sexta-feira, 23 de maio de 2014

Weatherford de olho no xisto chinês

Weatherford de olho no xisto chinês
A americana Weatherford International é uma empresa com vasta experiência na extração e desenvolvimento de campos de gás em folhelhos (xistos) nos Estados Unidos. É por esse valioso know-how que os chineses da gigantesca Sinopec estão entrando em joint venture com a americana.
A Sinopec visa, com essa JV, dar um salto de qualidade e aprendizado, acelerando a produção dos imensos recursos de gás em folhelhos da China, considerados por muitos como os maiores do planeta.

Com a JV serão criadas novas oportunidades para as empresas americanas do setor que, naturalmente, irão participar da pesquisa e extração. As principais beneficiadas serão a Schlumberger, Halliburton e a Baker Hughes. A Sinopec passa, automaticamente, à líder do setor deixando a sua concorrente chinesa a PetroChina em desvantagem.

Ouro: demanda por ouro na China cai 18% no trimestre

Ouro: demanda por ouro na China cai 18% no trimestre 
Investidores chineses compraram bem menos no trimestre. As compras do período foram de apenas 263,2 toneladas, 18% a menos do que o mesmo trimestre de 2013. Apesar da queda o consumo das joalherias aumentou 10% mostrando que o causador é o investidor e não a indústria. O ouro está sendo negociado a US$1.294, quase uma constante nos últimos 30 dias.
O consumo da China em 2013 havia subido 32% atingindo um volume recorde de 1.065,8 toneladas o que correspondeu a 28% do consumo mundial.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Brasil perde competitividade e cai 16 posições nos últimos quatro anos



Os fatos negativos que vemos estampados na mídia não são um fenômeno pontual. As greves, a falta de segurança, as disputas salariais, o baixo desempenho da economia e da educação, a falta de infraestrutura, a corrupção e a impunidade tudo isso são sintomas de uma doença séria que afeta o nosso Brasil: a doença endêmica da má administração pública.

Os reflexos desta má administração e da falta de investimentos é o motivo da desesperança que assola os brasileiros e alimenta os distúrbios que não saem das primeiras páginas dos jornais.
É essa má administração sistêmica que nos fez perder, mais uma vez, muitas posições no ranking mundial de competitividade do International Institute for Management Development (IMD) .  Em 2010 estávamos situados no trigésimo oitavo lugar. Em 2014, segundo o estudo publicado hoje, caímos para a quinquagésima quarta posição. Uma queda de 16 posições em apenas 4 anos: um verdadeiro desastre.

Somos o sexto pior país em competitividade entre os 60 estudados. 

Este índice reflete as condições que o país oferece às empresas, que nele atuam, para que essas atinjam o sucesso nacional e internacional.
Essa queda monstruosa vem confirmar o que todos nós da mineração brasileira já sabíamos e vínhamos sistematicamente denunciando: o Brasil e sua falta de infraestrutura e de uma legislação amigável está afugentando as empresas e os investidores.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Minerador: conheça o jazida.com, a ferramenta que vai inovar o seu controle de áreas

Minerador: conheça o jazida.com, a ferramenta que vai inovar o seu controle de áreas
Se você quer uma resposta rápida da situação legal de uma área, empresa, requerente ou até mesmo de uma região inteira o jazida.com é a solução.
Trata-se de uma ferramenta grátis, altamente intuitiva e rápida, que permite selecionar, identificar, na região selecionada, a situação legal, substâncias requeridas, requerentes e dados importantes como processos em disponibilidade, novos alvarás e uma série de outros filtros. Tudo isso em uma questão de segundos.
Ao fazer a pesquisa, a primeira coisa que salta aos olhos é o tipo de substância mineral requerida. O jazida.com usa um padrão de cores que mostra, ao usuário, quais são os principais grupos de substâncias requeridas. Para pesquisar uma determinada substância é só selecioná-la e as áreas serão as únicas mostradas no mapa. A pesquisa por processo ou requerente foi extremamente agilizada. Da mesma forma as informações do Cadastro Mineiro estão apenas a um clique o que otimiza, terrivelmente, a operação de busca de informações.
O jazida.com é uma ferramenta derivada do SIGMINE do DNPM, mas com uma dimensão e agilidade muito maior e com um nível de certificação que o próprio DNPM não tem.

É isso mesmo, nós todos sabemos que o SIGMINE costuma errar e errar feio. Existem hoje várias causas judiciais contra o DNPM causadas por estranhos desaparecimentos de alvarás e surgimento de outros, bem como de informações erradas que povoam o SIGMINE, de tempos em tempos, e apavoram os mineradores.
  Já o jazida.com , segundo o seu idealizador o geólogo Rafael Brant, automatiza a leitura do diário oficial que é disponibilizada na internet. O banco de dados do jazida.com é atualizado pelo Diário Oficial, Cadastro Mineiro e pelo SIGMINE. As atualizações são checadas e validadas o que torna o banco do jazida.com um pouco diferente do DNPM, pois os equívocos deste são filtrados pelo DOU que alimenta e valida o produto final.
As atualizações do DOU são diárias e o que você, usuário vê, é baseado no Diário Oficial.
Um dos valores agregados que o jazida.com possibilita são os filtros como os dos alvarás próximos ao vencimento ou os processos em disponibilidade que são constantemente monitorados pelo novo software. Com o jazida.com você pode identificar, em segundos, quais os alvarás que podem entrar em disponibilidade e que poderão ser imediatamente requeridos. Segundo Brant venceram quase 12.000 alvarás de pesquisa nos últimos 7 meses. Em 35% destes casos não foi entregue o relatório de pesquisa na data de vencimento o que tornou essas áreas livres e desoneradas no dia seguinte. Uma verdadeira oportunidade ao alcance de um clique, que torna esse software em excelente ferramenta para nós geólogos de exploração e para o profissional que trabalha com o controle de áreas.
Rafael Brant informa que o software ainda está evoluindo e deverá, eventualmente, adicionar novas camadas de informações como as existentes no SIGMINE tais como reservas naturais, indígenas, áreas urbanas etc...

Recursos Minerais do Brasil

Recursos Minerais do Brasil

"Minerar, sim, pois os bens minerais são essenciais à qualidade de vida almejada pela humanidade e à sua própria sobrevivência: mas fazê-lo com permanente atenção e todo o cuidado no que respeita ao meio ambiente."
O Brasil é um país privilegiado em recursos minerais. Alguns são abundantes (minério de ferro, manganês, bauxita, cassiterita); outros são mais escassos (cobre, prata, urânio, chumbo).
No conjunto, dispõe de uma grande variedade e quantidade de minerais, mas o aproveitamento desses recursos é prejudicado pela falta de conhecimento das nossas reservas e de capital para a sua exploração. A falta de capital tem levado à participação cada vez maior de grupos estrangeiros. Nenhum tipo de exploração pode ser feito sem a aprovação do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

Minerais metálicos São recursos naturais não renováveis, isto é, que não podem ser repostos pela natureza. Os princiFontea: IBGE. Anilaria estatístico do Brasil 1399 e Brasil em números 1999. pais minerais metálicos encontrados no Brasil são o minério de ferro, a bauxita, o manganês, a cassiterita, o ouro, o nióbio, a prata e o cobre. Esse tipo de mineral está associado às estruturas geológicas antigas ou escudos cristalinos. O Brasil possui 36% de sua superfície constituída por escudos cristalinos, no entanto os minerais metálicos estão presentes somente em cerca de 4% desses terrenos que se formaram na Era Proterozóica e onde predominam rochas metamórfícas.

Minério de ferro

Está entre os cinco principais itens exportados pelo Brasil. E o mineral mais explorado. O minério de ferro bruto (hematita, itabirita, magnetita, pirita) possui grande importância econômica mundial porque é a matéria-prima básica do aço (liga) utilizado nas estruturas de indústrias, edifícios, hotéis, estádios, aeroportos, pontes e shoppings, etc,, além de inúmeros outros usos.
Os estados de Minas Gerais (Quadrilátero Ferrífero) e Pará (serra dos Carajás) possuem as maiores e principais reservas. A maior parte da produção é exportada para os Estados Unidos, Japão e União Européia.

Principais áreas produtoras Quadrilátero Ferrífero

Central (MG). Localizado entre os municípios de Belo Horizonte, Mariana, Santa Bárbara e Congonhas do Campo, o Quadrilátero Ferrífero é responsável por aproximadamente 80% da produção nacional; 60 a 70% do minério de ferro produzido nessa área é destinado à exportação, A Companhia Vale do Rio Doce, privatizada em 1997, é o maior explorador de minério de ferro no Brasil e está entre os maiores exportadores do mundo. E proprietária de jazidas de ferro e outros minerais do Quadrilátero Ferrífero e da serra dos Carajás.
A parte que não é exportada é utilizada nos complexos siderúrgicos da região Sudeste (Companhia Siderúrgica Nacional - CSN, em Volta Redonda, RJ;
Companhia Siderúrgica Paulista - Cosipa, em Cubatào, SP; e na Usiminas, em MG).
O minério de ferro exportado é transportado pela Estrada de Ferro Vitória-Minas, que liga o Quadrilátero ao porto de Tubarão, em Vitória, Espírito Santo, e pela Estrada de Ferro Central do Brasil, que liga o Quadrilátero ao porto de Sepetiba, no Rio de Janeiro, Serra aos Carajás (PA). Localizada no Sudeste do Pará. Possui a maior reserva mundial de minério de ferro do mundo e é a segunda principal área produtora do país.
A exploração desse e de outros minérios faz parte das estratégias do Projeto Grande Carajás. A produção dessa área está voltada para o consumo externo (Japão) e é transportada pela Estrada de Ferro Carajás. Inaugurada em 1985, essa ferrovia, que tem 890 km de extensão, liga a serra dos Carajás ao porto de Itaqui, na Ponta da Madeira, em São Luís, no Maranhão. A Companhia Vale do Rio Doce é a principal empresa mineradora que explora esse local, entre outras transnacionais.
O Brasil é o segundo maior produtor de minério de ferro.
O Brasil encontra-se entre os maiores produtores e as maiores reservas mundiais de bauxita.

Minério de manganês

Assim como o minério de ferro, o manganês é o elemento básico para a produção do aço. E de fundamental importância para a indústria siderúrgica porque age como desoxidante e dessulfurante.
A região Norte concentra mais da metade da produção nacional de manganês e exporta a maior parte. As maiores reservas estão na serra dos Carajás (PA), no Quadrilátero Ferrífero (MG) e no maciço do Urucum (MS). A maior produção ocorre no Amapá (cerca de 60% do total produzido no país), mas as reservas localizadas na serra do Navio, nesse estado, estão praticamente esgotadas.
Mais uma vez o Brasil está entre as maiores produções mundiais.
Da bauxita é extraído o alumínio, metal muito importante por ser utilizado na fabricação de carros, aviões, portas, janelas, panelas, etc. E um grande condutor de eletricidade e anticorrosivo.
A principal e maior jazida nacional encontra-se no vale do rio Trombetas, afluente do rio Amazonas, em Oriximiná, no Pará. A maior parte da bauxita extraída no país é exportada para o Canadá e a menor parcela é destinada ao mercado interno. A Companhia de Mineração Rio do Norte (CMRN) é a maior empresa mineral exploradora da bauxita (explora mais de 70% do total) e é a maior produtora mundial particular de bauxita. A maior acionista da CMRN é a Companhia Vale do Rio Doce. Além dela, vários grupos estrangeiros também têm participação: Alcoa (EUA) e Sheiï (Holanda e Inglaterra).
A usina hidrelétrica de Tucuruí, no rio Tocantins (Pará), fornece energia elétrica para a transformação do minério da bawdta em alumínio. A grande quantidade de bauxita, aliada ao fornecimento de energia elétrica por Tucuruí, gerou o Projeto AibrasAlunorte. Controlado por grupos privados nacionais e internacionais, esse projeto de produção do alumínio, desenvolvido em Bacarena (Pará), visa abastecer o mercado externo.
O grupo norte-americano Alcoa é majoritário na composição acionária do Projeto Alumar (no Maranhão), que apresenta características semelhantes ao Projeto Aibras.

Cassiteríta

Do minério da cassiterita é extraído o estanho.
Mais uma vez o Brasil está entre os principais produtores mundiais.

Ouro
O Brasil está entre os principais produtores mundiais (África do Sul, Estados Unidos, Austrália, Canadá, China, Rússia, Usbesquistão e Brasil, respectivamente) e entre os que têm as maiores reservas mundiais (África do Sul, Estados Unidos, Austrália, Canadá, China, Rússia, Usbesquistão e Brasil, respectivamente). Minas Gerais é o maior produtor nacional. Em segundo lugar, vem o estado do Pará.
Em 1996, foi anunciada a descoberta de uma das maiores jazidas de ouro do mundo. Está em Serra Leste, ao lado de Serra Pelada, no Pará. Será explorada pela Companhia Vale do Rio Doce.
O ouro é utilizado em jóias, tratamento dentário, em muitos setores industriais. A busca desse recurso mineral foi um dos fundamentos da economia mercantilista colonial brasileira (séculos XVII e XVIII).

Nióbio

É um metal utilizado na composição de ligas metálicas empregadas na fabricação de fios supercondutores, turbinas de aviões, entre outros usos.
O Brasil é responsável por mais de 90% da produção mundial desse mineral. Amaior reserva está em Minas Gerais, próximo à cidade de Araxá. Aparte que não é utilizada internamente é exportada para o Japão, para a América do Norte e para a União Européia. O Brasil fornece o principal produto industrializado ligado a esse mineral: o ferro-nióbio.

Outros minerais

O Brasil ainda produz chumbo (extraído da galena, em Minas Gerais e Tocantins), cobre (condutor elétrico explorado na Bahia e no Rio Grande do Sul), níquel (extraído da guamierita em Goiás) e tungsténio (extraído daxilita no Rio Grande do Norte).
O estanho é muito utilizado em liga com chumbo para realizar a solda usada na eletrônica, em objetos de decoração e é muito resistente à oxidação. O estado do Amazonas é o principal produtor nacional, seguido dos estados do Amazonas e do Pará. O estado de São Paulo é o maior consumidor interno; a Argentina e os Estados Unidos são nossos maiores importadores.

Minerais não metálicos

Assim são chamados os minerais cujo principal componente não é um metal. Têm usos diversos, como material de construção (calcário), na indústria química (potássio) e na alimentação (sal de cozinha e água). Não são matéria-prima para as indústrias siderúrgicas.
Nossos principais recursos minerais não metálicos são: sal de cozinha, calcário e alguns minerais radioativos. O Brasil ocupa o nono lugar entre os maiores produtores mundiais de sal de cozinha.
Os estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Rio de Janeiro são, respectivamente, os maiores produtores nacionais de sal. O porto de Areia Branca, no Rio Grande do Norte, é o principal terminal exportador de sal do Brasil.

Calcário

E uma rocha sedimentar constituída principalmente de carbonato de cálcio. E usado na fabricação de cimento, cal, vidro e também como mármore (processo de metamorfísmo). O Brasil possui calcário em abundância. Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Bahia (bacia do rio São Francisco) são seus maiores produtores.

Minerais radioativos

O Brasil explora, entre outros, urânio e tório, dois minerais radioativos usados na produção de energia nuclear. O urânio, hoje escasso, é encontrado em Minas Gerais (Quadrilátero Ferrífero e Poços de Caldas) e no Ceará. Recentemente, foi localizada no Pará uma grande reserva de urânio, na região da cidade de Santarém. Calcula-se que seja a maior do mundo. O tório (Importante combustível de reatores nucleares), também escasso, é encontrado principalmente no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.