sábado, 14 de novembro de 2015

De efeito perverso para efeito benéfico ou o oásis do Tapajós

De efeito perverso para efeito benéfico ou o oásis do Tapajós



A economia e a política brasileira está criando vários efeitos colaterais no país. São pontos altamente negativos como a inflação, o desemprego e a recessão. No entanto, para os produtores de ouro, esta crise está sendo altamente benéfica. 

Mesmo com o ouro no mercado internacional abaixo dos US$1.160, o melhor preço em um mês, aqui no Brasil experimentamos uma situação muito diferente. Graças a um dólar estratosférico, beirando R$4.00, o ouro local foi impulsionado às alturas. É o 
Efeito Brasil, conforme previsto pelo Portal do Geólogo. 

Esta situação não tem data para acabar. 

Na realidade tudo leva a crer que a crise política vai se agravar levando de roldão a economia. 

Veja os pontos que podem mudar o cenário atual para pior: 

- em breve serão votados os pedidos de impeachment de Dilma Roussef, o que irá acelerar a guerra pelo poder em Brasília e as manifestações do povo nas ruas.

- o plano de recuperação do Governo, principalmente no que se refere aos impostos, não deve ser aprovado enfraquecendo a presidente.

- muito provavelmente o Brasil e suas empresas sofrerão, em decorrência da inércia do Governo, uma nova desvalorização que vai acelerar a recessão e a insatisfação popular. 

-a economia continuará a encolher e a taxa de desemprego a crescer... 

Todos esses pontos irão enfraquecer mais ainda o real, fortalecer o dólar e acelerar o ouro no mercado interno. 

Portanto, amigo minerador, não se assuste se o grama do ouro ultrapassar rapidamente os R$160,00. 

Neste momento é importante segurar os estoques evitando um hedge baseado no mercado internacional. O foco deve ser o preço em reais... 

Sucessos e boa produção!

Energia barata para os garimpos

Energia barata para os garimpos




Caixas de recuperação de ouro em tamanho natural para os "low grade"

Caixas de recuperação de ouro em tamanho natural para os "low grade"

Os gauleses eram garimpeiros e mineradores excepcionais.

Carrinhos de ouro pesados ​​precederam o vencido rei Vercingetorix no desfile do triunfo de César em Roma, em 46 AC. Os gauleses garimpavam o ouro ha séculos nas grotas, na base dos morros, e eles formavam suntuosas joias para eles e para os seus deuses.
O Ouro celta (Galia) assombra desde os tempos antigos. Os autores gregos e romanos mencionam com espanto misturado com inveja a riqueza em ouro da Gália e os tesouros acumulados em santuários. César foi até acusado de destruir as cidades da Gália com o único objetivo de se aproveitar do ouro. A imagem do chefe Arverne Luérius lançando de sua carroça moedas de ouro e prata para seus compatriotas ficou nas mentes; os gauleses iam para a batalha vestindo tão somente suas próprias pulseiras e seu famoso torque (colar) em ouro.

Mas tanto ouro se originava de uma tecnologia e know how para o extrair a baixo custo, tecnologia que pode ser aplicada no Brasil nos locais normalmente anti econômicos por ser de baixo teor

A pesquisa realizada em torno de Cambo-les-Bains, no País Basco identificou cerca de cinquenta locais de mineração operados por uma técnica baseada na energia hidráulica: os córregos eram desviados e foram criados reservatórios de água no topo das montanhas auríferas (pireneus). A água caia nas encostas, lixiviavam o ouro de baixo teor no solo das mesmas; esses deslizamentos de terra eram canalizados sob forma de lama para o vale. A cada 10 m aproximadamente, pedras eram colocadas no fundo da grota/canal receptadora em pequenas barragens para formar as tariscas e bloquear a passagem do ouro. As partículas de ouro eram presas numa palha de bruyere (um tipo de samambaia comum nas montanhas da europa) cobrindo o fundo dos canais. Periodicamante, fechava-se a alimentação em água, deixava secar a palha e bastava queimar esta para recuperar o ouro nas cinzas. 

Na área de Cambo-les-Bains, o Bureau de Pesquisa Geológica e Mineração (BRGM) encontrou a presença de ouro no solo e correntes de água com baixo teor. Outras regiões, nas Ardenas, Pays de la Loire, Auvergne, Limousin, Aquitaine e em outros locais dos Pirinéus também contêm ouro sempre de baixo teor.

No Limousin, cerca de 230 minas de ouro antigas já foram inventariados pelo levantamento aéreo, foto-interpretação (estudo da cobertura fotográfica aérea de 1/10 000, conduzido pelo Instituto Geográfico nacional da França) A pesquisa de arquivo (estudos de engenheiros de minas do século passado e início do século XX, encontra menções a estas minas) e o estudo da toponimia de lugares do passado.

Essa tecnologia de caixa natural poderia ser adaptada no Tapajós em locais com fortes declives como no Botica, resguardados os cuidados com o meio ambiente

O conceito da criminalidade ambiental

O conceito da criminalidade ambiental

A criminalidade ambiental (ou crimes contra o meio ambiente ou crime ecológico) é um novo conceito legal que, embora não tem nenhuma definição a ser unanimamente reconhecido pela maioria dos países apresenta um conceito similar, só que a aplicação deste conceito é muito diferente entre paises europeus e o Brasil.
Como o nome indica, este conceito reúne os delitos incluídos no direito ambiental e, portanto, refere-se ao direito ambiental, mas também pode ser parte dos "conflitos verdes"
Dois aspectos e fundamentos são subjacentes a este conceito:
1. Uma base ética e filosófica: o reconhecimento do direito de todos a participar na proteção do ambiente; É um princípio de alguma forma moral, ético e universal. O ambiente é aqui entendido como um bem comum e, possivelmente, por alguns anos como uma fonte de "serviços ecossistémicos" mais ou menos vitais, insubstituíveis ou importantes e não como uma mera herança.
2. uma base mais pragmática, legal: neste sentido, um crime contra o meio ambiente é uma violação da legislação ambiental, a penalidade judicial é classificada na categoria de crimes; falando em vez de infração ambiental ou infracções ambientais.
Como os direitos humanos que parecem completo, essas noções têm ganhado destaque na lei Inglês e legislação ambiental europeia; principalmente desde a década de 1970; eles são encontrados em França na carta do ambiente construído no bloco de constitucionalidade da lei francesa de 2004, ou seja, adjacente a Constituição. A Carta reafirma os direitos fundamentais e os deveres de cada um para a proteção do meio ambiente.
O Brasil sendo o país que detém a maior floresta tropical do mundo e, de certa forma, uma incomparável biodiversidade na flora e na fauna, sofre grande pressão internacional para que desenvolva atividades compatíveis com a conservação do meio ambiente, pois o resto do mundo acaba olhando mais para a biodiversidade deste grande país que para a suas próprias biodiversidades.
As pressões legítimas ou não são poderosas pois levam em conta verdadeiras trocas (ou chantagens conforme quem esta vendo o caso), trocas que acabam influindo na vida de todos e na política brasileira, mas as deficiencias e carências do Brasil, alem das suas dimensões levam a uma incontornável dificuldade para a fiscalização e aplicação da Lei ambiental.
A legislação dos crimes ambientais no Brasil se reporta Lei 9.605 de 12 de fevereiro de 1998 (Lei dos crimes ambientais) e acabou copiando e adaptando a sua realidade as leis já existentes em outros paises

Um pouco de história da mineração do ouro (parte 1)

Um pouco de história da mineração do ouro (parte 1)

A parte Greco romana

Várias teorias, que combinam crenças religiosas e observações, nasceram naquela época, na Grécia e no Império Romano na antiga Índia, China. Mineralogia e vulcanismo não têm relação para os antigos. Em grego, a geologia não é uma ciência como a astronomia separada, mas parte da geografia, que Karl Alfred von Zittel resume com um lacônico "Não tem geologia antiga." No entanto, existem algumas intuições corretas, por vezes, devidamente apoiadas, ou pelo menos racionalmente fundamentada.
Aristóteles introduziu o conceito de ciclo sobre o fluxo dos rios, considera que o continente pode se tornar mares e vice-versa e, especialmente, a cadeia de pequenas causas por longos períodos pode produzir grandes efeitos.  Apesar de errada, a interpretação de Teofrasto, da presença dos fosseis, discípulo de Aristóteles, permanece amplamente aceita até a revolução científica do século XVII. O trabalho do antigo sábio grego, traduzida em línguas latinas e outras, serve erroneamente como uma referência durante quase dois mil anos.
Strato de Lampsacus realiza uma análise da erosão fluvial e do transporte de sedimentos em estuários. Ainda mais significativo do ponto de vista metodológico, é a existência de um verdadeiro debate em uma Terra que existia desde toda a eternidade, o argumento erosão se opôs ao principio de que se a Terra não teve princípio todas as montanhas teriam sido achatadas para o mesmo nível, cada colina havia sido reduzida para o mesmo nível que as planícies," Zeno Citon.
Estrabão na sua Geografia, Livro XII, cap. 2, fala de correspondência "Destaques e dobra em oposição perfeito" em um desfiladeiro na parte inferior do que corre um rio, para entrada e saliente designa as camadas cortadas pelo rio, mas não incluindo o conceito de camada. Na mesma passagem ele reconhece transporte de sedimentos pelos rios e do progresso da terra que possa resultar para a formação dos estuários. Estrabão também refuta a teoria de Eratóstenes que explica a presença de fósseis de um nível superior ao Mediterrâneo que existia do tempo que o Estreito de Gibraltar era fechado em um passado mítico e, portanto, mais alto. Estrabão invoca uma causa atual e observável como terremotos, para explicar a elevação do leito do mar que conduz à presença de fósseis em lugares altos. Esta introdução para explicar fenômenos observáveis ​​é um inovações dos gregos, no entanto, os gregos, sem explicação, consideram que estas causas têm ocorrido de forma mais violenta, no passado, para eles a observação de um terremoto que conduz à ressurreição de uma ilha  é implicitamente valida. A existência de terremoto muito mais poderosos podem aumentar muito áreas com ressurgimento de terra de baixa do mar.

Afinal, a geologia antiga não é inexistente, mas os erros são numerosos, sem contar os adicionados por compiladores como Plínio, o Velho, autor de uma obra de uma qualidade não generalizada, durante a Idade Média. Esses erros e o uso de textos greco-romanos deste tipo no decorrer da idade média com a ideia de representar uma verdade indiscutível acabam dando-lhe uma má reputação, e, portanto, a geologia moderna do século XVIII não herdou diretamente da geologia antiga.