terça-feira, 17 de novembro de 2015

Como se extraem esmeraldas?

Como se extraem esmeraldas?

Há sistemas de iluminação, de ventilação e de comunicação que ligam a entrada ao fundo do poço. As minas funcionam 24 horas diárias.
Para se chegar a um veio de esmeraldas, é preciso cavar buracos verticais com até 500 metros de profundidade no solo rochoso. Os garimpeiros passam dias a fio dentro dessas minas, dotadas de uma estrutura rústica, mas eficiente. Há sistemas de iluminação, de ventilação e de comunicação que ligam a entrada ao fundo do poço. As minas funcionam 24 horas diárias.
Os trabalhadores manipulam dinamite, respiram fuligem o tempo todo, urinam e defecam em sacos plásticos e estão sujeitos a desabamentos. O risco de morrer é real, mas pode compensar: uma gema de boa qualidade com 1 quilate (2 gramas) é vendida por até 5 mil dólares.
No Brasil, uma das principais áreas de extração de esmeraldas fica na serra da Carnaíba, Bahia, onde o mineral foi descoberto em 1 963. Lá as minas são cavadas dentro de barracões cobertos, sendo invisíveis para quem anda nas ruas do garimpo. Sob a terra, o cenário lembra um formigueiro. Para iniciar a perfuração de uma mina, é preciso instalar bananas de dinamite em fendas feitas com uma britadeira. À medida que se encontram veios de pedra preciosa e a rocha fica mais solta, os garimpeiros se valem de ferramentas mais “delicadas”, como marretas e picaretas. Isolados do resto do mundo, os caçadores de esmeraldas desenvolveram um vocabulário peculiar (leia quadro abaixo).
As primeiras esmeraldas foram descobertas há cerca de 5 mil anos, no Egito. A pedra verde é considerada a quinta gema mais valiosa do mundo – perde apenas para o diamante, o rubi, a alexandrita e a safira. A cor de uma esmeralda varia do um verde pálido ao verde intenso, com tonalidades azuladas ou amareladas. A qualidade da gema depende, fundamentalmente, dessa cor. As mais valiosas e raras são aquelas que têm verde intenso, puro ou com ligeira tonalidade amarelada. O grau de transparência e a presença de rachaduras também influem na avaliação de uma gema.
Fábio Lamachia Carvalho (autor do livro Sonho Verde, sobre sua experiência como garimpeiro)

Imagem: thisisbossi/Wikimedia Commons

TERRA DE NINGUÉM
No subsolo, os territórios de cada garimpo não são muito bem definidos. Não existe propriedade da terra. É comum que escavações de minas concorrentes acabem se encontrando
FURO N’ÁGUA
Quando o poço rompe um lençol freático, a água escorre pela parede e se acumula no fundo. É preciso, então, cavar um desvio e abrir um túnel paralelo. Para que a mina não se inunde, os garimpeiros drenam constantemente a água empoçada
LUZ NO FIM DO TÚNEL
Os túneis têm cerca de 2 metros de altura. O ar é bombeado da superfície até o fundo da mina. A fiação também desce para possibilitar a iluminação das galerias
CONTRA DESABAMENTOS
Às vezes é necessário escorar as paredes com “caixas”, ou estruturas de madeira, para prevenir desabamentos. Os garimpeiros usam a marreta para avaliar a segurança do teto: dependendo do som da pancada, a pedra está solta ou segura

Brasil e Japão na Bahia

Conheça um pouco das estranhas gírias do garimpo
Brasil - a superfície
Japão - o fundo da mina
Malado - quem ganhou muito dinheiro
Massegueiro - ladrão de esmeraldas
Boi - rocha pendurada no teto ou nas paredes da galeria
Canga - boi de xisto com pedras preciosas incrustadas
Indianada - pedras de qualidade inferior, que são vendidas para o mercado indiano
Martelete - tipo de britadeira
Quarta-feira - marreta muito grande e pesada. Tem esse nome porque poucos conseguem operá-la por mais de dois dias seguidos. Ou seja: o garimpeiro agüenta o trabalho na segunda e na terça, mas na quarta já não dá conta do serviço
Vazar - encontrar esmeraldas

O buraco é mais embaixo

Como funciona uma mina de esmeraldas na Bahia
REPESCAGEM
No entulho retirado das escavações, sempre há esmeraldas pequenas e de pouco valor. Isso atrai os “quijilas”, nome dado a quem aproveita os restos do garimpo. Geralmente são crianças, mulheres ou idosos
O ASCENRISTA
Quem controla o que sobe e desce – de pedras a pessoas – é o operador de guincho. A máquina, movida a diesel, tem dois comandos: acelerador e freio. O guincheiro se comunica com o interior da mina por um “telefone”, que, na verdade, não passa de um tubo de PVC

Pesadelos da Petrobras: o retorno da “ruivinha”

Pesadelos da Petrobras: o retorno da “ruivinha”



Publicado em: 17/11/2015 


Finalmente os caminhos da Lava Jato chegam ao obscuro “negócio” de Pasadena.

Nesta segunda-feira, sem nenhuma cerimônia, a Lava Jato chuta a porta de um dos mais bem guardados segredos da Petrobras, denominado jocosamente de “ruivinha” pelos funcionários da estatal brasileira.

Ruivinha, pois a Refinaria de Pasadena estava “enferrujada” e precisava, urgentemente, de reparos, declarou o Engenheiro Agosthilde M. De Carvalho aos juízes e promotores da Lava Jato.

Apesar de todos os problemas conhecidos a desvalorizada “ruivinha” foi adquirida pela Petrobras, causando um prejuízo (por baixo) de 792 milhões de dólares.

Até aí nós já sabíamos.

O que não havia sido divulgado até hoje, são os números e os destinatários das gigantescas propinas que a compra desta “ruivinha” ocasionou.

Segundo o delator as propinas atingiram um valor de 60 milhões de reais e foram distribuídas ao responsável pela Diretoria Internacional da Petrobras, Mauro Comino, subordinado ao corrupto, já julgado e enjaulado, Nestor Cerveró.

O outro delator e corrupto confesso Fernando Baiano, também embolsou parte desta régia propina.

Este novo desdobramento da Operação Lava Jato, denominado ironicamente de Operação Corrosão, traz à justiça uma nova leva de corruptos e coloca em dúvida a própria presidência da estatal na época da aquisição.

Do outro lado desta história de horror um novo desdobramento da Lava Jato revela um nome que pode reverter tudo o que sabíamos do Mensalão do PT: o de Delúbio Soares.

Isto mesmo!

O nome do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, que está recebendo a sua liberdade condicional, foi citado pelo delator Salim Schahin, juntamente com o seu partido o PT e o fiel amigo e escudeiro do ex-presidente Lula, José Carlos Bumlai.

O volta de Delúbio aos holofotes da justiça tira o sono do PT e pode levar o ex-tesoureiro de volta para a prisão de onde acaba de sair.

Apertem os cintos, é mais um tsunami de lama que se aproxima. 

A geologia e o terrorismo brutal do Estado Islâmico

A geologia e o terrorismo brutal do Estado Islâmico






Quando um país entra em guerra é facílimo avaliar o seu sucesso ou insucesso futuro. É só avaliar as suas finanças .

Não há guerra, terrorismo ou qualquer esforço bélico sem um gigantesco investimento em armamentos, logística, treinamentos etc...

Foi a falta de recursos que, em menos de 45 dias, colocou a Argentina de joelhos na Guerra das Malvinas. Em poucas semanas a Argentina estava quebrada e seus soldados, sem alimentos e roupas adequadas, se entregaram sem lutar, no frio cortante das Ilhas Falklands.

Não é barato guerrear.

Como então é possível que o exército do Estado Islâmico (ISIS) conquiste territórios na Síria e no Iraque ao mesmo tempo em que arma, treina milhares de soldados e ataca vários alvos na Europa, Síria, Iraque e no Curdistão?

Como é possível que isso ocorra mesmo quando são bombardeados, diariamente, pelas grandes potências mundiais?

A resposta está, principalmente, na geologia da área conquistada pelo ISIS.

Isso mesmo!

O Estado Islâmico sobrevive, principalmente, através da venda de petróleo das regiões controladas.

As extorsões, os roubos, sequestros e crimes, cometidos incessantemente pelo ISIS não passam de adicionais no cenário econômico deste grupo terrorista.

O ISIS conseguiu o impensável no mundo atual: levantar grandes somas de dinheiro e financiar um esforço de guerra sem ser contido pela poderosa máquina americana.

Este gigantesco fluxo financeiro financia o ISIS e quase não aparece nos radares das potências que tentam, sem sucesso, combatê-lo.

Os números são simplesmente gigantescos. Além da compra de armamentos, suprimentos, logística e manutenção de um exército de milhares ainda existem mais de 8 milhões de pessoas dentro dos territórios ocupados pelo ISIS que são, bem ou mal, mantidas pelo Exército Islâmico. Uma população cativa que é, na realidade, fonte de receita já que quase todos os seus bens e ativos foram apreendidos pelo ISIS.

Daí a geração do maior fluxo migratório da idade moderna.

Faça as contas...

A conclusão é óbvia: o ISIS está nadando em dinheiro e não mostra sinais de desacelerar.

Segundo o Tesouro Americano o Estado Islâmico, a organização terrorista mais bem financiada do mundo, está por trás de contrabandos e de uma gama de crimes variados que ocorrem em um submundo quase invisível ao sistema financeiro tradicional. Eles movimentam mais de US$6 milhões ao dia, dinheiro cash, segundo o serviço de inteligência do Curdistão.

Enquanto publicavam filmes bárbaros, mostrando a destruição do patrimônio da humanidade, o ISIS, disfarçadamente, vende grande parte dos objetos de arte que pretensamente foram destruídos.

Somente em 2013 as doações dos países do Golfo Pérsico, para fortalecer o ISIS e destronar Bashar Assad, foram oficialmente criminalizadas.

Desde então o ISIS vem sendo, oficialmente, execrado, mas continua, aparentemente, incólume e bem financiado.

A grande fonte do financiamento do ISIS é o petróleo roubado dos campos do Iraque e da Síria ou ofertado por simpatizantes com origem na Arábia Saudita, Kuwait e Catar.

O império de petróleo do ISIS se estende por uma área do tamanho do Reino Unido. Nesta área o Estado Islâmico controla mais de 300 poços de petróleo.

No pico o ISIS operou 350 poços de petróleo, somente no Iraque, cuja produção atual é de aproximadamente 3.000.000 de barris de óleo ao dia, um pouco maior do que a produção do Brasil.

Na Síria o ISIS controla 60% de toda a capacidade produtiva do país que era de 385.000 barris por dia, antes da guerra.

O interessante é que o ISIS controla, também, refinarias, que todo mundo conhece, mas que não são atacadas pela coalizão ocidental...

Como é possível que o sistema financeiro mundial ainda permita o fluxo de dinheiro que rega as contas do ISIS e que financia os atentados terroristas como o de 13 de novembro em Paris?

Segundo o Brookings Institute o Governo Americano sabe muito bem sobre este fluxo e sobre o nome dos compradores do petróleo desviado, mas pouco pode fazer.

Será?

Ou a verdade é bem diferente do que nos deixam saber? 

Como identificar pedras preciosas na natureza

Como identificar pedras preciosas na natureza


Como identificar pedras preciosas na natureza
As pedras preciosas são um tipo detesouro extremamente raro. Não é em qualquer lugar que se consegue encontrar esta preciosidade e isso levou a que, durante vários anos, homens escavassem minas em vão na procura de pedras preciosas que teimavam em aparecer. A verdade é que a maioria das pedras preciosas não estão presentes na natureza tal como nós as conhecemos, lapidadas e brilhantes. A maioria delas apresenta-se em bruto, passando praticamente despercebidas no meio de rochas vulgares, e só pessoas com conhecimentos de gemologia conseguem identificá-las com precisão. No entanto não é preciso ser formado nessa ciência para saber como identificar pedras preciosas na natureza, e neste artigo de umComo.com.br lhe damos algumas orientações para que também você possa encontrar gemas3 Google +
Instruções
  1. A forma mais fácil de um iniciante aprender a identificar pedras preciosas, é escolher um determinado tipo de pedra preciosa e começar a estudá-la, recorrendo a manuais de mineralogia. Existem várias pedras preciosas e semipreciosas e se você tentar aprender a identificá-las todas de uma vez só, o mais provável é que acabe confundindo.
  2. Assim sendo, imaginemos que você escolhe a pedra esmeralda. Logo à partida sabe que ela tem uma tonalidade verde, mas na natureza a cor da pedra poderá não ser a que conhecemos. Por essa razão é importante que estude acerca desta pedra, procure imagens e se familiarize com o aspeto dela em bruto.
    Imagem: minerart.com
  3. Se tiver oportunidade, visite também museus geológicos e exposições de pedras preciosas e semipreciosas. Nesses locais encontrará fotografias e documentos referentes ao estudo e identificação de pedras preciosas, que o irão elucidar. Solicite também a ajuda das guias turísticas presentes no museu, pois elas saberão responder à maioria das suas questões relacionadas com este tema.
  4. Tendo já reunido a teoria, poderá passar à prática, procurando pedras preciosas no terreno. Procure saber qual a área onde se encontra a pedra preciosa que você está procurando. Isso poderá ser difícil porque o mais certo é que ela se localize noutro país ou continente, por isso recomendamos que comece por procurar outras gemas que sejam comuns no local onde você se encontra.
    Imagem: zerohora.clicrbs.com.br
  5. Irá necessitar de alguns instrumentos próprios para identificar pedras preciosas e semipreciosas. Tente reunir o máximo deles:
    • Algum tipo de lâmina de aço (pode ser um canivete);
    • Pequena placa de porcelana branca não esmaltada;
    • Ímã;
    • Lupa que aumente 10x;
    • Frasco com ácido clorídrico diluído em 90% de água;
    • Lâmpada de luz ultravioleta;
    • Algumas pedras semipreciosas.
  6. As pedras preciosas mais fáceis de encontrar são aquelas que dão para identificar pela cor. Você sabe que o rubi é vermelho, que o diamante é branco/transparente e por aí em diante. No entanto, tal como já referido, na natureza a pedra pode não apresentar a mesma cor, sendo chamada de mineral alocromático, que é o caso do quartzo. Para tirar as dúvidas, a solução é partir a pedra e observar a cor no interior dela.
    Imagem: fotos.fot.br
  7. Outra forma de detetar uma pedra preciosa é conhecendo a dureza dos mineraissegundo a escala de Mosh. O diamante, por exemplo, é a rocha com maior dureza, de 10, risca qualquer outra e nunca é riscada, a não ser por outro diamante. Já o topázio tem uma dureza de 8, o que significa que pode ser riscado por uma pedra de dureza maior mas nunca de dureza inferior. Enquanto estiver no terreno procurando pedras preciosas, sirva-se das semipreciosas que levou consigo e faça o teste.
  8. Alguns minerais mantêm determinadas formas na natureza que lhes são caraterísticas, chamadas de hábito, o que permite identificá-los rapidamente ou, pelo menos, saber que estamos na presença de uma pedra peculiar. O quartzo, por exemplo, costuma apresentar-se sobre a forma de prisma, já a pirita mantém um formato cúbico, como se pode ver na imagem ao lado, ainda que não perfeito.
    Imagem: praticasalternativas.com
  9. Com o auxílio da lâmpada de luz ultravioleta também poderá identificar pedras preciosas, devido à sua fluorescência e fosforescência. Estes conceitos estão relacionados com a luminosidade que o mineral emite quando está sob uma radiação invisível, neste caso os raios ultravioletas. Procure saber como determinada pedra preciosa reage a este tipo de luz para mais facilmente a identificar.
  10. É também possível identificar uma pedra preciosa através do magnetismo, é por essa razão que deverá transportar um ímã consigo quando estiver procurando gemas. Ate o ímã a um fio e aproxime-o da pedra. Algumas delas são atraídas pelo poder do ímã, como o caso da magnetita e da pirrotita.
    Imagem: zjmineracao.com.br
  11. Existem outras formas práticas de identificar pedras preciosas que você poderá pôr em prática em campo, utilizando os restantes materiais referidos acima e para os quais você encontrará um uso consultando manuais específicos, como o Introdução à Mineralogia Prática. Vale a pena dedicar algum tempo ao estudo, pois tendoconhecimento acerca da morfologia das pedras torna-se mais fácil identificar pedras preciosas.


Tudo por uma esmeralda

Tudo por uma esmeralda

Livro narra as peripécias de um jovem paulistano nos garimpos da Serra da Carnaíba, na Bahia

Moeda nenhuma escapa à visão privilegiada de Fábio. Quando caminha pelas ruas de São Paulo, ele sempre encontra alguma a reluzir no asfalto. Mania de garimpeiro. Em janeiro de 2000, Fábio Lamachia Carvalho, então com 26 anos, largou a faculdade de marketing e o emprego em um site para procurar esmeraldas no sertão da Bahia. Durante quatro meses, Fábio cumpriu o árduo ritual de dormir durante o dia para passar a noite – cerca de 12 horas seguidas – perambulando feito tatu pelas galerias esverdeadas da Serra da Carnaíba. Tudo por causa de um réveillon em Itacaré, no litoral baiano. Fábio viajou com dois amigos de infância, filhos de dois sócios em uma mina. “No dia 30 de dezembro, um deles recebeu uma ligação e soube que finalmente haviam alcançado o veio das pedras, 80 metros abaixo da terra. Dali a alguns dias, a mina ia começar a produzir e eles me chamaram para ser fiscal da equipe da noite. Topei na hora”, conta.
Fábio não imaginava que, dois anos mais tarde,
teria a satisfação de encontrar sua aventura 
nas livrarias. Para escrever Sonho verde (Geração Editorial, R$ 28), o viajante reuniu as mais cativantes histórias ouvidas no garimpo entre
uma explosão de dinamite e outra. Mesclou as impressões de rapaz paulistano ao sotaque sertanejo e conseguiu reproduzir com graça
o descompasso entre as duas culturas. “Uma vez estava usando fio dental e um garimpeiro perguntou o que era aquilo. Quando falei o nome, ele riu. Pensava que só quem usava fio dental era
a Carla Perez. E depois roubou meu tubo para prender a fiação elétrica
no teto da galeria”, lembra o viajante. Carnaíba, a meca das esmeraldas no País, fica a cerca de 400 quilômetros de Salvador e produz 
esmeraldas desde 1963.
A primeira regra para um fiscal de garimpo é tratar todos com respeito e atenção. “Cheguei ao trabalho como inimigo. A maioria ganha muito pouco e está ali em busca de um dinheirinho extra. Meu trabalho era minimizar o roubo, mas às vezes deixava um ou outro levar uma pedrinha”, confessa. “Com a possibilidade de ganhar alguma coisa, os garimpeiros trabalham com mais vontade”, explica. Com isso, cativou a amizade dos peões e chegou a dar aulas de alfabetização a um deles, o Fuminho. Só não conseguiu voltar para São Paulo com a grana que desejava. “Só aceitei a tarefa porque queria ficar rico. Tinha direito a 2% sobre tudo o que era encontrado. Mas, depois de um mês, a produção caiu e acabei voltando para casa sem um tostão”, jura ele. Não demorou muito para que os pais de seus amigos também desistissem de empreitada e interrompessem a extração. Agora, o jovem autor – apoiado pelo Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos e pela joalheria Amsterdam Sauer – quer garimpar água-marinha no sertão da Paraíba. O amuleto ele já tem: uma inseparável esmeralda baiana.