domingo, 26 de abril de 2015

O Homem de Altamura era Neandertal

O Homem de Altamura era Neandertal


Finalmente o exame do DNA do Homem de Altamura foi divulgado.

O Homem de Altamura é um esqueleto de um adulto masculino, parcialmente fossilizado, imerso em rochas calcárias em uma cavidade cárstica (foto).

A descoberta foi feita em 1993 na caverna de Lamalunga, próxima a cidade de Altamura, no sul da Itália.

Desde a descoberta pairava grande incerteza sobre a origem do homem fossilizado, que era tido por muitos antropólogos, como um homem moderno.

No entanto os resultados do DNA extraído de ossos do ombro e as datações de U/Th contam uma história diferente.

Os resultados mostram que o Homem de Altamura é um Neandertal, que a 150.000 anos aproximadamente, caiu em uma fenda onde ficou preso até a morte por inanição.

Os exames de DNA, de Neandertais como o Homem de Altamura estão auxiliando os cientistas a compreender a evolução do Neandertal. Sabe-se que eles coexistiram e cruzaram com os homens modernos, que ainda tem 2% de sua carga genética.

Estes estudos indicam que o Homem de Altamura era mais suscetível a doenças como a diabetes tipo 2. Tudo leva a crer que os Neandertais devem ter sido extintos pela sua menor resistência a doenças como febre tifoide, hepatite, tuberculose e até o resfriado.

Avanco Resources consegue financiar o Projeto Antas até a produção de cobre

Avanco Resources consegue financiar o Projeto Antas até a produção de cobre


Uma boa notícia entre tantas notícias ruins.

A junior australiana Avanco Resources informa que conseguiu levantar AU$80 milhões através da venda de ações e de negociação de royalties.

Com esse dinheiro a empresa espera levar o projeto de cobre Antas, situado na Província dos Carajás, até o estágio de produção. A transição irá durar 12 meses e a empresa espera iniciar a produção ainda no primeiro trimestre de 2016.

O Fundo BlackRock deverá financiar os últimos $15,6 milhões através de uma transação de royalties.

A partir de agora a mineradora entra em fase de construção de um projeto de mina a céu aberto com flotação que irá produzir 12.000t por ano de cobre e 7.000 onças de ouro.

O Projeto Antas consiste em um corpo sulfetado tipo IOCG, associado a vulcânicas e formações ferríferas de um greenstone belt Arqueano.

Antas tem uma reserva (provada + provável) de 2,6Mt @ 3,19% Cu e 0,66g/t Au. O cut-off desta operação é de 0,9% Cu.

A empresa está com um valor de mercado de $129 milhões.

Minério de ferro em alta forte faz Vale ter a melhor semana em 16 anos

Minério de ferro em alta forte faz Vale ter a melhor semana em 16 anos




As ações da Vale subiram 7% somente hoje atingindo R$18,70, a maior alta do Ibovespa. A Vale já subiu 25% desde o dia 22 de abril, a melhor semana desde 1999.

O principal motivo desta alta é a recuperação do preço do minério de ferro que subiu, somente hoje 5,5% atingindo US$57,81/t.

Uma excelente notícia para a mineração como um todo que recebe esta lufada de esperança em um momento em que quase todos os analistas apostavam que os preços do minério de ferro estariam nos patamares de US$30/t.

Terremoto de magnitude 7,9 no Nepal mata mais de mil pessoas

Terremoto de magnitude 7,9 no Nepal mata mais de mil pessoas


Segundo o US Geological Survey um terremoto de 7,9 na escala Richter atingiu a região entre Kathmandu e Pokhara.

O governo declarou estado de emergência. Existem mais de 1.130 mortes já contabilizadas, a maioria próxima do epicentro.

Os tremores foram sentidos a centenas de quilômetros e 18 alpinistas que tentavam alcançar o pico do Everest foram soterrados por uma avalanche.

Além das vítimas o terremoto destruiu monumentos importantíssimos listados como patrimônio mundial.

É o caso da Torre de Dharahara foto do antes e depois.

Torre destruída

terça-feira, 21 de abril de 2015

Minas brasileiras inesquecíveis: ontem e hoje

Minas brasileiras inesquecíveis: ontem e hoje

Embora nossa limitação de espaço, aqui e agora, não nos permita destacar todas as minas brasileiras inesquecíveis,
vale lembrar as a seguir, que marcaram profundamente a Indústria Mineral brasileira.
 
A mina de Morro Velho, ouro, Minas Gerais
Nosso caminhar histórico inicia-se em 1834, ano em que a mina de Morro Velho, no então arraial de Congonhas do Sabará, hoje município de Nova Lima (MG), começou a ser explorada pela Saint John Del Rey Mining Company, empresa fundada por um grupo de investidores ingleses em 1830, em Londres.
Esta foi a mais antiga mina subterrânea do Brasil e uma das mais profundas do mundo. Cabe salientar, entretanto, que a exploração “não industrial” desta mina começou muito antes, por volta de 1725, pelas mãos da família do padre Antônio de Freitas.
Os métodos rudimentares, que até então utilizavam mão-de-obra escrava, foram reestruturados após a chegada dos ingleses, dando início a uma fase industrial nas operações.
A mina funcionou normalmente até 1857, quando ocorreu um grande desmoronamento em seu interior, afetando a produção até 1859. Em 1867, 10 anos após, houve um incêndio no interior da mina, que a destruiu praticamente toda. Após este fato, novos poços (A e B) foram abertos, e as explorações foram reiniciadas em 1872. Em 1886, um novo desastre viria a interromper o processo de produção e, somente em 1892, com a perfuração dos poços C e D, com 700 metros de profundidade cada, a produção começou novamente a ser retomada. Esta foi aumentando progressivamente a partir de 1894, quando uma nova era se iniciou.
A Mina Grande foi fechada em agosto de 1995. Em 2003, foi realizada a desativação por completo da Mina Velha, considerada à época a mais antiga mina de ouro em atividade do mundo.
A Mina Velha (da superfície até o nível 7) tinha cerca de 600 m de profundidade. Já a Mina Grande (do nível 8 até o 29) seguia o mesmo filão aurífero, e atingiu uma profundidade de 2.453 m - ambas tinham acessos independentes. Em 2003, ano de fechamento da Mina Velha, foram contabilizadas mais de 570 t de ouro extraídas em toda a história da empresa até então. (1)
“A maior mina de ouro no Brasil em atividade, hoje, é a do Morro do Ouro, da Kinross, em Paracatu, MG, com produção de ROM, em 2010, de 46,3 milhões de t”. (2)
 
A primeira mina de carvão mineral, Santa Catarina
Coincidentemente, no mesmo ano de 1834, foram concluídos “pesquisas realizadas em 1833 por Alexandre Davidson e respectivos estudos, ambos objeto de relatório, em assuntos de carvão, enviado ao Governo Imperial: o relatório afirmava que as jazidas eram extensas e o carvão de boa qualidade, mas rendeu apenas mensagens políticas pedindo mais atenção ao assunto” (2) 
“Finalmente, a 9 de fevereiro de 1886, segue para o Porto de Imbituba o primeiro carregamento de carvão (...), 700 t (...), destinado a Buenos Aires”: “o carvão remetido a Buenos Aires (Argentina), custou à empresa mineradora 25$000 (vinte e cinco mil réis) a tonelada, considerando apenas o custo de produção, e foi vendido por apenas 6$000 (seis mil réis). Tamanha diferença, mais a concorrência com o carvão de Cardiff, importado da Inglaterra, levou a empresa à paralisação imediata de suas atividades” (3).
Como se pode ver, “mina” não era – e, ainda hoje, nem sempre o é – sinônimo de grandes lucros, como muitos ainda hoje imaginam, mas, sim, e não poucas vezes, exemplo de epopéia.
“A Primeira Guerra Mundial permitiu, num primeiro momento, um crescimento de produção de carvão na região, incentivando o ingresso de empresas nacionais, algumas das quais em atividade até o presente momento; entre elas destacaram-se a Companhia Carbonífera Urussanga (1918) e a Companhia Carbonífera Próspera (1921). Posteriormente, no Governo de Getúlio Vargas, foi implementada a Companhia Siderúrgica Nacional – CSN (1946)”. (4)
Atualmente, a mina maior produtora brasileira de carvão mineral (ROM) é a mina de Candiota, da Companhia Riograndense de Mineração - CRM, com 1,883 milhão de t de carvão mineral (ROM), em Candiota, RS. (2)
 
A mina de bauxita, Poços de Caldas, Minas Gerais
Em 22 de fevereiro de 1935, foi criada a Companhia Geral de Minas - CGM, “visando o aproveitamento da bauxita de Poços de Caldas, MG. Para este fim, foram construídas amplas instalações junto à linha férrea (...), com um potente moinho de minério, trazido da Argentina (...). A bauxita recebia um beneficiamento primário, sendo seca, moída e ensacada”. (5)
“Por aquisição das ações da CGM, (...) a Alcoa criou, em 25 de maio de 1965, a Companhia Mineira de Alumínio - Alcominas, (...) que inaugura sua fábrica em novembro de 1970, que constava de uma fábrica de alumina (óxido de alumínio - obtida da bauxita), com capacidade de 120 t/ano e uma sala de cubas, com capacidade de 60 t/ano de metal”, completando, assim, a industrialização da bauxita. (5)
No Brasil de hoje, a maior mina de bauxita é a do Aviso, em Oriximiná, PA, pertencente à Mineração Rio do Norte (MRN), com produção em 2010 (estimada) de 14,576 milhões t de ROM. (2)
 
A mina do Cauê, minério de ferro, Minas Gerais
Situada em Itabira, Minas Gerais, a mina do Cauê - também conhecida como “mina do Pico do Cauê” ou, simplesmente, “Cauê” - é, sem sombra de dúvida, um dos maiores ícones entre as minas brasileiras: “em 1973 tornou-se a maior mina do mundo ocidental”. (6)
Pertencente à então denominada Companhia Vale do Rio Doce – hoje Vale S.A.–, suas expressivas produções anuais e crescente importância internacional têm início, particularmente, com os denominados “Acordos de Washington, firmados em 03 de março de 1942, na capital norte americana e tendo como signatários Brasil, Estados Unidos e Inglaterra”, Acordos estes que, “entre outros pontos, definiram as bases para a organização no Brasil de uma companhia de exportação de minério de ferro”, tendo como base a jazida do Pico do Cauê (6).
Inicialmente, a mina do Cauê começou a ser lavrada “por processos rotineiros, sem nenhuma aparelhagem mecânica, sendo o minério transportado em caminhões até a ponta dos trilhos da EFVM (Estrada de Ferro Vitória a Minas), em Oliveira Castro (MG), a 22 km da jazida”: “a meta de exportação era de 1,5 milhão de t de minério de ferro” (6), quantidade extremamente expressiva para a época.
Não é nenhum exagero, certamente, dizer que a mina do Cauê reescreveu a história da Mineração no Brasil - e foi destaque, também, na Mineração mundial -, inclusive no que respeita ao intensivo uso de tecnologia de beneficiamento, como a concentração magnética de alta intensidade, uso esse que resultou na ampla utilização dos itabiritos do Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais, com o que o País teve um brutal aumento de suas reservas de minério de ferro, da ordem de dezenas de bilhões de toneladas, lavradas, beneficiadas e vendidas no mercado interno ou exportadas, inclusive sob a forma de pelotas.
O espetacular crescimento da Vale – que, dentre outras, detém e opera a maior mina de minério de ferro do Brasil, a N5 (Complexo Carajás), em Parauapebas, Pará, que em 2010 produziu cerca de 53 milhões t de ROM (2) – sem dúvida deve muito à mina do Cauê.
 
A mina da Serra do Navio, minério de manganês, Amapá
Primeiro empreendimento industrial de sucesso na Amazônia, a mina da Serra do Navio, da Icomi, foi inaugurada em 05 de janeiro de 1957 e, cinco dias depois, “acontecia o primeiro embarque do minério de manganês para o exterior. O Presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira, estava ao lado das mais destacadas personalidades da vida política e cultural do País” (7).
“Comparado com os processos rudimentares utilizados em Minas Gerais” (na grande maioria das minas do citado Estado), o minério de manganês da Serra do Navio era “fragmentado com dinamite, removido por escavadeiras, transportado em caminhões basculantes até o britador e daí, automaticamente, para lavagem e classificação, transportado por correia automática até os silos e daí levado, através de ferrovia, para o Terminal de Santana, descarregado em vagões e automaticamente embarcado por correias transportadoras. A capacidade do sistema era de 2000 t/h” (7).
Embora tecnologicamente a mina da Serra do Navio estivesse em dia com o que havia de mais moderno à época na Mineração mundial, a nosso ver, em uma leitura e visão de hoje, o mais importante a destacar, quando lembramos da referida mina, é a qualidade ambiental e social do empreendimento, que, dentre outros, construiu a primeira “Estação para tratamento de esgotos” da Amazônia na Vila Serra do Navio, bem como propiciou no Brasil, à época (anos 1950), orgulhosamente, por exemplo, índices de “Mortalidade por todas as causas - óbitos por 1000” semelhantes aos dos Estados Unidos (EEUU = 25,2; Serra do Navio, Brasil, Amazônia: 27,6) e de “Mortalidade Infantil - Coeficiente por 1000” melhores do que os de todos os maiores e/ou mais desenvolvidos países do mundo à época (Serra do Navio, Brasil, Amazônia = 3,4; União Soviética = 7,1; Estados Unidos = 9,3; Suécia = 9,8) (7): ou seja, Mineração com qualidade ambiental e responsabilidade social no Brasil não é “coisa de hoje”. 
A maior mina de manganês do País, hoje, é a do Azul, pertencente à Vale Manganês, que, em 2009, produziu 2,3 milhões t de ROM. (2)
 
As minas brasileiras e a construção do
desenvolvimento sustentável do País
A história das minas brasileiras e a de nossa Mineração exibe, a todos nós, um excelente painel de extrema coragem empreendedora, ações estatais e privadas, desenvolvimento tecnológico e multiplicação de reservas minerais, superação de desafios de logística e infra-estrutura, cuidados ambientais, responsabilidade social real, força exportadora, industrialização do País, formação educacional e cidadã de brasileiros em todos os rincões do nosso território - destacadamente em regiões ínvias e de difícil acesso - e, acima de tudo, compromisso com as novas gerações, como bem demonstram os registros, as experiências e o sucesso dos hospitais e escolas existentes em nossos empreendimentos minerais, com especial destaque para o cuidado e o carinho com a saúde materno-infantil.
Em outras palavras, no Brasil, Mineração tem sido, é e deverá continuar a ser exemplo de empenho na construção do desenvolvimento sustentável do País.