sábado, 28 de junho de 2014

Diamantes da Brazil Minerals são avaliados em US$ 5,4 mil por quilate

Diamantes da Brazil Minerals são avaliados em US$ 5,4 mil por quilate




A Brazil Minerals divulgou, hoje, a avaliação do primeiro lote de diamantes lapidados e polidos que produziu em Duas Barras, Estado de Minas Gerais. Os diamantes da empresa foram avaliados em US$ 5,4 mil por quilate, seguindo a Rapaport Diamond Price List, lista de preços que serve como fonte primária para o mercado de diamante.
Diamantes brutos do mina Duas Barras“Estamos lapidando e polindo os diamantes em um centro de alta habilidade no Brasil e os exportando para os Estados Unidos, onde eles têm seu teor avaliado e são certificados pelo Gemological Institute of America [GIA; em português, instituto gemológico da América]”, disse Marc Fogassa, presidente do conselho e CEO da Brazil Minerals.

Os diamantes da mineradora foram 100% aceitos pelo GIA em relação à classificação do teor e à certificação. Na escala de colorless, utilizada para ordenar os diamantes por cor, as pedras preciosas da Brazil Minerals ganharam “F”, um dos maiores teores da escala. No que diz respeito à clareza e limpidez, os diamantes da mineradora foram avaliados com “VVS1”, uma das melhores classificações para clareza.

Até o momento, as receitas da mineradora vieram da produção de ouro e de diamantes brutos de Duas Barras. A Brazil Minerals negociou seus diamantes brutos a um preço médio de US$ 140 por quilate. Agora, a empresa pretende vender parte de sua produção de diamantes polidos.

A mina Duas Barras tem capacidade de processamento de 80 toneladas por hora de cascalho, para extração de diamante e ouro. O custo de construção da planta foi de aproximadamente US$ 2,5 milhões.

A Brazil Minerals é uma produtora de diamante e ouro, que desenvolve projetos de vanádio, titânio e ferro pelo Brasil. Além da mina Duas Barras, a empresa é proprietária de direitos fundiários em Borba, área com potencial de ouro no Amazonas. No Brasil, a mineradora tem como subsidiária a Mineração Duas Barras, que fica em Minas Gerais.

Mineração da Pesada

Mineração da Pesada
Tem companhia que faz mineração de metais pesados, tem outras que fazem mineração da pesada. Na semana passada, uma dessas histórias me chamou a atenção. E ela tem quase todos os ingredientes de um bom thriller. Só falta sexo.
Entre os ingredientes de um thriller de sucesso estão países exóticos (o nosso), estrangeiros em um país exótico, espionagem, lavagem de dinheiro, conluios, terrorismo e outros assuntos para prender a atenção do leitor ao longo de 300 páginas.
Uma mineradora júnior americana, do estado de Nevada (EUA), comprou recentemente uma outra júnior registrada em Nevada e em Ontário (Canadá). Até aí tudo bem, uma operação aparentemente normal. Se não fosse o fato de a empresa adquirida ter trocado de nome diversas vezes. E o seu suposto ativo mineral no Brasil não tivesse sido usado em outras negociações nunca concretizadas. Estou falando de uma aquisição recente da Uranium Hunter, com sede em Nevada, empresa com ações em uma bolsa norte-americana e valor de mercado de US$ 710 mil hoje. A empresa comprada foi a Minas Core Mining, registrada em Nevada, mas com sede no Canadá. A aquisição, no valor de US$ 3,2 milhões, não envolveu dinheiro. Foi uma mera troca de ações. Mas o problema não está aí. A empresa comprada é desconhecida no Brasil, assim como o tal projeto de diamantes “Rio Petro” (sic), em Minas Gerais, como consta no aviso emitido pela Uranium. A Minas Core Mining, que já teve outros nomes, como Brinton Mining Group, esta envolvida em um esquema de venda de pedras preciosas brasileiras na Inglaterra e no Canadá, por meio de uma empresa chamada Nedalia, de Toronto, sem falar em uma suspeita e não realizada troca de ações com um cassino de Nevada. As duas empresas têm um único dono: Richard Jbeily. O Rio Preto existe. Uma das cidades às suas margens é São Gonçalo do Rio Preto que faz parte do famoso Circuito dos Diamantes. Mas, como mostrou uma matéria aqui do NMB, o pessoal que trabalha com diamante no Brasil não conhece tal projeto, nem a Minas Core. Contudo, a uns 600 quilômetros dali, na beira de outro rio, o Dourados, existe sim uma operação de diamantes que tem conexão com a Minas Core Mining. A Dourados Mineração tem uma concessão de lavra para diamante industrial, repito INDUSTRIAL, em Abadia dos Dourados, no Triângulo Mineiro. Originalmente pertencia a Elaine Cristina Prado Cury que, em 2001, cedeu os direitos para a Dourados Mineração. O negocio está em operação desde 2008, graças a uma Autorização Provisória de Operação. Pertinho, em Coromandel, uma outra mineradora, a Nova Mineração, tem uma autorização de pesquisa para diamantes. O dono desse empreendimento se chama François Elias Al Khouri que, por sua vez, tem como representante legal sua esposa Eliane Cury. O que os dois tem a ver com Richard Jbeily? Além de terem sobrenomes libanês e François ser tio de Jbeily, os três são réus em um processo penal de abuso econômico, no caso, combinação entre compradores e vendedores. O processo, iniciado em 2005, por iniciativa do Ministério Público do estado, estava prestes a ter um desfecho, ter a sentença emitida, em 20 de janeiro, quando o julgamento foi convertido em nova diligência, mais intimações foram emitidas, ou seja, mais gente será ouvida. Donde se conclui que vai demorar mais um tantinho para sair a sentença. Ou talvez ela nunca saia. Isso aconteceu duas semanas depois que a Uranium Hunter assinou o memorando de entendimento com a Minas Core. Na semana passada, um mês e meio depois e com alta de 200% no valor das ações, a Uranium disse que fechou o negócio. Antes disso, o valor de mercado da Uranium era uns US$ 250 mil. O volume de negócios explodiu e a empresa se capitalizou. Alguém ganhou um bom trocado. Diria que alguém merece ser investigado. Mas isso é problema da CVM americana. Não li (ainda) o processo que envolve a Dourados, mas a porção disponível diz que o assunto ganhou embalo em 2007 com mandados de busca e apreensão, Polícia Federal e o MP fechando o processo para os olhos de pessoas “estranhas à causa”. No ano passado, aconteceu uma coisa que deu um contorno rocambolesco a esse romance policial. Foi chamada uma nova testemunha, Khalil Nagib Karan, também pode chamar de Najib ou de Karam. Transcrevo aqui um trecho do jornal Estado de Minas, de maio de 2005, para se ter uma ideia de quem é essa pessoa que tem conhecimento sobre os negócios de Jbeily no Brasil e uns sete direitos no DNPM. De acordo com o delegado federal Mauro Spósito, chefe da força-tarefa que investiga o contrabando das pedras, o principal alvo hoje da PF é o libanês naturalizado brasileiro Khalil Nagib Karan, que vive em Brasília, transitando entre gabinetes para defender seus interesses e impulsionar seus negócios. “Ele é investigado por vários atos ilícitos, entre eles terrorismo”, afirma Spósito. Nesse mesmo ano, 2005, Jbeily foi expulso do conselho da York Rio, empresa em que tentou emplacar a venda de direitos minerários no Brasil, a Nova Mineração. A York foi processada, junto com a Brilliance, por captar de forma fraudulenta US$ 16 milhões sem ter ativos minerários compatíveis. O caso está bem descrito no website da Ontario Securities Comission, a CVM de lá. A história é mais comprida do que eu imaginava. Assim, volto na semana que vem com detalhes sobre o imbróglio em que a nada inocente Uranium Hunter está se metendo e o nome do Brasil está sendo usado em vão. Até lá.

Majescor assina aditivo contratual referente à venda de royalties de diamante na BA

Majescor assina aditivo contratual referente à venda de royalties de diamante na BA




A Majescor Resources assinou, em 30 de março, um aditivo para o acordo de opção, firmado com antigos parceiros de joint-venture, referente à venda de 0,5% de participação que a empresa detém dos royalties sobre o faturamento bruto do projeto de diamante Braúna, na Bahia. O prazo para os compradores executarem a opção e realizarem o pagamento de US$ 250 mil foi transferido de 31 de março para 30 de setembro deste ano. A Lipari Mineração é a proprietária e operadora do projeto.
A exploradora júnior  que levantou US$ 189 mil por meio da emissão privada sem intermediários de 3,1 milhões de títulos. Segundo a empresa, o montante levantado será utilizado para capital de giro.

Cada título é composto por uma ação e uma opção de compra (warrant). Os warrants permitem ao detentor adquirir ações da Majescor por US$ 0,12, cada. Todos os títulos estão sujeitos a um prazo de carência que expira em 2 de agosto de 2014.

A Majescor possuía, até o ano passado, 1% dos royalties sobre o faturamento bruto do projeto Braúna. De acordo com os termos do acordo de opção, para a aquisição já realizada de 0,5% de participação, os compradores deveriam pagar dois tranches de US$ 125 mil até 31 de dezembro de 2013.

As partes negociam, agora, a aquisição dos 0,5% restantes de participação da Majescor. Segundo o acordo, US$ 250 mil deveriam ser pagos à exploradora júnior até 31 de março de 2014. Todavia, as empresas assinaram um aditivo contratual que adia o prazo de execução e aquisição para 30 de setembro de 2014.

A Majescor Resources é uma explorada júnior que trabalha com distritos minerais emergentes. No portfólio da empresa estão, entre outros, um projeto de ouro em Madagascar, um projeto de urânio no Canadá e um projeto de cobre e ouro no Haiti.
Projeto da Majescor no Haiti. Crédito: Majescor

Uranium Hunter diz ter recursos de 96 mil quilates de diamantes no Brasil

Uranium Hunter diz ter recursos de 96 mil quilates de diamantes no Brasil




A Uranium Hunter divulgou hoje (4) um sumário sobre os trabalhos já realizados no projeto de diamante Rio Preto, em Minas Gerais. Segundo a empresa, os recursos atuais estão estimados em 96.367 quilates de diamantes recuperáveis, com base em um volume de minério de 563 mil metros cúbicos, com teor médio de 0,171 quilates por metro cúbico. A empresa não revelou quem é o vendedor do projeto no Brasil.
 A empresa canadense que teria vendido os direitos minerários é a Minas Core Mining, cujo único executivo é Richard Youssef Jbeily, sobrinho de François Elias Al Khouri, que tem como representante legal sua esposa Eliane Cury.

Al Khouri é dono da mineradora Nova Mineração, que tem uma autorização de pesquisa para diamantes em Coromandel (MG). Juntos, Jbeily, Al Khouri e Eliane são réus em um processo penal de abuso econômico.

De acordo com a Uranium, trabalhos anteriores abrangem um extenso programa de sondagem que incluiu a abertura de 80 cavas em cinco áreas diferentes.

A mineradora afirmou que uma amostra global de 15mx30m e espessura média de 0,6 metros também foi coletada. Um total de 33 diamantes de qualidade, de 0,08 a 5,83 quilates, foram encontrados durante o programa de amostragem, com uma variação de cores entre incolor, rosa e amarelo canário.

Os formatos dos diamantes variam entre arredondados e octaédricos, o que sugere a possibilidade de um kimberlito na área. A expectativa da empresa é que a maioria dos diamantes extraídos tenham mais de três quilates.

"A companhia está em fase final de elaboração de trabalhos abrangentes no projeto Rio Petro [sic], com início das operações prevista para meados do segundo semestre deste ano", afirmou Reno Calabrigo, presidente da empresa.

A Uranium Hunter é uma empresa que atua com a exploração e desenvolvimento de urânio em propriedades na África Oriental, como, por exemplo, na Tanzânia. A empresa também possui 45% de participação em um projeto de ouro e diamante na Guiana. A Uranium detém 66 direitos minerários.
Atividades da Uranium Hunter no Brasil.

Brazil Minerals obtém dois novos direitos minerários em MG e aumenta área de exploração em 168%

Brazil Minerals obtém dois novos direitos minerários em MG e aumenta área de exploração em 168%



A Brazil Minerals anunciou hoje (25) que obteve dois novos direitos minerários para exploração de ouro e diamantes em uma área próxima ao rio Jequitinhonha e à planta de Duas Barras, em Minas Gerais. Com a nova obtenção, a área total de exploração da companhia aumentou 2,371 acres, chegando a um total de 3,775 acres, o que representa um crescimento de 168%.
"Da mesma forma que uma companhia de petróleo aumenta periodicamente sua reserva, nós vamos, sempre que possível, aumentar as áreas que temos para a exploração de ouro e de diamante. Nossa meta é continuar a construir uma coleção de ativos valiosos com material mineralizado para permitir que a planta de Duas Barras possa processar carvalho e recuperar diamante e ouro por muitas décadas", disse Marc Fogassa, presidente do Conselho e CEO da Brazil Minerals.

A Brazil Minerals informou, em 3 de junho, que aumentou sua participação na subsidiária brasileira Mineração Duas Barras para 73,75%. A companhia, que possuía 55% de participação, adquiriu mais 18,75% por meio de um pagamento de US$ 500 mil e emissão de 675 mil ações ordinárias.

A companhia construiu uma instalação própria de corte e polimento no Brasil para os diamantes extraídos por meio de sua subsidiária. O objetivo da empresa com a nova estrutura é lucrar mais com a venda de diamantes polidos, cujo quilate é dez vezes mais caro em relação ao diamante bruto.

A instalação de corte e polimento da Brazil Minerals vai ser gerenciada por um especialista nessas atividades com mais de 20 anos de experiência, acompanhado de seu assistente e de sua equipe pessoal. A estratégia da empresa é integrar verticalmente a mina de Duas Barras, de forma que o ativo seria minerador de ouro e de diamantes brutos e produtor de diamantes polidos.

Em 2014, a companhia vendeu, até o momento, US$ 1,02 milhão em diamantes polidos para entrega futura. No ano passado, a Brazil Minerals teve receita de US$ 791,7 mil, sendo 69% provenientes da venda de diamantes brutos e 31% oriundos da venda de ouro.

A Brazil Minerals é uma produtora de diamante e ouro, que desenvolve projetos de vanádio, titânio e ferro no Brasil. Além da mina Duas Barras, a empresa é proprietária de direitos minerários em Borba, área com potencial de ouro no Amazonas.

Instalações da mina Duas Barras