domingo, 29 de março de 2015

Seca na Califórnia: fazendeiros deixam de plantar para vender água

Seca na Califórnia: fazendeiros deixam de plantar para vender água


A indústria do arroz do Sacramento Valley está em plena crise: mesmo com água muitos campos irão permanecer secos.

É que muitos fazendeiros estão fazendo o impensável. Vendendo a sua água para a cidade de Los Angeles.

A Califórnia é um estado com baixíssima precipitação pluviométrica.

Cercada de desertos ela sobrevive graças às muitas represas e a uma legislação implacável que penaliza o gasto excessivo e o desperdício.

A situação de Los Angeles, uma cidade de 3,9 milhões de habitantes, agravou-se drasticamente nos últimos anos com a forte seca que afeta a região.

Nesta quinta o Governador Jerry Brown aprovou um plano de emergência de US$1 bilhão que deverá mitigar, em parte, os efeitos da seca que já dura quatro anos.

Parte desses fundos será direcionada para o longo prazo, visando o controle das cheias, a reciclagem de água e a construção de plantas de dessalinização da água do mar.

Apesar do clima desértico as chuvas, quando ocorrem, causam grandes cheias e as águas quase não são aproveitadas ou armazenadas. Desta forma o governo local espera investir, pelo menos, US$660 milhões em projetos de controle de cheias que poderão recuperar as reservas subterrâneas exauridas.

A população da cidade, que deveria estar racionando pelo menos 20% de seu consumo, só conseguiu reduzir 8,8% no início de 2015. Um fato preocupante.

Em breve a estação das chuvas estará terminando, sem o volume esperado. Os técnicos, no entanto, esperam que as montanhas sejam, mais uma vez, cobertas por neve que, possivelmente, não derreterá tão cedo não contribuindo para o aumento do nível das drenagens.

É onde entram os fazendeiros do Sacramento Valley? 

 Com as opções de curto prazo quase esgotadas o governo local criou uma nova fonte de água que, pouco tempo atrás seria inacreditável. É aí que entram os fazendeiros do Sacramento Valley.

Eles estão vendendo a sua água por US$0,57/m3.

Em outras palavras, esses fazendeiros estão tendo um lucro bem maior na venda de água do que no plantio do arroz.

E os preços pagos pelo governo em 2015 já subiram 40% sobre os do ano passado!

Os efeitos serão sentidos em breve quando os preços dos produtos agrícolas decolarem.

Enquanto isso o governo local está tentando todos os truques para reduzir o efeito da seca. Nos próximos dias serão criadas novas leis de emergência que afetarão e restringirão alguns negócios e hábitos dos cidadãos.

A Califórnia está, finalmente, mergulhando em uma guerra de vida ou morte contra a seca. Será que eles irão conseguir?

Com certeza sim!

Se um estado que tem um PIB de 2 trilhões de dólares, o mesmo tamanho do PIB de toda a Rússia, não conseguir, ninguém mais conseguirá!

Será que o impensável vai ocorrer e a Vale vai vender parte de Carajás?

Será que o impensável vai ocorrer e a Vale vai vender parte de Carajás?


Desde a descoberta, em 1967, Carajás vem sendo o maior e mais rico distrito mineiro do Brasil. Lá existem grandes concentrações de minério de ferro, cobre, ouro, alumínio, manganês, molibdênio, níquel e caulim.

Mas foi o ferro de Carajás que literalmente transformou a Vale em uma potencia mundial, chegando em 2006 a ultrapassar a Rio Tinto e se tornar a segunda maior mineradora do planeta.

Infelizmente, mesmo com a qualidade excepcional do minério, a empresa vem sofrendo um cruel e lento processo de degradação causado por planejamentos deficientes e péssimas tomadas de posição.

Como resultado destes sucessivos erros a megamineradora perdeu, sistematicamente, o seu valor de mercado: em 2006 a empresa valia US$298 bilhões e hoje teve o seu “market cap” reduzido para apenas US$28,1 bilhões.

Uma queda, maior que 90%, inexplicável para quem tem a qualidade de Carajás e o melhor minério de ferro do mundo.

Uma realidade que nos envergonha!

Agora, em mais um desdobramento do mau gerenciamento recorrente que a caracteriza, a depauperada mineradora, a quarta do mundo, está colhendo o veneno que ela mesma plantou: a queda do preço do minério de ferro.

Esta queda, que foi causada pela inundação de minério de ferro em um mercado em processo de encolhimento, foi mais acentuada do que os protagonistas da trapalhada (Vale, Rio Tinto e BHP) imaginaram.

Enquanto todos os executivos acreditavam em preços ao redor dos US$90/t, o que se viu foi um desastre. Os preços caíram abaixo de US$55 e podem continuar ultrapassando a barreira dos US$50/t.

Os prejuízos estão sendo imensos, tornando as fraquezas da Vale ainda mais aparentes.

Além da óbvia perda de receitas e de investidores a empresa mergulha em um cenário de dívidas que ameaçam a eclipsar a própria empresa.

O analista do Deutsche Bank, Wilfredo Ortiz, agiu rápido e jogou a primeira pedra: ele diz que a Vale deve vender, pelo menos 20%, do seu melhor e mais extraordinário projeto: Carajás.

O que Ortiz fala foi ecoado por outros que também concordam que a empresa talvez não tenha outra solução a não ser a venda de Carajás.

Uma venda que, para todos os brasileiros deve ser inaceitável.

Vender parte de Carajás para tapar os buracos causados pelo mau gerenciamento é absolutamente impensável. Infelizmente essa medida, proposta pelos estrangeiros, serve para mostrar o que os executivos da Vale fizeram nos últimos anos com uma empresa que era sólida e o orgulho de um país.

Comprar um pedaço de Carajás é o sonho de qualquer mineradora do mundo, afinal ninguém mais tem minério de ferro com tal volume e qualidade.

No nosso entender isso pode, também, ser interpretado como um crime lesa-pátria. Carajás é um patrimônio nacional e como tal deve ser tratado.


O trem de Carajás e a pobreza...

O trem de Carajás e as desigualdades que poderiam ter sido minimizadas se a empresa adicionasse valor aos bilhões de toneladas de minério de ferro que ela exportou.

A Vale já causou inúmeros estragos à economia nacional e ao povo brasileiro que ainda se encontra mergulhado no desemprego e na pobreza, ao vender o minério de Carajás sem nenhum valor agregado. Ela literalmente “entregou” o minério de altíssima qualidade a preços de banana para chineses, japoneses e coreanos que usam o aço de Carajás para gerar produtos industrializados de alta tecnologia que exportam de volta ao Brasil a preços exorbitantes.

Graças a essa política pouco inteligente bilhões de toneladas de minério de ferro, vendidas a preços espúrios, retornaram com preços estratosféricos.

Alguém reclamou?

Não! Nós continuamos pagando, humildemente, sem questionar ou reclamar, como bons terceiro-mundistas que somos.

Por décadas os executivos da Vale celebraram a venda de um minério de ferro sem nenhum valor adicionado. Todo o lucro da cadeia produtiva é repassado aos países importadores.

Enquanto eles celebravam, muitos de nós, brasileiros, choramos.

Se o Brasil deixar, esses mesmos incompetentes, podem querer vender parte de Carajás para encobrir os seus próprios erros gerenciais.

Não queremos acreditar nesta hipótese, mas se ela for realmente cogitada, vamos lutar para que Carajás não seja entregue em uma bandeja e que os responsáveis da Vale voltem a celebrar, mais uma vez como heróis, em cima da dilapidação do patrimônio brasileiro.

sábado, 28 de março de 2015

Guerra do minério de ferro: preço atinge US$54,80/t. Assustada Fortescue pede para grandes mineradoras “agir como adultos”

Guerra do minério de ferro: preço atinge US$54,80/t. Assustada Fortescue pede para grandes mineradoras “agir como adultos”




O preço da tonelada do minério de ferro atingiu agora, US$54,80 no Porto de Tianjin, na China. Uma queda de 1,3% que fez as ações das mineradoras, também, cair.

A Vale está sendo negociada a -3,5%.

Do outro lado do mundo a quarta maior produtora de minério de ferro, a Fortescue, já começa a dar sinais evidentes de seus primeiros estertores.

Andrew Forrest, o CEO e principal acionista da Fortescue, abriu a boca e disse para o trio Vale, Rio Tinto e BHP que eles deveriam começar a “agir como adultos” iniciando um corte de produção e com isso evitando o colapso de tantas mineradoras.

A fala de Forrest parece não ter tido eco junto às mineradoras do triunvirato. Ele pode até ser interpretada como uma proposta de aliança para subir os preços do minério de ferro de volta para o patamar de US$90/t...

Sam Walsh, o CEO da Rio Tinto, não perdeu a oportunidade e disse que os comentários de Forrest “não faziam senso e que talvez ele não tenha tido a devida assessoria jurídica”...

O que Sam Walsh quer dizer é que se ele( Rio Tinto) não suprir o minério de ferro uma outra empresa vai.

Com esse raciocínio está fechado o círculo.

É guerra e ninguém vai carregar os feridos...

Real fraco traz investidores estrangeiros para a Bovespa: Petrobras sobe

Real fraco traz investidores estrangeiros para a Bovespa: Petrobras sobe




O Ibovespa está em alta, na contramão das demais bolsas, impulsionado pela forte entrada de capital estrangeiro.

Nos últimos dias os investidores estrangeiros compraram, na bolsa, mais de dois bilhões de reais. Eles se beneficiam de um Real barato que torna as ações brasileiras muito atraentes.

A Petrobras que pode publicar os seus balanços, paralisados desde setembro de 2014, subiu, somente hoje 5,58%.

terça-feira, 24 de março de 2015

Nem só de diamantes vive a Mineração duas Barras

Nem só de diamantes vive a Mineração duas Barras


Que a Mineração Duas Barras e sua subsidiária Brazil Minerals estão no comércio de diamantes todos sabem, mas que agora começaram a vender areia nem todos sabem...

Pois areia, um subproduto da operação de lavra do aluvião diamantífero está trazendo um novo fluxo de caixa para os cofres da mineradora. A planta de lavagem tem uma capacidade instalada de 450.000 toneladas, ou 80 toneladas de sedimentos por hora. George Prajin Não precisa ser Einstein para perceber que se 36% do sedimento processado é areia a produção diária será de 230t de areia por dia que podem ser vendidos reduzindo ainda mais os custos operacionais do processo. < br>
A Brazil Minerals produz diamantes, ouro e, agora, areia.