Carvão: China cria novas tarifas de importação. Australianos desesperam
Em busca de um ar mais puro os chineses estão tentando melhorar a qualidade do carvão importado e reduzir as importações.
É com esse objetivo que o governo chinês terminou ontem com a tarifa zero sobre o carvão importado.
A partir de agora o antracito, carvão de alta qualidade terá um imposto
de importação de 3%, os outros carvões mais pobres de 5% e o betumem de
6%.
Com as novas taxas a tonelada do carvão térmico subiu US$4.40.
O ajuste dá, também, um novo fôlego aos produtores de carvão doméstico
que estão com margens muito reduzidas, com 70% deles já no vermelho. As
importações chinesas no ano caíram 5,3% para 202 milhões de toneladas.
Esse imposto irá penalizar sobremaneira os mineradores australianos.
A Austrália é a principal exportadora de carvão para a China e as suas
minas já estão começando a fechar, graças às reduções das importações
dos chineses, das novas exigências quanto à qualidade e dos preços que
já despencaram 22% neste último ano.
Até a brasileira Vale já fechou duas minas de carvão na Austrália, amargando um prejuízo bilionário.
A nova tarifa de importação será o beijo da morte para muitos
mineradores australianos de carvão. Mais de 10.000 empregos já foram
cortados na indústria de carvão australiana antes dos novos impostos...
Menor crescimento imobiliário pode fazer o PIB da China cair para 7,3%
A Academia de Ciencias Sociales da China (CASS) está prevendo que o PIB
cairá de 7,7% em 2013 para 7,3% em 2014. O motivo desta redução, segundo
a Academia, é a desaceleração do setor imobiliário.
A notícia vem na contramão do que o Primeiro Ministro Li Keqiang afirmou no Forum Econômico Mundial hoje.
Li afirmou que o crescimento chinês em 2014 será de 7,5%. Ele disse que
apesar “das incertezas” ele está confiante que a economia chinesa vai
crescer dentro da meta governamental.
London Mining tem negócios paralisados na bolsa de Londres
A mineradora africana London Mining, listada na Bolsa
de Londres, pediu ao AIM para que suas ações não sejam negociadas até
que seja definida a sua real posição financeira.
Existe a possibilidade de que as ações já não tenham nenhum valor.
A London Mining está, praticamente, fechando uma venda para a indiana
JSW Steel. Se esse deal for fechado o valor residual das ações, ainda em
posse dos acionistas, será pulverizado pela forte diluição.
A London Mining já perdeu mais de 96% do seu valor nestas últimas
semanas e essa debilidade atraiu o bilionário indiano Sajjan Jindal que
pensa comprar barato e transportar o minério de ferro da mina Marampa
para a Índia.
Guerra do minério de ferro: navios Valemax são finalmente aceitos na China
Os maiores navios do mundo, que transportam 400.000t de minério aportaram pela primeira vez em portos chineses.
O primeiro Valemax a chegar foi o Shandong Da Ren (ex- Vale Malaysia, construído em 2013). O navio transportava 300.000t .
Com os Valemax a Vale tem condições de reduzir substancialmente os seus
custos de transporte colocando o minério na China com preços similares
aos da Rio Tinto e BHP.
A Vale deverá ter uma frota de mais de 70 Valemax o que assusta os
competidores ao mesmo tempo em que afeta o mercado do frete marítimo.
Foi necessário que a Vale fizesse um acordo com a chinesa Cosco (China
Ocean Shipping Company) para que a China finalmente levantasse as
barreiras contra os Valemax.
Nada como uma ajuda interna...
Prepare-se para a maior fusão da história da mineração: Glencore e Rio Tinto
Imagine uma fusão de US$160 bilhões, ou o equivalente a quase três empresas do tamanho da Vale (US$58 bilhões)...
Difícil de imaginar.
Mas esse é o plano de fusão de duas gigantes, a Rio Tinto (US$110
bilhões) a segunda maior mineradora do mundo e a quarta maior a
anglo-suíça Glencore (US$44,8 bilhões).
Se essa fusão prosperar o mundo verá duas gigantes em rota de colisão a
Rio-Glencore e a BHP-Billiton cujo valor de mercado hoje é de US$168
bilhões. Na terceira posição ficará a Vale, muito distante, com um poder
de fogo bastante menor em um fogo cruzado assustador.
A Glencore trás para a mesa 60% do mercado mundial de zinco e quase 50%
do mercado mundial de cobre, além de outros metais, petróleo, carvão e
até grãos.
Será o maior takeover do mundo mineral e a maior mudança estratégica de
uma empresa de mineração em busca do controle global de commodities.
Com certeza vai lançar a Vale no mesmo rumo.