sábado, 26 de abril de 2014

Petra Diamonds aumenta a produção de diamantes: lucros sobem

Petra Diamonds aumenta a produção de diamantes: lucros sobem
A mineradora Petra Diamonds viu, ontem, a sua ação subir 3,6%. O motivo por trás do otimismo é um significativo aumento na produção de diamantes, de 15% no trimestre. Neste período foram produzidos 743.424 quilates, o que projeta uma produção anual de 3 milhões de quilates. Espera-se um lucro líquido de US$143 milhões.
A Petra comprou alguns dos mais importantes kimberlitos do mundo, como o Premier, onde se encontra a Mina Cullinan, na África do Sul. Cullinan é famosa por ter produzido o maior diamante do mundo o Cullinan. A mineradora pretende expandir a sua produção anual para 5 milhões de quilates em 2019.

Indonésia: concentrados de cobre se acumulam enquanto mineradoras tentam resolver o impasse

Indonésia: concentrados de cobre se acumulam enquanto mineradoras tentam resolver o impasse
Depois que o Governo da Indonésia aumentou os impostos de exportação dos concentrados de cobre a taxas absurdas, nenhuma carga de concentrado deixou os portos da Indonésia. São mais de quatro meses que o país não fatura um centavo sobre o exuberante mercado de cobre. As grandes mineradoras americanas Freeport-McMoRan e Newmont estão sem espaço para guardar os concentrados de cobre que se acumulam nos pátios. Em breve, se o impasse não for resolvido, elas deixarão de produzir completamente. A Freeport já reduziu a produção de concentrado para menos de 60% e viu os seus lucros globais caírem 21,3% no trimestre.
Ao paralisar as exportações de bauxita, laterita niquelífera e concentrados de cobre a Indonésia viu a sua principal fonte de renda desaparecer. Agora, vendo a arrecadação cair, só resta uma saída honrosa: a renegociação.
Os mineradores acreditam que a solução será encontrada em semanas.

Indianos em busca de diamantes, visitam Argyle

Indianos em busca de diamantes, visitam Argyle
Depois que o Governo Indiano criou uma nova norma que permite aos empresários do ramo de joalheria e de importação de diamantes, importar diamantes brutos de qualquer país os indianos não perderam tempo e foram às compras. Com a norma vem, também, créditos e garantias bancárias que facilitarão muito qualquer transação internacional.
E, pela primeira vez na história, 24 joalheiros indianos visitaram a maior mina de diamantes do mundo: a mina de Argyle, na Austrália.
Esta visita já deveria ter ocorrido há muito tempo, afinal os indianos tem um mercado de diamantes de 10 bilhões de dólares por ano que está crescendo a 15% ao ano.
Existem hoje, na Índia, mais de 300.000 pessoas que lapidam e dão polimento aos diamantes vindos de Argyle.

O fim da mão de obra intensiva? A automação como solução às crises trabalhistas?

O fim da mão de obra intensiva? A automação como solução às crises trabalhistas?
A invasão dos drones e autômatos na mineração já é um fato corriqueiro. As máquinas não tripuladas estão sendo, a cada dia que passa, a solução para uma série de problemas inerentes ao trabalho da mineração e exploração mineral.  O objetivo é a otimização dos processos com o aumento de velocidade e da qualidade ao mesmo tempo em que os custos são reduzidos.
É por isso que o nosso planeta está sendo coberto por nano satélites da Planet Labs ou por drones da Titan Aerospace que irão erradicar os problemas de comunicação ao mesmo tempo que cobrirão, quase online, a superfície do globo.
Serão os drones que farão as lavras em locais inacessíveis como o fundo do mar ou o espaço sideral. A automação em minas é antiga e veio para ficar.
Várias minas do mundo usam caminhões não tripulados (veja a foto) e escavadeiras e perfuratrizes controladas por controle remoto. Somente na Austrália existem mais de 200 caminhões controlados por controle remoto em minas de minério de ferro. Na foto ao lado vê-se um caminhão elétrico de 320t, sem motorista, controlado a partir de computador em centro de operações situado a 1.000km da mina de minério de ferro West Angelas da Rio Tinto. Um grande exemplo do que a automação pode fazer.
  Em breve os drones irão controlar as plantas, os estoques, os equipamentos, os transportes, quase todas as operações e até os mapeamentos geológicos preliminares. É uma revolução em andamento, financiada pelo maior programa não militar de robótica do mundo.
A tendência é que o uso de drones seja ampliado e não reduzido.
Com as instabilidades sociais alimentadas pelos sindicatos, abre-se mais uma porta para a aceleração do processo, com a redução do uso da mão de obra .
A maior adesão recente vem da África do Sul, assolada por uma greve sem precedentes que ameaça paralisar totalmente as minas de platina do Bushveld.
A gigante Anglo American declarou, ontem, que está mudando a sua estratégia de minas com uso intensivo de mão de obra, para minas totalmente mecanizadas e robotizadas. Essa é a resposta às greves que estão aleijando a empresa. A transição segundo Mark Cutifani, o CEO da Anglo, ocorrerá ao longo de 10 anos.
A “ameaça” de Cutifani é uma resposta à falta de resultados nas negociações em andamento entre a Anglo e os sindicatos. Se a solução não for encontrada os mineiros serão substituídos em pouco tempo.
As greves já fizeram a produção de platina cair, neste trimestre 40% colocando em risco a própria empresa.
Com a automação das minas o problema será contornado e os custos operacionais irão cair exponencialmente.
Os mineiros das minas de platina da África do Sul ainda não sabem que os seus dias estão contados se não negociarem, imediatamente, uma volta aos trabalhos e uma transição favorável no futuro. Graças, mais uma vez, ao inevitável processo de automação que vai caracterizar a mineração deste século.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Avança acordo para combater garimpo ilegal de ouro

Avança acordo para combater garimpo ilegal de ouro

O acordo existe desde 2008, mas depende da ratificação dos parlamentos do Brasil e da França

Mineração de ouro
Mineração de ouro: no texto, estão previstas medidas para combater a extração ilegal e o comércio de ouro não transformado, especialmente a venda e a revenda
Brasília – Deputados aprovaram hoje (12) o acordo entre os governo do Brasil e da França para combater o garimpo ilegal de ouro em parques nacionais e nas áreas de fronteira entre a Guiana Francesa e o território do estado do Amapá.

O aval à proposta é o primeiro passo para que o Brasil ratifique o texto que já foi aprovado pelo parlamento francês.
O acordo existe desde 2008, mas depende da ratificação dos parlamentos dos dois países.
Pelo texto, autoridades brasileiras e francesas trabalhariam juntas nestas áreas com a possibilidade de reter e destruir produtos ou equipamentos usados nas atividades de garimpo ilegal que ocorrem sem autorização.
A ratificação ainda depende de uma decisão do Senado.
A partir daí, os termos da proposta viram lei. A deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), que foi relatora do projeto na Comissão de Relações Exteriores da Câmara, lembrou que os garimpos ilegais representam um “flagelo, com graves consequências sociais, econômicas e ambientais”.
No texto, que deve ser enviado para os senadores nos próximos dias, estão previstas medidas para combater a extração ilegal e o comércio de ouro não transformado, especialmente a venda e a revenda, além das atividades de transporte, detenção, venda ou cessão de mercúrio efetuadas sem autorização.