A notícia que circula no mercado, e que não nos parece inverídica, é de que a Anglo American quer vender o seu imenso projeto de minério de ferro Minas-Rio.
O projeto Minas-Rio é uma pedra no sapato da Anglo American.
Tudo começou com a compra. A Anglo pagou um valor, considerado por muitos, como “absurdamente elevado e fora de proporções”. Eike recebeu, em 2008, US$5.8 bilhões pela venda dos ativos.
Desde então o projeto é cercado de uma densa cortina de fumaça que não consegue esconder uma série de problemas sérios que erodiu e desestabilizou a sua CEO Cynthia Carrol.
No início falava-se que o custo total do minério seria elevadíssimo, alavancado por um investimento total de mais de 14 bilhões de dólares, o que iria inviabilizar o projeto. Depois foram as licenças que atrasaram e se somaram aos problemas ambientais e sociais causados pelo mineroduto de 525km que liga a mina ao Porto de Açu. O mineroduto atravessa 32 municípios e deixa um rastro de insatisfação por onde passa.
As notícias ruins não param e se alastraram para um CAPEX que nunca deixou de crescer e que ameaça ultrapassar os US$9 bilhões.
O projeto prevê uma produção anual inicial de 26,5 milhões de toneladas por ano que deverá escalar para 90 milhões de toneladas ao ano após a expansão. Se depender da Anglo, o Minas-Rio terá um novo dono antes do início da operação.
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