sábado, 21 de junho de 2014

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM)...

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) acaba de disponibilizar 25 novos mapas geológicos na escala de 1:100.000. As folhas mapeadas fazem parte dos projetos de cartografia geológica executados pela empresa nos estados de Mato Grosso, Rondônia, Bahia, Espírito Santo, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Os dados estão disponíveis para consulta no Geobank - banco de dados corporativo que reúne informações sobre geologia e recursos minerais - na página da instituição na Internet.
As folhas Serra da Providência (RO), Rio das Contas, Brumado, Santa Maria da Vitória, Condeúba e Tanhaçu (BA), São José do Mipibu (RN), Buíque (PE) e Itapiúna (CE) foram estudadas pelo método tradicional, com os mapas geológicos concluídos em dois anos. Já as folhas Pinhões, Uauá, Monte Santo e Andorinhas (BA), componentes do Projeto Uauá-Monte Santo, estão sendo executadas utilizando a nova metodologia de trabalho da CPRM:  geração de um mapa preliminar ao final de 1 ano, em formato pdf (como os agora disponibilizados), de conteúdo factual e descritivo, e com enfoque litoestratigráfico, contendo todos os dados de campo acrescidos de análises petrográficas. Após o segundo ano de execução será concluído os produtos finais.
Doze folhas formam executadas em parceria com as universidades: Guanambi e Espinosa (UFBA), Betânia, Rio Pindaiatuba, Santa Bárbara, Santa Rita e Barão de Melgaço (UFMT); Aracruz, Vitória, Guarapari e Regência (UFES); e Serra Talhada (UFPE).
Os trabalhos de mapeamento geológico são desenvolvidos pela Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM), com a coordenação do Departamento de Geologia (DEGEO) e supervisionados pelas unidades regionais da instituição.

Mina de ouro Lamego, em Sabará (MG),

A AngloGold Ashanti pretende diminuir em 7%, até o final deste ano, os custos operacionais da mina de ouro Lamego, em Sabará (MG), através de um software de gestão e controle das operações, chamado Smart Mine Underground. A mineradora investirá, até 2016, R$ 16 milhões no levantamento de dados e extração de amostras de minério para estender a vida útil da mina até 2027.
O Smart Mine Underground foi criado em parceria com a empresa Devex e permite que toda a operação da mina seja acompanhada da superfície, por meio de uma espécie de painel de controle.
“Por ele, sabemos onde estão todas as máquinas e funcionários. Se uma máquina precisa de outra, se elas estão posicionadas corretamente” disse Luiz Fernando Zanotti, responsável pela implantação do programa em Lamego.
O sistema é capaz de habilitar e desabilitar à distância de cada um dos 23 ventiladores instalados na mina. O controle individual dos equipamentos foi capaz de economizar R$ 40 mil mensais, desde maio do ano passado, o equivalente a R$ 560 mil até junho deste ano.
A AngloGold Ashanti investiu na geração da própria energia para reduzir os custos. A empresa gera, anualmente, 60 mil megawatts/hora, por meio do Sistema Hidrelétrico de Rio de Peixe. O complexo é formado por sete Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e quatro barragens artificiais, construídas na década de 30.
Entre o dia 5 de setembro de 2011 e o último dia 13 de junho, houve uma queda de 33% na cotação do ouro, que passou de US$ 1.895 para US$ 1.277,08 a onça troy."Quando isso acontece, há uma verdadeira reviravolta nas empresas do setor. E é isso que tentamos evitar”, afirmou Alexandre Heberle, gerente da mina de Lamego.
As operações em Lamego, que tiveram início em 2004, representam 12% da exploração da AngloGold Ashanti em Minas Gerais. É possível extrair, atualmente, 420 mil toneladas por ano de minério, com 1,5 tonelada de ouro.


sexta-feira, 20 de junho de 2014

Eles ficaram milionários ao tirar ouro da mina, mas esbanjaram - hoje vivem na miséria

Eles ficaram milionários ao tirar ouro da mina, mas esbanjaram - hoje vivem na miséria

Os Garrinchas de Serra Pelada


Depois de receber uma bolada em dinheiro, Índio fretou um avião da falida Transbrasil para encontrar uma namorada no Rio e passou dois meses hospedado no Copacabana Palace. Hoje, vive da aposentadoria de R$ 515 da atual mulher, sua 14ª companheira. Com Zé Sobrinho aconteceu algo parecido. Com os milhões que ganhou no trabalho, promoveu festas onde não faltavam bebidas importadas e mulheres bonitas. Aos 70 anos, dá expediente numa cooperativa para pagar as contas. As trajetórias de Índio e Zé Sobrinho lembram a história de muitos jogadores de futebol, como Garrincha, o gênio de pernas tortas que conquistou duas Copas do Mundo. Nascidos em famílias pobres, ficaram milionários da noite para o dia, não souberam administrar suas fortunas e agora vivem à beira da miséria. A diferença é que os dois não enriqueceram jogando bola, mas garimpando ouro em Serra Pelada na década de 1980. “Não gosto de falar dessa história”, disse Índio ao iG em sua casa de madeira e sem rede de esgoto no povoado que reúne cerca de 6 mil pessoas, a 55 quilômetros de Curionópolis (PA). “Às vezes parece até que foi um sonho”.
Em casa com a mulher, Índio vive ma nova realidade: depois de tirar mais de uma tonelada de ouro de Serra Pelada, o garimpeiro fretou um avião para ir ao Rio de Janeiro
A história de José Mariano dos Santos, o Índio, cuja mãe ascendia a tribos locais, ganhou contornos de lenda em Serra Pelada. Nascido em 1953 em Penalva, município a 250 quilômetros de São Luís do Maranhão, largou a escola para ajudar a pagar as contas de casa. Trabalhava numa oficina de motosserras no município paraense de Jacundá quando ouviu falar de Serra Pelada pela primeira vez. Não pensou duas vezes e, aos 27 anos, resolveu tentar a sorte na mina de ouro. Durante os dois primeiros anos só conseguiu o suficiente para sua subsistência. Não imaginava o que estava por vir. Entre 1982 e 1986, Índio “bamburrou” (enriqueceu, na gíria dos garimpeiros) ao garimpar 1.183 quilos de ouro – R$ 81,5 milhões em valores atualizados. Com os descontos de impostos e pagamentos de empregados, sócios e fornecedores, ficou com um lucro de 411 quilos (cerca de R$ 28 milhões). “Com esse dinheiro o cabra analfabeto quer ir logo atrás de mulher, boate e carro novo”, contou.

Esmeraldas colombianas: o encanto verde

Esmeraldas colombianas: o encanto verde

Haga click sobre la imagen para ampliarla Museo de la Esmeralda en Bogotá Museo de la Esmeralda en Bogotá
Uma cor que identifica a Colômbia tanto quanto as três cores de sua bandeira, é o verde: o das extensas planícies, montanhas e reservas naturais; o verde que colore muitas de suas férteis paisagens e que rodeia seus rios, quebradas e cascatas; o verde da Amazônia e da espessa selva presente nas costas sobre o oceano Pacífico.
A Colômbia também se identifica com um verde brilhante que não se nota a simples vista e que está engolido pelas montanhas da Cordilheira Leste entre os estados de Boyacá e Cundinamarca. É o verde de suas esmeraldas, as mais famosas do mundo.
As esmeraldas colombianas são as mais famosas do mundo.
Há muitos motivos pelos quais a Colômbia tem prestígio internacional. Ser o primeiro produtor mundial de esmeraldas é um deles, já que na produção total de esmeraldas, o país contribui com 55%, contra 15% de países como o Brasil e a Zâmbia que o seguem na lista. E não é questão só de quantidade, mas também de qualidade, pois graças a suas características esta pedra preciosa colombiana é uma das mais cobiçadas.

Lenda das esmeraldas

A Colômbia produz 55 por cento do total das esmeraldas no planeta. Em seguida estão o Brasil e a Zâmbia.
Como muitas das tradições colombianas, a história da esmeralda se atribuiu a uma série de contos que disputa veracidade com as causas geológicas da pedra preciosa na Colômbia. Existe uma lenda que conta a existência de dois seres nativos: Fura e Tena, mulher e homem criados pelo deus Ares com o objetivo de que, sem infidelidades, povoassem a terra em troca de sua eterna juventude. Fura, a mulher, falhou à promessa, causando seu acelerado envelhecimento e a morte de Tena.
Ares com pena dos infelizes os converteu em duas formações rochosas protegidas por tempestades e serpentes e em cujas entranhas as lágrimas de Fura se tornaram esmeraldas. Hoje, as serras de Fura e Tena, com uma altura de 840 e 500 metros sobre o vale do rio Mineiro, protegem a zona de esmeraldas da Colômbia. Localizam-se a 30 km ao norte das minas de Muzo, entre as de maior produção da Colômbia.

Boyacá e Cundinamarca, as zonas de esmeraldas da Colômbia

E assim em Muzo, na zona nordeste do estado de Boyacá, é onde se concentram as maiores jazidas desta pedra preciosa. Além de Muzo, destacam-se as minas de Borbur, Coscuez, Chivor, Peñas Blancas, La Pita e Quípama (esta última caracterizada pelo predomínio da mineração informal, os chamados guaqueros). Gachetá e Gachalá, dois municípios do nordeste de Cundinamarca, completam a zona mais importante de exploração de esmeraldas do país.
Na mina Las Cruces, da população de Gachalá (Cundinamarca), extraiu-se La Emilia, a maior pedra de esmeralda já encontrada até agora com um peso de 6.900 quilates.

O trabalho na escuridão

Mas o brilho e a beleza espetacular da esmeralda colombiana são qualidades antecedidas pelo difícil trabalho dos mineiros. É uma árdua tarefa que, segundo se afirma, tem uma história anterior à existência de Jesus Cristo, quando os antepassados penetravam as montanhas para oferecer o que encontravam a seus deuses.
Milhares de homens têm o rosto marcado pela escuridão resultante das suas longas jornadas dentro das minas em busca desse encanto verde que em sua composição química é uma pedra de berilo que deve sua cor ao conteúdo de cromo e vanádio, dois elementos químicos muito escassos na superfície terrestre e uma das razões que influi no valor da esmeralda, sendo a única pedra cristalina de cor verde.

Características das esmeraldas

O valor da esmeralda se determina segundo a cor, o tamanho, a pureza e o brilho.
O trabalho do mineiro é o passo inicial e o mais complicado no processo da esmeralda, cujo valor se determina segundo a cor, o tamanho, a pureza e o brilho. Avaliadas estas características, o preço de uma pedra pode estar entre dez e quatro milhões de dólares, ainda que não seja muito frequente encontrar uma gema de tão considerável valor.
Ainda que verde seja a cor genérica da esmeralda, nem todas as pedras conservam tal pureza em sua tonalidade, característica que os experientes identificam plenamente à hora de estabelecer o valor. Nesta ordem de idéias, há cinco classes distintas de esmeraldas:
  • verde azulado,
  • verde ligeiramente azulado,
  • verde muito ligeiramente azulado,
  • verde ligeiramente amarelo
  • e verde profundo
A cor verde profundo é a mais formosa, a mais escassa, a mais valiosa, mas também a mais exclusiva, a que só se encontram nas entranhas da Colômbia.

Corporação Museu da Esmeralda Colombiana (MEC) em Cartagena

Durante muitos anos na Colômbia não existiu um espaço onde se lapidassem peças exóticas das esmeraldas mais famosas do mundo, com suas formas e variedades. É por isso que há mais de 30 anos um grupo de pessoas interessadas em resgatar o verdadeiro valor histórico, cultural e natural da esmeralda, se reuniu para pôr à disposição dos turistas a Corporação Museu da Esmeralda Colombiana (MEC) em Cartagena.
Na Colômbia se encontram diferentes cristalizações da esmeralda, pouco conhecidas no mundo por sua escassez, cuja importância geológica é de uma importância incomparável no patrimônio cultural.
Hoje em dia, na Corporação Museu da Esmeralda Colombiana se dá a conhecer a evolução do mineral, desde que se forma na natureza até seu comprador final e oferece uma exibição dos exemplares mais interessantes e as maiores esmeraldas com a mais ampla gama de cores (verde arroz, verde azul, verde amarelo e algumas com o característico fogo interior).
Este interessante museu constitui ao mesmo tempo um espaço pedagógico de análise, investigação científica e certificação de autenticidade das esmeraldas colombianas. Para ampliar a informação sobre as esmeraldas, MEC abre também suas portas às exposições da pintura, a escultura, a joalheria, o artesanato, a fotografia e a literatura, disciplinas que reconstruíram em grande parte a história da esmeralda e que enriquecem a sua mostra.
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Asteroide que passa perto da Terra é tesouro avaliado em bilhões de dólares

Asteroide que passa perto da Terra é tesouro avaliado em bilhões de dólares

Interior do asteroide teria US$ 65 bilhões em água recuperável e US$ 130 bilhões em metais, de acordo com companhia norte-americana

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Asteroide seria uma "mina de ouro", segundo especialistas (Foto: EFE)
O possível impacto de um asteroide como o 2012 DA14 com a Terra causa medo desses corpos celestes, mas os recursos que abrigam em seu interior os transformam em uma "mina de ouro" avaliada em bilhões de dólares.
Esta é a estimativa feita pela companhia americana Deep Space Industries (DSI), que calculou que o asteroide que "passou raspando" em nosso planeta nesta sexta-feira (15/02) contém US$ 65 bilhões em água recuperável e US$ 130 bilhões em metais.
Números que poderiam despertar uma "nova febre do ouro" em um futuro não muito distante, segundo disse em entrevista à Agência Efe, Stephen Covey, diretor de desenvolvimento e pesquisa e fundador da DSI.
Covey afirmou que "o espaço é tão imenso que há recursos para todos", mas os asteroides que estiverem a uma distância mais razoável da Terra serão os que geram mais interesse.
A aventura não será fácil e o custo elevado, mas as possibilidades destas rochas gigantes, compostas de água e metais como ferro, ouro e platina, leva alguns a crer que o esforço vale a pena.
Estes corpos celestes considerados restos depois da formação do Sistema Solar abrigam "tudo o que nossa civilização necessita para se expandir no espaço, para suprir nossas necessidades aqui e aumentar a riqueza de nossa economia", segundo Covey.
A DSI acredita que chegar ao "campo de jogo" antes dele ter começado realmente pode contribuir para "estabelecer as regras e assegurar para nós - e para nossos investidores - a vitória".
O asteroide 2012 DA14 passará a 27.700 quilômetros da superfície terrestre, um recorde de proximidade em termos astronômicos.
No entanto, o asteroide não é um bom alvo já que sua órbita é relativamente inclinada em relação a da Terra, por isso que seria preciso muita energia para "caçá-lo".
A empresa propõe a exploração destes asteroides no espaço arrastando-os para a órbita baixa terrestre, já que em um momento no qual a Nasa pensa em fazer viagens tripuladas mais longos, eles seriam como um "oásis" para reabastecimento.
Seu objetivo é transformar o material do asteroide em componentes metálicos e a água colhida em forma de gelo utilizá-la para combustível para foguetes. Tudo isso em um prazo de uma década.
Covey disse que o envio de combustível, água e materiais necessários para montar a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) tem um custo de pelo menos US$ 10 milhões por tonelada, mesmo utilizando os novos veículos de baixo custo.
Além disso, ter no espaço "postos de gasolina" pode servir para ampliar a vida de centenas de satélites de comunicação que deixam de orbitar quando acaba seu combustível e eles se destroem, criando lixo espacial.
A companhia, que deve ter sua própria frota de aparelhos espaciais, já tem em seu calendário sua primeira missão, em 2015, para fazer uma viagem de reconhecimento a um asteroide.

Primeiro lançarão alguns pequenos satélites exploradores em uma missão só de ida, com uma duração de entre dois e seis meses, para detectar possíveis candidatos e estudar sua composição mais de perto.
A ideia é utilizar a tecnologia dos microssatélites de pesquisa ("CubeSat"), que utilizam componentes eletrônicos e não pesam mais do que um quilo.
Para financiar esta missão, espera-se contar com investidores e clientes como a agência espacial americana (Nasa), assim como companhias patrocinadoras.
Em 2016, está prevista a realização da primeira missão com uma nave espacial não tripulada, que poderia durar entre dois e três anos, para recolher amostras.
A companhia, que prevê contar com naves de empresas espaciais particulares, está projetando também seus próprios modelos para criar um veículo reutilizável que permita aproximar pequenos fragmentos de asteroides da órbita terrestre.
O veículo vai utilizar uma espécie de tentáculo metálico que esticará cabos para envolver o meteorito e arrastá-lo como se ele estivesse dentro de uma grande bolsa.
Em um futuro não muito distante, de 20 anos, Covey prevê que vai haver assentamentos humanos em diferentes pontos do Sistema Solar que farão uso de grandes plataformas de comunicações e estações de energia solar.
Por enquanto, já há duas companhias americanas - DSI e Planetary Resources (na qual participa o co-fundador do Google Larry Page) - interessadas em explorar estes recursos.
Resta saber se se trata de projetos de ficção científica ou a mineração tem como novo destino o espaço.
O professor de ciências planetárias do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), Richard Binzel, concorda que com o tempo os asteroides podem ser explorados para obter recursos e chegar a ser pontos de "operação" para as viagens tripuladas a planetas.
No entanto, em declarações a "The Wall Street Jornal", ele considerou que o esforço da DSI de trazer os asteroides para perto da Terra "pode estar antecipado décadas em seu tempo", e ser talvez otimista demais. Binzel insistiu, de todo modo, que "é preciso começar de algum ponto".