O GÉOLOGO POR TRÁS DO PORTAL

Formado
na turma de 1971, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS), Pedro Jacobi fez da geologia sua profissão de fé. Desde o
início da carreira, como geólogo júnior da Terraservice, passando pela
Vale e Billiton, até deixar o cargo de gerente geral de Exploração
Mineral para o Brasil na Rio Tinto e, com ele, o mundo corporativo da
grande mineração. Não queria mais “vender a alma em troca de dólares e
algum status”, explica. De mais a mais, se tantas jazidas descobrira com
suas equipes para players do setor, o que o impedia de descobrir novas
para si próprio?
A resposta a essa pergunta não se fez esperar. Em 2002, com seus
dois filhos, criou a Jacobi Mineração. A lição aprendida com essa
primeira experiência de bancar uma empresa de prospecção mineral por
conta, capital e risco próprios, o levou a buscar investidores em outros
países. Sua primeira junior company internacional surgiu em 2004. A
mais recente, em 2011. Nesse período afirma ter investido mais de R$ 50
milhões no Brasil, empregado centenas de funcionários e descoberto
jazimentos de mais de US$ 10 bilhões, com negócios, hoje, também na
Austrália, Canadá e África. “Nada mal para a primeira década”, avalia.
É de 2002 também a fundação do Portal do Geólogo, que se consolidou
como referência em geologia e mineração atraindo executivos,
engenheiros, técnicos e outros profissionais do setor, além de
professores, estudantes e, claro, geólogos. Gratuito aos usuários, o
portal contabilizava, nos 54 dias iniciais de 2014, cerca de 3,1 milhões
de visualizações ou quase 60 mil acessos por dia.
Crítico contundente do projeto do novo Código de Mineração, Jacobi
não mede esforços para visitar congressistas em Brasília (DF), onde
mora, participar de fóruns e debates sobre o tema e, de quebra,
alfinetar em bom e claro português o governo federal e, em particular, o
Ministério das Minas e Energia (MME), através de artigos de lavra
própria no portal.
Nesta entrevista exclusiva à
In The Mine, o geólogo
fala de sua trajetória profissional, de política mineral e de sua
determinação em lutar para que o direito de prioridade seja assegurado
no novo código. Como não
poderia deixar de ser, fala bastante de geologia e mineração. Afinal,
diz, “não há nada criado pelo homem, que não tenha a contribuição de um
geólogo ou minerador”.
ITM: Após uma carreira promissora em grandes empresas de mineração, o que o levou a partir para o empreendedorismo?
PJ: Como todo geólogo em início de carreira, eu queria
ser um profissional respeitado e exercer cargos executivos de destaque
dentro de grandes empresas globais. No entanto, na medida em que fui
tendo uma carreira bem sucedida percebi que, literalmente, estava
vendendo a minha alma em troca de dólares e algum status. Percebi,
também, que as minhas equipes de geologia, por melhor que trabalhassem,
sempre estariam atreladas às diretrizes e estratégias de uma
empresa estrangeira que priorizava, naturalmente, as suas origens.
ITM: Não era apenas a questão ideológica de não “vender a alma”, mas também a visão de que o trabalho era desvalorizado…
PJ: Sim. Na Rio Tinto, por exemplo, descobrimos vários
jazimentos de ouro, carvão, caulim, ferro, titânio, cobre e diamantes
que foram, todos, preteridos, pois, segundo a matriz, não tinham o
tamanho mínimo idealizado pela empresa que, aliás, era quase impossível
de encontrar. Assim, todos os jazimentos que descobrimos, muitos podendo
ser até maiores do que pensávamos, seriam lavrados eventualmente. Com
essa estratégia das grandes empresas estrangeiras, o Brasil deixou de
receber bilhões de dólares. Esse choque de realidade me fez abandonar a
carreira junto às multinacionais.
ITM: Criando seu próprio negócio?
PJ:
Parti do princípio que, se eu conseguia achar jazidas para essas
grandes mineradoras, poderia achar, também, para uma empresa minha.
Foi então que criamos, eu e meus filhos, nossa primeira holding: a
Jacobi Mineração, em 2002. E, após reunir projetos de alta qualidade,
sempre com capital próprio, eu tive a minha primeira grande lição sobre junior companies no Brasil.
ITM: Como assim?
PJ: Aqui não existiam investidores interessados em
financiar pesquisas minerais, por mais promissoras que pudessem ser.
Faltava essa cultura ao setor e os “investidores” brasileiros da
mineração se limitavam a comprar ações da Vale ou Paranapanema. Pior
ainda, não existia uma bolsa de valores onde um empresário como eu
pudesse abrir o capital da sua empresa (IPO) e, através da venda de
ações, financiar seus projetos. Foi uma fase difícil que, ainda hoje,
inviabiliza a maioria das tentativas de mineradores brasileiros que
tem, como única opção, a venda de suas áreas, geralmente por valores
espúrios para mineradores maiores.
ITM: Qual foi a alternativa então?
PJ: Fomos em frente até encontrarmos, nos Estados
Unidos (EUA), investidores que acreditaram em nossos
projetos brasileiros. Assim, em 2004, foi criada a Majestic
Diamonds & Metals, nossa primeira junior company internacional,
que nos tem como maiores acionistas até hoje. Com dinheiro, tudo ficou
mais fácil e descobrimos vários jazimentos de interesse econômico de
ouro, ferro e diamantes. Decidimos, então, criar novas empresas, uma
para cada commodity. Uma delas foi a D10 Mineração, inicialmente uma
joint venture com uma empresa australiana. Investimos vários milhões de
dólares e descobrimos muitos kimberlitos de elevado potencial, alguns
diamantíferos. Como a empresa cresceu rapidamente, começamos a fazer seu
IPO em Toronto, no Canadá.
ITM: Além da D10 Mineração, havia outras companhias?
PJ: Sim. Ocorre que veio a crise econômica de 2008 e
nossa empresa, que era a crème de la crème, viu todos os investidores de
diamante, que é uma aplicação de alto risco, fugirem. Somente agora,
seis anos depois, é que eles começam timidamente a voltar. No
entanto, como tínhamos outras “balas na agulha”, pudemos ir em frente e
evoluir.
ITM: Quais eram as outras empresas?
PJ: Uma delas é a Braziron, criada em 2008, que possui
mais de 700 Mt de minério de ferro na Bahia (BA) e capital aberto na
Bolsa de Sidney, Austrália. Em 2010, abrimos a Golden Tapajós e a Boa
Vista Gold, na região do Tapajós (PA), onde descobrimos jazimentos com
potencial para 1,5 milhão de onças de ouro e 336 mil onças já cubadas.
Essas áreas foram negociadas recentemente com a canadense
Brazil Resources, que se prepara para iniciar sua lavra. Em
2011, fundamos a O2iron Mineração, com reservas de mais de 1,2 Bt de
minério de ferro aflorante e 451 Mt medidas até o momento. É um
jazimento world class que vai mudar muitos paradigmas desse tipo de
operação.
ITM: Como você avalia o boom mais recente da pesquisa mineral no Brasil, entre 2007 e 2009?
PJ: Os anos do boom foram extraordinários, com grandes
negócios fechados quase que imediatamente. Os due diligence da
época demoravam 30 dias e a avaliação financeira dos projetos era
enorme. Foi assim que Eike Batista conseguiu vender seus ativos
de minério de ferro por vários bilhões de dólares, no último
grande negócio da mineração antes da crise. Essa fase áurea poderia
ter sido usada para a criação de uma bolsa de valores para as
junior companies nacionais, mas a notória falta de visão dos nossos
governantes provavelmente adiou a entrada de dezenas de bilhões
de dólares que poderiam já ter alimentado a economia brasileira.
ITM: Qual sua avaliação da suspensão das concessões de lavra e alvarás de pesquisa pelo MME no final de 2011?
PJ: É a pior possível. Como se não bastasse o dinheiro
escasso e os imensos prejuízos causados pela crise de 2008, exatamente
quando o setor iniciava uma recuperação, o MME faz uma das mais
esdrúxulas e pouco inteligentes tomadas de decisão: paralisar as
concessões de lavra e de alvarás de pesquisa. Tudo porque alguns
burocratas do governo acreditavam que conseguiriam aprovar o novo MRM
na marra, em poucos dias. Isso ocorreu há quase três anos e o desastroso
MRM ainda não foi aprovado, demonstrando a falta total de percepção
desse pessoal. O caso, infelizmente, acabou com a pesquisa mineral no
Brasil.
ITM: Quais os reflexos da medida?
PJ: As empresas juniores de mineração que in vestem quase US$ 700 milhões a cada ano, do bolso próprio, em pesquisa mineral no Brasil, perderam a confiança no governo. Sem
a liberação de suas áreas de pesquisa pelo DNPM, paralisaram os
projetos e começaram a maior demissão em massa que o setor já viu. Isso
acarretou um efeito dominó que atingiu as prestadoras de serviço,
sondadoras, laboratórios e vários milhares de profissionais –
geólogos, engenheiros e técnicos. Um verdadeiro desastre causado pelo
governo que, em lugar de fomentar e proteger, paradoxalmente exterminou
o setor com o desprezo de quem mata baratas.
ITM: Você tem criticado severamente o projeto do novo MRM…
PJ: É um projeto feito, muito obviamente, por quem nada
entende do setor. Foi baseado na mineração do petróleo, onde sempre
existiu a Petrobras como monopólio e pesquisadora única, descobrindo os
campos e licitando-os em leilões onde quem pode mais ganha. Na
mineração, a pesquisa sempre foi feita por empresas de pesquisa, nunca
pelo governo. Quem tem investido bilhões de dólares, ao longo dos
anos, somos nós, os pesquisadores minerais. É através desses
investimentos que desenvolvemos nosso know how, experiência e um banco
de dados sobre as várias áreas minerais do Brasil.
ITM: Com garantia legal do direito de prioridade.
PJ: Sim. Quem acha e é o primeiro a requerer a área
junto ao DNPM, tem o direito de explorá-la, se seguir as regras do jogo
que são muitas e bem elaboradas. É assim no Canadá, Austrália, EUA e
praticamente em todo o mundo. No entanto, o projeto do novo Código de
Mineração, escrito entre quatro paredes por poucos, sem consultar
mineradores e demais segmentos da sociedade, quer acabar com esse
direito. Ou seja: tudo o que a empresa encontrar, mesmo que tenha
investido tempo, grandes somas e capital intelectual, será dado
ao governo e irá para licitação pública. Milhares de novas áreas serão
ganhas, quase que exclusivamente, por grandes empresas do setor. Quem
irá pesquisar correndo o risco de investir e nada levar? Sem considerar o
que é público e notório: a licitação no Brasil é solo fértil para a
corrupção onde ganha quem tem esquema e paga mais.
ITM: O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) teria condições de assumir essa incumbência?
PJ: A CPRM é uma empresa que um dia foi grande, mas que
se esclerosou ao longo de décadas de quase nada fazer, nada investir e
nada descobrir. O governo pretende que ela seja a única a fazer pesquisa
mineral no Brasil, assim como a Petrobras vem fazendo por décadas. É um
sonho quase impossível no momento. Para ser uma “Petrobras” da
mineração, a CPRM deverá passar as próximas décadas investindo bilhões,
aprimorando sua equipe e descobrindo jazidas: tudo aquilo que nós, as
empresas de pesquisa e prospecção mineral, já estamos fazendo e que nada
custa para os cofres
públicos.
ITM: Como solucionar esse impasse?
PJ: Seria necessária uma pitada de inteligência que
parece em falta em alguns setores do Planalto: dar para a CPRM áreas que
o governo considera de alta importância estratégica, como as que contem
urânio, potássio, fosfato e terras raras, por exemplo, que ela possa,
efetivamente, pesquisar com o orçamento e pessoal de que dispõe. O
restante deve ser aberto a todos os mineradores com direito de
prioridade garantido.
ITM: O projeto original do novo MRM foi alterado e incorporou algumas sugestões do setor.
PJ: Algumas soluções foram percebidas e inseridas no
ajuste do novo Código Mineral pelo relator, deputado Leonardo Quintão.
Infelizmente, o governo se coloca frontalmente contra o direito de
prioridade apesar das inúmeras soluções apresentadas por representantes
do setor mineral nas múltiplas reuniões e encontros dos últimos meses. A
nossa luta vai continuar até que o direito de prioridade seja
efetivado no novo código mineral. É importante enfatizar que não estamos
contra o aumento de impostos (CFEM) que o projeto propõe e que pode
significar, em alguns casos, um aumento superior a 100% nos custos das
mineradoras.
ITM: Além do novo Código, quais outros entraves ao desenvolvimento do setor você considera mais preocupantes hoje?
PJ: São a falta de investimentos em infraestrutura,
leis sólidas e confiáveis que não punam quem investe e a falta
de mecanismos de captação de financiamentos que atendam as empresas de
prospecção e pesquisa mineral. No Brasil, até hoje, uma área com reserva
medida de bilhões de toneladas de minério, com valores de bilhões de
dólares, não consegue financiamento para ser desenvolvida. No resto
do mundo, onde a mineração é considerada fundamental, existem os
bankable feasibilit studies para lastrear financiamentos bancários, com
as áreas colocadas como garantia e as bolsas de valores permitindo a
abertura de capital com lançamento de ações de juniores da mineração.
ITM: Além das junior companies, você fundou o Portal do Geólogo, hoje uma referência em informação para o setor mineral. Por quê?
PJ: Quando me formei em geologia, nossa profissão
era desconhecida do grande público: “geo…o que?” Em 2003, resolvi fundar
o Portal do Geólogo como forma de criar um espaço para geólogos,
mineradores e demais profissionais das ciências da terra. Nesses 11 anos
de trabalho ininterrupto, sem nenhum financiamento externo, conseguimos
desenvolver o maior website de conteúdo grátis da América Latina. Um
trabalho que me dá muito orgulho.
ITM: Qual é a linha editorial do portal? Você já angariou desafetos com essa orientação?
PJ: Consegui alguns inimigos ferrenhos, é claro. Mas
também muitos usuários e amigos fiéis que buscam nas nossas matérias
algum insight para a geologia e mineração futura, pois esse é um dos
produtos que oferecemos. O Portal do Geólogo não é um veículo para
tratados de geologia e mineração. Nosso foco são informações
concentradas e estruturais, que sirvam para o leitor montar seu
quebra-cabeça em um mundo mineral complexo e dinâmico. Queremos dar
sempre “algo mais”, uma opinião técnica ou um direcionamento, fruto dos
nossos mais de 46 anos de geologia e mineração. Mesmo batendo no
governo, quando esse faz por merecer, o portal é apartidário. Somos
pró-Brasil, pró geologia e pró-mineração. Acho que acertamos na fórmula:
nossos índices só crescem e os e-mails favoráveis aumentam todos os
dias.
ITM: O Portal do Geólogo pode ser visto como uma abertura no mundo low profile da mineração?
PJ: O pessoal de geologia e mineração tem uma cultura
diferente. Por décadas, nós geólogos fomos considerados os poetas da
mineração e habitávamos tendas nas selvas, trabalhando nos lugares mais
inóspitos do planeta. Nossa comunicação ocorria em volta da fogueira ou
nas mesas dos bares. Nessas condições difíceis forjou-se um grande
profissional, absolutamente dedicado, capaz de grandes sacrifícios para
exercer seu trabalho, curioso e estudioso, que ama a natureza como
poucos. Ocorre que, a partir da década de 1990, muitos de nós começamos
a gerenciar e conduzir grandes empresas globais atingindo os cargos mais
altos da indústria. Daí ao nascimento dos primeiros geólogos
empresários, donos de junior companies bem sucedidas, foi um pequeno
passo.
ITM: A Internet também mudou o conceito de comunicação, não é?
PJ: Ainda persiste um pouco da fogueira
dos acampamentos na nossa comunicação. Mas com a Internet é que as
coisas mudaram de fato. Um exemplo recente foi a criação de vários
grupos de debate nas redes sociais como o “Movimento Consciência
Mineral” e o “Exploração Mineral” que tem, juntos, no Facebook, mais de 3
mil geocientistas debatendo o projeto do novo código mineral. É através
do fenômeno da Internet, que portais como o nosso e revistas como a
In The Mine,
conseguem colocar, literalmente, na mesma página algumas dezenas de
milhares de profissionais do setor, algo nunca antes cogitado. Esse
número é pequeno, mas poderoso, representando uma grande fatia do PIB e
bilhões de dólares anuais em investimentos e em produção. Afinal, não há
nada criado pelo homem, que não tenha a contribuição de um geólogo ou
minerador.
ITM: Qual parte da mineração brasileira o governo federal não entendeu até agora?
PJ: O nosso governo entende muito bem de arrecadação.
Mas, quando chega a hora de investir em infraestrutura, ferrovias e
portos a coisa muda e os números são pífios. O governo tem que entender
que se uma pequena parte do potencial geológico do Brasil for convertida
em minas, o País terá um crescimento e desenvolvimento enormes. Basta
criar mecanismos de financiamento aos mineradores, investir em
infraestrutura e em grandes
levantamentos geológico-geofísico-geoquímicos básicos. O resto
nós faremos.
ITM: Você participa de associações profissionais ou de entidades ligadas ao setor?
PJ: Não. Por décadas, venho observando essas
associações e, em alguns momentos, participei de alguns eventos. Mas a
falta de atividade e de resultados é quase uma marca registrada delas. O
IBRAM, que é a maior entidade da mineração do Brasil, só representa os
interesses dos grandes mineradores que pagam suas contas. É uma relação
simbiótica e pouco representativa, no meu entender. A entidade devia ser
chamada de IBRAGM, Instituto Brasileiro dos Grandes Mineradores. Devia
rever as frases da sua Missão. Hoje, a ausência do IBRAGM, ops, do
IBRAM, no cenário do pequeno e médio minerador que faz a pesquisa
mineral e está ameaçado pelo novo MRM, fez com que eles praticamente
criassem, em 2012, uma nova entidade que é a ABPM (Associação
Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral). Essa, no momento, é a mais
atuante no setor e com a qual eu tenho me comunicado mais.
ITM: Em sua opinião, qual é o papel do geólogo na atualidade e quais campos de trabalho são mais promissores?
PJ: A importância do geólogo não deixa de me
surpreender. É uma profissão com um alcance tão grande quanto o próprio
universo que ela estuda. O geólogo é um dos principais “tradutores” dos
processos naturais, descobrindo, interpretando, mitigando, estudando e
auxiliando a humanidade a melhor se adaptar ao planeta onde vivemos.
Recebo, quase que diariamente, e-mails de estudantes que querem cursar
geologia. No caso da prospecção mineral e da mineração, por seu
entrelaçamento com a economia, é sempre muito difícil fazer projeções.
Para além da pesquisa e prospecção mineral, a geologia se torna, a cada
dia, a Ciência da Terra e do Cosmos onde novos campos são desenvolvidos,
somando-se às dezenas de áreas tradicionais existentes. É o caso do
auditor geológico, geólogo forense e de analistas de entidades
financeiras. No meu entender, sempre haverá lugar para geólogos
envolvidos em prospecção mineral, meio ambiente, mineração, educação,
petróleo, energia e minerais industriais.