domingo, 1 de novembro de 2015

O núcleo estratégico poli metálico do Tapajós

O núcleo estratégico poli metálico do Tapajós



“A miopia intelectual é a mais constante geradora de erros estratégicos”




No momento da criação das FLONAS Itaituba I e II, em 1998, onde a nova Constituição de 1988 já estava em vigor há 10 anos, não foi obedecido o princípio da consulta pública, principalmente junto à população diretamente afetada, no caso dos hoje municípios de Itaituba e Trairão; esta falta de auscultação da sociedade gerou conflitos sociais de grande monta pois alijou interesses de sobrevivência de muitos brasileiros e acesso legal as riquezas nelas contidas. Essas riquezas que devem ser exploradas, e sempre com o rigor do respeito a natureza, como meio de subsistência de enormes contingentes populacionais.
Ao tentar preservar a BIODIVERSIDADE não se levou em conta a GEODIVERSIDADE e seus recursos minerais, que há séculos é um dos principais motores econômicos de nosso país.
Exemplo claro desta afirmação é a descoberta em 1998 de um conjunto de vulcões antigos dentro do perímetro destas Flonas conforme imagem de satélite em anexo mostrando a leitura aérea pela CPRM da intensidade do canal de potássio provocado pela alteração hidrotermal dos vulcões contidos na área:
Este evento geológico foi o responsável por uma enorme área de mineralização poli metálica incluindo ouro, cobre, prata chumbo, zinco, molibdénio e não metálicos como diamantes encontrado em 2010, hoje proibidos de ser explorados de maneira legal em consequência desta miopia intelectual, o estão por garimpagem sem o compromisso ambiental e sem a possibilidade de corrigir tal destruição por causa da impossibilidade de titular as áreas mineralizadas.
Isto posto demonstra-se que o pouco conhecimento do arcabouço geológico e a GEODIVERSIDADE necessitam ser mais bem conhecidos e não bloqueados por instrumentos legais de preservação que foram criados a revelia desta realidade e que acabam subtraindo esta riqueza da economia nacional.
A região Norte é conhecida pela falta de integração nacional e principalmente nos aspectos socioeconômicos e justamente onde as riquezas minerais estão mais presentes e que podem e devem ser agregadas para alavancar o desenvolvimento local e nacional.
Prova da ausência de critérios e na miopia na criação das FLONAS Itaituba I e II foi a não permissão de atividade mineral no seu decreto enquanto todas as demais Flonas criadas posteriormente em 2006 com as devidas consultas públicas permitem tais atividades.

O absurdo da sobreposição de reservas no Tapajós

O absurdo da sobreposição de reservas no Tapajós


O caso das Flonas Itaiuba I e II e das glebas Damião e Prata


Em 22 de março de 1988, um decreto presidencial criava asglebas Damião e Pratana confluência dos rios Jamanxim e Tapajós com o objetivo de manobras do exercito brasileiro;
Entretanto, o exercito brasileiro já manifestou por escrito o seu desinteresse nesta área, mas os outros órgãos como DNPM não foram informados e as glebas ficam no sistema do órgão fiscalizador dos recursos minerais do país impedindo a outorga.
Por causa destas duas glebas, o DNPM não dá alvarás dentro do perímetro das mesmas, mas não impede de trabalhar lá e milhares de garimpeiros operam neste setor para ouro e diamantes.
Em 1998, dez anos mais tarde foram criadas as Flonas Itaituba I e II exatamente no mesmo lugar das Glebas Damião e Prata; a legislação das Flonas não impede a mineração e por isto o DNPM outorga os alvarás. Outorga porque é Flona, mas não outorga porque também é Gleba
Isto é só pela legislação mineral

Mas vamos ver a legislação Ambiental que opera exatamente ao contrário
Pelas Glebas Damião e prata, nada impede o licenciamento ambiental, mas pelasFlonas Itaituba I e II não permite nem a garimpagem que, entretanto existe desde antes destes dois decretos.

Prova da ausência de critérios na criação das FLONAS Itaituba I e II foi o esquecimento da permissão de mineração no seu decreto, que, entretanto existe nos demais decretos das outras flonas.

Em 2012, a presidenta da república desafetou através da lei 12678, ou seja, retirou das Flonas Itaituba I e II parte que ira ser inundada pela construção da barragem de São Luís do tapajós; desafetou a Flona, mas esqueceu de desafetar a Gleba, que esta por baixo, ou seja, a desafetação foi inócua. O croqui anexo mostra as flonas já desafetadas a esquerda e as glebas a direito

O ELEVADOR DOS DIAMANTES

O ELEVADOR DOS DIAMANTES




Nada melhor do que a simbologia para a vulgarização de temas técnicos complexos, ou a geologia ao alcance de todos
Após o artigo técnico de José Inácio Nardi a respeito da quilha mantélica, formadora dos diamantes e dos pipes kimberliticos transportadores destes até a superfície,

apresentamos o elevador dos diamantes, uma vulgarização do mesmo tema e mostrada por Antonio Liccardo da UFOP

O modelo apesar de oriundo da Africa, poderia ser em tese aplicado no Tapajós, já que foram encontradas amostras de lamproito, material destes elevadores na área diamantífera da região. 

O ENIGMA DOS DIAMANTES DO TAPAJÓS

O ENIGMA DOS DIAMANTES DO TAPAJÓS


Os diamantes do Tapajós são quase 100% gemológicos e pequenos, ou seja, pelos conhecimentos dos geólogos da África do Sul, eles foram transportados por centenas de km, o transporte tendo destruídos os diamantes mais fracos, mas eles também não são rolados, mostrando todas as facetas e são até bi-piramidados, às vezes perfeitamente euédricos e por esta razão, eles não foram transportados;
Uma flagrante contradição sem contar outros problemas como a quase ausência dos guias tradicionais do diamante; Isto é só o início do ENIGMA



Tapajos Diamonds are almost 100% for gemology and small; by South African geologists knowledge, they were transported for hundreds of miles, transport having destroyed the weaker diamonds, but they are also not rolled, showing all facets and are to bi-pyramided, sometimes quite euhedral and for this reason they were not transported;
A contradiction not counting other problems like near absence of traditional guides diamond; This is only the beginning of puzzle

O geólogo José Inácio Stoll Nardi neste artigo joga a primeira pedra no caminho para entender esse enigmo; iremos aguardar as outras pedras com ansiedade.


Há várias décadas são conhecidas ocorrências aluvionares de Diamantes nos rios Cupari e Itapacurá, ambos afluentes da margem direita do rio Tapajós, o primeiro à jusante da cidade de Itaituba e o segundo, à montante da mesma. Garimpagem intermitente e rudimentar nestas áreas têm produzido algumas gemas de boa qualidade. Mais recentemente, novas descobertas são mencionadas em áreas de confluência dos rios Jamanxim e Tapajós, ao longo de tributários menores do baixo Jamanxim, em região ao norte de Novo Progresso, em drenagens menores ao longo da estrada Itaituba – Rurópólis e ao longo de alguns ramais rodoviários ao sul de Rurópolis. Com a migração da tecnologia garimpeira do ouro para o diamante, começam a pipocar informações de quase todo o Tapajós. Esta série de ocorrências diamantíferas sugere que a bacia do Tapajós pode abrigar depósitos importantes deste precioso mineral.
É importante tecermos algumas considerações sobre a gênese dos Diamantes em regiões como a do Tapajós, baseados nos conceitos dos estudiosos SHIREY & SHIGLEY (2013). Lembremos a regra de Clifford (1966), que enuncia – “kimberlitos diamantíferos se introduziram nas porções mais antigas dos crátons, enquanto kimberlitos estéreis se introduziram em rochas mais jovens”.  Esta relação é bem evidente no cráton Kaapvaal (África do Sul), onde os kimberlitos diamantíferos estão intrudidos no cráton e os estéreis, fora do cráton.
A erosão de antigos crátons tem produzido intemperismo nos kimberlitos aflorantes e a deposição dos Diamantes nos aluviões resultantes. Sem alçamento crustal (uplift), tais Diamantes permanecem depositados em bacias geológicas sedimentares, como no oeste da África, Zimbabwe e Brasil. Onde o cráton tem sido alçado, os Diamantes são liberados de suas rochas hospedeiras e transportados pelas drenagens junto com os sedimentos.
Ondas sísmicas evidenciam a presença de Mantle Keel (quilha mantélica), subjacente a muitas regiões continentais antigas (crátons) e aí se inclui o cráton Amazônico ou mais especificamente, a região drenada pelo alto Tapajós e tributários, foco desta análise.
Situado abaixo das crostas continental e oceânica, está o manto peridotítico rígido – este conjunto compreende a litosfera. Através dos crátons, o manto litosférico se estende de 40 Km até a profundidade de 250-300 Km. Sob os oceanos, esta camada se estende até a profundidade de 110 Km. Por causa desta forma protuberante mais espessa e sua associação antiga no tempo à crosta continental do cráton, esta parte do manto é chamada Mantle Keel.
O Mantle Keel é causador de algumas particularidades associadas aos continentes – estabilidade tectônica, elevação acima do piso oceânico e a ocorrência de Diamantes. Erupções kimberlíticas que transportaram Diamantes para a superfície, também carrearam amostras de rochas do manto litosférico – os xenólitos. E a partir destes, conseguimos conhecer melhor a natureza do Mantle Keel, sob os continentes, como por exemplo, que ele inclui 5% de Eclogitos. O Mantle Keel é a fonte de quase todos os Diamantes gema do mundo e daí, a importância que devemos dispensar ao mesmo.
Acredita-se que a crosta e o Mantle Keel subjacente ao continente, foram criados juntos em processo de consolidação crustal e estabilização cratônica. A duração deste processo é pouco conhecida; pode ter demandado muitas dezenas de milhões de anos, iniciando com a formação da crosta continental mais antiga (próximo de 4 bilhões de anos atrás). 
O significado disto, para a formação do Diamante, é que no fundo do Mantle Keel, sob cada região crustal continental antiga, há pressão alta suficiente e comparativamente baixa temperatura para permitir a cristalização de Diamantes, desde que receba fluídos saturados em Carbono, do manto convectivo sobrejacente.
Assim, o fundo do keel pode ser comparado a uma “caixa de gelo” (ice box), embora com muito mais elevadas temperaturas, capaz de armazenar Diamantes, durante bilhões de anos e mantê-los isolados da circulação convectiva do manto, muito embora, passíveis de serem carreados por um magma kimberlítico ascendente. Tanto Peridotitos, como Eclogitos contem Diamantes; mas Peridotitos que irromperam em superfície com Diamantes inclusos são raros, ao passo que Eclogitos com conteúdo diamantífero são comuns.
As atividades geológicas relacionadas às placas tectônicas, como vulcanismo, orogênese e magmatismo intrusivo próximo da superfície da crosta, geralmente podem destruir os diamantes, as que ocorrem em condições de P (pressão), T (temperatura) e oxidação, nas quais Diamantes não podem cristalizar ou permanecer estáveis.
No caso da região do Tapajós, houve o episódio intrusivo / vulcânico, predominantemente ácido e secundariamente, intermediário (riolíto- dacítico / granítico - granodiorítico), que se estendeu de 1,8 até 1,0 GA. Ainda que tal magmatismo / vulcanismo tenha sido causado dominantemente por refusão de rochas siálicas, não se tem ideia de quanto e como este fenômeno poderia ou não, ter atingido e influenciado os depósitos diamantíferos guardados nas profundezas do Mantle Keel subjacente.        
A realidade é que alguns garimpos daquela região têm produzido gemas de muito boa qualidade, o que sugere transporte longo, mas pudemos observar cristais de Diamante bi-piramidados, perfeitamente euédricos, o que sugere pequeno transporte a partir da área fonte. Também já foram verificadas na região, ocorrências de Diamantes associados a sedimentos pós-vulcânicos, ou seja não primários, fenômeno que poderia ter um papel na equação contraditória. Tais litologias sedimentares deverão ser brevemente melhor observadas, descritas e classificadas para que possamos situá-las do ponto de vista geocronológico.
Muitas pesquisas ainda deverão ser feitas para se determinar as prováveis fontes destas gemas preciosas na região do Tapajós e para explicar a contradição diamantes gemológicos/diamantes não rolados

Quais são os metais mais preciosos que existem?

Quais são os metais mais preciosos que existem?




Platina, ouro, paládio, irídio e prata. "Eles são considerados preciosos porque são raros na natureza e não se oxidam, ou seja, não se deterioram", explica o engenheiro Claudemiro Bolfarini, da Universidade Federal de São Carlos. A principal razão para o quinteto precioso não se deteriorar facilmente é que platina, ouro, paládio, irídio e prata são encontrados puros na natureza, o que não acontece com metais comuns como o ferro. "O ferro é encontrado na natureza na forma de óxido de ferro. Na indústria, retiram o oxigênio para deixá-lo puro, mas ele acaba se ligando ao oxigênio do ar e assim fica com o aspecto ‘enferrujado’", diz Claudemiro. Outra característica que distingue os metais preciosos é a maleabilidade: eles podem ser derretidos e assumir formatos variados. Daí a razão porque são usados fartamente nas joalherias. O bronze, apesar de aparecer logo após o ouro e a prata nos quadros de medalhas de competições esportivas, não é precioso - é uma liga metálica de cobre e estanho e custa cerca de 10 reais por quilo. Mais valiosos são o irídio e o paládio. Apesar de pouco conhecidos, também vêm sendo considerados metais preciosos e começam a aparecer mais nos catálogos de joalherias.

Mina de valor
Além de serem usados em jóias, metais preciosos também têm usos industriais
PLATINA

SÍMBOLO - PT

PREÇO - US$ 1 132 por troy*

USO - Empregado como condutor elétrico, como catalisador e na confecção de material cirúrgico e de laboratório, além de cadinhos (espécie de vaso ultra-resistente) usados em indústrias de vidro

OURO

SÍMBOLO - AU

PREÇO - US$ 1,233,1 por troy*

USO - Usado em próteses dentárias, refletores de luz infravermelha, vidros coloridos e até em alguns medicamentos contra o câncer

PRATA

SÍMBOLO - AG

PREÇO - US$ 13,64 por troy*

USO - Usado como material para solda em radiadores de automóveis e em reatores nucleares

IRÍDIO

SÍMBOLO - IR

PREÇO - US$ 400 por troy*

USO - Costuma ser misturado a outros metais (principalmente a platina) para formar ligas metálicas mais duras e resistentes

PALÁDIO

SÍMBOLO - PD

PREÇO - US$ 326 por troy*

USO - Empregado em catalisadores automotivos, aparelhos eletrônicos e em próteses dentárias

*1 troy equivale a 31,1035 gramas e é a unidade internacional usada para medir metais preciosos. Preços fornecidos pelo Departamento Nacional de Produção Mineral do Ministério das Minas e Energia