento de uma rota tecnológica  capaz de separar o urânio do fosfato, aproveitando o máximo dos dois elementos.
A descoberta resultou de um estudo de cinco anos realizado pelos pesquisadores José Waldemar Silva Dias da Cunha e Glória Regina da Silva Willdhagen, com suporte da equipe das duas instituições.
Os testes foram realizados primeiramente em laboratório e, posteriormente, a eficácia do processo em escala industrial foi comprovada após mais de 1.000 horas contínuas de avaliação na planta-piloto construída na unidade da INB (Indústrias Nucleares do Brasil) no município de Caldas (MG).
A aplicação da rota tecnológica, contudo, viabilizará a exploração da jazida de Santa Quitéria, no Ceará, onde o urânio encontra-se associado ao fosfato.
Com a tecnologia de exploração já desenvolvida, serão construídas duas unidades industriais. Em uma serão fabricados fertilizantes fosfatados e fosfato bicálcio, voltado para ração animal. Em outra unidade será produzido o yellowcake, como é conhecido o concentrado de urânio.
O Brasil já possui outra mina de extração de urânio, em Caitité (BA).
Mina de Santa Quitéria
O depósito de Santa Quitéria, originalmente conhecido como Itataia, está localizado na parte central do Estado do Ceará, a cerca de 45 km a sudeste da cidade de Santa Quitéria.
As rochas hospedeiras que envolvem o depósito são paragnaises, juntamente com grandes lentes de carbonato ao longo do Cinturão Dobrado de Jaquaribe - a região central do Ceará divide-se em duas unidades tectônicas conhecidas como Cinturão Dobrado de Jaquaribe e Maciço de Santa Quitéria.
As primeiras ocorrências minerais na região foram descobertas em 1975.
A rocha na qual ocorre mais de 80% da mineralização de fosfato-urânio é chamada colofanito.

Uma mina de diamantes no sertão da Bahia



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Uma mina de diamantes no sertão da Bahia

Descoberta pode multiplicar por cinco a oferta do mineral no País


Na pequena Nordestina, de apenas 12,4 mil habitantes, encravada no meio do sertão baiano, a mineradora belga Lipari se prepara para iniciar a exploração da primeira mina de diamantes extraídos diretamente da rocha (fonte primária do mineral) na América Latina.
A companhia, comandada pelo geólogo canadense Kenneth Johnson, já aplicou R$ 60 milhões na unidade e planeja aplicar mais R$ 30 milhões ao longo deste ano para acelerar as pesquisas e iniciar a comercialização do minério já no fim de 2014. O dinheiro que financiou toda essa operação saiu dos controladores da Lipari – a companhia Aftergut & Zonen, da Bélgica, e o fundo Favourite Company, de Hong Kong.
Ainda em fase de pesquisas, o geólogo que coordena o trabalho da Lipari no sertão baiano, Christian Schobbenhaus, afirmou ao Estado que estima em pouco mais de 2 milhões de quilates de diamante a capacidade total das minas em Nordestina, que fazem parte do projeto Braúna. Um quilate de diamante de rocha kimberlítica é negociado, hoje, a cerca de US$ 310.
O kimberlito é uma rocha rara, que forma o manto da terra. Chega à superfície após uma erupção vulcânica. Foi nessas explosões, ocorridas há bilhões de anos, que o kimberlito trouxe para próximo da superfície terrestre os diamantes.
Desde então, por meio da erosão natural do solo, os diamantes podem se soltar e chegar até aluviões de rios, onde são encontrados na maior parte das vezes.
Produção atual - O Brasil, até agora, tem "produzido" diamantes dessa forma, tendo produção anual de 47 mil quilates, estimada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), cerca de 0,04% de todo o diamante explorado no mundo. Agora, apenas a produção de Nordestina deve multiplicar por cinco a oferta nacional de diamantes, aumentando também o valor do minério, uma vez que não é oriundo de aluviões, mas de fonte primária – da própria rocha.
Há apenas 20 minas de kimberlito em atividade no mundo. O grupo de países do qual o Brasil vai fazer parte é pequeno: as minas estão no Canadá, em países no sudoeste africano e na Rússia. O bloco de rocha kimberlítica no qual está a pequena Nordestina pertence ao cráton (bloco de rocha com mais de 1 bilhão de anos) do São Francisco, que ficava junto ao cráton do Congo, na África, antes da separação dos blocos em continentes.
Profundidade - Em Nordestina, o diamante está a cerca de 3 quilômetros da superfície, e a pesquisa total da área só deve ser concluída no fim do ano. Dada a complexidade da operação – as máquinas que tiram os diamantes das rochas são importadas da África do Sul e operadas por técnicos qualificados em mineração de diamantes –, a comercialização do minério de Nordestina só deve começar no último trimestre do ano que vem, ganhando força a partir de 2015. A Lipari estima em sete anos a vida útil da mina na cidade.
Praticamente todo o diamante de Nordestina será exportado para Dubai, Bélgica, Israel e Canadá, onde o comércio do minério é concentrado e tradicional. Assim, a companhia aposta que, até 2015, quando a produção estará a todo vapor, a recuperação da economia mundial terá ficado mais consistente e, com isso, os preços do diamante devem aumentar, puxados por uma demanda mais firme.
"Para um geólogo, esta é uma oportunidade inacreditável. Estamos trabalhando na primeira mina de diamante oriundo diretamente do kimberlito de toda a história da América Latina", disse Schobbenhaus, que mora em Nordestina desde 2010, quando as pesquisas se intensificaram.
O governo da Bahia deve licenciar a produção ainda neste ano, e o pedido de lavra feito pela Lipari ao DNPM também deve ser concedido. Segundo o diretor de fiscalização do departamento, Walter Lins Arcoverde, a mina da Lipari é "a confirmação de que o Brasil tem, de fato, a primeira mina de diamante oriundo de kimberlito na América Latina, e o segundo em todo o continente, atrás apenas do Canadá, que é um dos maiores produtores do mundo". Até este ano, apenas Brasil, Guiana e Venezuela produziam diamantes na região, mas todos os minérios eram de fontes secundárias, isto é, de aluviões de rios.

Tálio, Metal raro é descoberto na Bahia

Tálio, Metal raro é descoberto na Bahia

No último dia 8 foi anunciada, na Superintendência do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) da Bahia, a descoberta da única jazida conhecida de Tálio, um metal extremamente raro, estratégico e de alto valor, hoje somente produzido na China e no Cazaquistão. A descoberta foi feita pela empresa Itaoeste Serviços e Participações.
A jazida está localizada no território baiano e constitui a única ocorrência mundial conhecida de associação Manganês, Cobalto e Tálio, em ambiente geológico continental, onde se pode considerar o Tálio como o elemento de maior interesse econômico.
Segundo a Itaoeste, a reserva de apenas uma das áreas pesquisadas pela empresa seria suficiente para abastecer todo o consumo mundial, hoje estimado em 10 toneladas anuais, pelo período de seis anos. Além dessa, a Itaoeste detém mais 23 áreas na extensão da jazida.
O Tálio é um metal aplicado em soluções de alta tecnologia, de utilização estratégica nas áreas de saúde e energia, por exemplo. O mesmo é utilizado como contraste em exames cardiológicos por imagem, como elemento supercondutor na transmissão de energia e como material termoelétrico, já que tem capacidade de transformar calor desperdiçado em eletricidade aproveitável.
Esta Jazida permitirá que se produza na Bahia, este raro metal, de imensas possibilidades de aplicações tecnológicas High Tech (Alta Tecnologia), atraindo para o Brasil mais investimentos, e multiplicação de oportunidades de negócios derivados dessa nova produção metálica.

Titânio é produzido com 60% menos energia

Titânio é produzido com 60% menos energia


Titânio é produzido com 60% menos energia
O titânio é um metal altamente valorizado por sua leveza, alta resistência, resistência à corrosão e biocompatibilidade. [Imagem: ACS/ghekko/iStock/Thinkstock]
O titânio é um metal altamente valorizado por sua leveza, alta resistência, resistência à corrosão e biocompatibilidade.
Contudo, atualmente o titânio é muito caro para que possa ser usado de forma mais generalizada.
A técnica mais comum de extração do metal, o chamado processo Kroll, usado para extrair o metal do óxido de titânio, foi inventado na década de 1930 e, desde então, sofreu apenas pequenas melhorias.
Essa técnica, que exige temperaturas superiores a 1.800º C, mantém os preços do titânio lá no alto.
Agora, Zhigang Fang e seus colegas da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo  método de extração do titânio com potencial para reduzir drasticamente seu custo, tornando-o acessível, por exemplo, para a produção de peças de carros e aviões mais leves, permitindo melhorar sua eficiência de combustível.
O método reduz significativamente a energia necessária para separar o titânio do companheiro com quem ele mantém fortíssimos vínculos, o oxigênio.
Redução direta do titânio
Titânio é produzido com 60% menos energia
O novo método envolve a redução direta do minério de titânio usando hidreto de magnésio. [Imagem: Zhigang Zak Fang et al./JACS]
A equipe descobriu que é possível eliminar justamente as etapas com uso mais intensivo de energia do processo Kroll.
Em laboratório, a técnica permitiu isolar o titânio com metade da temperatura do método convencional, consumindo 60% menos energia.
"O novo método envolve a redução direta do minério de titânio usando hidreto de magnésio, formando hidreto de titânio, que é a seguir purificado por meio de uma série de passos químicos de lixiviação. Reduzindo diretamente o minério no primeiro passo, o titânio é separado quimicamente das impurezas sem usar processos de alta temperatura," afirma a equipe.
Se puder ser levada para o ambiente industrial, a nova técnica é auspiciosa para o futuro do titânio, principalmente tendo em vista os esforços do governo da Noruega, que está perseguindo nada menos do que uma revolução na fabricação de peças de titânio.