quarta-feira, 23 de julho de 2014

Encontro imediato de primeiro grau: em agosto será primeira vez na história que uma espaçonave terrestre terá um encontro com um cometa

Encontro imediato de primeiro grau: em agosto será primeira vez na história que uma espaçonave terrestre terá um encontro com um cometa
O  67P/Churyumov-Gerasimenko é um cometa como nenhum outro. Ele tem uma forma que nos leva a crer que ele é o resultado de dois cometas soldados pela gravidade.

O cometa está sendo estudado em detalhe pela OSIRIS, uma câmara que está a bordo da espaçonave Rosetta. A Rosetta é um projeto da Agência Espacial Europeia, lançado da Guiana Francesa em março de 2004, e já se encontra a 14.000km do cometa. A nave será a primeira da história a ter um encontro com um cometa.

Os estudos a serem feitos pela Rosetta poderão trazer alguma luz no que se refere a composição mineralógica do cometa e os motivos de ele ter esses dois núcleos geminados.

Espera-se que Rosetta atinja o seu objetivo no dia 6 de agosto, depois de uma viagem de uma década, quando as imagens serão transmitidas aos cientistas e convidados.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Consumo mundial de diamantes crescerá mais de 60% até fim da década


Consumo mundial de diamantes crescerá mais de 60% até fim da década


Consumo mundial de diamantes crescerá mais de 60% até fim da década
China e Índia serão responsáveis pela geração de 36% do montante de US$ 26,1 bilhões de dólares, ultrapassando os Estados Unidos
 – Uma onda de consumo de diamantes brutos pelas classes médias em crescimento na China e na Índia irá impulsionar o mercado global da pedra preciosa, que passará a representar US$ 26,1 bilhões em 2020, frente aos US$ 15,6 bilhões em 2011, crescendo a uma taxa composta média anual de aproximadamente 6%, de acordo com o relatório 2012 Global Diamond Industry, divulgado recentemente pela Bain & Company, empresa global de consultoria de negócios. O relatório anual, termômetro para a indústria de diamantes, conta com a colaboração com o Antwerp World Diamond Centre (AWDC) e conclui que a demanda global irá superar a oferta, sinalizando perspectivas de preços sólidos e uma perspectiva bastante positiva para a indústria em geral.
"Ao que tudo indica o mercado de diamantes terá um futuro bastante promissor”, destaca Yury Spektorov, sócio da Bain & Company e coautor do relatório. "No entanto, como o mercado global está se tornando cada vez mais diversificado, para ser bem sucedido será necessário compreender os eixos de mudança na distribuição da riqueza global, nos costumes e gostos dos consumidores."
O relatório inclui uma extensa pesquisa com mais de cinco mil consumidores em oito países (detalhes sobre a metodologia no fim do texto), e uma análise detalhada sobre os três principais mercados de diamante: Estados Unidos, China e Índia. O relatório conclui:
Nos Estados Unidos:
  • Os EUA são, de longe, o maior mercado mundial de diamantes. São US $ 27 bilhões em receitas, mais de três vezes o faturamento do segundo colocado China ou do terceiro, Índia, – e duas vezes as receitas do mercado de telefonia celular norte-americano
  • As mulheres continuam a almejar diamantes, mas a popularidade dos anéis de noivado de diamantes entre os consumidores mais jovens está diminuindo, embora não de maneira significativa. Ainda não está claro se esse é um fenômeno temporário ou uma tendência de longo prazo, mas as mulheres mais jovens mostram uma preferência crescente por outros produtos de luxo, especialmente os eletrônicos
  • A crise financeira de 2008-2009 atingiu duramente o mercado norte-americano. As vendas de joias de diamantes caíram 18% no período. Desde então, o setor passou por uma leve recuperação, mas suas receitas são apenas ligeiramente maiores do que as alcançadas no ano 2000.
  • As tendências de varejo desempenham um importante papel, pois refletem e moldam a demanda do consumidor. O setor de varejo especializado consolidou-se nos últimos anos, com o desaparecimento de mais de cinco mil lojas especializadas. Apesar da mudança, o setor continua a ser bastante viável, e as promoções e outlets online despontam como protagonistas
Na China:
  • A China tem crescido rapidamente como o segundo maior mercado de diamantes do mundo, com vendas anuais se aproximando dos US$ 9 bilhões
  • O aumento da riqueza, o fascínio popular com a cultura ocidental e a rápida expansão da classe média têm alimentado o crescimento do mercado e incentivado a baixa de tarifas e impostos
  • Cerca de 90% das famílias abastadas (aquelas com renda anual de US$ 15 mil ou mais) possuem pelo menos uma joia com um diamante, e a maioria tem peças com múltiplos diamantes
  • A penetração de mercado entre os consumidores chineses de baixa renda – metade dos 1,34 bilhões de habitantes do país – é muito menor, o que representa uma grande oportunidade de crescimento para os varejistas de diamantes, já que 20% das famílias que ganham menos de US$ 15 mil por ano possuem pelo menos um diamante
  • As chinesas gostam de joias de diamantes bem visíveis, dando preferência a anéis, colares e brincos com pingente. As pedras de um quilate ou mais são populares. Até mesmo o chamado premium mass-market e as lojas de consumo em massa em cidades grandes disponibilizam diversas pedras maiores em suas vitrines
  • A expansão do varejo desempenha um papel fundamental na disponibilidade do diamante em todas as regiões – estabelecidas e emergentes – da China
  • O cenário de varejo é altamente fragmentado, com cadeias de lojas independentes e locais dominando os segmentos de massa e o premium mass-market, que respondem por 95% das vendas anuais
  • Varejistas de prestígio como Tiffany, Cartier e Bulgari dominam o mercado high-end. A maioria dos players estrangeiros gasta 5% ou mais de suas vendas anuais na China em publicidade para criar conscientização e identidade de marca
  • Os varejistas de diamantes se expandem a uma velocidade vertiginosa. Eles estão se concentrando em cidades Tier-2 e Tier-3, onde a renda pessoal cresce rapidamente e onde o padrão de consumo espelha-se nos das cidades grandes e nelas os diamantes são muito populares
Na Índia:
  • Dona das primeiras minas de diamante do mundo e centro global de corte e polimento para a indústria, a Índia é hoje o terceiro maior mercado mundial de diamantes, com receitas anuais de US$ 8,5 bilhões, e continua a crescer rapidamente
  • Diamantes são a compra que cresce mais rapidamente no país, ficando atrás apenas dos celulares
  • Muitos indianos adotaram feriados ocidentais como o Natal e o Dia dos Namorados, e os diamantes são o presente mais desejado em tais ocasiões. Anéis de diamantes de noivado também são uma compra bastante estável
  • Cerca de 90% das mulheres ricas da Índia possuem diamantes, e a maioria recebe seu primeiro para celebrar um casamento, noivado, nascimento ou aniversário
  • Os anéis e brincos são os tipos de joias mais tidos. Muitas mulheres, mesmo em faixas de baixa renda, também possuem colares, pingentes e pulseiras
  • As mulheres têm gosto bastante apurado para diamantes, valorizando a clareza de uma pedra frente a seu corte, tamanho e cor. Eles combinam o design de cada pedra com determinadas ocasiões, optando por diamantes esverdeados para o dia-a-dia e pedras da moda para ocasiões descontraídas como aniversários e Dia dos Namorados
  • Os tradicionais anéis solitários, geralmente em ouro, com diamante são de longe os preferidos para casamentos e noivados
  • Na Índia há surpreendentes 300 mil lojas de joias, sete vezes mais do que nos EUA e seis vezes mais do que na China. Os players independentes dominam o espaço de varejo, mas as grandes redes nacionais estão fazendo incursões no mercado
  • Gitanjali, Cygnus e Diti são as maiores cadeias de lojas do país e os demais players estão reivindicando uma parte crescente dos segmentos de massa e do premium mass-market. O mercado de maior prestígio é dominado pela Tanishq, cuja publicidade convincente tem feito de sua marca sinônimo de diamantes na Índia
  • O varejo está passando por uma expansão focada nas cidades Tier-2 e Tier-3, tais como Nagpur e Vadodara, onde a renda está em plena expansão e os consumidores clamam por produtos de luxo
  • Além de oferecer análises aprofundadas dos mercados norte-americano, chinês e indiano, o relatório mostra um forte contraste no comportamento e na atitude dos mais de cinco mil consumidores entrevistados pela Bain em oito países:
  • Tanto nos mercados emergentes como nos desenvolvidos, a joia de diamante está bem próxima ou no topo das listas de presentes preferidos pelas mulheres. Na China, Índia e Rússia, os diamantes são, de longe, seu presente favorito
  • A penetração e a popularização das joias de diamantes são altas nos EUA, Reino Unido e na Itália, onde os diamantes representam cerca de metade do mercado de joias. Na Europa Continental esse fenômeno é moderado
  • E na China, Índia e Rússia, os diamantes têm sido abraçados pelos mais ricos, mas sua penetração é pífia entre os grupos econômicos de menor poder aquisitivo
  • As chinesas associam diamantes à eternidade. Para as americanas e indianas, eles carregam uma forte conotação monetária bem como uma carga emocional positiva. Em todos os mercados, anéis de diamante simbolizam união, casamento e amor
  • No entanto, a adoção do tradicional anel de noivado de diamante é desigual. Nos EUA e Reino Unido, cerca de 80% a 85% dos noivados são formalizados com um diamante, mas na Alemanha o percentual é de apenas 40%
  • Os anéis de noivado estão se tornando cada vez mais populares na Europa Continental assim como na China, Índia e Rússia
  • A maioria das mulheres recebe diamantes como um presente. Na China e na Índia elas são intimamente envolvidas na escolha de suas joias, enquanto as americanas e russas preferem ser surpreendidas
  • A disponibilidade de certificados de qualidade é o fator determinante para a escolha das lojas na China, Índia e Rússia. Nos EUA e outros mercados desenvolvidos, onde a confiança em varejistas e proteções ao consumidor são mais fortes, a qualidade do serviço é o critério principal para a escolha da loja
  • Cartier e Tiffany são top-of-mind para os consumidores de diamantes, na maioria dos países, exceto para a Índia, onde Tanishq e Nakshatra são as marcas mais conhecidas

Como Funciona uma Mina de Diamantes?

Como Funciona uma Mina de Diamantes?

A mineração de diamantes é um feito que requer precisão, cuidado e trabalho duro. O processo consiste em localizar possíveis depósitos e em realizar a recuperação na forma intacta. Negócio rentável à demanda desde os tempos antigos.

A mineração de diamantes consiste no processo de extração de minério a partir de vários locais considerados ricos de pedras do gênero. Determinados por geólogos ganham compreensão da gênese após longos anos de estudo e preparo.
Na geologia diamantes são gemas transparentes ou cristais compostos de carbono. Um fato interessante é que consiste no objeto mais duro encontrado na Terra. A criação requer alta temperatura e pressão de tal forma que possa ser forjado apenas dentro do fogo da terra, por exemplo, cerca de 90 milhas abaixo da superfície.
Minas de Diamante
Minas de Diamante
Todos os diamantes naturais são formados e cristalizados dentro do núcleo da terra, ao longo de milhões de anos. À medida que o planeta é fundido e arrefecido se formaram crostas, atividade vulcânica e magma que empurram as pedras preciosas para a superfície através de erupções vulcânicas.
Com o tempo os túneis de fluxo de magma se solidificam para formar rochas enriquecidas com diamantes. Encontrados em grandes quantidades, dentro de vulcões extintos ou vivos que possuem minas.
As regiões são formadas a partir de atividades vulcânicas anteriores, ricas em depoimentos de diamante. Processos de mineração variam de acordo com a natureza, estrutura do minério e conforme a posição da gema em particular a ser extraída.
Eles podem estar em um depósito secundário como o leito de rio ou enterrado no fundo do tubo vulcânico solidificado. Dependendo dos fatores existem dois principais processos chamados: Cachimbo e garimpo.
Como Funciona
Como Funciona
Cachimbo é a mineração que extrai os minérios a partir de tubos vulcânicos solidificados. O magma solidificado, rocha ígnea azulada, é chamado de kimberlito.
Estes tubos surgem nas bocas de crateras vulcânicas mortas.  Apenas um tipo de rocha ígnea tem diamantes. Podem ocorrer em diferentes combinações químicas.
Normalmente essas crateras vulcânicas mortas enchem com água e formam lagos. Então, a mineração nas rochas ígneas acontece por esforço  em baixo da água. Em geral a área é grande e os garimpeiros precisam cobrir lotes de terreno.
Não se pode ignorar o fato de que toneladas de sujeira precisam ser escavadas antes de se encontrar um minério de diamante!  As composições ricas são extraídas depois de perfuradas até que o minério seja encontrado e extraído.
O minério é então enviado a uma refinaria em separado onde é quebrado com cuidado com ferramentas de precisão e diamante polido. Vale ressaltar que há certos depósitos secundários criados por erosão da camada superior do solo a partir de sítios vulcânicas.
Com o passar do tempo esses minérios de diamantes ficam depositados e incorporados no fundo do mar e rio. Para extrair, um disjuntor de areia ou represa artificial é criada para manter a água de volta.
Em seguida, o mar ou leito do rio é escavado de modo manual ou mecânico, retirando minérios que são enviados à refinaria para a extração. Assim mineração de diamantes é um trabalho que exige a retirada de montes para conquistar quaisquer chances de sucesso. O processo utiliza enormes máquinas de extração que tem de ser personalizadas e construídas de acordo com a topografia do local de mineração.

Diamantes: Da Mina às Lojas

Encontrar os diamantes em bruto é apenas o primeiro passo. Depois de extraídas e processadas às rochas kimberlito e os cristais irregulares são ordenados e classificados de acordo com tamanho, forma, cor e outras características. A partir do ponto, um diamante pode seguir alguns certos caminhos.
A rota mais comum é através dos canais da De Beers ou outros mineiros importantes, como Rio Tinto (Austrália) e BHP Billiton (Canadá). Muitas pessoas estão familiarizadas com a De Beers, em principal por causa dos anúncios, comerciais e o lema: “Um diamante é para sempre”.
Por sua parte os pequenos fabricantes cortam os diamantes em bruto e vendem as pedras polidas aos fabricantes de joias ou atacadistas (que, em seguida traz vendas para os principais varejistas).
Na rota menos comum desde a mina até o mercado alguns mineiros independentes optam por não vender a produção ao grupos. Em vez disso oferecem de modo direto a outros compradores mundiais, que por sua vez podem escolher cortar, vender ou passar dentro da indústria. Com a ascensão moderna de vendas on-line, diamantes e joias com diamantes também já encontraram o caminho à internet com facilidade de pagamento. Basta colocar os números do cartão e esperar a joia chegar na própria residência.
Considerado um dos itens mais valiosos do mundo devido à escassez e uso com material de artesanato. Ferramentas feitas do minério são as mais duráveis. Interessante notar que apenas as picaretas de diamantes podem extrair a obsidiana, um tipo de vidro vulcânico.

Mina de Diamantes na Angola

Catoca é a quarta maior mina de diamante do mundo e está localizada em Angola.  Propriedade de consórcio de interesse de mineradoras internacionais, incluindo a Endiama (empresa estatal de mineração de Angola), Alrosa da Rússia (32,8%) e Odebrecht do Brasil (16,4%).
A mina teve produção de 1,8 milhões de quilates (360 kg) em 2000 e 2,6 milhões de quilates (520 kg) no ano de 2001. Os proprietários extraíram cerca de cinco milhões de quilates (1.000 kg) em 2005.
Produção da mina é de 35% de qualidade gema, em comparação com uma média global de 20%. Por isso que diamantes produzidos em Catoca tem um valor médio de US$ 75 a US$ 100 dólares por quilate. Reservas estimadas possuem 60 milhões de quilates (12.000 kg).
Os diamantes da Sociedade Mineira de Catoca lideraram as vendas de 2009, em termos mundiais, com um lucro líquido de 70 milhões de dólares americano. A informação está contida em relatório anual da empresa, lançado em setembro de 2011.

. Segundo a fonte, as vendas atingiram 7.050.521 quilates, à taxa média de 62,23 dólares dos EUA, um volume que representou cerca de 80 por cento da quantidade vendida pelas empresas de diamantes em todo o país. A nota indica que, como resultado do processamento do minério, a empresa obteve um total de 7,5 milhões de quilates, o que permitiu estabelecer os custos operacionais.

APUÍ / HUMAITÁ - Jazidas de diamantes no Sul do Amazonas

APUÍ / HUMAITÁ - Jazidas de diamantes no Sul do Amazonas

Com detalhes técnicos ainda sob sigilo, a descoberta de grandes reservas de diamantes na região Sul do Amazonas aponta para uma nova perspectiva de desenvolvimento no Estado. Segundo o jornal Valor Econômico, as novas áreas identificadas por geólogos a serviço do Governo Federal abrangem, principalmente, os estados do Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Pará.
A questão é tratada com o devido cuidado em Brasília, mas, com o vazamento de dados importantes para a imprensa, a descoberta tornou-se pública e já é motivo de debate entre geólogos, políticos e ambientalistas, preocupados agora com a forma de exploração das reservas por meio de empresas detentoras de alta tecnologia e empenhadas em aumentar a produção de diamantes no país.
As pesquisas sobre as reservas ocorrem de acordo com o Projeto Diamante Brasil, do CPRM (Serviço Geológico do Brasil), órgão vinculado ao Ministério das Minas e Energia. Segundo o superintendente do CPRM/AM, Marco Antônio Oliveira, o Amazonas possui características adequadas à ocorrência de jazidas diamantíferas. “As características do Estado ajudam e, portanto, pode ser real a existência de jazidas de diamantes em seu território embora não haja nenhuma mina em produção hoje nesse sentido”, explicou o superintendente ao Jornal do Commercio.
Conforme Marco Antônio, as ocorrências de diamantes no mundo são raras e atualmente a maior província de produção do minério localiza-se no continente africano, mais precisamente na África do Sul e Angola. “No Brasil existem poucas notícias sobre a questão”, afirma, chamando a atenção para a região Norte onde há informações sobre exploração clandestina do minério, o que é visto com preocupação pelas autoridades federais. “Em Rondônia, há uma exploração clandestina, situada em território indígena”, assinala, lamentando que a exploração ilegal esteja facilitando o contrabando de diamantes para fora do país.
O Ministério das Minas e Energia, informa Marco Antônio, está atento à questão, inclusive, para evitar que o vazamento de informações estimule os negócios clandestinos de diamantes e impedir a avaliação incorreta das gemas e a sonegação de impostos, causando prejuízos irreparáveis aos cofres da União. “Precisamos fazer as coisas com muito critério, considerando o fato de existirem reservas de diamantes em terras indígenas”, destaca.
Ele ressalta que várias empresas já realizaram pesquisas no Sul do Amazonas constando a existência de jazidas entre Apuí e Humaitá. “O Amazonas ostenta uma diversidade geológica interessante, que favorece muito a descoberta de recursos minerais. No caso do diamante, as rochas que hospedam esse minério são raríssimas. Geralmente essas rochas nem afloram, acabam sendo erodidas pelo vento e pela água da chuva, levando os diamantes para os rios”, diz, confirmando que algumas dessas rochas foram identificadas no Estado pelo Projeto Diamante Brasil.
No Amazonas, as reservas diamantíferas não são profundas e podem ser exploradas com o uso de tecnologia moderna. “O fato de encontrarmos os kimberlitos já é um bom indício de diamantes e cabe agora à iniciativa privada investigar tudo com mais propriedade”, observa, lembrando que o kimberlito é um tipo de rocha que serve como um canal do subsolo até a superfície e na qual em geral os diamantes são encontrados. Ele ressalta que as pesquisas no país tiveram como base um documento entregue ao governo brasileiro pela multinacional De Beers. A empresa, uma das maiores multinacionais no setor de diamantes, investiu durante vários anos no Brasil.

Potencial

O Projeto Diamante Brasil, segundo o jornal Valor Econômico, já descobriu e cadastrou mais de 50 corpos possíveis depósitos de diamantes no subsolo brasileiro. O geólogo Francisco Valdir Silveira, chefe do Departamento de Recursos Minerais do CPRM e coordenador do projeto federal, garante terem sido identificadas áreas com potencial para produção de diamantes na maioria dos estados. Ele sustenta também que os kimberlitos descobertos no Rio Grande do Norte, no Norte e Centro-Oeste do país (Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Pará) não constavam do documento da De Beers.
Francisco Silveira diz que o Palácio do Planalto orienta os trabalhos do Projeto Diamante Brasil e aposta nos investimentos de mineradoras e até na mobilização de garimpeiros em cooperativas, buscando elevar a produção de diamantes no país que hoje é pequena e praticamente ilegal. O país é signatário do Processo de Certificação Kimberley, um acordo internacional chancelado pela ONU, que exige dos países participantes documentação que atestem procedência em áreas legalizadas.
Todo o diamante que sai do Brasil é ainda produzido em áreas de aluvião - pedras retiradas de leitos de rio ou do solo. Minas Gerais, Rondônia e Mato Grosso são alguns dos Estados com atividade garimpeira expressiva. O país não tem mina aberta extraindo diamante em rocha primária, no subsolo, onde estão depósitos maiores e as pedras mais valiosas. Os novos achados podem abrir caminho para potenciais novas minas.
Reservas dos chamados diamantes industriais e também de gemas (para uso em joias) se espalham pelo país, afirma Francisco Silveira. Estes últimos são os que fazem girar mais dinheiro. Um diamante pode ser vendido em um garimpo do Brasil por R$ 2 milhões. Depois, um atravessador de Israel ou da Europa paga R$ 10 milhões pela pedra. E ela pode chegar a Antuérpia, por exemplo, para ser lapidada, ao preço de R$ 17 milhões, R$ 20 milhões, comenta Silveira.

Ensaios de prospecção geofísica em depósitos de ouro em Poconé-MT


 Ensaios de prospecção geofísica em depósitos de ouro em Poconé-MT



RESUMO
Este projeto apresenta resultados obtidos na exploração geofísica realizada no depósito aurífero da "Mina do Chicão", com o propósito de definir procedimentos para a prospecção geofísica de depósitos similares situados na região de Poconé, Estado do Mato Grosso. A mineralização aurífera ocorre em veios finos de quartzo,muito ricos em zonas afetadas por hidrotermalismo na vizinhança do sistema transcorrente Cangas-Poconé. O plano de falha contém minerais magnéticos secundários – o que permitiu sua detecção por magnetometria terrestre. A existência de solos magnéticos, entretanto, produz anomalias bastante complexas que impedem a imediata identificação da anomalia gerada pela falha. Na prática, essa anomalia só pôde ser identificada depois da aplicação de continuação para cima da anomalia magnética, até a altura de 20 a 30 metros acima do nível do solo. A prospecção magnética é adequada na detecção da zona de falha, mas não para a identificação direta de corpos mineralizados. A detecção direta de zonas mineralizadas foi possível a partir da aplicação de perfís radiométricos, devido sua associação com solos enriquecidos em K, U e Th. Provavelmente devido ao elevado grau de intemperismo, não foi observado contraste de resistividade elétrica nas zonas mineralizadas.

ABSTRACT
This project presents results from a geophysical prospecting conducted at the Mina do Chicão gold deposit, aiming to establish a general procedure for the geophysical exploration of similar deposits situated in the Poconé region, Mato Grosso State. Gold mineralization occurs associated to narrow veins of quartz, in hydrothermally affected zones in the vicinity of the strike-slip Cangas-Poconé fault system. The fault plane presents a secondary distribution of magnetic minerals which allowed its detection from the application of ground magnetic transects. The existence of magnetic sources in the soil, however, generates a very complex anomaly pattern, which prevented a promptly identification of the anomaly caused by the fault. In practice, this anomaly only could be identified after the upward continuation of the magnetic anomaly until levels as high as 20 to 30 m above the ground surface. The magnetic surveying was effective in detecting the fault zone but not to identify ore bodies themselves. Direct identification of shallow mineralized zones was possible by applying radiometric profiling which are associated to higher K, U and Th concentrations. Probably due to deeper weathered levels, no resistivity contrast was observed across the mineralized zones.