sábado, 28 de junho de 2014

Platina: a tão aguardada volta dos mineiros

Platina: a tão aguardada volta dos mineiros
Depois de 5 meses de uma greve que paralisou a mineração de platina da África do Sul, dezenas de milhares de mineiros voltaram a trabalhar. Foi um período conturbado e amargo. Os mineiros queriam 100% de aumento salarial e ao receberem uma contraproposta de 9%  das mineradoras a greve se consolidou.

Desde então a indústria foi paralisada e os prejuízos se acumularam. Ainda não sabemos o número que irá retratar todos os prejuízos dessa greve, mas serão muitos bilhões de dólares e deixarão cicatrizes.

Neste meio tempo os preços da platina subiram 16% somente em 2014 atingindo um pico de 13 anos ($826/onça). Inúmeros problemas decorreram das greves e até o PIB Sul-africano foi afetado, caindo  0,6%  nestes 5 meses.

As mineradoras conseguiram finalizar a greve ao oferecer um aumento de 20% para os funcionários iniciantes até 3 anos de experiência. Já a Angloplats e a Implats oferecem um pacote inicial que adiciona $950/mês aos salários, mais prêmios.

Anglo tenta vender o Minas-Rio

Anglo tenta vender o Minas-Rio
A notícia que circula no mercado, e que não nos parece inverídica, é de que a Anglo American quer vender o seu imenso projeto de minério de ferro Minas-Rio.

O projeto Minas-Rio é uma pedra no sapato da Anglo American.

Tudo começou com a compra. A Anglo pagou um valor, considerado por muitos, como “absurdamente elevado e fora de proporções”. Eike recebeu, em 2008, US$5.8 bilhões pela venda dos ativos.

Desde então o projeto é cercado de uma densa cortina de fumaça que não consegue esconder  uma série de problemas sérios que erodiu e desestabilizou a sua CEO Cynthia Carrol.

No início falava-se que o custo total do minério seria elevadíssimo, alavancado por um investimento total de mais de 14 bilhões de dólares, o que iria inviabilizar o projeto. Depois foram as licenças que atrasaram e se somaram aos problemas ambientais e sociais causados pelo mineroduto de 525km que liga a mina ao Porto de Açu. O mineroduto atravessa 32 municípios e deixa um rastro de insatisfação por onde passa.

As notícias ruins não param e se alastraram para um CAPEX que nunca deixou de crescer e que ameaça ultrapassar os US$9 bilhões.

O projeto prevê uma produção anual inicial de 26,5 milhões de toneladas por ano que deverá escalar para 90 milhões de toneladas ao ano após a expansão. Se depender da Anglo, o Minas-Rio terá um novo dono antes do início da operação.

A Belo Sun divulgou hoje

A Belo Sun divulgou hoje (28) resultados dos ensaios de cinco furos de sondagem do projeto de ouro Volta Grande, no Pará. Entre os resultados obtidos, a mineradora encontrou interseção de 14,6 metros, com teor de 9,19 gramas de ouro por tonelada. Os furos de sondagem fazem parte do depósito de Grota Seca.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Justiça Federal anula licença prévia da Belo Sun em Volta Grande do Xingu

Justiça Federal anula licença prévia da Belo Sun em Volta Grande do Xingu
Foi publicado hoje a sentença que anula a licença prévia do Projeto de Ouro Volta Grande do Xingu, da mineradora canadense Belo Sun. Segunda a Justiça Federal a canadense não apresentou provas de que não haverá impacto ambiental sobre os povos indígenas, que terão “reflexos negativos e irreversíveis para a sua qualidade de vida e patrimônio cultural”. A sentença anula todas as licenças ambientais já conferidas em 2013.

A empresa, do Grupo Forbes&Manhattan falhou, portanto, no seu relatório de impacto socioambiental dos povos Paquiçamba, Arara da Volta Grande e Ituna/Itatá.

Enquanto isso a Sun Valley, um hedge fund, sem saber da decisão judicial, comprou 7 milhões de ações da Belo Sun, atingindo, com a compra, 12,35% da mineradora canadense...

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Minério de ferro: sorte de uns...

Minério de ferro: sorte de uns...
Você deve estar pensando que a queda dos preços do minério de ferro é péssima para as grandes mineradoras, afinal a cada dólar que o preço cai elas perdem centenas de milhões em vendas. Esse ponto é verdadeiro, mas quando olhamos com uma visão mais ampla, em um período mais longo, o que vemos são várias boas oportunidades que irão oxigenar e encher o caixa das grandes mineradoras.

Veja o que irá ocorrer se os preços permanecerem baixos e tire as suas conclusões:

- em vários lugares do mundo, em especial na China e Índia, muitas minas deverão fechar
-todos os grandes projetos e expansões que, de repente, se tornaram marginais serão abandonados
-empreendimentos mineiros com custo operacional elevado deverão reduzir a produção buscando custos menores.
-o frete, pressionado por menores volumes de carga, deverá cair
- minérios de ferro de baixa qualidade serão substituídos pelos de mais alta qualidade e menor custo de processamento

Todos os pontos acima indicam apenas uma coisa: as grandes mineradoras, que podem produzir minérios de qualidade a custos muito baixos, irão pisar fundo no acelerador e aumentar a produção. Centenas de milhões de toneladas de minério de alto custo e baixa qualidade deixarão de ser produzidos dando lugar aos mais competentes.

É a seleção natural do mais forte e mais apto, para sorte de uns e azar de muitos...