quinta-feira, 19 de junho de 2014

Bactérias extraem cobre de placas de circuito impresso

Bactérias extraem cobre de placas de circuito impresso


As placas de circuito impresso de computadores e outros aparelhos eletrônicos contêm metais valiosos como ouro, prata, platina e paládio, além do cobre.
No Brasil, não existem indústrias especializadas na recuperação desses metais. Por isso, anualmente, toneladas do chamado lixo eletrônico são vendidas para empresas estrangeiras que, por dominarem a tecnologia, apresentam lucros bastante elevados.
"Dados sobre a composição das placas de circuito estimam que, em uma tonelada de placas de circuito impresso, o ouro corresponde a cerca de 0,01%, ou seja, 100 gramas", explica Luciana Harue Yamane, da Escola Politécnica da USP.
Luciana explica que, tradicionalmente, os metais são extraídos utilizando-se processos químicos e pirometalúrgicos.
A pesquisadora então se dispôs a desenvolver um método diferente para a extração dos metais, utilizando processos físicos, químicos e biológicos.
Num primeiro momento, as placas foram homogeneizadas e reduzidas de tamanho com o uso de um moinho de martelos que triturou o material até deixá-lo com cerca de 2 milímetros de tamanho.
No próximo passo, um separador magnético separou ferro e níquel, restando apenas o material não-magnético (onde o cobre e os metais preciosos ficaram concentrados).
Adaptação bacteriana
Luciana explica que a extração do ouro e da prata pode ser feita por um processo chamado cianetação. Entretanto, não pode haver cobre na mistura pois, se houver, em vez de atacar o ouro, o cianeto ataca o cobre da mistura.
Foi aí que a bióloga decidiu utilizar uma via alternativa: a biolixiviação, que é o uso de bactérias para extrair o cobre.
"Foi necessário um processo de adaptação bacteriana, que desenvolvemos durante meses, para aumentar a eficiência e reduzir a mortalidade das bactérias a esse resíduo inicialmente tóxico a elas. É este processo que está sendo patenteado", explica.
Os resultados mostraram que a bactéria A. ferrooxidans-LR, após o processo de adaptação, foi capaz de solubilizar os metais, em especial o cobre, que foi 98% lixiviado, por meio de um processo ambientalmente correto, deixando assim o ouro mais concentrado para a etapa de cianetação.
Pela biolixiviação, o cobre sai da mistura da forma sólida para a forma solúvel (Cu+2). O que sobra é um pó, formado por polímeros e os metais preciosos. Pelo método da cianetação esses metais podem, então, ser extraídos.

Diamantes em Júpiter e Saturno

Diamantes em Júpiter e Saturno: ciência ou busca de fama?


Diamantes em Júpiter e Saturno: ciência ou busca de fama?
Estudos sérios indicam que ainda não temos dados suficientes para concluir que haja planetas de diamantes ou mesmo chuvas de diamantes em Saturno e Júpiter.
Parece que os cientistas também gostam muito de diamantes.
Afinal de contas, eles, os diamantes, podem garantir que eles, os cientistas, brilhem rapidamente e sem fazer muitas lapidações.
Em 2010, analisando dados preliminares, cientistas ligados à NASA disseram que um planeta de carbono teria montanhas de diamantes.
Em 2012, a mesma equipe voltou à carga, afirmando que o exoplaneta "55 Câncer e" poderia ter o equivalente a "três Terras" de diamante.
A ideia parece muito interessante e romântica, o suficiente para render manchetes nos jornais do mundo todo.
Muito menos glamourosa foi a análise feita por uma equipe internacional, com participação de uma brasileira, mostrando que a relação entre carbono e oxigênio na estrela hospedeira desse pretenso planeta de diamante é muito menor do que Nikku Madhusudhan e seus colegas haviam calculado.
"O artigo de 2010 concluiu que 55 Câncer, a estrela que hospeda cinco planetas, tem uma taxa carbono/oxigênio maior do que um. Esta observação ajudou a motivar um artigo no ano passado sobre o planeta mais interno do sistema, o 55 Câncer e," contextualiza Johanna Teske, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.
Foi essa taxa carbono/oxigênio que levou a equipe ligada à NASA a afirmar que o planeta era de diamante.
"Entretanto, nossa análise faz isso parecer menos provável porque a estrela hospedeira não parece ser tão rica em carbono como se pensou anteriormente," disse Teske.
Os dados atuais mostram que a estrela 55 Câncer contém quase 25% mais oxigênio do que carbono, o que é muito mais próximo do que ocorre no Sol, que tem 50% menos carbono do que oxigênio - e os dados da 55 Câncer deverão mudar conforme novas observações são realizadas.
"Então, em termos dos dois blocos de informação fundamentais usados para a proposta inicial do 'planeta de diamante' - as medições do exoplaneta e as medições da estrela - as medições da estrela não confirmam mais isso," conclui a pesquisadora.
O novo estudo, que mostra que o planeta de diamante era falso, tem a coautoria da brasileira Kátia Cunha, do Observatório Nacional do Rio de Janeiro.
Chuva de diamantes?
Agora, Kevin Baines e Mona Delitsky, da Universidade Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos - também ligados à NASA - afirmam que pode chover diamantes em Júpiter e Saturno.
A dupla chega a calcular o tamanho dos valiosos "pingos de chuva de brilhantes" - eles seriam diamantes com até um centímetro de diâmetro.
Segundo eles, os diamantes se formariam em Júpiter e Saturno quando uma chuva de carbono se precipitasse nas elevadas pressões das profundezas dos planetas gasosos - entre 6.000 e 30.000 km.
Então, será que finalmente encontramos uma fonte de diamantes espaciais e, desta vez, muito mais próxima de nós?
Pelo menos por enquanto, talvez seja melhor não comprar ações de qualquer mineradora espacial que pretenda tentar coletá-los.
Isso porque os dois cientistas fizeram seus cálculos sobre a pretensa chuva de diamantes em Júpiter e Saturno usando carbono puro!
O que parece haver no planeta é uma espécie de fuligem, gerada pela ação de raios sobre o gás metano. Essa fuligem é um material sobre o qual pouco se sabe, se é que ele chega a existir realmente.
Além disso, as atmosferas desses planetas são ricas em hidrogênio e hélio, contendo ainda uma multiplicidade de outros elementos, o que coloca o ambiente muito longe de reproduzir as condições teóricas do carbono puro sob alta pressão.
O artigo da dupla ainda não foi aceito para publicação em uma revista científica, mas já rendeu manchetes, entrevistas e o brilho tentador da fama.
Talvez, no futuro, realmente cheguemos a encontrar planetas de diamantes, nuvens de diamantes ou o que seja - mas lembre-se então de dar o crédito adequado para os cientistas que consigam demonstrar suas hipóteses com algo além de um polimento superficial.

Minerador: conheça o jazida.com, a ferramenta que vai inovar o seu controle de áreas

Minerador: conheça o jazida.com, a ferramenta que vai inovar o seu controle de áreas
Se você quer uma resposta rápida da situação legal de uma área, empresa, requerente ou até mesmo de uma região inteira o jazida.com é a solução.
Trata-se de uma ferramenta grátis, altamente intuitiva e rápida, que permite selecionar, identificar, na região selecionada, a situação legal, substâncias requeridas, requerentes e dados importantes como processos em disponibilidade, novos alvarás e uma série de outros filtros. Tudo isso em uma questão de segundos.
Ao fazer a pesquisa, a primeira coisa que salta aos olhos é o tipo de substância mineral requerida. O jazida.com usa um padrão de cores que mostra, ao usuário, quais são os principais grupos de substâncias requeridas. Para pesquisar uma determinada substância é só selecioná-la e as áreas serão as únicas mostradas no mapa. A pesquisa por processo ou requerente foi extremamente agilizada. Da mesma forma as informações do Cadastro Mineiro estão apenas a um clique o que otimiza, terrivelmente, a operação de busca de informações.
O jazida.com é uma ferramenta derivada do SIGMINE do DNPM, mas com uma dimensão e agilidade muito maior e com um nível de certificação que o próprio DNPM não tem.

É isso mesmo, nós todos sabemos que o SIGMINE costuma errar e errar feio. Existem hoje causas judiciais contra o DNPM causadas por estranhos desaparecimentos de alvarás e surgimento de outros, bem como de informações erradas que povoam o SIGMINE, de tempos em tempos, e apavoram os mineradores.
  Já o jazida.com , segundo o seu idealizador o geólogo Rafael Brant, "automatiza a leitura do diário oficial que é disponibilizada na internet". O banco de dados do jazida.com é atualizado pelo Diário Oficial, Cadastro Mineiro e pelo SIGMINE. As atualizações são checadas e validadas o que torna o banco do jazida.com um pouco diferente do DNPM, pois os equívocos deste são filtrados pelo DOU que alimenta e valida o produto final.
As atualizações do DOU são diárias e o que você, usuário vê, é baseado no Diário Oficial.
Um dos valores agregados que o jazida.com possibilita são os filtros como os dos alvarás próximos ao vencimento ou os processos em disponibilidade que são constantemente monitorados pelo novo software. Com o jazida.com você pode identificar, em segundos, quais os alvarás que podem entrar em disponibilidade e que poderão ser imediatamente requeridos. Segundo Brant "venceram quase 12.000 alvarás de pesquisa nos últimos 7 meses. Em 35% destes casos não foi entregue o relatório de pesquisa na data de vencimento o que tornou essas áreas livres e desoneradas no dia seguinte". Uma verdadeira oportunidade ao alcance de um clique, que torna esse software em excelente ferramenta para nós geólogos de exploração e para o profissional que trabalha com o controle de áreas.
Rafael Brant informa que o software ainda está evoluindo e deverá, eventualmente, adicionar novas camadas de informações como as existentes no SIGMINE tais como reservas naturais, indígenas, áreas urbanas etc...

Etna entra em espetacular erupção

Etna entra em espetacular erupção
O Monte Etna, o vulcão mais ativo da Europa, entrou em erupção afetando o corredor aéreo e a movimentação de turistas na Sicília. A atividade principal está ocorrendo na cratera sudeste onde lavas, cinzas e rochas piroclásticas estão sendo ejetadas do cone de 3.350m de altitude.

O Etna faz parte de um Parque Nacional que atrai grande quantidade de turistas, já que o vulcão é conhecido pela sua intensa atividade desde a Roma antiga.

A última grande erupção ocorreu há 22 anos quando os italianos tiveram que fazer explosões controladas para desviar o rumo da lava que ameaçava a Vila de Zafferana.

Até o momento a quantidade de cinzas na atmosfera não é nada similar ao vulcão Eyjafjallajökull   da Islândia que, em 2010, afetou mais de 10 milhões de passageiros em 20 países.

Transportadoras sofrem com o fim das exportações da bauxita e do minério de níquel da Indonésia

Transportadoras sofrem com o fim das exportações da bauxita e do minério de níquel da Indonésia
Quando pensamos em transporte marítimo de grande porte o “seaborne trade”, logo vem em mente o transporte de minério de ferro e de grãos.

No entanto, com a paralisação das exportações da bauxita e do níquel laterítico da Indonésia, um novo cenário foi criado.

A partir de agora mais de 10 milhões de toneladas mensais deixam de ser transportadas.

A ausência desse gigantesco volume de minério, cujo destino era a China, deixa os porões dos navios das grandes transportadoras vazios.
As principais afetadas são a Navios Maritime Holdings Inc., Diana Shipping Inc., Safe Bulkers Inc. , and Star Bulk Carriers Corp.  e a Guggenheim Shipping.  Estas transportadoras estão entre as maiores do mundo e ainda não conseguiram substituir o minério da Indonésia por outro.

Uma das possibilidades, o minério de níquel das Filipinas, não está sendo bem aceito pelas plantas chinesas de níquel-gusa. Os chineses alegam que o minério filipino tem uma composição química diferente que causa problemas metalúrgicos.

Já a bauxita da Indonésia começa a ser substituída pela bauxita australiana, a maior produtora do minério do mundo.

De qualquer maneira o transporte marítimo está sob pressão e, mesmo com o aumento do frete em certas regiões como o Brasil, é muito provável que o preço do frete venha a cair caso as grandes transportadoras não consigam substituir o minério da Indonésia por outro qualquer.