Mineração de ouro é responsável por 50% da entrada de capital no Sudão
O governo do Sudão informou que as exportações de ouro, nos últimos 3 anos, atingiram a cifra de quatro bilhões de dólares.
A mineração de ouro do país está sendo responsável por 50% das entradas
de capital no país africano. O governo informou, também, que 10% da
produção de ouro será adicionada à reserva do Banco Central do Sudão,
juntamente com outras moedas.
A produção já ultrapassa, em maio deste ano, as 20 toneladas e está
auxiliando a superar o déficit na balança de pagamentos. O governo
estima que o total de ouro a ser produzido em 2014 supere as 70
toneladas, um crescimento estimado de 105%.
A produção de ouro do país provém de minas e garimpos. A maior mina tradicional de ouro do Sudão é a Hassai.
A Hassai saiu da bolsa de valores em 2013. A mina é uma operação a céu aberto, situada a 50km da Capital Cartum.
Segundo fontes especializadas a mina, fundada em 1992, já produziu mais
de 2,3 milhões de onças de ouro. Trata-se de um depósito Proterozóico
tipo VMS, com 35Mt de minério e teores médios em torno de 2,7g/t Au.
Foto: uma das cavas da mina de ouro Hassai
Bolívia fatura US$1.5 bilhões em vendas de gás ao Brasil e Argentina no trimestre
Enquanto o Brasil não investe, como deveria no gás do xisto, a Bolívia
continua faturando alto. No trimestre as vendas aos vizinhos Brasil e
Argentina, aumentaram 7%, totalizando US$1.5 bilhões.
Urânio em queda fecha minas e espanta investidores
O urânio, que era cotado a US$150/libra em 2007 atinge, agora,
US$25/libra. Com esses preços baixíssimos os investidores fogem e minas
começam a fechar. Segundo especialistas, 60% das minas em produção já
estão no vermelho. Um bom exemplo é a Paladin Energy, uma mineradora
australiana, que anunciou hoje o fechamento de sua mina em Malawi. Com a
paralisação dessa mina o mercado deixará de receber quase 4 milhões de
libras de urânio por ano.
Será que o fim do urânio como fonte de energia está próximo?
Depois da crise de 2008, de Fukushima, do desarmamento nuclear e da
enorme rejeição de alguns países como a Alemanha e Suíça é possível que o
urânio entre em dormência por algumas décadas.
A não ser que os ambiciosos planos chineses de substituir o carvão façam
a reversão desse processo de queda e os preços reajam até 2015.
Foto da mina de urânio de Rossing na Namíbia
Gahcho Kué a maior e mais rica mina de diamantes ainda não desenvolvida do mundo
A junior canadense Mountain Province está em JV com a
De Beers (51%) para desenvolver o que é considerado o maior e mais rico
jazimento de diamantes ainda não lavrado do mundo: o Projeto Gahcho
Kué.
O projeto já teve um estudo de viabilidade econômica que mostra um NPV
10% de 1 bilhão de dólares canadenses para uma mina de 12 anos. Segundo
esse estudo a mina produzirá 53,4 milhões de quilates ao longo de sua
vida útil: uma produção média de 4,45 milhões de quilates ao ano. Os
estudos de grande volume indicam que o diamante de Gahcho Kué tem um
valor médio de US$150/ quilate.
O que faz Gahcho Kué se destacar das demais jazidas é o seu altíssimo
teor médio de 1,57 quilates por tonelada. A mina será uma operação a céu
aberto sobre um dos quatro pipes que compõem o Kennady Lake kimberlite
cluster (imagem ao lado). Os pipes são pequenos e, pelo menos um é um
hipoabissal de pequeno volume que será lavrado somente no final da
operação. Os outros dois pipes não apresentaram teores econômicos.
A operação deverá dividir e drenar a água da parte sul do Lago Kennady
que cobre o kimberlito mineralizado.
As empresas esperam entrar em produção em 2016.
Empresas junior de mineração investem 20% a menos no Brasil em 2013
O efeito do novo Marco Regulatório da Mineração e da
paralisação das emissões de concessões de pesquisa mineral no Brasil se
faz sentir de uma forma cruel.
Os investimentos no setor estão em queda e devem diminuir, consideravelmente, em 2014.
As junior companies canadenses, empresas de médio a pequeno porte,
financiadas pela bolsa de Toronto, que são as maiores investidoras na
pesquisa mineral brasileira, estão se afastando do país e investiram no
ano passado 20% a menos do que em 2012.
A imagem mostra que mesmo em uma profunda crise e com toda a pressão de
uma política xenofóbica do MME, as junior canadenses (não estão
computadas as demais juniors como as australianas e europeias)
investiram no Brasil US$330 milhões de dólares em pesquisa mineral. Isso
corresponde a 34% de tudo o que foi investido na América Latina.
É sempre conveniente lembrar que esses investimentos são feitos a fundo
perdido, pois o risco é total. Trata-se, portanto de um megainvestimento
em pesquisa que fica muito evidenciado quando comparado aos US$105
milhões que a CPRM, o Serviço Geológico do Brasil, investiu nesses
últimos dez anos.
Esses números mostram de onde vem a esperança de um futuro melhor, com
novas minas em produção gerando riquezas e empregos: das empresas junior
da mineração.
Infelizmente a queda de 20% em 2013 será maior ainda em 2014.
Um bom número dessas empresas já paralisou os seus projetos e teve que
demitir seus funcionários. Esses números só serão contabilizados no ano
que vem, quando veremos o tamanho do estrago, que hoje apenas intuímos,
pelo número de desempregados do setor e pela quebra generalizada das
empresas de prestação de serviços.
Para efeito de comparação colocamos o quadro de investimentos em 2012
onde vemos que houve, também, uma redução no número de empresas e de
projetos no Brasil.