sábado, 22 de agosto de 2015

Mulher encontra diamante de 3,69 quilates em parque dos EUA

Mulher encontra diamante de 3,69 quilates em parque dos EUA


Os Estados Unidos são um país continental que possui uma área total superior a nove milhões de quilômetros quadrados, dos quais grande parte é ocupada por paisagens naturais pouco tocadas pelo homem, sejam verdejantes ou desérticas, como é o caso dos 8 parques nacionais para conhecer e do vale com pedras que andam. São territórios com vida selvagem abundante e protegidos pelo governo norte-americano.
Localizado no estado do Arkansas, o Parque Crater of Diamonds possui uma particularidade, que o difere de qualquer outro lugar dos Estados Unidos: seus 3,7 quilômetros quadrados de campos são ricos em diamantes dos mais variados tamanhos e cores. E ao contrário do que se possa imaginar, a política aqui é “quem achou, levou”. É isso mesmo, o visitante paga uma pequena taxa de entrada e tem a oportunidade de caçar essas pedras preciosas até o fechamento de suas dependências, diariamente às 17h.
Desde que foi aberto ao público, em 1972, mais de 31 mil diamantes foram encontrados aqui. A mais nova sortuda é a americana Susie Clark, que recentemente achou uma pedra de 3,69 quilates. Ainda não se sabe o valor real do diamante encontrado por Susie, já que os funcionários do parque não possuem o conhecimento necessário para avaliá-lo, contudo, em 2014, uma adolescente conseguiu US$ 20 mil (R$ 60 mil) em um diamante amarelo com 3,85 quilates.
Esta não foi a primeira vez que Susie Clark visitou o Craters of Diamonds: há 33 anos, ela conheceu o parque ao lado de sua mãe e sua avó. Em 2015, a americana retornou, desta vez com seu marido, para tentar caçar as valiosas pedrinhas e acabou sendo recompensada.
Segundo Susie, poucos minutos antes de encontrar sua pedra preciosa, ela pediu ajuda aos céus. A prece parece ter sido atendida, já que a americana encontrou um diamante branco do tamanho de um amendoim, que foi nomeado pela mesma de Hallelujah, em homenagem ao sucesso musical de 1984 do cantor canadense Leonard Cohen.
Este foi o diamante de número 122 encontrado no parque em 2015 e o maior nos últimos 13 meses, quando foi achado o Diamante Limitless, com incríveis 6,19 quilates. A joia de Susie possui, ainda, um brilho metálico perolado, que confere maior beleza e singularidade ao mesmo. A princípio, a americana disse que pretende guardá-la de recordação.
Para auferir sucesso, Susie Clark se aproveitou de alguns fatores, como as recentes chuvas na região e os campos arados pelos funcionários do parque – o que sempre aumenta a chance de surgirem novas pedras na superfície. Com o ressurgimento do sol, Susie pôde observar o brilho da pedra em meio ao campo cinza.
O Crater of Diamonds State Park está aberto ao público diariamente, das 8h às 17h. A entrada custa US$ 8 (R$ 24) para maiores de 12 anos, US$ 5 (R$ 15) para crianças de 6 a 12 anos de idade e é gratuita para aqueles que ainda não completaram 6 anos. Animais são permitidos em todas as instalações do parque.

AngloGold Ashanti, maior produtora de ouro do país, fez ajustes antes da crise e agora vê oportunidade

AngloGold Ashanti, maior produtora de ouro do país, fez ajustes antes da crise e agora vê oportunidade

Enquanto uns acham que crise é oportunidade para descobrir como ganhar eficiência, o CEO para as Américas da AngloGold Ashanti, maior produtora de ouro do Brasil e uma das maiores do mundo, Hélcio Guerra, não precisa se preocupar tanto com isso agora. É que há cerca de dois anos e meio, quando todos viviam a euforia da bonança do mercado, Guerra preparou seu exército com redução de custos e aumento da produtividade para viver os tempos desafiadores da atualidade. Antecipar-se assim é para poucos. E Guerra é um deles.
Confiante, ele conta que a mineradora está bem e não freou diante da crise. “A verdade é que tive uma felicidade muito grande em fazer os ajustes há dois anos e meio, antes do resto, e agora estou enxergando oportunidades”, explica o executivo, que recebeu o prêmio “É Assim que se Faz”, durante o Conexão Empresarial Araxá, promovido pela VB Comunicação no Tauá Grande Hotel.
Para deixar a empresa robusta, Guerra começou a olhar as questões de eficiência e custos antes de todos. “Passamos (o Brasil) por um ciclo de crescimento, e no crescimento todo mundo esquece a eficiência”, admite. Por isso, a saída encontrada por Guerra foi trabalhar com a inovação – na produção, no beneficiamento e produtividade –, não só cortando cabeças com as demissões no quadro de pessoal. “Cortar cabeças é uma coisa fácil de fazer, mas a inovação salva cabeças”, ensina.
No Brasil. Com sede em Joanesburgo, na África do Sul, a AngloGold Ashanti tem 20 operações em dez países. No Brasil, com sede em Nova Lima (MG), as unidades da mineradora ficam em Sabará e Santa Bárbara e em Crixás (GO). Está produzindo quase 600 mil onças de ouro por ano, sendo que cada onça tem 31,1 g. “Essa produção dá R$ 2 bilhões, e isso é mais ou menos a mesma coisa de 2015. Tirando o câmbio, talvez pode melhorar para a gente”, informa.
A empresa vende o ouro para bancos que, de acordo com Guerra, são instituições que geralmente têm arranjos financeiros como mercado, porque o ciclo de produção do ouro é uma coisa, mas o ciclo de produção da joia é um valor agregado bem maior. “Aí, os bancos dão um suporte para esse mercado de joias”, explica.
Com 6.088 empregados entre diretos e indiretos no Brasil, Guerra explica que a empresa está preparada para um próximo ciclo. “Queremos ser maiores ainda”.
Se outras companhias estão vivenciando queda no faturamento, Guerra diz que, no caso da AngloGold Ashanti, isso não vai acontecer. “Somos um ponto fora da curva, quero olhar para a frente”. Agora, é trabalhar melhor ainda do que está e, de acordo com Guerra, enxergar em cada momento as oportunidades que tem e congregar seu time para isso.
“Eu tenho uma intenção de, no curto prazo, nos próximos dois anos, fazer uns 10% a 15% a mais (na produção)”, revela. É possível também, para Guerra, pensar numa expansão do negócio no Brasil, o que depende de decisões do acionista lá fora.

Como fabricar um diamante do nada

Como fabricar um diamante do nada


De vez em quando, Dan Frost escuta um forte estampido e o chão de seu escritório vibra. Só pode ser uma coisa: um de seus experimentos explodiu de novo.
Ao descer para o laboratório, ele pode ver o susto na cara dos colegas. É como se uma pequena bomba tivesse estourado. "O barulho é assustador, mas não é perigoso. Está tudo protegido", explica ele.
As explosões fazem parte do trabalho de Frost. Cientista no Bayerisches Geoinstitut, na Alemanha, ele está tentando reproduzir as condições do manto, a camada da Terra situada a milhares de quilômetros de profundidade. Isso significa submeter rochas a algumas das pressões mais altas já conhecidas pela humanidade.
Não é de se espantar que ocorram alguns percalços.
Como parte de sua pesquisa, Frost descobriu maneiras surpreendentes de fabricar diamantes. A partir de gás carbônico, por exemplo. Ou de pasta de amendoim.
Em comparação com nossos enormes avanços na exploração espacial, sabemos bem pouco sobre o universo que se estende debaixo de nossos pés.

A geologia elementar nos explica que o interior da Terra pode ser dividido em três camadas: o núcleo, o manto e a crosta. Mas a exata composição dessas camadas ainda é um mistério. Uma enorme falha no conhecimento humano.
Pouco se sabe sobre a exata composição das camadas da Terra
"Se quisermos entender como a Terra se formou, uma das coisas que precisamos saber é o material do qual o planeta é feito", explica Frost.
Muitos geólogos assumem que a Terra é feita da mesma matéria que os meteoritos do Cinturão de Asteroides. O problema é que a maioria dos meteoritos que caem na Terra tem uma proporção mais alta de silício do que encontramos na crosta terrestre. Onde todo esse silício foi parar? Uma das teorias é de que esteja retido no manto.
Para responder a essa pergunta, Frost utiliza dois tipos de prensa. A primeira usa um potente pistão para espremer minúsculas amostras de cristais a uma pressão até 280 mil vezes mais alta do que a pressão atmosférica, ao mesmo tempo em que elas são "assadas" em uma fornalha.
Isso recria as condições das camadas superiores do manto, que ficam a cerca de 900 quilômetros abaixo da superfície terrestre, fazendo com que os átomos do cristal se rearranjem em estruturas mais densas.
Uma segunda bigorna então esmaga os minerais recém-formados para que eles ganhem um aspecto parecido com aqueles encontrados em camadas ainda mais profundas da Terra.
Esse equipamento é composto por dois minúsculos diamantes que achatam os cristais lentamente. O resultado é 1,3 milhão de vezes maior que a pressão atmosférica.
Enquanto a amostra ainda está no aparelho, o cientista mede a maneira como o som viaja através do cristal resultante. Ao comparar esses dados com a leitura de ondas sísmicas que se propagam no interior da Terra, ele pode definir se a amostra está ou não próxima da composição do manto.
Rica em carbono, a pasta de amendoim poderia servir para a 'fabricação' de diamantes
As descobertas de Frost têm sido algo surpreendentes: o manto não parece conter uma proporção suficientemente alta de silício para se equiparar à composição dos meteoritos.
"Talvez ele tenha penetrado ainda mais profundamente, até o núcleo", diz o cientista.
Outra possibilidade é que a Terra inicialmente tivesse uma crosta muito mais espessa, cheia de silício, que foi então expelido pelos inúmeros impactos de meteoritos. Ou talvez tenhamos que repensar toda a questão do material de que é feita a Terra.
O processo de pressão intensa também criou um mineral chamado ringwoodita, um silicato de ferro e magnésio de cor azul que pode reter água. A descoberta sugere que o manto pode estar escondendo "oceanos" nas profundezas da Terra.
Os experimentos podem até, intuitivamente, nos contar mais sobre o ar que respiramos. E é aqui que entram os diamantes de Frost.
Ele suspeita que uma série de processos geológicos poderia retirar CO2 dos oceanos e injetá-lo em rochas, até o manto, onde seria transformado em diamante. "Essas pedras preciosas são menos voláteis que outras formas de carbono, o que significa que elas têm menos chances de serem liberadas de volta à atmosfera", diz o cientista. Um manto cravejado de diamantes poderia, portanto, ter desacelerado o aquecimento da terra, potencialmente ajudando na evolução da vida.
Para Frost, o principal ingrediente para esse processo é o ferro. As altas pressões do manto forçam o dióxido de carbono das rochas para os minerais ricos em ferro, que retiram o oxigênio e deixam o carbono para formar um diamante.
E isso é exatamente o que Frost descobriu quando recriou o processo usando as prensas – basicamente fabricando um diamante do nada.

Censo precioso

Censo precioso

Aumentar os conhecimentos sobre todos os aspectos geológicos do diamante no País de maneira a beneficiar tanto o público quanto empresas de todos os portes: esse é o objetivo do Projeto Diamante Brasil. Criado pelo CPRM (Serviço Geológico do Brasil), o trabalho é uma espécie de censo sobre essa pedra preciosa e as regiões que a produzem, que levantará dados geológicos, geocronológicos, geoquímicos e morfológicos, entre outros, para criar um banco de dados inteligente e de fácil acesso. A ideia é caracterizar o potencial econômico do diamante, formalizar sua produção e diminuir a evasão de divisas oriundas desta gema. Iniciado em 2008, o Projeto Diamante Brasil vem suprir a quase total falta de informações sobre essa pedra preciosa e sua produção em território nacional. “Os dados existentes foram levados pelas empresas que trabalham na área quando elas partiram. Só ficamos com o banco de dados de alvos geográficos para prospecção”, revela o geólogo Francisco Valdir Silveira, coordenador do projeto no CPRM, acrescentando que o trabalho contempla todo o País. “Há ocorrência de diamante em praticamente todos os estados brasileiros.” Silveira diz que a estimativa do tamanho das reservas brasileiras de diamantes é grande. “Durante 150 anos, o Brasil foi o maior produtor de diamantes do mundo. Essa hegemonia acabou com a descoberta de minas de diamantes na África. Hoje a produção, oficial e oficiosa, é muito baixa”, conta o geólogo. DUAS ETAPAS – A primeira fase do Projeto Diamante Brasil, a de aquisição de dados, termina no fim do ano. Nela, o CPRM, em parcerias com outros órgãos federais, enviou equipes técnicas para diversas regiões diamantíferas do País com o objetivo de colher dados sobre as pedras e as rochas as quais estão associadas, os kimberlitos (batizada em referência à cidade de Kimberley, na África do Sul) e lamproítos. Segundo Silveira, toda a exploração de diamantes no Brasil hoje é feita em fontes secundárias. As pedras são encontradas, por exemplo, nas aluviões – áreas para as quais as rochas, quando erodidas, são levadas pelas chuvas e se acumulam, formando os depósitos diamantíferos. “Não há minas em kimberlito ou lamproíto, as rochas primárias”, esclarece. Encontrar esses locais foi um dos objetivos do projeto, sendo que atualmente há cinco candidatos promissores para se transformar em pequenas minas de diamantes: o kimberlito denominado Canastra 1, situado na Serra da Canastra (MG), Braúnas 3 e 8 (BA), Cullier 4 (MT) e Carolina 1 (RO), em Rondônia. Em cada mil intrusões de kimberlitos descobertos, apenas de 17% a 20% possuem diamantes, sendo que, destes, apenas dois ou três são viáveis comercialmente. “O Brasil tem cerca de 1.200 intrusões dessa rocha já descobertas, porém, muito pouco se sabe sobre elas”, indica Silveira, para quem esse é um potencial bastante grande. A segunda etapa do projeto será feita em 2011 e 2012, quando serão analisados e processados os dados obtidos em campo com ajuda de universidades federais de Minas Gerais (UFMG), Brasília (UnB), Rio Grande do Sul (UFRGS) e Mato Grosso (UFMT); e internacionais, como a de Bristol, na Inglaterra, e a de Queensland, na Austrália. “Queremos trazer a academia e as empresas públicas para esse trabalho, incentivando a realização de teses, discussões e estudos sobre os vários temas, como o problema social do garimpo e a ocorrência de fontes primárias, entre outros”, afirma o geólogo. Uma área específica de estudo será a caracterização dos diamantes brasileiros para obter suas ‘assinaturas — traços morfológicos e químicos que identifiquem sua origem, pois as pedras mineiras são diferentes das de Goiás ou Roraima, por exemplo. “Com isso podemos controlar melhor o fluxo dos diamantes, impedindo a evasão de divisas, e emitir certificados de origem para evitar seu uso no financiamento de conflitos”, explica Silveira, lembrando que o Brasil é membro do Processo de Kimberley, criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) para coibir o comércio de ‘diamantes de sangue, utilizados para subsidiar guerras. Uma vez concluído o projeto, todos os dados e análises serão liberados em um banco de dados inteligente de acesso irrestrito. Outra forma de divulgação será o livro Geologia do diamante no Brasil, que reunirá capítulos sobre pesquisa e exploração, geologia, geoquímica e morfologia dos diamantes. “Os resultados servirão de base para novos investimentos e maneiras alternativas de prospecção, além de ajudarem a desenvolver novos estudos.”

Diamante de US$ 1 milhão tem busca sem precedentes, diz mineradora

Diamante de US$ 1 milhão tem busca sem precedentes, diz mineradora

Pedra preciosa rosa de 1,32 quilate é conhecida como Siren Argyle.
Entre compradores interessados, há representantes da Índia e do Japão.


. A pedra preciosa, em foto do dia 20 de setembro, em Hong Kong, pode facilmente atingir o valor de US$ 1 milhão (Foto: Reuters)A pedra preciosa, em foto do dia 20 de setembro, em Hong Kong, pode facilmente atingir o valor de US$ 1 milhão (Foto: AFP)
O grupo de mineração Rio Tinto disse nesta segunda-feira (22) que recebeu uma procura sem precedentes em sua venda anual por um diamante rosa de 1,32 quilate conhecido como Siren Argyle. A pedra preciosa, em foto do dia 20 de setembro, em Hong Kong, pode facilmente atingir o valor de US$ 1 milhão.
Entre os interessados na compra da pedra preciosa estão representantes da Índia e Japão.
Entre os interessados na compra da pedra preciosa estão representantes da Índia e Japão (Foto: AFP)Entre os interessados na compra da pedra preciosa estão representantes da Índia e Japão (Foto: AFP)