sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Bahianita... um mineral baiano.

Bahianita... um mineral baiano.

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Bahianita é um mineral, um Óxido de Alumínio e Antimônio, que tem fórmula química:
Al5Sb5 + 3 O14 (OH)2
Foi encontrado no Município de Érico Cardoso, antigo Água Quente,a na Bahia.
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Tecnicamente, a Bahianita é um mineral do sistema monoclínico, pseudo-ortorômbico. É comum em pequenos grãos até 1,8 a 2,0 cm de comprimento maior, aparecendo polycristalino ou estruturado fibroso-radialmente. Seus minerais podem aparecer encurvados e estriados, em forma de diamante ou retangular.
Forma cristais pseudohexagonais, por geminação.
Sua clivagem é perfeita. Fraturas irregulares. Sua dureza é 9.
O mineral apresenta densidade, geralmente, entre 4,78 e 5,29, sendo que os cristais mais puros possuem densidade aproximada 5,46.
É transparente a translúcida. A color vai do marrom claro ao alaranjado, e ao levemente violáceo. É amarelo em fraturas internas.
Oticamente é Biaxial negativo. Tem fraco pleocroismo.
Ocorre em concentrados residuais relacionados a rochas vulcânicas alteradas. Associa-se a quartzo, andalusita, cianita, cassiterita, ouro, dentre outros. (*4)
Apareceu a cerca de outo quilômetros sudoeste do Povoado de Paramirim das Crioulas, na região do Rio do Picos das Almas, na Serra das Almas, Município de Érico Cardoso, Bahia.
Composição. Fonte: (*4)
Fórmula: Al5Sb5 + 3 O14 (OH)2
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Peso Molecular = 758,16 gm
- Elementos (*4):
17,79 % Al
48,18 % Sb
33,76 % O
00,27 % H
- Óxidos (*4):
33,62 % Al2O3
64,00 % Sb2O5
02,38 % H2O
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Imagens:
Bahianita - Rio Pico das Almas, Paramirim das Criolas, Município de Érico Cardoso. - Foto e coleção de Luigi Chiappino(*3)
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Bahianita - Rio Pico das Almas, Paramirim das Criolas, Município de Érico Cardoso. - Foto e coleção de Luigi Chiappino(*3)
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Bahianita - Rio Pico das Almas, Paramirim das Criolas, Município de Érico Cardoso. - Foto e coleção de Luigi Chiappino(*3)
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Bahianita - Rio Pico das Almas, Paramirim das Criolas, Município de Érico Cardoso. - Diâmetro médio: cerca de 4mm. Foto e coleção de O. Dziallas(*4)
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Descoberta de Escândio, na Bahia

Descoberta de Escândio, na Bahia


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"ITAOESTE ANUNCIA DESCOBERTA DE MINERAL RARO NA BAHIA"
Conhecido na década de 1990 como "rei da soja", o empresário Olacyr de Moraes vai comunicar amanhã ao Ministério de Minas e Energia a descoberta de uma importante jazida de escândio no município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano.
Ao Valor, o empresário afirmou tratar-se de um dos minerais mais raros do planeta, utilizado na estrutura de foguetes e trens de pouso de aviões, entre outras aplicações. “É um material estratégico e caríssimo, devido à sua resistência e leveza”, contou Olacyr.
De acordo com ele, que desde 2002 controla a empresa de pesquisa mineral Itaoeste, nos próximos dez dias será possível determinar o tamanho exato da jazida. “Ainda não sabemos ao certo, mas posso adiantar que é muito grande”, informou.
O diretor de Negócios Internacionais da Itaoeste, André Guzman, informou que a descoberta colocará o Brasil no rol dos países detentores de minerais raros. Segundo Olacyr, os maiores produtores de escândio do planeta são Rússia, Estados Unidos e China, ainda assim em volumes pequenos.
Em todo o mundo o minério é considerado muito raro, e por isso seu preço é 100 x mais caro que o ouro, e em 2016 a produção deve chegar  a quase 2 bilhões de dólares.

Garimpo fechado no Amapá extraía ouro e madeira ilegalmente, diz Imap

Garimpo fechado no Amapá extraía ouro e madeira ilegalmente, diz Imap

Proprietário tinha licença para extrair tantalita em área de 30 hectares.
Fiscalização identificou desvio de rio e contaminação do solo por mercúrio.

Área usada no garimpo fica na Zona Rural de Tartarugalzinho, no Amapá (Foto: Dicom/Batalhão Ambiental)
A atividade garimpeira no município de Tartarugalzinho, a 230 quilômetros de Macapá, não tinha licença para a extração de ouro e madeira na região, segundo o Instituto de Mapeamento e Ordenamento Territorial (Imap), que interditou o trabalho na mina no dia 23 de julho, porque a atividade estaria desviando o curso de um igarapé. O órgão foi o responsável pela emissão da licença e pela análise dos danos na área, localizada na margem direita do Igarapé do Fogo, ligado ao Rio Falsino, em uma área rural da cidade.
Após uma operação conjunta do Imap e Batalhão Ambiental, que prendeu três pessoas e apreendeu sete trabalhadores, foram detectadas na área diversas irregularidades, segundo o Imap, como a poluição do solo, desmatamento, além de escavações feitas de maneira inadequada.
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Parte do curso do rio Falsino foi desviado para atividade garimpeira (Foto: Dicom/Batalhão Ambiental)Parte do curso do rio Falsino foi desviado para atividade garimpeira (Foto: Dicom/Batalhão Ambiental)
A licença expedida em dezembro de 2013 permitia ao proprietário apenas a extração de tantalita, um minério comum no subsolo do estado e que é aproveitado na indústria metalúrgica e tecnológica pelo alto grau de resistência ao calor.
O Imap calculou que eram extraídos cerca de 100 gramas de ouro por semana, além de uma quantidade de madeira ainda não estimada, de espécies como angelim e louro-vermelho, consideradas de alto valor.
Ao todo, dez pessoas foram detidas por policiais em área de garimpo ilegal (Foto: Dicom/Batalhão Ambiental)Dez pessoas foram detidas por policiais em área de
garimpo ilegal (Foto: Dicom/Batalhão Ambiental)
O analista ambiental do Imap Cristóvão Carvalho, que atuou no levantamento dos danos, disse que o proprietário do garimpo usou outras cinco lavras para extração ilegal que não estavam descritas na licença. A área destinada ao garimpo media cerca de 30 hectares, e, segundo o órgão, a atuação ocorria numa área três vezes maior que a liberada.
Entre os prejuízos, o instituto identificou a degradação do Igarapé do Fogo, que foi desviado para atender à atividade garimpeira nos cinco locais. "O desvio foi bem rústico, e uma parte do igarapé foi completamente assoreada. Uma estrutura vegetal ou animal que dependa desse rio pode se perder, e mais para a frente o igarapé corre até o risco de sumir", falou Carvalho.
Outra denúncia feita pelo Imap aponta para a contaminação da água e do solo na região a partir do uso inconsequente, conforme o instituto, de mercúrio na extração do ouro. Além de prejudicar o meio ambiente, a atividade pode causar danos à saúde de trabalhadores que têm contato direto com o material sem o uso de equipamentos de proteção, como luvas e capacetes, segundo o órgão. 
Maquinário usado nas atividades foi removido pelo BA (Foto: Dicom/Batalhão Ambiental)Maquinário usado nas atividades foi removido
pelo BA (Foto: Dicom/Batalhão Ambiental)
A área, de acordo com o Imap, ainda pode ser recuperada, mas necessita de um trabalho imediato que consista na recuperação de mata nativa e término das extrações.
Operação
Após uma recomendação do Ministério Público do Amapá (MP-AP), que detectou atividade potencialmente poluidora na região, órgãos de defesa ambiental do Amapá fecharam a área usada para garimpo. Das dez pessoas detidas, três são suspeitos de degradação ambiental, entre elas o proprietário, que foi multado em R$ 25 mil. 
Foram apreendidas cinco espingardas calibre 12 com munição, além de maquinário. O Batalhão Ambiental reforçou que o trio pode responder pela ação de três formas: civil, criminal e administrativa, podendo ser enquadrado nos crimes contra a natureza em âmbito estadual e federal, resultando em autuação e prisão. Eles respondem em liberdade.

Brasil consegue bloquear esmeralda 'Bahia' disputada com EUA, diz MPF

Brasil consegue bloquear esmeralda 'Bahia' disputada com EUA, diz MPF

Mineral é avaliado em US$ 400 milhões e foi alvo de exportação ilegal.
Repatriação depende de conclusão de ação penal que tramita no Brasil.

Imagem de outubro de 2001 mostra a esmeralda Bahia, uma das maiores do tipo no mundo (Foto: Andrew Spielberger/AP)
O Brasil conseguiu o bloqueio e a custódia da esmeralda Bahia, pedra de cerca de 380 kg, considerada a maior do mundo e avaliada em US$ 400 milhões, que é disputada com os Estados Unidos após exportação ilegal. Com isso, o mineral fica sob responsabilidade do Estado brasileiro, mas continua indisponível para qualquer transação. No mês de maio, juiz Suprema Corte de Los Angeles, Michael Johnson, decidiu que o a pedra deveria ficar com um grupo empresarial norte-americano. A nova decisão foi tomada no dia 25 de junho e divulgada nesta terça-feira (7) pelo Ministério Público Federal (MPF).
De acordo com o MPF, uma declaração falsa feita às autoridades aduaneiras acobertou a exportação da pedra, que foi lavrada na cidade de Pindobaçu, na Bahia, em 2001, e saiu pelo estado de São Paulo, em 2004.
Segundo o MPF, a decisão garante bloqueio e custódia, mas a repatriação definitiva dependerá da conclusão de uma ação penal que tramita na 9ª Vara Federal de Campinas, em São Paulo, que discute a lavra de garimpo clandestino e o envio ilegal da esmeralda ao exterior, bem como de decisões da Justiça norte-americana. A procuradora Elaine de Menezes, autora da ação, defende que a pedra é patrimônio público do Brasil. A Procuradoria ficou de informar ao G1 o estágio atual desse processo. O MPF atua em cooperação com órgão como o Ministério da Justiça, a Advocacia Geral da União e a Justiça Federal.
Paralelamente, iniciou negociações com o governo norte-americano para que a pedra fosse repatriada. No final de março, o juiz Johnson assinalou que o governo brasileiro "não fez nada para mostrar interesse sobre o caso", e descartou seu direito à esmeralda.Histórico
O litígio começou em 2009, com a disputa entre garimpeiros, compradores de pedras e sócios do FM Holdings sobre a propriedade da esmeralda. Quando a Justiça estava a ponto de chegar a um veredicto, em setembro passado, o Brasil decidiu reivindicar o direito ao pedir a dissolução do processo e a posse da esmeralda.
Após ser encontrada na Bahia, a esmeralda foi levada para São Paulo, mas em 2005 foi enviada a um geólogo da Califórnia. O geólogo enviou a pedra a Nova Orleans, onde permaneceu desaparecida por várias semanas após as inundações provocadas pelo furacão Katrina, em agosto de 2005.
Depois de ser resgatada na água, a esmeralda terminou nas mãos do empresário californiano Larry Biegler, que comunicou seu desaparecimento em 2009. Uma investigação liderada pelo xerife do condado de Los Angeles localizou finalmente a esmeralda em Las Vegas, em posse dos sócios do grupo FM Holding.

Variedades de Quartzo encontradas na Bahia

Variedades de Quartzo encontradas na Bahia

O Silício é um elemento caracterizado como semi-metálico, pertencente ao grupo do Carbono. Muito raramente aparece nativo na natureza, não combinado com outro(s) elemento(s), ocorrendo assim quase que somente em algumas exalações vulcânicas muito localizadas.
Imagem de Silício nativo:
Fonte desta imagem:http://www.galleries.com/Silicon

Sua tendência é formar combinações derivadas da sua ligação constante com o Oxigênio, basicamente configurada na fórmula química SiO2, isto é, óxido de silício.
Esta é a fórmula do mineral denominado Quartzo. Sua cristalização se dá em torno de 300oC, podendo aparecer desde em elevada pureza até nas mais ricas variedades. E praticamente todas as variedades de quartzo são encontradas na Bahia.
As principais aparecem no mapa abaixo:
Mapa produzido por Monica Correa, em sua dissertação de Mestrado, em 2010
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A organização das moléculas do Quartzo se dá segundo o sistema trigonal, gerando um prisma hexaédrico com terminações piramidais. Abaixo, a imagem de um modelo da organização das suas moléculas, que conduz à sua forma mais comum.
Imagem extraída da dissertação de Monica Correa (2010), retirado de Akahavan (2005)
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O SiO2 pode se cristalizar de duas maneiras. Uma macrocristalina, que é aquela na qual vemos os cristais claramente, incluindo–se aí tipos como cristal de rocha, ametista, citrino, fumê, dentr outros. A outra maneira é a micro cristalina, que é aquela em que os cristais são invisíveis ao olho nu. Nesta incluem–se as variedades como ágatas, ônix, jaspe, calcedônia, dentre outras.
O principal fator que determina se será uma cristalização macro ou micro é a Temperatura. Se temos temperaturas acima de 150°C, estamos no domínio da macrocristalização. Abaixo, predominam as microcristalizações. Outros fatores favoráveis à macrocristalização são baixas concentrações de silício em soluções aquosas e a presença de eletrólitos nestas mesmas soluções.
Outros fatores favoráveis à microcristalização são altas concentrações de solício em soluções aquosas, ausência de eletrólitos e água.
O quartzo, mineral formado pelos dois elementos mais abundantes na Crosta Terrestre, tornou-se o mineral mais abundante. Aqueles que o colocam em segundo lugar, após o "mineral feldspato" cometem um erro crasso. Afinal, feldspato não é um mineral, mas um grupo ou família de minerais que inclui 10 minerais muito frequentes e alguns outros menos presentes.
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Formas Macrocristalinas
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Cristal de Rocha - O SiO2 macrocristalino pode se tornar, caso incolor, transparente, livre de impurezas, o Quartzo puro, também reconhecido como Quartzo hialino ou Cristal de Rocha. O maior cristal localizável atualmente na Bahia encontra-se no Museu Geológico da Bahia, medindo 1,2 metro de comprimento.

Cristal de Rocha - Museu Geológico da Bahia - 1,2metro de comprimento
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Drusa de Cristal de Rocha - Garimpo Bojo do Ioiô - Brotas de Macaúbas

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A composição, basicamente formada pelos íons Silício e Oxigênio, exibe, entretanto, a presença constante de Al+++, Fe+++, OHe H2O. como Impurezas, que ocasionalmente substituem o Silício, conduzindo a desequilíbrio químico. Em função disto, íon Li+, Na+, Ke Hadentram como “compensadores”. Este complexo conduz às muitas variedades de cores do Quartzo.

Quartzo leitoso - Sua cor branco ou esbranquiçada e opacidade são conferidas por inclusões fluidas microscópicas.

Ametista - É a variedade de quartzo caracterizada pela cor roxo. Já houve tempo em que se pensou que sua cor se devesse à presença de impureza de Manganês. Atualmente, a maior parte dos autores entende que esta cor se deve à presença de Fe+++, isto é, Ferro com valência +3, que adentra a fórmula substituindo o Si++++.
A cor está associada à transferênca de carga entre Fe+++ e O--, formando–se  Fe++++ , que é o causador da cor. Segundo Berthelot (1906, in Monica Correa, 2010), a troca é que dá origem à cor. Entretanto há outros contribuintes para a cor, como a água intramolecular. Se a cor violeta a roxa se deve à presença deste elemento, sua intensidade não se deve a ele.

Ametista - Campo Formoso

Quartzo Citrino, verdadeiro Citrino ou Citrino natural - É uma variedade de cor amarelada, para alguns autores devida à presença Fe+++, isto é, Ferro com valência +3, que adentra a fórmula substituindo o Si++++ e/ou de partículas associadas de Fe2O3 em tamanho de cerca de 100nm. Monica Correa aponta como causa da cor a presença de Al+++ na estrutura, substituindo Si++++, provocando um desequilíbrio iônico que é compensado por H+ e Li+.

Fonte desta imagem: http://crystalmoonfeather.multiply.com/journal/item/37
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O Quartzo falso Citrino, Falso Citrino ou Ametista queimada - É uma variedade devida à presença Fe+++, isto é, Ferro com valência +3, que adentra a fórmula substituindo o Si++++ e/ou de partículas associadas de Fe2O3 em tamanho de cerca de 100nm, nos cristais, os quais, submetidos a temperatura próxima a 500oC, tem sua cor original, ou seja, roxo, alterada para laranja amarelado a avermelhado.
Se a temperatura é entre 450 e 500oC, a cor tenderá ao amarelo claro. Se a temperatura permanecer entre 550 e 600oC a cor será um amarelo escuro a amarronzado. Monica Correa, em sua dissertação, aponta que a transformação que provoca a mudança de cor é que, com o aquecimento, o Fe+++ presente como impureza passa a Fe++.

A transformação pode ser revertida e a peça se tornar de novo uma Ametista, isto é, chegando à cor roxo, se a peça for bombardeada com raios-X ou partículas alpha, trabalhando-se com ionização.

Quartzos falsos citrinos em duas variedades de cor, em função da concentração de Fe+++ e/ou da temperatura de queima


Quartzo bicolor produzido pelo aquecimento de uma ametista em apenas um dos seus lados.


Ametrino ou Bolivianita - É uma variedade de Quartzo bicolor, contendo porções de Ametista e de Ametista queimada naturalmente. Está provavelmente relacionado à chegada de calor posterior à formação das ametistas, provocando um reaquecimento ou requeima que não conseguiu cumprir a modificação em todo o exemplar. Ocorre nas regiões de Brejinho das Ametistas e Jacobina.


Fontes desta imagem: http://www.sanarconcristales.com.ar/fotos2.html http://www.joyeriaetnica.com/item/jga/ametrino-(bolivianita) http://terapiadosolfontedecura.blogspot.com.br/2011/02/beneficios-do-reiki-e-da.html

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Prasiolita - É uma variedade também produzida artificialmente a partir da queima da Ametista entre 400 e 500oC. A diferença , em relação ao "falso citrino", é que passa a ter cor verde-maçã. Isto se deve e só é possível se a ametista original for rica em Fe+++ e Al+++ e muito pobre em H2O Alguns autores preferem indicar, em vez da queima, uma irradiação abundante com radiação gama, com posterior exposição aos raios ultravioletas do sol, por cerca de três dias, ou de lâmpadas ultravioletas, produzindo um material com verde mais firme e homogêneo.
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Quartzo Rosa ou Róseo translúcido - tem sua cor devida à presença de Ti+++, que pode se oxidar, por radiação ionizante, passando a Ti++++, que substitui ions Fe++ nos interstícios. A presença deste tipo de inclusão responde pela sua cor e pelo seu "aspecto enevoado". É expressa, geralmente, através do mineral Rutilo. Alguns autores acreditam que o mineral Dumortierita presente contribui para que esta cor rosa seja apresentada.
O Quartzo rosa mantém sua cor sem desbotamento até temperaturas próximas a 575°C
Entretanto, há autores que, apesar de perceberem o papel do titânio, não descartam haver influência do Manganês. Alguns autores apontam que a presença de P+++++ é o elemento decisivo para a afirmação da cor rosa neste mineral. .

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Quartzo Rosa ou Róseo transparente ou com transparência desenvolvida - tem sua cor provavelmente relacionada à presença de átomos de fósforo, na proporção de cerca de 120 para cada milhão de átomos de silício, em ausência de titânio.

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Quartzo hematóide - É uma variedade avermelhada a amarronzada, que deve esta cor à presença de FeO(OH), que se compõe de Fe2O3 (90%) e H2O (10%).
Quartzo hematóide - Ibitiara
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Quartzo Verde ou Prásio - Para alguns autores tem sua cor originada da presença de íons ions Fe++ em sítios octaédricos intersticiais do quartzo. Este é responsável por "duas bandas de absorção, centradas em 741nm e 950nm, as quais, juntamente com a absorção em pequenos comprimentos de onda do quartzo contendo ferro, definem uma janela de transmissão na região verde do espectro". Para outros autores, o teor de Ferro é baixíssimo, devendo-se a cor ao alto teor de água ou hidroxila na estrutura do mineral.
Este mineral desbota se for levado a temperaturas entre 150 e 200oC.

Quartzo verde - Jacobina

Atualmente, através da irradiação de cristal-de-rocha tem-se, com material da região de Macaúbas, se conseguido quartzo verde e quartzo fumê.
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Quartzo Azul - A cor azul natural é provocada por impurezas de rutilo, ilmenita e crocidolita, dumortierita, inclusões fluidas ou de turmalina azul.

Quartzo azul - Oliveira dos Brejinhos
Fonte da imagem: http://vidaempaz.files.wordpress.com/2012/02/quartzo_azul2.jpg

O Quartzo azul artificial é produzido com aquecimento a 350 a 450°C ou irradiação com raios gama.
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O Quartzo fumê - tem sua cor originada, para alguns estudiosos, da presença do elemento Silício (Si) intersticial livre, para outros da presença de "alumínio em solução sólida substitucional na estrutura da sílica cristalina". É relacionado através de concentrações de "alguns milhares de átomos de alumínio para cada milhão de átomos de silício", em que "íons Al+++ substituirão íons Si++++". Assim, teremos um desequilíbrio iônico, que é compensado por um cátio de H+, Li+ ou Na+. A cor se origina de uma radiação natural do quartzo em presença destas impurezas. Este se desenvolve especialmente a partir do jogo iônico Al–Li.
Sua temperatura de formação, para que se torne um Quartzo fumê, está entre 150 e 200oC, 

Quartzo levemente fumê - Brotas de Macaúbas
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Quartzo fumê algo mais escuro - Brotas de Macaúbas

Inclusões muito finas de rutilo no quartzo fumê podem provocar a presença de asterismo.
Asterismo em quartzo fumê.
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O Quartzo morion ou simplesmente Morion - é um caso especial do Quartzo fumê, com uma concentração muito maior de impurezas, tornando-o muito escuro.

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O Quartzo rutilado e cabeleira de vênus - é o cristal de quartzo que exibe inclusões de rutilo, caracterizadas por serem aciculares, ist é, muito finas. Se sua abundância não é muita, chamamos Quartzo rutilado. Se há uma quantidade muito expressiva, é chamado Cabeleira de Vênus.
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Quartzo rutilado.
Fonte desta imagem:http://brazilis.loja2.com.br/457118-Quartzo-Rutilado-Pedra-Preciosa-Mineral-Rutil-Quartz-Gems
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Quartzo fumê rutilado
Fonte desta imagem: http://www.mineralminers.com/images/rock-crystal/hand/rkxh237.jpg
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Quartzo fumê rutilado, de Brotas de Macaúbas.

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Cabeleira de Vênus
Cabeleira de Vênus
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O Quartzo fantoma - tem impurezas interiores de dimensões maiores. Estas, muitas vezes, marcam o crescimento do cristal, destacando-o, tornando-o mais claro.
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Quartzo fantoma devido à presença do mineral clorita no seu interior.
Fonte desta imagem:http://www.alvimstones.com/product.php?id_product=36
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Quartzo fantoma devido à presença do mineral actinolita no seu interior.
Fonte desta imagem:http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-205244177-actinolite-no-quartzo-translucido-_JM
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Quartzo fantoma devido provavelmente à presença de bolhas de ar no seu interior.
Fontes desta imagem:http://cristaisgayatri.wordpress.com/cristais/quartzo/ e http://www.mineralminers.com/html/rkxspdc.stm
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Quartzo fantoma devido provavelmente à presença de bolhas de ar no seu interior.
Fonte desta imagem: http://www.shopdoscristais.com.br/lojav/product.php?id_product=1016
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Formas Microcristalinas


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