quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Diversidade das Gemas Brasileiras

Diversidade das Gemas Brasileiras


O Brasil é mundialmente conhecido por sua riqueza em pedras preciosas. Das nove províncias gemológicas existentes no mundo, ou seja, das nove regiões geográficas excepcionalmente ricas em gemas, nosso país é líder não apenas na quantidade produzida, mas também na diversidade.

Para se ter uma idéia do quanto aqui se produz, basta dizer que apenas o Estado de Minas Gerais contribui com cerca de 25% da produção mundial (Favacho, 2001). Para demonstrar a diversidade, basta dizer que um brasileiro bem informado e de bom nível cultural consegue citar (conhecendo ou não) cerca de quinze pedras preciosas, mas existem em nosso país mais de cem tipos diferentes.

Elaborar uma lista das gemas de um país é tarefa que apresenta algumas dificuldades:
- Devem-se incluir apenas as gemas produzidas ou todas as existentes?
- Devem-se incluir as gemas existentes mesmo que as ocorrências sejam esparsas ou apenas aquelas que são encontradas num número significativo de locais?
- Uma gema que já foi produzida, mas que hoje está com suas reservas esgotadas, deve figurar na lista?
- Minerais que podem ser lapidados, mas só o são para peças de coleção, não para confecção de joias, devem ser considerados?

Essas são algumas questões que exigem uma definição de critérios. Assim, os critérios adotados para elaborar a relação apresentada a seguir são os seguintes:
a) Foram incluídas gemas que podem não estar sendo produzidas, mas que existem em volume considerável em pelo menos um lugar do país, como é o caso do rubi.
b) Incluíram-se também gemas cuja produção foi importante, mas cujas jazidas estão hoje em fase de esgotamento, como a turmalina Paraíba.
c) Não foram incluídas substâncias minerais que são usadas para obtenção de objetos decorativos, mas não para adorno pessoal, pois, segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT esse segundo uso é condição indispensável para que uma substância seja considerada gema. Ficaram de fora, por isso, substâncias como pedra-sabão, gipsita e agalmatolito.
d) Variedades diferentes de um mesmo mineral foram consideras gemas diferentes. Ex.: quartzo rosa, quartzo enfumaçado, ametista, citrino, ágata etc. (gemas diferentes, mas todas variedades de quartzo).
e) Gemas que têm dois nomes diferentes aparecem com o nome oficialmente recomendado pela Comissão de Minerais Novos - Nomenclatura e Classificação da International Mineralogical Association. Ex.: schorlita (e não afrizita), titanita (e não esfênio).
f) Em lugar de quartzo, termo que designa um grande número de gemas diferentes, usou-se cristal-de-rocha, que é o quartzo macrocristalino e sem impurezas. Embora esta seja uma denominação muito inadequada, está consagrada pelo uso em todo o mundo e em muitos idiomas.
g) Praticamente todas as gemas brasileiras são minerais, ou seja, pedras preciosas. Mas foram incluídas duas gemas orgânicas: o copal - uma espécie de resina semelhante ao âmbar - e a jarina - também chamada de marfim-vegetal, uma palmeira da Amazônia que tem sementes grandes e muito duras -, pois ambos são usados como adorno pessoal.
h) Foram incluídas gemas como aragonita, fluorita e apofilita, que não costumam ser vistas no mercado de gemas brasileiras, mas existem em nosso país e são assim consideradas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM, 1983).
i) São tantos e tão variados os tipos de jaspe que poderiam ser considerados gemas independentes; são aqui, porém, considerados uma só.
j) Existe, no Brasil, citrino natural, mas o citrino aqui produzido é principalmente aquele obtido por tratamento térmico da ametista. Isso permite que sejam considerados duas gemas diferentes, mas são aqui reunidas sob o mesmo nome, até porque o preço de mercado dos dois é o mesmo. Pela mesma razão, chama-se de ágata indistintamente a natural e aquela de cores obtidas por tingimento.

Obedecendo a esses critérios, chega-se à relação abaixo, de 108 gemas diferentes. Vê-se, portanto, que as cerca de 15 pedras preciosas que uma pessoa culta e bem informada consegue citar não são nem 15% do elenco de gemas brasileiras.


RELAÇÃO DAS GEMAS BRASILEIRAS
Gemas orgânicas
Copal
Jarina

Granadas
Almandina
Grossulária
Hessonita
Piropo
Rodolita
Spessartina

Grupo das olivinas
Crisólita
Peridoto


Variedades de berilo
Água-marinha
Berilo verde
Esmeralda
Goshenita
Heliodoro
Morganita

Variedades de coríndon
Rubi
Safira

Variedades de crisoberilo
Alexandrita
Crisoberilo
Olho-de-gato

Variedades de espodumênio
Hiddenita
Kunzita
Trifana

Variedades de feldspato
Adulária
Amazonita


Variedades de opala
Opala-de-fogo
Opala preciosa
Variedades de quartzo
Ágata
Ametista
Aventurino
Calcedônia
Cornalina
Crisoprásio
Jaspe
Ônix
Ônix-real
Concreção de sílica
Heliotrópio
Citrino
Cristal-de-rocha
Madeira fossilizada
Oneguita
Quartzo azul
Quartzo com dendritos
Quartzo com goethita
Quartzo com turmalina
Quartzo enfumaçado
Quartzo mórion
Quartzo olho-de-gato 
Quartzo rosa
Quartzo rutilado

Variedades de turmalina
Acroíta
Dravita
Indicolita
Rubelita
Schorlita
Turmalina bicolor
Turmalina melancia
Turmalina Paraíba
Verdelita

Variedades de topázio
Topázio
Topázio-imperial
Demais gemas
Allanita
Ambligonita
Anatásio
Andaluzita
Apatita
Apofilita
Aragonita
Axinita
Barita
Brasilianita
Calcita
Cassiterita
Childrenita
Cianita
Cordierita
Crisocola
Diamante
Diopsídio
Dumortierita
Epídoto
Escapolita
Esfalerita
Espinélio
Estaurolita
Euclásio
Fenaquita
Fluorita
Gahnita
Hematita
Herderita
Lazulita
Malaquita
Nefrita
Obsidiana
Petalita
Pirita
Quiastolita
Rodonita
Rutilo
Scheelita
Sillimanita
Sodalita
Titanita
Turquesa
Zircão
As mesmas 109 gemas em ordem alfabética são:

Acroíta
Adulária
Ágata
Água-marinha
Alexandrita
Allanita
Almandina
Amazonita
Ambligonita
Ametista
Anatásio
Andaluzita
Apatita
Apofilita
Aragonita
Aventurino
Axinita
Barita
Berilo verde Brasilianita
Calcedônia
Calcita
Cassiterita
Childrenita
Cianita
Citrino
Concreção de sílica
Copal
Cordierita
Cornalina
Crisoberilo
Crisocola
Crisólita
Crisoprásio
Cristal-de-rocha
Diamante
Diopsídio
Dravita
Dumortierita
Epídoto
Escapolita
Esfalerita
Esmeralda
Espinélio
Estaurolita
Euclásio
Fenaquita
Fluorita
Gahnita
Goshenita
Grossulária
Heliodoro
Heliotrópio
Hematita
Herderita
Hessonita
Hiddenita
Indicolita
Jarina
Jaspe
Kunzita
Lazulita
Madeira fossilizada
Malaquita
Morganita
Nefrita
Obsidiana
Olho-de-gato
Oneguita
Ônix
Ônix-real
Opala-de-fogo
Opala preciosa
Peridoto
Petalita
Pirita
Piropo
Quartzo azul
Quartzo com dendritos
Quartzo com  goethita
Quartzo com turmalina
Quartzo enfumaçado
Quartzo mórion
Quartzo olho-de-gato 
Quartzo rosa
Quartzo rutilado
Quiastolita
Rodolita
Rodonita
Rubelita
Rubi
Rutilo
Safira
Scheelita
Schorlita
Sillimanita
Sodalita
Spessartina
Titanita
Topázio
Topázio imperial
Trifana
Turmalina bicolor
Turmalina melancia
Turmalina Paraíba
Turquesa
Verdelita
Zircão


Alguns comentários adicionais
- Alguns autores não fazem diferença entre berilo verde e esmeralda; outros consideram berilo verde aquele com menos de 0,1% de cromo (ou 0,15% para outros).
- Adulária é o mesmo que pedra-da-lua.
- Ônix é a calcedônia com faixas retas e paralelas de qualquer cor, exceto vermelha, alaranjada e marrom (cores da cornalina e do sárdio). A preta é a mais apreciada e a maior parte do ônix hoje comercializado é calcedônia tingida dessa cor.
- Ônix-real é o nome comercial de uma variedade que ocorre em Sapopema e Curiúva, próximos da Cidade de Ibaiti, no Estado do Paraná. As cores comumente distribuem-se em anéis, e são preta e branca, às vezes com tons cinza alternados com branco e marrom. Tem alta densidade e brilho metálico após lapidação. O aspecto metálico da gema deve-se à presença de pequenas quantidades de ouro, platina, cobre ou ferro, geralmente dois desses metais.
- Concreção de sílica não é um nome muito apropriado, mas designa melhor a gema conhecida comercialmente como conchinha de ágata e medalha.
PS- Como o Brasil é rico em pedras preciosas,são bilhões de dólares a serem explorados e a maioria dos brasileiros ignora e nem conhece as pedras, não conseguem distinguir um cristal de quartzo de um diamante, triste!

As coloridas Turmalinas

As coloridas Turmalinas



As Turmalinas são um grupo de minerais responsável por gemas de variadas e intensas cores. As mais conhecidas são as de cor verde, que em tempos foram denominadas de esmeraldas brasileiras.

As turmalinas representam um grupo de minerais que se podem encontrar numa grande variedade de cores e também multi-coloridos. As mais divulgadas são as de cor verde, que em tempos foram denominadas de esmeraldas brasileiras. São constituídas por silicatos complexos com boro, alumínio e metais (magnésio e ferro, entre outros), e ainda vestígios de outros elementos. A “variabilidade” composicional que podem apresentar, dentro de certos limites, contribui para a grande diversidade de cores em que estes minerais se apresentam.

Pertencem ao sistema trigonal e têm uma dureza de 7 ou ligeiramente superior, na escala de Mohs. Os seus cristais prismáticos (de 3 ou 6 lados), com faces convexas e estriadas, são muito apreciados, principalmente quando terminam com faces piramidais. São frequentes os cristais de quartzo com turmalinas incluídas, alguns constituindo exemplares de colecção. Devido à sua estrutura cristalina, os cristais com simetria polar apresentam propriedades piroeléctricas e piezoeléctricas, ou seja, desenvolvem cargas eléctricas quando aquecidos ou submetidos a pressões direccionadas, permitindo a sua utilização em aparelhos de precisão.

O termo deriva do cingalês turamali, que significa “pedra que atrai a cinza” e que designava as pedras importadas do antigo Ceilão, actual Sri-Lanka. (Carvalho, 2000).

Na maioria destas gemas pode-se observar um distinto a forte pleocroísmo, ou seja, cores diferentes de acordo com a direcção em que a pedra é observada; podem ser vistas duas cores distintas ou diferentes tons da mesma cor. As amarelas tendem a ter um fraco pleocroísmo.

Neste grupo de minerais, e de acordo com a sua composição química, distinguem-se as espécies: escorlite, rica em Ferro e de cor negra; dravite1, rica em Magnésio e com cores acastanhadas a amarelo pálido; elbaíte2, rica em Lítio e Sódio e de cores variadas. Recentemente, em 1977, foi separada como espécie mineral a liddicoatite, uma turmalina rica em Lítio e Cálcio, policromática, que provem essencialmente de Madagáscar. Foi denominada em honra de R. T. Liddicoat (presidente do GIA3), pelos seus contributos na área da gemologia.
Ainda, para distinguir entre as diversas turmalinas, é comum o uso dos termos rubelite para designar as de tons rosado ou encarnado, verdelite as verdes e indicolite as azuis.

Os zonamentos de cores são muito comuns entre as turmalinas e, geralmente, quando cortadas perpendicularmente ao eixo do crescimento dos cristais exibem padrões geométricos muito apreciados. Nas liddicoatite observa-se por vezes, num núcleo rosado, uma espécie de estrela de 3 eixos, fazendo lembrar o símbolo da Mercedes Benz. As turmalinas verdes por fora e encarnadas por dentro são usualmente designadas de watermelon (ou melancia), por fazerem lembrar este fruto.


Por fim, entre as variedades mais belas e dispendiosas de turmalinas, encontram-se as comercialmente denominadas de turmalinas de Paraíba – elbaítes cupíferas – que apresentam cores impressionantes de verde forte e azul “vivo”. Foram descobertas em 1982, no nordeste brasileiro, no estado de Paraíba, e são vestígios de cobre, presentes na sua composição química, que lhes conferem as suas impressionantes cores intensas.

Talhe: Geralmente o material com mais do que uma cor é cortado em taliscas ou esculpido, de forma a evidenciar os padrões geométricos. As turmalinas de uma cor costumam ser facetadas e o material de menor qualidade transformado em esferas para colares ou cabuchões; são também cortadas em cabuchão as turmalinas que, por conterem numerosas inclusões orientadas, podem mostrar o efeito óptico de olho-de-gato ou Chatoyance.

Tratamentos: As turmalinas, como tantos outros minerais, sofrem muitas vezes tratamentos para melhorar a sua aparência: o mais comum é por aquecimento, com o intuito de aclarar espécimes muito escuros ou então para retirar tons indesejáveis na cor. Também a irradiação pode ser utilizada para produzir cor.
Ocorrência: As turmalinas aparecem essencialmente em pegmatitos (rochas intrusivas, geneticamente relacionadas com grandes massas de rochas ígneas, geralmente granitos). Apresentam minerais de grandes dimensões (por vezes gigantes), que se desenvolvem nas fases finais de cristalização do magma. Também ocorrem em rochas metamórficas. Os pegmatitos podem ter diversas formas e tamanhos. No nordeste brasileiro, onde são encontradas as turmalinas paraíba, apresentam-se em lineamentos finos de rochas, que vão desde alguns centímetros até 2 – 4m, no máximo, sendo certo que os diques mais produtivos têm menos de 1m.Em Minas Gerais, na região norte, como em Governador Valadares e teófilo Otoni, mas tem muito ainda a ser pesquisado, pois a região é muito rica e pouco explorada, possivelmente outras minas de Turmalina Paraíba nessa área, por isso tem tantos estrangeiros pesquisando a mesma, e pouco Brasileiros, como é de costume, os gringos descobrem por mérito, e ficam ricos.

Em Portugal, na Serra de Sintra, existe uma rocha formada essencialmente por turmalinas azuladas (indicolite) e por isso denominada de turmalinito. Na Península Ibérica são comuns ocorrências de escorlites e na Serra de Guadarrama (Espanha), extraem-se exemplares grandes e bonitos desta turmalina negra.

Comercialmente, estes minerais provêm do Brasil, Moçambique, Tanzânia, Namíbia, Madagáscar, USA, Rússia; Afeganistão e Paquistão.

9 tesouros que ainda não foram encontrados

9 tesouros que ainda não foram encontrados

Com tanta gente no mundo, tecnologia cada vez mais avançada e o planeta sendo decifrado por cientistas de plantão, diversos mistérios e perguntas não respondidas ainda surgem semanalmente ao redor do globo. Quanto mais se descobre sobre o passado da Terra, mais questões e incógnitas surgem pelo caminho.
Um dos mistérios mais explorados tem relação direta com a fama dos tesouros perdidos ou roubados ao longo dos séculos. Onde é que está boa parte das riquezas da antiguidade? Uma coisa é certa: em tempos de incerteza, quer se trate de uma revolução, guerra, canibalização etc., o lugar mais seguro para guardar algo de valor era em uma colina bem alta ou embaixo da terra.
A equipe do Mega Curioso arregaçou as mangas e “escavou” alguns tesouros lendários que grandes ícones da História perderam em suas aventuras pelo planeta. Confira:

1. O tesouro perdido de Napoleão


Ao abandonar a cidade de Moscou, o ilustre Napoleão levou consigo alguns carrinhos de ouro, objetos de valor e uma coleção de armas antigas. Contudo, devido aos ataques que seu exército sofria constantemente, ele foi deixando um pouco das riquezas pelo caminho, com o intuito de fazer suas tropas andarem mais rápido.
Historiadores sugerem que Napoleão continuou a puxar carroças, pelo menos, até o Rio Berezina, na região russa do planeta. O primeiro tesouro foi encontrado no rio Nara, mas os outros ainda estão perdidos. Quer procurar? Basta você se aventurar pelas aldeias Zhernovka e Velisto, lagos Kasplya, Svaditskoe, Semlevskoe e no distrito Demidov, na região de Smolensk, na Rússia.

2. As riquezas de Sigismundo III


Filho do rei sueco João III, Sigismundo III invadiu a Rússia em 1604, confiscando tudo o que parecia ter algum valor. Depois da “época da colheita”, ele conseguiu encher 923 vagões de mercadorias, que foram enviados por Mozhaisk, estrada para a Polônia.
Contudo, antes de chegar ao destino final, praticamente todo o tesouro sumiu sem deixar nenhum vestígio. Quer procurar? Compre agora uma passagem para as cidades russas Mojaisk ou Aprelevka. Mas atenção: é bom você voltar e dividir um pouco do tesouro com a gente.

3. O tesouro de Montezuma


Montezuma era um cara um lendário e poderoso líder asteca — tinha uma fortuna incrível. Em 30 de junho de 1520, Hernan Cortés e seus soldados assassinaram o imperador, roubando toda a sua riqueza.
Contudo, a população não deixou barato, cercando os assassinos e tentando impedi-los de fugir com o ouro. É óbvio que um grande combate foi travado, fazendo com que os moradores locais recuperassem parte das joias, mas grande parte do tesouro saqueado foi perdida e nunca mais vista.
Quer procurar? Vá para a cidade de Kanab, em Utah (EUA). Em 1914, o garimpeiro Freddy Crystal encontrou uma gravura feita do lado de um penhasco que combinava com uma marcação em um mapa de tesouro antigo, que supostamente conduzia à fortuna de Montezuma.
O mapa foi decifrado por um descendente do grande líder asteca e, depois de algum tempo, eles conseguiram encontrar um sistema de cavernas e túneis que atravessavam a montanha, em Kanab. O lugar estava cheio de armadilhas, mas nenhum ouro jamais foi encontrado.

4. A fortuna de Lima


No século 19, diversas guerras começaram a ser travadas na América do Sul, visando o fim do colonialismo existente. Durante o domínio da Espanha, a Igreja Católica conquistou uma grande fortuna na região, e claro que eles precisavam de um local seguro para guardar a grana dos chamados “rebeldes”.
Com isso, William Thompson foi encarregado para levar diversas estátuas de ouro, joias, diamantes, coroas, prata e mais um monte de riquezas para bem longe das guerras — o valor estimado era de 300 milhões de dólares.
Contudo, William e sua tripulação não resistiram à tentação e mataram os guardas católicos, tomando as joias para eles. Depois do ocorrido, a trupe foi parar nas Ilhas Cocos, na Costa Rica, e enterrou o tesouro, com a intenção de recuperá-lo dias depois. Porém, eles foram capturados e apenas dois integrantes não foram para a forca, sendo obrigados a revelar o lugar secreto em que o tesouro estava.
Sabe o que aconteceu? William e seu capanga fugiram, e nunca mais eles foram vistos no planeta, muito menos o tesouro escondido.

5. Tesouro do navio Flor do Mar


Construído em 1502 e comandado pelo irmão de Vasco da Gama, o navio português Flor do Mar era muito famoso na época, tendo feito parte de uma viagem para a Índia portuguesa em 1505. Além disso, a embarcação participou de algumas batalhas navais, até que, em 1511, foi perdido em uma tempestade.
O fato intrigante é que o Flor do Mar estava lotado de ouro, o que fez do navio o mais procurado depois de um naufrágio. Tudo indica que a fortuna é o tesouro do reino Melaka, localizado na moderna Malásia, que teria mais de 60 toneladas de ouro.

6. A misteriosa Arca da Aliança


Para os antigos israelitas, a Arca da Aliança era a coisa mais sagrada que existia na Terra, sendo o objeto supremo dos hebreus. Aliás, o famoso aparato era repleto de ouro e acompanhou a galera por 40 anos no deserto — alguns místicos dizem que ela produzia o Maná, alimento usado por Moisés e seu povo.
A Arca da Aliança sumiu depois do ataque dos babilônios a Jerusalém, em 607 antes de Cristo. Desde então, ela nunca mais foi vista. Uns dizem que os próprios hebreus a esconderam, outros afirmam que ela foi destruída. Já os mais fiéis acreditam que Deus levou a Arca para o céu. Será?

7. Maxberg Specimen


Até hoje, apenas 11 fósseis completos de Archaeopteryx foram descobertos pelo ser humano. Caso você não saiba, essa espécie é um dos raros animais que poderia ajudar no desenrolar dos estudos sobre a evolução das espécies, já que faz parte da transição entre os dinossauros e as aves.
O dono da riqueza — sim, isso vale muito dinheiro —, Eduard Opitsch, descobriu o fóssil em 1956, época em que apenas dois fósseis de Archaeopteryx tinham sido descobertos. Ao descobrir que teria que pagar altos impostos pela venda do achado, Opitsch decidiu esconder o fóssil em sua casa. Contudo, depois de sua morte, ninguém descobriu onde ele escondeu essa fortuna fossilizada.

8. A lendária espada Kusanagi


Conhecida no Japão como Kusanagi-no-Tsurugi ou Ama-no-Murakumo-no-Tsurugi ("Espada que Colhe as Nuvens do Céu"), essa espada leva a fama de ser a Excalibur japonesa. Cada vez que um novo imperador era coroado, a Kusanagi era usada em um ritual específico. Segundo a mitologia, a espada foi encontrada no corpo de uma serpente de oito cabeças, decaptada pelo deus japonês Susanoo.
Existem algumas réplicas muito bem feitas dela, mas, infelizmente, a espada verdadeira mora no fundo do oceano desde uma batalha no século 12. Quem se atreve a procurar essa lendária relíquia? Atualmente, o valor dela é praticamente incalculável.

9. O tesouro dos Cavaleiros Templários


Em 1307, o último templário, Jacques de Molay, foi perseguido pelo rei Filipe IV da França, fazendo com que o mistério sobre o paradeiro de todo o tesouro que os Cavaleiros Templários tinham se tornasse motivo de uma busca frenética pelo globo.
O nome completo da ordem era “Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão", fundada na época das Cruzadas, por volta do século 11, com o propósito original de proteger os cristãos que voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalém após a sua conquista. Contudo, muitos iniciados no assunto sabem que a verdade não é essa: eles tinham objetivos a mais nessa empreitada.
Depois da morte de Jaques, o que levou à dispersão e sumiço de muitos Templários, o tesouro deles, assim como a frota, nunca mais foi visto no planeta. É óbvio que o rei Filipe IV ficou muito furioso com isso. De acordo com algumas lendas, todo esse tesouro teria sido usado para financiar a independência dos Estados Unidos. Você acredita nisso?

Turmalina

Turmalina

A turmalina é uma pedra que vem em uma infinidade de cores. Ela é uma das pedras anteriormente chamadas de semi-preciosas e é muito popular em jóias. Turmalinas pode ser vermelhas, amarelas, azuis, verdes, bicolores, tricolores, ou mais.
A turmalina vermelha é chamada rubelite e é altamente cobiçada. Sua cor vermelha vem do lítio. Vai de rosa vermelho com uma pitada de roxo, mas o rubi é o mais procurado. Há muitas inclusões, tais como calúnia, canais, geadas ... Estes não tiram o seu valor como pedra, o contrário, a partir do momento em que eles não são numerosos, não impedindo refração da luz. Há rubellites no Brasil, Madagáscar e Moçambique.
A turmalina amarela é uma pedra nova. Foi descoberta no Malavi no final de 2000. Esta é a única cor que faltava em turmalina, a cor mais procurada é o canário. Você pode encontrar esta pedra no Malavi e no Brasil. turmalinas amarelas também estão presentes em outros países, como Madagáscar, Tanzânia e Sri Lanka, mas tem um fundo marrom.
A turmalina verde é uma pedra muito utilizada por joalheiros e muito procurada, porque tem muitos tons de verde. O verde é o mais procurado depois de verde esmeralda, mas há também outras variantes: verde amarelado, verde oliva, marrom, verde escuro, verde-claro. Esta pedra pode ser montado como um pingente, anel, brincos ... Há turmalinas verdes no Brasil, Paquistão, Moçambique, Nigéria ...
Turmalina azul é uma pedra rara que pode ser encontrado no Brasil, Nigéria, Afeganistão ... A mais conhecida e mais bonita é a azul turmalina Paraíba. Descoberta em 1987, ela veio de Minas Gerais. Sua coloração é azul-turquesa ao azul índigo. É raro encontrar tamanhos grandes de pedras, e quando eles existem, eles estão alcançando recorde de valor e não são incluídos na negociação do mercado atual.
A turmalina negra não é muito conhecida no uso de jóias; por ser muito escura, não deixar qualquer transparência. As pedras vêm do Brasil, Madagascar ...
A turmalina multicolorida é muito variada, durante o seu crescimento, a turmalina pode mostrar cores diferentes. Pedras brutas são encontradas em Minas e são de tamanhos diferentes podendo ser muito finas e muito amplas. Há muitos nomes para a miscelânea de turmalinas multicoloridas ou bicolores. Elas são por fora rosa e verde – e por dentro vermelhas. Nós compramos várias turmalinas de muitas cores quando viajamos ao Brasil. Nós criamos peças únicas a preços razoáveis: brincos ou pingentes. Há turmalinas multicolorida no Brasil, Sri Lanka, Madagascar ...
A dureza das turmalinas é de 7 a 7,5 na escala de Mohs.

Nova mina de Turmalina Paraíba renderia 1 bilhão de dólares a investigados na operação 'sete chaves'

Nova mina de Turmalina Paraíba renderia 1 bilhão de dólares a investigados na operação 'sete chaves'

Os diálogos interceptados durante a Operação Sete Chaves revelam a descoberta de nova reserva de turmalinas Paraíba, negócio “muito bom”, segundo os investigados. Eles comentam que lucrarão cerca de “um bilhão de dólares” com o negócio e que estarão “bem de vida até a sexta geração da família de todos eles”.
Diálogo interceptado, em abril de 2014, revela a visita de especialistas do Gems Institute of America à mina em São José da Batalha. No trecho, um dos investigados comenta que na semana anterior havia extraído pedras de qualidade e que a visita dos americanos foi encomendada por Sebastião Lourenço e Azizi, com o objetivo de analisar a qualidade da extração das turmalinas paraíba.
Entre os dias 31 de março de 2014 e 17 de abril do mesmo ano, uma expedição do GIA visitou minas brasileiras nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Paraíba. A expedição tinha o objetivo de “reunir informações e documentar o estado atual das minas de pedras coloridas, particularmente esmeralda e turmalina”.
Turmalina paraíba é uma das pedras preciosas mais caras do planeta
Embora haja turmalinas em outras regiões do Brasil e do mundo, apenas as gemas do distrito de São José da Batalha (PB) conseguem alcançar teores de cobre acima de 2% A turmalina paraíba é uma das pedras preciosas mais caras do planeta. Em razão de suas características particulares, de seu azul incandescente, a gema paraibana exerce fascínio em todo o mundo, sendo utilizada nas joias confeccionadas por grifes nacionais (Amsterdan Sauer e H Stern) e internacionais (Dior e Tiffany & Co UK).
Estima-se que um quilate (0,2 grama) da pedra custa em média U$ 30 mil e pode chegar a custar até U$ 100 mil, dependendo das características da gema. A maior dessas pedras já encontrada, a Ethereal Carolina Divine Paraíba, tem 191,87 quilates e é de propriedade do filantropo canadense Vicente Boucher. A pedra foi avaliada em até U$ 125 milhões.
As turmalinas são um minério comum encontrado em várias localidades. Entretanto, a autêntica turmalina paraíba possui traços de cobre, manganês e ouro em percentuais únicos, o que proporciona um efeito de fluorescência que não se encontra em nenhuma outra gema. Embora haja turmalinas em outras regiões do Brasil e do mundo, apenas as turmalinas do distrito de São José da Batalha (PB), conseguem alcançar teores de cobre acima de 2%. No Rio Grande do Norte e África, onde se exploram também turmalinas, os teores de cobre não chegam a 0.80%.
A pedra foi batizada de turmalina paraíba por ter sido encontrada pela primeira vez em São José da Batalha, distrito do Município de Salgadinho, na região do Cariri, interior da Paraíba, a 244 km da capital. Segundo relatos da imprensa, a primeira turmalina paraíba foi descoberta em 1982 por Heitor Dimas Barbosa, dono da Mina da Batalha. Na época da descoberta, Heitor Barbosa foi citado em revistas estrangeiras como o homem que descobriu a raríssima turmalina paraíba. A qualidade excepcional da pedra foi comprovada pelo Gemological Institut of America (GIA) nos Estados Unidos.