O Ciclo do Ouro não acabou em Minas
Estado
é responsável por dois terços das exportações brasileiras do metal. A
produção é tão volumosa quanto a do auge do século 18
A busca pelo ouro está na gênese da colonização de Minas
Gerais. A História conta como, no fim do século 18, depois de décadas de
exploração, o fim das reservas gerou uma grave crise econômica. Mas a
verdade é que, duzentos e trinta anos depois do encerramento do chamado
Ciclo do Ouro, o Estado continua ganhando dinheiro com a venda do metal
precioso. Daqui saem dois terços das exportações brasileiras de ouro.
Entre 2012 e 2013, Minas enviou 16,3 toneladas de ouro para o
exterior, um volume equivalente ao do auge da produção no século 18.
Esse comércio movimentou mais de 2 bilhões de dólares. Os métodos,
claro, em nada lembram os métodos da época de Tiradentes: em Nova Lima,
de onde sai a maior produção de ouro em Minas Gerais, máquinas de alta
tecnologia extraem o metal a uma profundeza de até 3.000 metros. Em
Paracatu (MG), outro polo de exploração aurífera na região norte do
Estado, a gigantesca área de mineração ocupa quase tanto espaço quanto o
centro da cidade. Uma coisa não mudou: a maior parte do ouro produzido
aqui continua sendo enviada para a Europa.