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Micro cap do setor de mineração sobe 92% em 2 dias; empresa desconhece motivo
Após consulta da BM&FBovespa, diretor de RI da
empresa diz que alta pode estar associado a um movimento de ajuste
depois da brusca queda de 90% dos papéis na metade e maio
SÃO PAULO - Com baixíssima liquidez na Bolsa, as ações da All Ore (AORE3),
companhia pré-operacional criada em 2008 e voltada para o setor de
mineração, têm dado o que falar nos últimos dois pregões. Desde
quarta-feira, os papéis dispararam quase 100% com um volume bastante
acima da média, o que fez com que a BM&FBovespa consultasse a micro
cap para buscar justificativas para esta disparada.
As ações da All Ore subiam 26,32% no final do pregão desta
sexta-feira (20), a R$ 0,24, tendo chegado a valer R$ 0,27 na máxima do
dia. Com a alta de 35,7% na quarta-feira, os papéis da empresa chegaram a
acumular ganhos de 91,3% nestes dois dias. O
volume financeiro também surpreende, tendo superado a faixa de R$ 1,1
milhão nestes dois pregões - a média dos 21 pregões anteriores girava em
torno de R$ 150 mil por dia. Já o número de negócios, superou a faixa
de 500 tanto quarta quanto hoje.
Após a alta de quarta, a BM&FBovespa indagou a companhia acerca
do motivo desta disparada. A All Ore, por sua vez, manifestou-se dizendo
que desconhece qualquer fato que possa justificar as oscilações, mas
que interpreta a movimentação "como ajuste natural dos preços após o
recente leilão de venda realizado por um investidor minoritário",
realizado em maio e que culminou na derrocada de mais de 90% no preço
das ações.
A companhia de mineração chegou a cair 93% em 4
pregões e se recupera com volume financeiro e número de negócios muito
acima da média nos últimos dois dias. (Reuters)
Em 22 de maio, a All Ore tomou conhecimento de um edital de leilão a
ser realizado no dia 26 de maio envolvendo 6 milhões de ações da
companhia ao preço de R$ 0,01 - isto mesmo, um centavo. Como os papéis
estavam cotados a R$ 1,00 na Bovespa até o dia 20, a notícia provocou
uma derrocada no mercado, com os ativos AORE3 chegando a valer R$ 0,07
no dia 26 - configurando queda de 93% em apenas 4 pregões.
Desse preço mínimo alcançado após o leilão até a máxima desta sexta-feira, a alta das chega a 285,7%. De casa nova e com novo diretorA empresa tem trazido novidades aos seus acionistas neste mês de junho. Em fato
relevante do dia 4 de junho, a All Ore anuncioua entrada de Jorge
Gustavo Lara Paravela para os cargos de diretor de Relações com
Investidores e diretor financeiro da companhia, substituindo Reginaldo
de Souza Almeida.
Já na última quinta-feira, enquanto muitos aproveitaram o feriado
para descansar, os acionistas da All Ore se reuniram para aprovar, entre
outros assuntos, a sede da empresa em São Paulo. Ela sairá de seu
endereço no Itaim Bibi - Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, 758 -
para a Rua Bento de Andrade, 638, no bairro Jardim Paulistano.
Horizonte Minerals entrega relatório de impacto ambiental e se prepara para a próxima fase
A junior de mineração Horizonte Minerals, listada nas
bolsas de Londres e Toronto, finalizou o relatório de impacto
socioambiental de seu projeto de níquel laterítico Araguaia, no Estado
do Pará.
A partir de agora a SEMA vai analisar o relatório e ouvir as comunidades
afetadas pelo projeto Araguaia. Se tudo correr bem, será emitida a
licença preliminar que dará à Horizonte mais três anos de
desenvolvimento.
O projeto tem um relatório NI43-101 com recursos prováveis estimados em 21,1 Mt com 1,66% de Ni.
A Horizonte pretende usar um processo de pirometalurgia que irá produzir
um produto de ferroníquel (20% Ni – veja a foto ao lado) ao longo de 25
anos da vida útil da mina. Os estudos de cash flow mostram um NPV8% de
US$519 milhões.
Terras-raras: China desafia WTO e mantém as cotas em 2014
A polêmica sobre as cotas de exportação de
terras-raras pesados da China não tem data para terminar. A World Trade
Organization juntamente com a Europa, Japão e Estados Unidos estavam
ameaçando os chineses de retaliações se esses não parassem com o regime
de cotas que cria uma escassez artificial dos terras-raras no mercado.
Os chineses não se assustaram e resolveram partir para a briga.
Estabeleceram uma cota máxima de 17.900 toneladas de TR pesados para
2014. Foi, também, criada uma cota de 89.000t de tungstênio para este
ano.
Os chineses alegam que as cotas reduzem a poluição, controla as minas
ilegais e conserva as suas reservas. Os americanos e japoneses querem
ter mais acesso aos TR a preços mais baixos.
Apesar da pressão internacional os chineses deverão endurecer mais ainda
criando impostos adicionais e licenças de exportação para os TR o que
irá dificultar e escassear, mais ainda, esses metais no mercado mundial.
A bola está do lado da WTO. Vamos ver qual será o próximo passo...
Mercado de diamantes deve crescer 5% em 2014
O diamante continua forte e deverá permanecer assim por mais de dois
anos: dizem os analistas. Somente em 2014 espera-se um crescimento do
mercado mundial de 5%.
Os principais agentes do crescimento mundial são os mercados da China, Índia e dos Estados Unidos.
Depois da grande crise de 2008 o diamante viu tempos ruins. A pesquisa e
exploração mineral para novas jazidas simplesmente desapareceu. O mesmo
ocorreu com os IPOs que eram uma constante na bolsa de Toronto. Caíram à
zero.
Somente agora, com a entrada de grupos israelenses e indianos na
pesquisa mineral é que, aos poucos, se ouve falar de novas descobertas.
No Brasil o diamante voltou ao cenário da pesquisa em 2013,
principalmente na região do Tapajós, onde novos garimpos e descobertas
estão reativando a prospecção e até as balsas garimpeiras que estavam em
extinção.
Mas vêm da África as principais notícias de descobertas que estão
alimentando as manchetes. Empresas como a Petra Diamonds e a Lucara
Diamonds estão, frequentemente, anunciando a descoberta de várias pedras
de mais de 100 quilates. A Lucara anunciou mais de 13 pedras acima de
100ct somente neste trimestre.
Essas e outras notícias estão alimentando os sonhos dos pesquisadores
que voltam a investir na prospecção de kimberlitos e lamproitos.
Apesar do crescimento expressivo os preços ainda estão mantendo uma estabilidade. Até quando?
Em breve veremos a busca por novos kimberlitos se alastrar, mais uma vez, pelo Brasil.
A província mineral do Tapajós, localizada na região sudoeste do
estado do Pará, onde estão localizados 2 de nossos projetos, é uma das
mais importantes regiões produtoras de ouro do Brasil.
A região foi responsável no período de 1982 a 1995 pela produção de
13 a 30 milhões de onças de ouro, basicamente através da exploração
artesanal do metal.
Nos anos 1990, com a redescoberta da área por mineradoras de classe
internacional, a área passou a abrigar operacionalmente tradicionais
companhias do setor.
Hoje, além de empresas mineradoras tradicionais e de grande porte
operarem na área, há pelo menos uma dezena de "Junior Gold Companies"
operando também.
A atuação no desenvolvimento dos projetos parte do centro econômico
da região, a cidade de Itaituba, servida por vasta infraestrutura de
serviços e de transportes.
Rodovias federais (BR-230 e BR-163) cortam toda a região, garantindo
acesso a aeroportos, sendo o principal na própria cidade de Itaituba.