quinta-feira, 30 de julho de 2015

Minério de ferro: Vale bate recorde em 2015

Minério de ferro: Vale bate recorde em 2015



A mineradora Vale bateu o seu recorde histórico de produção de minério de ferro em um semestre. Neste ano a Vale já produziu 159,8 milhões de toneladas, um crescimento de 9,3Mt sobre o primeiro semestre de 2014.

No último trimestre a Vale reduziu a produção de minério de ferro de baixa qualidade e alta sílica. Serão 30Mt ao ano a serem substituídos por minério mais caro com mais alta qualidade. Uma estratégia que irá aumentar a rentabilidade da empresa.

A tática começa a dar retorno e, no período, o conteúdo médio de Fe do minério vendido foi de 63,2% e o preço médio subiu 10% para US$50,6 a tonelada.

Vale tem lucro de R$5,1 bilhões no segundo trimestre

Vale tem lucro de R$5,1 bilhões no segundo trimestre



 
Os resultados do último trimestre de 2015 superaram as expectativas.

Segundo o balancete publicado hoje a Vale teve um lucro líquido de R$5,14 bilhões. Uma mudança promissora, pois no primeiro trimestre do ano a mineradora apurou um prejuízo gigantesco de R$9,5 bilhões.

O melhor desempenho se deve aos seguintes fatores: câmbio, maior produção e, principalmente, aos cortes de custos operacionais. Neste quesito a Vale está de parabéns, pois conseguiu reduzir os seus custos por tonelada de minério de ferro de US$18,3 para US$15,8.

São cortes como estes que irão manter a Vale no topo, junto com as melhores mineradoras de minério de ferro do mundo.

O preço médio de venda do minério de ferro foi de US$50,6 uma alta de 10% sobre os preços anteriores, uma decorrência da venda de minérios de maior qualidade.

A Vale teve, também, uma entrada de R$4 bilhões referente à venda de parte da MBR.

Apesar de um bom balancete e da alta do minério de ferro, que superou US$55/t, as ações da mineradora caem 4%.

Vale vende mina de carvão por R$2,48.

Vale vende mina de carvão por R$2,48. Novo dono planeja produzir 1,1 milhões de toneladas por ano




Você leu muito bem: a Vale e a sua sócia Sumitomo venderam uma mina australiana de carvão, a Isaac Plains, por apenas 1 dólar australiano.

Esta venda mostra como está o setor de carvão na Austrália.

Stanmore Coal, a empresa compradora, planeja recuperar e reativar a mina até o primeiro semestre de 2016.

No processo de fechamento a Vale e a Sumitomo demitiram centenas de funcionários, muitos dos quais serão readmitidos nos próximos meses pela Stanmore Coal.

Desde o fechamento a Vale teve que honrar contratos de transporte ferroviários mesmo sem nenhuma produção de carvão. É aí que a Stanmore entra. A mineradora, que tem um valor de mercado de US$14 milhões, assumiu as obrigações da Vale que totalizam mais de US$20 milhões.

A Vale herdou a Isaac Plains quando adquiriu ativos da australiana AMCI Holdings por US$835 milhões. Mais tarde a Sumitomo comprou 50% de Isaac Plains por US$430 milhões: um investimento, assim como o da Vale, que será totalmente perdido.

Boa notícia! Federal Reserve não vai elevar os juros

Boa notícia! Federal Reserve não vai elevar os juros



 
O mercado esperava, com cinto de segurança afivelado, uma subida nas taxas de juros americanas. No entanto, para surpresa de muitos, o Fed, acreditando na recuperação da economia do país, decidiu não elevar os juros.

Esta notícia é excelente para o mercado de ouro.

Se os juros subissem como esperado um grande volume de dinheiro sairia do ouro para os títulos do tesouro americano causando uma forte queda.

O ouro se moveu pouco com a notícia, mas altas são esperadas nos próximos dias. 

Vamos comprar ouro então, está de graça.

O Ciclo do Ouro não acabou em Minas

O Ciclo do Ouro não acabou em Minas

Estado é responsável por dois terços das exportações brasileiras do metal. A produção é tão volumosa quanto a do auge do século 18



A busca pelo ouro está na gênese da colonização de Minas Gerais. A História conta como, no fim do século 18, depois de décadas de exploração, o fim das reservas gerou uma grave crise econômica. Mas a verdade é que, duzentos e trinta anos depois do encerramento do chamado Ciclo do Ouro, o Estado continua ganhando dinheiro com a venda do metal precioso. Daqui saem dois terços das exportações brasileiras de ouro.
Entre 2012 e 2013, Minas enviou 16,3 toneladas de ouro para o exterior, um volume equivalente ao do auge da produção no século 18. Esse comércio movimentou mais de 2 bilhões de dólares. Os métodos, claro, em nada lembram os métodos da época de Tiradentes: em Nova Lima, de onde sai a maior produção de ouro em Minas Gerais, máquinas de alta tecnologia extraem o metal a uma profundeza de até 3.000 metros. Em Paracatu (MG), outro polo de exploração aurífera na região norte do Estado, a gigantesca área de mineração ocupa quase tanto espaço quanto o centro da cidade. Uma coisa não mudou: a maior parte do ouro produzido aqui continua sendo enviada para a Europa.