domingo, 29 de junho de 2014

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O Caminho dos Diamantes

O Caminho dos Diamantes passou a ter grande importância a partir de 1729, quando as pedras preciosas de Diamantina ganharam destaque nas economias brasileira e portuguesa. Além da história de seus municípios, da cultura latente e da gastronomia típica, o Caminho dos Diamantes destaca-se pela beleza natural.
 
Atrativos que somam aventura, natureza, história e cultura dão o tom das viagens pelo Caminho dos Diamantes da Estrada Real.  O viajante percorre 395 quilômetros divididos em 18 planilhas na companhia da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço e de suas paisagens exuberantes.
 
Para quem percorre o caminho dos Diamantes no sentido Diamantina – Ouro Preto  178,3 Km serão entre subidas curtas e longas, sendo uma das mais longas é a do trecho entre Itapanhoacanga a Santo Antônio do Norte, mas como um todo o nível de exigência física é menor.  Boa parte dos percursos existe poucas opções com áreas sombreadas, principalmente entre Diamantina a Bom Jesus do Amparo.
 
Para quem percorre no sentido Ouro Preto - Diamantina dos 395 km 173,3 Km oscila entre subidas curtas e longas, sendo uma das mais longas é entre Santo Antônio do Norte a Itapanhoacanga  e Serro a Diamantina, mas como um todo o nível de exigência é maior física é maior.
 
Normalmente os viajantes gastam em média 7 dias para percorrer de bicicleta e 20 dias a pé, mas isso varia com o tom que o turista que dar para a sua viagem.
 
Dos 395 quilômetros 26 % estão asfaltados(105,9 km), e 0,5 % de trilha(2 km). Os outros 73,5% é de estrada de terra (289 km).
 
Trechos que tem asfalto ou trilha
 
  • São Gonçalo do Rio das Pedras – Milho Verde – Serro = 30,6 Km em asfalto
 
  • Serro – Alvorada de Minas = 18,8 Km de asfalto

  • Tapera - Conceição do Mato Dentro = 10 Km de asfalto
 
  • Itambé do Mato Dentro - Senhora do Carmo = 15,2 km de asfalto 

  • Ipoema – Bom Jesus do Amparo = 13 km de asfaltado
 
  • Bom Jesus do Amparo - Cocais = 7 km de asfaltado
 
  • Santa Bárbara - Catas Altas= 2 km de trilha
 
  • Mariana – Ouro Preto = 11,3 Km de asfalto
diamantina - ouro preto
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Meu bem, meu mal, meu bem mineral

Meu bem, meu mal, meu bem mineral
Não sou nacionalista, mas acredita que cuidar melhor dos bens que por direito pertencem à União é obrigação da União. Para isso, é preciso lembrar que portos, rios e aeroportos também são fronteiras.
Normalmente, navios usam água como lastro. Sabe-se até de navios de países onde água doce é escassa, que espertamente usaram água potável em vez de água do mar como lastro o que é de praxe. A intenção, naturalmente, era levar água doce para o país desértico de origem.
Mas é no mínimo inusitado usar areia como lastro. A não ser que essa areia seja rica em tório ou urânio como são algumas areias de praias dos estados do Espirito Santo e do Rio de Janeiro. Pois é, muitas toneladas de areias monazíticas saíram discretamente do Brasil na forma de lastro em dezenas, ou talvez centenas de navios. Isso aconteceu ao longo dos anos sessenta até o início dos anos setenta. A monazita contida em algumas areias é rica em terras raras e, muitas vezes, vem associada a metais pesados como tório, rutilo e urânio. Como ensinam os manuais, as Terras Raras (TR) compõem um grupo de elementos químicos da série dos lantanídeos (número atômico entre 57 a 71), começando por lantânio (La) e terminando por lutécio (Lu), acrescidos do escândio (Sc) e do ítrio (Y), que apresentam comportamentos químicos similares. Talvez essa não seja uma história muito original, mas ilustra uma das formas mais engenhosas de se contrabandear um bem mineral. É muito mais simples, quando a fiscalização é frouxa ou flexível, embarcar e despachar o minério chamando-o de outra coisa. Ou, se quantidade é pequena, colocar em um avião e sair de uma das dezenas de aeroportos clandestinos que existem em áreas remotas. Um exemplo do primeiro caso é o da torianita. Esse minério raro e rico em tório se parece muito com cassiterita e por vezes ocorre junto com a cassiterita ou columbita. Se for exportado junto... não tem quem descubra. O CNEN, que é responsável pelo controle, produção e comercialização de quaisquer elementos radioativos, suspeita que isso foi feito durante muito tempo. Outro caso é o do berílio. O Brasil é um importador desse elemento que vem em produtos manufaturados. O berílio vem contido no berilo que é extraído junto com águas marinhas e esmeraldas. E ninguém sabe para onde ele vai depois disso. Há uns dez anos três grandes empresas de mineração de platina Angloplat, Implats e a Lonmin foram roubadas durante muito tempo por uma quadrilha que se especializou em contrabandear o metal precioso. Porém foram necessário quatro anos de investigações para prender a gangue. Só os ativos da gangue, que tinha até laboratório para refinar platina, valiam dez milhões de dólares. Segundo a polícia, eles roubaram no mínimo 45 milhões de dólares em cinco anos de atividade. Isso daria, a preços de hoje, umas 30 mil onças de platina. Nada mal. As operações da polícia federal para lidar com a “usurpação de bens da União”, como é chamada a extração ilegal de minérios, são sempre modestas se comparadas às operação contra corrupção e fraudes. Modestas como os seus resultados. Pegam uns caminhos que tiram quartzo dali, uns carregamentos de pedras semi-preciosas acolá. Não se ouve falar das condenações e muito pouco do que é apreendido aparece nos leilões do DNPM. Uma exceção à regra foi a operação Eldorado de combate à extração ilegal de ouro em terras indígenas. Depois de dez meses de investigações, prenderam 28 pessoas e apreenderam uma quantidade não identificada de ouro. O esquema era simples e todo mundo ganhava. Enquanto o esquema funcionou, os índios ganharam R$ 5 milhões, os “mineradores” faturaram R$ 84 milhões e as DTVMs (distribuidoras de títulos de valores mobiliários) tiveram receita de R$ 150 milhões para “esquentar” o ouro. Todos ficaram muito aborrecidos com a interferência da polícia. Isso mostra que, comparado ao esquema desbaratado na África do Sul, estamos muito à frente desse país no que se trata de usurpação.