sábado, 14 de novembro de 2015

Subsolo do sertão nordestino guarda esmeraldas e vestígios do passado

Subsolo do sertão nordestino guarda esmeraldas e vestígios do passado

Esmeraldas são retiradas de minas que chegam a 150 metros.

Nas cavernas naturais, onde pesquisadores encontraram fósseis.

SERRA DA CARNAÍBA- BAHIA
O subsolo do sertão nordestino guarda muitos tesouros. Entre eles, estão as esmeraldas que são retiradas de minas que chegam a 150 metros de profundidade. Há também as cavernas naturais, onde pesquisadores encontraram fósseis de animais pré-históricos e vestígios dos antigos habitantes do Brasil.
Os labirintos subterrâneos dos sertões se estendem por centenas de quilômetros. O estado da Bahia tem o maior número de cavernas do país. São túneis imensos, com formações de arenito e fósseis de animais pré-históricos.
Os moradores da gruta, os morcegos, descansam no teto, em um local onde estão bem protegidos. Em alguns pontos, a caverna parece um templo, pela beleza surpreendente. “Tem 28 quilômetros topografados, mas já se conhece bem mais que isso e provavelmente nossa geração não alcance o final dessa caverna, que ela é muito extensa", afirma o pesquisador Rangel Carvalho.
Os pesquisadores encontram no chão, fósseis de animais pré-históricos. "Aqui nós temos um fóssil de um cervo. É um animal já extinto, que foi identificado. É um animal que viveu em torno de dez mil anos atrás”, explica o espeleólogo Bruno João.
Em Sergipe, na margem do Rio São Francisco, um museu guarda relíquias de grandes descobertas arqueológicas nos sertões. O Museu de Xingó tem painéis e cenários com ilustrações dos primeiros habitantes da região, pintando as paredes das cavernas, fazendo as inscrições rupestres.
“O que pôde ser resgatado, foi resgatado. Foram 36 sítios arqueológicos localizados. O que foi resgatado já dá um significado, uma ideia da importância dessa região para o contexto pré-histórico”, diz Railda Nascimento Silva, coordenadora do museu.
Objetos de cerâmica, urnas funerárias e esqueletos humanos muito antigos também foram resgatados e estão sendo analisados no Museu de Xingó. “Entre os esqueletos identificados durante o projeto de resgate, provavelmente o de maior antiguidade tem cerca de 9.600 anos", afirma José Roberto Pelini, professor da Universidade Federal de Sergipe.
O subsolo dos sertões nordestinos também é rico em minério e pedras preciosas. Descendo por um buraco, escavado na rocha bruta, com uma altura de um edifício de 50 andares, se chega a um elevador, que mais parece um chuveiro, onde não para de cair água.
O túnel tem iluminação elétrica e uma bomba retira a água que nasce entre as rochas. "Nós fazemos uma galeria, com um metro de altura por dois metros de largura, madeirando tudo e entrando aqui. É aqui que produz as pedras. É aqui que tira as esmeraldas”, conta um minerador.
Usando martelos, os mineiros procuram as pedras preciosas, mas não é fácil encontrá-las. Muita gente depende desses garimpos. Mesmo fora das minas, procurando nas pedras já exploradas, uma esmeralda esquecida. "Nós temos 9,8 mil pessoas da Serra da Carnaíba que vivem desse garimpo. Nove mil e oitocentas pessoas diretamente e, indiretamente, vai para 60 mil pessoas”
A beleza subterrânea dos nossos sertões é a joia mais preciosa. Mesmo nos subterrâneos da área mais seca do Brasil, há um tesouro esculpido em cada rocha.

Na 'Suíça do Piauí', opala rende até R$ 60 mil no mês a garimpeiros

Na 'Suíça do Piauí', opala rende até R$ 60 mil no mês a garimpeiros

Mas, para encontrar pedra preciosa, é preciso sorte e dedicação.
Mineral é encontrado apenas em Pedro II e na Austrália.



Na pequena cidade de Pedro II, no norte do Piauí, a opala extra, pedra encontrada apenas nessa região e no interior da Austrália - que faz o mineral ser considerado precioso e chega a custar três vezes mais que o ouro - é o que move a economia local. Por ano, a cidade vende perto de 400 quilos de joias feitas com a pedra para os mercados interno e externo.
Processo de mineração da Mina do Boi Morto, em Pedro II, no Piauí. (Foto: Divulgação/Sebrae)Processo de mineração da Mina do Boi Morto, em Pedro II, no Piauí. (Foto: Marcelo Morais/Sebrae)

Tamanho é o valor do mineral que um garimpeiro chega a “achar” - com sorte e muita insistência - até R$ 60 mil em pedras em um mês. Normalmente, o ganho não atinge essa cifra com tanta frequência. No entanto, segundo José Cícero da Silva Oliveira, presidente da cooperativa dos garimpeiros de Pedro II, a atividade tem se desenvolvido, e o setor vem mantendo boas expectativas de crescimento - sustentável. Hoje, são explorados, legalmente, cerca de 700 hectares, o equivalente a 7 milhões de metros quadrados.
“A exploração não é mais desordenada. Todos os trabalhadores da cooperativa trabalham em áreas regulares, com licenciamento, com equipamento de segurança. Sempre recebemos a visita de fiscais de vários ministérios”, afirmou. No regime de cooperativa, 10% de tudo o que se ganha em vendas é dividido entre os 150 associados. “Mas se um encontra uma pedra maior, por exemplo, fica para ele. Se não fosse assim, não daria certo, né?”, ponderou.
Na chamada Suíça piauiense, devido às temperaturas mais amenas, que não castigam a cidade, diferente de muitos municípios do Nordeste, Pedro II tem cerca de 500 famílias, entre garimpeiros, lapidários, joalheiros e lojistas que vivem da opala, de acordo com dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do Piauí. A população de Pedro II, segundo o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 37.500 pessoas.
Opala bruta (E) e anéis feitos com a pedra, em Pedro II. (Foto: Carlos Augusto Ferreira Lima/Sebrae)Opala bruta (esq.) e anéis feitos com a pedra, em Pedro II. (Foto: Carlos Augusto Ferreira Lima/Sebrae)


Pedro II tem se consolidado, nos últimos anos, como um polo de lapidação de joias. “Além da opala, também usamos pedras de outros estados do Sudeste, do Sul. Compramos essas pedras, lapidamos e fazemos as joias”, contou a presidente da Associação dos Joalheiros e Lapidários de Pedro II, Surlene Almeida. Esse tipo de atividade é desenvolvida há cerca de oito anos.

Em relação ao tempo em que as minas de opala são exploradas, a transformação das pedras em joias é recente, mas está evoluindo. Na cidade, já foi instalado um centro técnico de ensino de lapidação, design e joalheria, segundo Surlene. “É como se fosse um curso técnico mesmo, onde as pessoas se especializam nessa atividade.”

Apesar de o forte da economia de Pedro II ser a mineração, a cidade também vive da agricultura familiar. Durante o inverno, que tem períodos mais chuvosos, muitos garimpeiros migram para esse outro tipo de sustento.

No interior do PI, exploração de opala garante 1º emprego e renda a famílias

No interior do PI, exploração de opala garante 1º emprego e renda a famílias

Pedro II vive da agricultura e da exploração da opala e venda das joias.
Em alta qualidade, pedra é encontrada apenas no Piauí e na Austrália.

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 No passado, o garimpo da opala no interior do Piauí não garantia mais que um ano de renda para os trabalhadores da região, já que o dinheiro da exploração desordenada da pedra costumava ser gasto com a mesma facilidade com que era retirado das minas.
Mas, nos últimos cinco anos, o que era “perdição” para muitos garimpeiros virou negócio em Pedro II. Por ano, a cidade vende perto de 400 quilos de joias feitas com a pedra para os mercados interno e externo. E só 10% dos recursos minerais que existem no município foram explorados.
Desde a extração da opala, encontrada em alta qualidade apenas no Piauí e na Austrália, até o design das peças passa pelas mãos dos pedro-segundenses, permitindo que muitos vivam só disso. Na família de Osmarina Uchôa, 40 anos, o garimpo das pedras cabe ao seu marido e a criação das joias, à sua imaginação.
Francisco Carneiro da Silva Filho, 24 anos, preferiu ficar longe das lavouras e se especializar em lapidação (Foto: Anay Cury/G1)Francisco Carneiro da Silva Filho, 24 anos, preferiu ficar longe das lavouras e se especializar em lapidação (Foto: Anay Cury/G1)
Há seis meses Osmarina abriu uma loja no centro de Pedro II, a Pedra Joia, emprega dois funcionários e disse ter faturamento bruto de R$ 4.000 por mês. “Meu sonho agora é terminar de registrar meu negócio como loja mesmo, ser dona da minha microempresa. Quero fazer cursos e ampliar esse comércio”, afirmou Osmarina, que antes era funcionária da prefeitura de Pedro II.
Osmarina, dona da loja Pedra Joia, em Pedro II (Foto: Anay Cury/G1)Osmarina, dona da loja Pedra Joia, em
Pedro II (Foto: Anay Cury/G1)
As perspectivas positivas da renda que a opala pode gerar estão estimulando jovens do pequeno município a investirem na venda das joias, ampliando o tamanho das lojas e procurando pontos com melhor localização, “para vender mais”. “Me mudei aqui para o centro há uns meses, já pensando no Festival de Inverno. Vem gente não só do Piauí, mas de vários estados. Eles ficam bem em frente da nossa loja, então conseguimos vender bastante. O estoque está cheio”, disse Wellington Rodrigues, 22 anos, sócio, com o seu irmão, da ALTA.L & Joias.

Dono de uma das maiores e mais antigas lojas da cidade, inaugurada em 1992, Juscelino Souza também é uma dessas pessoas que apostaram tudo o que tinham na opala, seguindo, de certa maneira, os passos do pai, que era garimpeiro. No ateliê onde produz as peças – desde a lapidação até a ourivesaria – o empresário emprega 18 funcionários. Para a maioria, é o primeiro emprego. Quando começou, eram só oito, mas, à medida que as pedras começaram a cair no gosto de estrangeiros, a joalheria teve de ser expandida. No início, 90% do que era produzido por Juscelino tinha a exportação como destino, chegando principalmente a França, Alemanha e Estados Unidos.
No entanto, nos últimos anos, a crise que vem atingindo esses países está fazendo com que o empresário comece a focar mais no mercado interno, que hoje responde por 80% do seu faturamento - que chega a R$ 500 mil por ano.
“Os brasileiros estão conhecendo e apreciando mais as joias feitas com pedra. E com o aumento do emprego e da renda, dessa classe C, as pessoas consomem mais. Foi o que garantiu que nossa produção se mantivesse”, disse o empresário, que afirmou ter registrado crescimento de 10% nos seus ganhos no último ano.
Quem está no ramo há mais tempo também começa a dividir o que aprendeu: como fabricar uma bela peça e administrar o próprio negócio. Antonio Márcio de Oliveira trabalha desde 1989 com lapidação de joias. Em 2000, abriu sua primeira joalheria, o Ateliê de Prata. Em 2004 formalizou-se e, neste ano, ampliou uma de suas duas instalações. Juntas, elas empregam dez funcionários e faturam R$ 220 mil por ano, de acordo com Oliveira. No Sebrae, o empresário capacita pessoas interessadas em receber orientações para serem bem sucedidas como ele.
Juscelino Souza, dono da Opalas Pedro II (Foto: Anay Cury/G1)Juscelino Souza, dono da Opalas Pedro II (Foto: Anay
Cury/G1)
Diante do aumento do número de lojas e de ateliês de produção das joias de opala – em 2005, eram 10 e hoje, chegam a 35 – o mercado de trabalho de Pedro II ficou mais aquecido, dando oportunidade para que jovens consigam seu primeiro emprego e se especializem na fabricação das peças.

Francisco Carneiro da Silva Filho, conhecido como Júnior, 24 anos, preferiu ficar longe das lavouras – a outra fonte de renda da população – e se dedicar à lapidação de pedras, o primeiro emprego e, conforme seu desejo, único, na área. “Faço cursos, busco sempre aprender mais. Mas não tenho vontade de sair daqui. Me criei aqui e é aqui que eu quero ficar”, contou Júnior.
Com direito à participação nos lucros da empresa onde trabalha, Marcos Vinícius de Sales Monteiro, 24 anos, diz não trocar a ourivesaria “por nada”. “Estou aqui há oito anos. Esse é o meu primeiro emprego, minha vida. Gosto do que faço e só quero progredir”, contou o jovem, enquanto mostrava uma peça à qual acabara de dar forma. Na loja onde é funcionário, as joias custam de R$ 30 a R$ 1 milhão.
Marcos Vinícuis trabalha em ateliê de joia em Pedro II e diz não trocar o emprego por nada (Foto: Anay Cury/G1)Marcos Vinícuis trabalha em ateliê de joia em Pedro II e
diz não trocar o emprego por nada (Foto: Anay Cury/G1)
Atrás do sucesso mais recente que tem vivido o comércio de Pedro II está o garimpo. Nas mãos desses homens tem início a primeira etapa do ciclo produtivo das joias de opala. Hoje, com a crescente e necessária legalização da exploração das minas, muitos abandonaram a atividade, segundo contam os trabalhadores.
No entanto, os que ainda insistem garantem que o esforço vale a pena. Antonio Ferreira Neto, 48 anos, chamado de Marola, é garimpeiro e lavrador desde os 17. Em Pedro II, conhecida como Suíça piauiense devido às temperaturas amenas que permitem o cultivo de legumes e hortaliças, a maioria das famílias que vivem do garimpo complementam a renda com a produção de suas pequenas lavouras.

“Consegui criar dois filhos com o dinheiro daqui. Tem o lado ruim, desgasta a gente. Tem que ficar aqui o dia inteiro procurando pedra, e nem sempre acha, mas eles estão lá. Um estuda em faculdade pública em Teresina, faz biologia e quer voltar para trabalhar com meio ambiente em Pedro II, e o outro foi para São Paulo, trabalhar em um restaurante muito chique, aquele Fasano.”

“Quatro meses por ano, a maioria das pessoas está voltada à agricultura familiar e o restante do tempo a essas outras atividades”, disse Marcelo Morais, consultor do Projeto Gemas e Joias, do Sebrae no Piauí e Coordenador do Arranjo Produtivo Local da Opala.
Antonio Ferreira Neto, 48 anos, chamado de Marola, é garimpeiro e lavrador desde os 17 (Foto: Anay Cury/G1)Antonio Ferreira Neto, 48 anos, chamado de Marola, é garimpeiro e lavrador desde os 17 (Foto: Anay Cury/G1)
Raio X da Opala (Foto: Editoria de Arte/G1)

Com sorte e muita insistência, há garimpeiros que já chegaram a ganhar R$ 60 mil em pedras em um mês, segundo contou o presidente da cooperativa dos trabalhadores, José Cícero da Silva Oliveira. Normalmente, o ganho não atinge essa cifra, mas a atividade tem se desenvolvido de forma sustentável, gerando perspectivas mais positivas para essa atividade. Hoje, são explorados, legalmente, cerca de 700 hectares, o equivalente a 7 milhões de metros quadrados.

“A exploração não é mais desordenada. Todos os trabalhadores da cooperativa trabalham em áreas regulares, com licenciamento, com equipamento de segurança. Sempre recebemos a visita de fiscais de vários ministérios”, afirmou. No regime de cooperativa, 10% de tudo o que se ganha em vendas é dividido entre os 150 associados. “Mas se um encontra uma pedra maior, por exemplo, fica para ele. Se não fosse assim, não daria certo, né?”, ponderou.
Opala lapidada, pronta para virar joia (Foto: Anay Cury/G1)Opala lapidada, pronta para virar joia (Foto: Anay Cury/G1)
A opala extra chega a custar quase quatro vezes mais que o ouro. Enquanto o grama do ouro é cotado por volta de R$ 80, o da opala, dependendo do tipo, o da opala pode ser vendido por até R$ 300. Tão valiosa é a opala que chama a atenção de grandes joalheiras no Brasil. Na Amsterdam Sauer, tradicional joalheria brasileira, presente nas principais metrópoles do mundo, por exemplo, a pedra de Pedro II sempre foi utilizada na produção e comercialização de suas joias, segundo a empresa.

RadiografiaA cidade de Pedro II fica no norte do Piauí, a 195 km da capital Teresina, e contabiliza, aproximadamente, 37.500 habitantes, segundo Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O município tem cerca de 500 famílias, entre garimpeiros, lapidários, joalheiros e lojistas que vivem da opala, de acordo com dados do Sebrae do Piauí.

A BUSCA ANCESTRAL DOS HUMANOS POR MINÉRIO

A BUSCA ANCESTRAL DOS HUMANOS POR MINÉRIO

A interação do ser humano com os minerais e minérios remonta a tempos imemoriais. Fonte primeira da vida, do sustento do próprio ser humano, a natureza com suas potencialidades transformadas em recursos ambientais , foi, e continua sendo vista como a grande mãe provedora, fonte inesgotável de suprimentos para esse animal, que ao contrário dos demais, modifica profundamente o ambiente onde vive, visando a seus próprios interesses. A utilização dos minerais na fabricação de utensílios domésticos, bélicos e artísticos, insere-se nessa visão providencialista do homem para com a natureza. Enquanto a atividade de mineração (ou mineratória) se utiliza de instrumentos mais sofisticados para a extração de minérios localizados em depósitos subterrâneos, a de garimpo (ou garimpagem) é atividade artesanal, ocorrida em região de aluvião, que emprega instrumentos rudimentares, as práticas mineradoras, assim como as de garimpagem, aparecem como uma constante na maioria das sociedades humanas estudadas. Panelas e potes, vasos e lanças, jóias, adornos corporais e estátuas, enfim, objetos que têm nos minerais sua razão de ser, polvilham a história de grupos humanos os mais diferenciados no tempo e no espaço (NEVES, 2007). 
Em quase todas as cosmogonias, narrativas que procuram explicar a criação do universo, e teogonias, cosmogonias centrada na deidade, há alusão a minerais como um dos elementos basilares das civilizações (PAULI, 2007), em função, provavelmente, dessa imbricada relação dos humanos com aqueles. No mundo ocidental cristão, por exemplo, a narrativa bíblica de Adão, palavra que significa “homem de barro”, é emblemática. Adão, segundo as escrituras sagradas, teria sido criado por Deus, a partir do barro da Terra e recebido do criador uma alma, quando este lhe soprou as narinas. (

MAPA DOS GARIMPOS DE OPALA EM PEDRO II - PI

MAPA DOS GARIMPOS DE OPALA EM PEDRO II - PI