domingo, 6 de julho de 2014

Até minerais raros são encontrados em terras baianas

Até minerais raros são encontrados em terras baianas

A Largo Mineração, subsidiária brasileira da canadense Largo Resources, prepara-se para começar a extrair vanádio de uma mina em Maracás, cidade da região central da Bahia, a 376 quilômetros de Salvador. O início das operações está previsto para o fim do ano que vem, após investimentos de US$ 200 milhões.
O vanádio da mina de Maracás, além de passar a ser o único explorado no País, é considerado o de maior teor no mundo, com 1,44% de concentração - minas da África do Sul, que têm a maior concentração de vanádio hoje, registram índice de 0,44%. O metal é usado para aumentar a resistência e diminuir o peso do aço. Espera-se que, por ano, a produção da mina baiana seja de 5 mil toneladas anuais.
Há quase três décadas sabe-se da existência do minério em Maracás. A Odebrecht chegou a iniciar o projeto em 1986, mas a falta de um marco regulatório e o temor de contaminação ambiental levaram a uma ação pública contra o empreendimento. Mais de 15 anos depois, a empresa venceu a ação, mas a baixa cotação do mineral naquele momento não justificava o investimento. O projeto foi abandonado e retomado apenas no ano passado, já pela Largo Mineração.
Tálio. A paulista Itaoeste Serviços e Participações, do ex-rei da soja Olacyr de Moraes, anunciou em fevereiro a descoberta de uma jazida de tálio em Barreiras, no oeste baiano. O mineral raro, explorado em apenas dois países, China e Cazaquistão, tem sua aplicação focada em instrumentos de alta tecnologia, como medicina nuclear, supercondutores de alta temperatura e em materiais termoelétricos.O preço médio do grama do mineral foi de US$ 6 em 2010. Segundo a Itaoeste, análises preliminares apontam que a jazida teria 60 toneladas de tálio - montante suficiente para abastecer o mercado global por seis anos.
Se a descoberta animou investidores , causou apreensão entre os agricultores. Insípido, inodoro e altamente tóxico - a ingestão de um grama é capaz de levar o ser humano à morte -, o metal poderia contaminar o solo de toda a região sem ser notado.
"Se a extração de vanádio é uma operação complexa, a do tálio é mais ainda", admite o secretário de Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, James Correia. "Existe a necessidade de se estudar a melhor forma para a mineração, que é nova para o País."

"Rei da soja" agora quer investir em minérios no Piauí

"Rei da soja" agora quer investir em minérios no Piauí

O empresário Olacyr de Moraes, 81 anos, já foi o "rei da soja" no Brasil, mas deixou esse título no passado. Atualmente, trilha o caminho da mineração, onde chegou por acaso, quando resolveu pesquisar calcário para fornecimento a produtores de estados como o Piauí, onde avança o agronegócio, que depende desse insumo para correção de solo.
Foi graças a essa pesquisa que sua empresa, a Itaoeste, descobriu manganês, titânio, ferro, atapulgita e argila em cidades do cerrado e semiárido do Piauí, além da única jazida de tálio em estado puro em todo o mundo. A mina fica em Barreiras, Oeste da Bahia. Moraes esteve ontem com o governador Wilson Martins, a quem apresentou as intenções de investir na exploração desses minérios.
"Queremos colocar o Piauí no mapa da mineração brasileira", disse o empresário ao Jornal Meio Norte. "Em uma crise global como que se vislumbra agora, tenho certeza que as commodities minerais podem salvar o país", afirma. "Temos esperança de que a exploração mineral no Piauí haverá de produzir bons resultados.
Mas entre a esperança e a realidade, não podemos sonhar", vaticina o empresário, que também pretende pesquisar e explorar calcário para agricultura e fabricação de cimento em território piauiense. "Esse foi nosso primeiro interesse quando começamos a fazer pesquisa mineral no Piauí e seguimos firme com ele", diz.
Segundo relatou o empresário, o governo do estado do Piauí se dispõe a oferecer condições para os investimentos em mineração. Ele diz que quer uma parceria também com os governos municipais das áreas onde sua empresa pretende atuar.
Embora vislumbre a possibilidade de se gerar milhares de empregos diretos e indiretos com a exploração de minérios por sua empresa, Olacy de Moraes não fala precisamente em números. Ele cita que apenas em pesquisa, o grupo empresarial que comanda investiu R$ 50 milhões no Piauí, Bahia e São Paulo. Ele informa ainda que partir da pesquisa para a produção mineral requer tempo e investimento, além de uma custosa transposição de barreiras burocráticas, que incluem, sobretudo, licenciamentos ambientais: "Há uma burocracia infernal no Brasil, muitas vezes inibidora de investimentos", explica.


Mesmo com barreiras burocráticas, Olacy de Moraes espera que até o final deste ano esteja iniciando operações de sua empresa no Piauí. "Esperamos as primeiras licenças de exploração para o começo de 2014. A partir daí pretendemos explorar, inclusive em associação com outras empresas", explica.
Ele informa que os investimentos são demorados. Somente em pesquisa se levaram quatro anos. Na exploração de minas e jazidas há necessidade das autorizações de lavra e licenciamento ambiental, sem o que não se pode atrair investidores. "Gostaria de fazer as coisas acontecerem em menor tempo, mas não é possível".
O empresário diz que tem sido sondado por investidores estrangeiros, notadamente pelos chineses, cujas demandas por minerais é crescente. O interesse dos investidores existe, mas ele somente se concretiza, segundo afirma o empresário, quando se pode discutir concretamente as bases desse investimento. "Não há como negociar sem uma autorização de lavra", diz.
Quanto ao volume de investimentos a ser feito para passar da pesquisa à exploração mineral. Olacyr de Moraes esclarece que não se pode estimar valores porque não se tem sequer um modelo de negócios. "Nunca se sabe rapidamente o que se vai fazer: se vamos explorar e vender minério bruto, se vamos implantar uma planta industrial para beneficiário; se vamos usar um sistema totalmente mecanizado ou com uso maciço de mão de obra".
Ele acredita que a mineração deve gerar uma cadeia de negócios. "O emprego com salários melhores não será gerado apenas diretamente pela empresa mineradora, mas por toda uma rede de negócios em torno do investimento principal", explica.

Empresário condena a especulação no Estado

Olacyr de Moraes reconhece que existem especuladores no mercado de mineração. Para ele, são perniciosos aqueles que, tendo uma licença de pesquisa mineral, fazem disso um instrumento para especular.
Porém, ele diz que agem corretamente aqueles que fazem pesquisa mineral com objetivo de auferir ganhos. "Há trabalho na pesquisa. Entre não se fazer nada e se fazer algo por intermédio desse pessoal (que faz pesquisa mineral) penso que existe uma ação valida. Tudo é válido desde que haja interesse em se descobrir (os minérios) e se bota as coisas para frente", diz o empresário.
Ele compara investidores e empresas de pesquisa mineral aos bandeirantes que avançaram pelo Brasil no século 18, atrás de riquezas minerais. "Essa ação dá oportunidade para os pequenos",afirma o empresário. Ele também afirma que não se pode pensar em um marco regulatório que onere ainda mais o custo da mineração no Brasil.
"Não podemos exportar ou competir com custos ainda mais elevados", lembra. "É preciso pegar leve com os impostos. Nós temos é que pensar na redução de custos". Olacyr de Moraes afirma que a reivindicação dos estados por royalties minerais pode ser um risco.
"Os estados sonham com coisas irreais. É claro que precisam de uma participação, mas não podemos perder de vista que isso não pode ser um elemento de ampliação dos custos na atividade mineral", diz.

Os minerais buscados por Olacyr de Moraes

As pesquisas da empresa Itaoeste indicaram a existência de manganês e titânio (em forma de macrocristais de rutilo) em uma área de 60,9 mil hectares no município de Parnaguá. O manganês é usado para produção de sulfato usado na agricultura. O titânio se aplica na fabricação de tintas, indústria química e protetores solares. Em Porto Alegre do Piauí, em uma área de 20,9 mil hectares, pesquisam-se titânio e um tipo especial de ferro, altamente magnetizado.
Em Guadalupe, em associação com a Universidade Federal do Piauí, a empresa está pesquisando e desenvolvendo, em uma área de 10,5 mil hectares, processos para explorar a atapulgita, mineral usado na clarificação de óleos, perfuração de petróleo e como componente de produtos PET. Em fase de pesquisa, mas já aguardando autorização para exploração, a empresa busca argilas especiais em 1,1 mil hectares nas cidades de Jaicós e Conceição do Canindé.

Itaoeste negocia parceria em minério tálio

Itaoeste negocia parceria em minério tálio


Moraes: "Vejo a chance de fazer em mineração um 'replay' do que fiz na soja"
O empresário Olacyr de Moraes, às vésperas de completar 81 anos, aposta na mineração como uma nova frente de negócios. Ele está em negociações com três grupos estrangeiros para formar uma parceria de exploração e produção de tálio, um mineral raro na natureza, até agora só extraído como "impureza" de outros metais, principalmente do zinco. Por meio de sua empresa de pesquisa e desenvolvimento mineral, a Itaoeste, criada em 2002, o ex-rei da soja do país espera ainda este ano ter a licença para começar a extrair o metal.
"Estamos confiantes. O tálio é nosso projeto em melhor nível de maturação", afirmou Moraes, em entrevista ao Valor. Descoberta no ano passado, a reserva de tálio em Barreiras, na Bahia, é superior a 60 toneladas em apenas em uma área (704 hectares), que corresponde a apenas 2% de um total de 44 mil hectares pesquisados pela Itaoeste. Hoje, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS), o consumo global de tálio está no patamar dos 10 toneladas por ano.
Cotado na faixa de US$ 6 o grama, o tálio é um mineral de alto valor agregado, utilizado em indústrias que adotam tecnologias de ponta. Ele é aplicado como contraste em exames cardiovasculares, em ligas metálicas supercondutoras, além de ser utilizado como material termoelétrico, que gera corrente elétrica pela diferença de temperatura (com uso em motores de veículos, geladeiras e até chips), além de leds, lente, células fotoelétricas e vidros.
Os únicos grandes produtores do metal são China e Cazaquistão. Em 2009, no entanto, a China eliminou benefícios fiscais para exportação e passou a importar, em um movimento para atender a demanda interna. O Cazaquistão está hoje, portanto, na liderança da produção do metal. "A demanda por tálio está reprimida e vai acompanhar o aumento da oferta do metal", disse o diretor de operações da Itaoeste, Carlos Cerri.
Na Bahia, o mineral foi encontrado em uma mina a céu aberto, associado a manganês e cobalto. Nas demais reservas do mundo, no entanto, aparece associado a zinco, chumbo e cobre, geralmente em minas subterrâneas, de alto custo de exploração. "No Brasil, o tálio é aflorante", disse Cerri. Segundo ele, já foi observado o mesmo potencial em toda a área requerida. O tálio será extraído junto com 300 mil toneladas de manganês, próprio para a produção de sulfato (uso na agricultura) e eletrolítico (para ligas especiais).
A Itaoeste admite que tem fôlego para implantar um projeto de produção, que pode ser um primeiro módulo, de 6 a 10 toneladas de tálio mais 30 mil toneladas de manganês ao ano. Para essa fase, teria investimentos de US$ 50 milhões. Com a venda dessa produção, poderia obter faturamento inicial na faixa de US$ 70 milhões a US$ 100 milhões por ano.
A ideia, informou Moraes, é começar a exportar o concentrado (material não refinado) para países como Coreia do Sul, Japão, China e para Europa, até que se tenha a tecnologia de refino. "Vejo a chance de fazer na área de mineração um 'replay' do que fiz no negócio da soja. Fui pioneiro, mas paguei um alto preço", comentou. Se tudo correr como espera, estima que a exploração apenas de desse metal raro poderá gerar US$ 1 bilhão de faturamento.
"Um parceiro aceleraria o processo e seria o ideal, para trazer a experiência do mercado", explicou Moraes. Segundo ele, a companhia domina o processo de extração e separação e aguarda a licença para a lavra do metal, que deve sair antes de um ano. "Quando ganharmos o poder de lavra, começamos a faturar. Até o fim de 2013, vamos começar a beneficiar o metal".
A Itaoeste investe R$ 1,5 milhão por mês em pesquisa e exploração, com recursos, segundo ele, próprios, grande parte provenientes de seus antigos negócios. A empresa tem 200 mil hectares nos Estados de São Paulo, Piauí e Bahia, em jazidas de ferro, cobre, titânio, fosfato, calcário para cimento, granito preto e mármore.

Caçadores de esmeraldas

Caçadores de esmeraldas


Montanhas de beleza rara, vales que parecem não ter fim, rios que se espremem nos corredores de pedras. O conjunto de monumentos impressionantes foi criado pela natureza há 400 milhões de anos, quando a Terra ainda era criança. No coração da Bahia, as águas do inverno saltam dos pontos mais altos do Nordeste. Um espetáculo exuberante. A Queda d'Água da Fumaça, de quase 400 metros, parece que começa nas nuvens. Na Chapada Diamantina, a trilha das águas mostra o caminho das pedras. Pedras preciosas, que contam a história de muitos aventureiros. Carnaíba, norte da chapada. O vilarejo com cara de cidade atrai milhares de garimpeiros. As serras da região concentram a maior reserva de esmeralda do Brasil.
O empresário Alcides Araújo vive perseguindo a sorte há mais de 20 anos. Ele é um dos grandes investidores na extração da valiosa pedra verde. Alcides diz que ainda não encontrou a sorte grande. Do garimpo dele só saíram pedras de segunda. Mesmo assim não dá para reclamar.
"Já ganhei um dinheiro razoável no garimpo, produzi quase quatro mil quilos. Se tivesse essas pedras hoje, valeria R$ 300, R$ 200 o grama. Já ganhei mais de R$ 3 milhões", revela o empresário.
Boa parte desse dinheiro está enterrada na jazida que Alcides explora. O Globo Repórter foi ver como os garimpeiros vão atrás da esmeralda. Uma aventura que requer, além de sorte, muita coragem.

Na maior mina da região, a equipe foi a 280 metros de profundidade. Para chegar lá embaixo, o equipamento é um cinto de borracha conhecido como cavalo. Confira esse desafio em vídeo. Os garimpeiros são mesmo corajosos. No abismo dos garimpos, a vida anda por um fio. O operador da máquina que faz descer e subir o cabo-de-aço não pode vacilar. A água que cai do teto vem do lençol freático que o túnel corta. Parece uma viagem ao centro da Terra. Mas será que vale mesmo a pena correr tanto risco?
Foram quase seis minutos só de descida. Seis minutos de arrepios. A 280 metros a equipe chegou a um corredor estreito. No rastro da esmeralda, os garimpeiros abrem quilômetros de galerias. Calor, pouco ar, oito, dez horas por dia no estranho mundo subterrâneo. Esses homens vivem como tatus-humanos.
Alegria mesmo é quando o verde começa a surgir na rocha. Sinal de que pode estar por perto o que eles tanto procuram. É preciso detonar a rocha para ver se é mesmo esmeralda. O desejo de enriquecer é mais forte que o medo do perigo. Sem nenhuma segurança, eles enchem com dinamite os buracos abertos pela perfuratriz.
“Costumamos fazer até quatro detonações por dia. A cada detonação, são disparados de dez a quinze tiros", conta o fiscal de garimpo Klebson de Araújo.
Muita pedra desceu do teto da galeria. O trabalho agora era levar tudo lá para cima e examinar direito as pedras. E o dono do garimpo? Será que ele confia nos seus garimpeiros?
"Eles encontram e a gente fiscaliza. Se facilitar uma coisinha, eles botam dentro do bolso”, diz o garimpeiro Manoel.
“Tem várias formas de levar. Uns dizem que estão com sede, pedem uma melancia para chupar. Partem um pedacinho, colocam as pedrinhas lá dentro e levam a melancia”, denuncia Alcides.
Escondida ou não, esmeralda na mão é dinheiro no bolso. Nos fins de semana, a praça principal da cidade de Campo Formoso vira um mercado movimentado de pedras preciosas. No local, o que menos importa é a procedência. A esperteza sempre prevalece. Esmeralda de qualidade nunca é vendida na praça. Negócio com pedras valiosas é fechado dentro de casa, por medo de assalto. Os minérios da Chapada Diamantina fizeram fortunas e produziram histórias. Histórias como a de Herodílio Moreira que já viveu dias de glória.
“Já ganhei muito dinheiro com esmeralda. De comprar mercadoria e ganhar cinco carros de uma vez, de lucro. Hoje esses carros acabaram. Estou querendo dinheiro para comprar uma bicicleta velha”, conta o garimpeiro.
No mundo desses aventureiros, pobreza e riqueza dividem o mesmo espaço. O garimpeiro José Gomes, de 70 anos, também já viveu as duas situações, mas nunca perdeu a esperança.
“Quando vejo na joalheria uma esmeralda em forma de jóia, analiso o que perdi. Vejo as pedras nas lojas valendo milhões de dólares e eu sem nada", diz ele.

Região colombiana vive 'febre das esmeraldas'

Região colombiana vive 'febre das esmeraldas'


Esmeralda (Foto Parent Gery - Wikicommons)
Colômbia é uma das maiores produtoras de esmeralda
A pequena cidade de Pauna, na Colômbia, está vivendo uma verdadeira "febre das esmeraldas" desde sexta-feira, quando operários que trabalhavam na construção de uma estrada descobriram pedras preciosas nas suas proximidades.
As esmeraldas foram achadas por três trabalhadores na região conhecida como Nariz do Diabo.
De acordo com o prefeito de Pauna, Omar Casallas, citado pelo jornal colombiano El Tiempo, os três estavam cavando o solo para construir a fundação de um muro inclinado que protegeria a estrada quando fizeram a descoberta.
"Um deles estava perfurando a rocha com um martelo hidráulico e viu uma pedra verde brilhante", escreveu o jornal.
A notícia se espalhou não só por Pauna, mas também pelos povoados vizinhos de Maripí, Quípama e Muzo.
Logo, centenas de pessoas correram para as imediações do Nariz do Diabo com o objetivo de procurar mais esmeraldas.
Para evitar caos, a polícia teve de bloquear a estrada e a encosta íngreme perto da qual as pedras foram encontradas.
Segundo Casallas, uma das esmeraldas foi adquirida por 4 milhões de pesos colombianos (cerca de R$ 4,4 mil) e seria enviada aos EUA.
Outra, um pouco menor, seria usada para pagar estudos que identificarão a pureza das pedras da região.

Mercado

A Colômbia é um dos maiores produtores de esmeralda do mundo, juntamente com países como a Zâmbia e o Brasil. E Boyacá é uma das principais regiões produtoras do país.
Em pelo menos duas ocasiões, uma nos anos 60 e outra nos anos 80, disputas entre famílias e grupos produtores por minas e territórios ricos em esmeralda desataram conflitos que deixaram centenas de mortos no país - as chamadas "guerras verdes".
A Colômbia exporta hoje US$ 64 milhões (R$ 129 milhões) em esmeraldas, segundo a Fedesmeraldas, que representa produtores do setor. A associação diz, porém, que ainda há margem para aumentar a produção se mais investimentos forem feitos.