domingo, 20 de dezembro de 2015

Como saber se o diamante é verdadeiro

Como saber se o diamante é verdadeiro

Como saber se o diamante é verdadeiro
Os diamantes são uma pedra preciosaobjeto de desejo no mundo todo. Sua exuberância, sua dureza, sua raridade e seu brilho são motivo de admiração de qualquer pessoa. Por isso, os diamantes são alvo de consumo de milhões de pessoas e possuem um custo elevadíssimo, chegando a milhares de dólares por pequenas quantidades. Por isso, o diamante é um produto que é bastante falsificado e vendido a preços mais baratos. Muitos joalheiros são especializados na diferenciação de diamantes porque o processo de falsificação é muito comum. Nesse artigo feito por um geólogo, você descobrirá como saber se o diamante é verdadeiro e muitas outras técnicas para desvendar esse alótropo do carbono.




  1. Antes de tudo, é necessário saber a origem da pedra em questão. Se o artigo foi comprado por baixíssimo valor no mercado ilegal (ou até mesmo no mercado legal), dificilmente ele será um diamante de verdade, então nem vale a pena se dar ao esforço de saber se o diamante é verdadeiro, porque ele será obviamente falso.
  2. Bem, o método mais fácil e simples de saber se uma joia de diamante é verdadeira é através do “bafômetro”. Você segurará a joia na distância de quatro centímetros de sua boca e soprará levemente, como se soprasse no espelho para fazer desenhos. Se depois de dois segundos ela continuar embaçada, ela dificilmente é um diamante. Os verdadeiros diamantesdificilmente variam de temperatura e o vapor d’água não se aglomera na pedra preciosa.
  3. Se você não conseguiu um bom resultado com o método acima, coloque a pedra de diamante sobre algum texto. Se as imagens forem compreensíveis e você conseguir distinguir as letras, não é um diamante. Graças ao seu alto poder de refração luminosa, é impossível distinguir as imagens que transpassam por ele. Essa refração luminosa também é uma dica: Se você aproximar a luz de uma lanterna de um diamante, ele não irá emitir um brilho colorido ou um arco-íris. Ele irá brilhar sem cor, apenas com intensa luz.
  4. Você pode também colocar a pedra dentro de um copo d’água. Graças a altíssima densidade do diamante, ele necessariamente afundará. Se ele continuar boiando quando você jogá-lo na água, pode ter certeza que esse diamante é falso.
  5. Se o seu diamante veio junto de um peça de ouro ou de qualquer outro metal precioso, observe se existe alguma marca em volta do metal. Uma indicação de quilate ou de densidade de prata ou platina é um sinal de que o seu diamante é verdadeiro. Essas indicações são, por exemplo, “18K”, “900P” ou “Plat”. Caso você observe a inscrição “CZ” no metal, o seu diamante não é verdadeiro. CZ é uma sigla para Zircônica Cúbica, substância bastante utilizada na fabricação de falsos diamantes.
  6. Caso você ainda tenha dúvidas acerca da veracidade do diamante, leve-o a um especialista em joias, o joalheiro. Esse profissional possui vários métodos científicos que te darão comprovações em densidade e através da química de que a pedra requerida é ou não um diamante. Ele não cobrará caro e te dará dicas para a conservação dessa preciosa pedra, tão desejada no mundo todo.


Qual a diferença entre pedras preciosas e semipreciosas

Qual a diferença entre pedras preciosas e semipreciosas

Qual a diferença entre pedras preciosas e semipreciosas
Atualmente os termos pedra preciosa e pedra semipreciosa já não se consideram corretos por não terem validade científica. Ou seja, uma pedra considerada semipreciosa pode valer mais que uma preciosa devido a fatores como a consistência, transparência, cor, brilho e outros, pelo que é o valor dela no mercado que dita se ela é valiosa ou não. Desta forma, para o mercado não existem pedras semipreciosas: ou são realmente preciosas e têm valor comercial, ou simplesmente são pedras vulgares e não valem nada. Para facilitar a definição deste conjunto de pedras com valor de mercado, surge o nome "gemas", que é o mais correto a utilizar. No entanto neste artigo de umComo.com.br iremos usar as designações antigas para facilitar a compreensão e, se estiver interessado em saber qual a diferença entre pedras preciosas e semipreciosas, continue lendo!
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  • Pedras preciosas e semipreciosas na antiguidade


    A designação de pedras preciosas e semipreciosas era usada na antiguidade para distinguir as pedras mais populares - rubi, diamante, esmeralda e safira - das outras que, apesar de serem também valorizadas, não eram tão relevantes e importantes, pedras como a opala, ametista, água-marinha e etc. Hoje em dia, tal como referido na introdução, pedras semipreciosas podem ser consideradas mais valiosas que as preciosas, sendo que não existe uma linha muito ténue que as diferencie.

    Pedras preciosas e semipreciosas na antiguidade
  • Classificação de pedras preciosas segundo a Gemologia


    A Gemologia é um ramo da Geologia que estuda as gemas, conjunto de pedras preciosas e semipreciosas. Esta especialidade científica estabeleceu uma forma simples de diferenciar estes dois tipos de pedras muito apreciadas. Para a Gemologia, as pedras preciosas são compostas por materiais naturais orgânicos(produzidos por seres vivos, como as pérolas) ou inorgânicos (não produzidos por seres vivos). Juntamente com esses aspetos são também avaliados outros de grande importância tais como a raridade, durabilidade e beleza.

    Classificação de pedras preciosas segundo a Gemologia
  • Valoração de pedras semipreciosas


    Algumas pedras são consideradas semipreciosas porque, apesar de serem muito belas e desejadas tal como as preciosas, são mais fáceis de encontrar. Por exemplo: há uns anos, começando nos antigos egípcios, a ametista (imagem ao lado) foi considerada uma pedra preciosa, no entanto perdeu parte do seu valor quando, no Brasil, foi encontrada uma grande concentração dela. Além disso a maioria das pedras chamadas semipreciosas são mais frágeis que as preciosas, no entanto este aspeto da diferenciação entre ambas as pedras não é linear porque a água-marinha, por exemplo, apresenta a mesma dureza que uma esmeralda.

    Valoração de pedras semipreciosas
  • Exemplos de pedras preciosas e semipreciosas


    Podem ser consideradas pedras preciosas o diamante, o rubi, a esmeralda, alexandrita, ametista, safira pérola, entre outros. Entre as pedras semipreciosaspodemos encontrar a ágata, o topázio, a granada, aventurina, pedra da lua, hematite, jaspe, lápis-lazúli, malaquite, aquamarine e muitas outras. Porém, tal como explicado neste artigo, estas classificações variam, pois nem sempre se encontram pedras preciosas que sejam perfeitas em tamanho, peso, forma cor e reflexos, podendo acabar por algumas delas não terem tanto valor comercial quanto uma pedra semipreciosa totalmente perfeita.

    Exemplos de pedras preciosas e semipreciosas
  • O que faz de uma gema uma pedra valiosa


    Atualmente o que torna uma gema preciosa são aspetos como a raridade, a durabilidade, cor, brilhos, transparência, efeitos óticos especiais e, por fim, a modaou tendência, pois se determinada pedra está sendo muito procurada por apreciadores de gemas, ela irá valer mais que as outras. Além disso, para que uma pedra seja considerada valiosa, ela deve ter um grau de dureza maior que 6 na escala de Mohs. Também há quem diga que as pedras valiosas se distinguem pela sua beleza, no entanto esse é um conceito muito relativo porque o que uma pessoa acha bonito, outra pode não achar.

    O que faz de uma gema uma pedra valiosa

Pedras Preciosas


As pedras preciosas, também conhecidas como gemas, são minerais, rochas ou matérias petrificadas com brilho e coloração especiais encontradas na natureza, podendo ser também criadas sinteticamente, em laboratório. As gemas criadas em laboratório têm os mesmos componentes químicos das 'naturais', mas perdem um pouco o valor por não terem raridade.
A maioria das pedras preciosas é resultado de minerais que se formaram sob condições variadas no interior da Terra.
Essas pedras, quando tratadas, podem ter várias utilidades, mas seu principal uso é na criação de joias e acessórios, que tem grande valor e prestígio comercial. Há também quem acredite que além desse valor, essas pedras tenham também um grande valor místico; algumas são usadas até como amuletos. O fato de serem duras, raras e valiosas fazem com que tenham significados de solidez, poderes eternos e outras crenças de divindade.
Atualmente, é muito comum essas pedras serem imitadas com materiais mais baratos, como vidros, plásticos e outras pedras de pouco valor. Para diferenciar uma pedra preciosa verdadeira de uma falsa ou uma sintética, é preciso se atentar aos detalhes. Geralmente, não é muito difícil saber distinguir as verdadeiras das imitações.

Histórico das Pedras Preciosas

Desde o começo da história da humanidade, as pedras preciosas eram consideradas valiosas, principalmente pelo seu valor simbólico, como sua durabilidade, pureza, justiça, nobreza, etc. A atração por joias e objetos preciosos é algo que temos em comum com nossos antepassados.
Acredita-se que foram os magos, sacerdotes e anciãos da antiguidade que implantaram o uso e a descoberta dessas pedras, para fins místicos e religiosos.
A auto-ornamentação também parece ter sido presente na vida dos homens desde os primórdios, pois as joias mais antigas da história vieram de sepulturas de cerca de 20 000 anos atrás. Além do valor místico que as pedras preciosas tinham nessa época, acredita-se também que elas já tenham sido utilizadas como símbolo de riqueza, status e proteção, na forma de amuletos.
As artes decorativas também começaram a ter grande valor com o uso dessas pedras. Esculturas de jade, lápis-lazúli, cornalina, turquesa, ametista e granada de mais de 4500 anos atrás foram encontradas na China e no Egito.
Determinadas pedras provocavam fascínio em diferentes povos. Os romanos, por exemplo, tinham grande admiração pelas ágatas, que graças as suas várias camadas de cores, produziam belíssimos camafeus (figuras esculpidas em relevo). Um dos mais conhecidos, é o do imperador Augusto, do período medieval.
Acredita-se que as primeiras pedras a chamar a atenção dos homens foram as ágatas de diferentes cores, encontradas nos leitos dos rios. Com a evolução das civilizações, a variação de minerais explorados pelos homens foi aumentando, assim como a sua comercialização organizada.
Os egípcios foram os primeiros povos a explorar e comercializar pedras preciosas de forma organizada. Turquesa, ametista e lápis-lazúli eram encontrados em minas de mais de 6000 anos, que produzem até hoje.
A Índia, Sri Lanka e Birmânia eram conhecidas pelos seus famosos cascalhos de pedras preciosas, que produziam excelentes diamantes, safiras, rubis e espinelas, séculos e séculos a fio. Na Índia, os diamantes eram uma grande fonte de rendimento para o país.
No Brasil, depósitos de ágatas, topázios, turmalinas e crisoberilos foram revelados na época da exploração. No século XIX, os diamantes sul-africanos e as opalas australianas foram duas grandes descobertas, que também se caracterizou pela expansão da indústria de diamantes na Sibéria, Austrália e outros países africanos.
No Brasil, a palavra “garimpo” surgiu como expressão também no século XIX, em Diamantina, Minas Gerais. A palavra era usada para denominar a mineração clandestina, que também derivou a palavra “garimpeiro”, ou seja, quem o exercia. Os garimpeiros são os homens que enfrentam o perigo, geralmente dentro de minas e buracos para explorar os metais e pedras preciosas. Eles são a ferramenta de obtenção da matéria prima das pedras e joias raras.

Cidade egípcia engolida pelo mar é redescoberta depois de 1.200 anos: fotos

Cidade egípcia engolida pelo mar é redescoberta depois de 1.200 anos: fotos

Publicado em 18.06.2013
Modelo computacional de como teria sido a cidade no seu tempo
Modelo computacional de como teria sido a cidade no seu tempo
Arqueólogos redescobriram uma cidade egípcia envolta em mitos, engolida pelo Mar Mediterrâneo e enterrada na areia e na lama por mais de 1.200 anos.
Conhecida como Heracleion para os antigos gregos e Thonis para os antigos egípcios, a cidade foi encontrada em 2000 pelo arqueólogo subaquático francês Franck Goddio e sua equipe do Instituto Europeu de Arqueologia Subaquática, depois de um levantamento geofísico de quatro anos.
As ruínas da cidade perdida estavam 9,4 metros abaixo da superfície do Mar Mediterrâneo, em Aboukir Bay, perto de Alexandria. Vários artefatos surpreendentemente bem preservados foram recuperados, e contam um pouco da história do povo que lá viveu.
Esta estela foi ordenada pelo faraó Nectanebo I, que viveu entre 378 e 362 aC. É quase idêntica à estela de Náucratis, que fica no Museu Egípcio do Cairo
Esta estela foi ordenada pelo faraó Nectanebo I, que viveu entre 378 e 362 aC. É quase idêntica à estela de Náucratis, que fica no Museu Egípcio do Cairo
A deusa Ísis era adorada como mãe e esposa, bem como patrona da natureza e da magia
A deusa Ísis era adorada como mãe e esposa, bem como patrona da natureza e da magia

Porto da era clássica

Durante a escavação de 13 anos de Thonis-Heracleion, emocionantes descobertas arqueológicas ajudaram a descrever uma cidade antiga que não era apenas um centro comercial internacional vital, mas, possivelmente, um importante centro religioso.
A pesquisa sugere que Thonis-Heracleion serviu como uma porta de entrada obrigatória para o comércio entre o Mediterrâneo e o Nilo.
Até o momento, 64 naufrágios e mais de 700 âncoras foram descobertos a partir da lama da baía. Outros achados incluem moedas de ouro, pesos de Atenas (que nunca foram encontrados em um site egípcio) e tábuas gigantes inscritas em egípcio e grego antigos. Os pesquisadores pensam que esses artefatos apontam a proeminência da cidade como um centro de comércio movimentado.
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Também foi analisada uma variedade de artefatos religiosos na cidade submersa, incluindo esculturas de pedra de cerca de 5 metros de altura, que provavelmente adornaram o templo central da cidade, e sarcófagos de pedra calcária que se acredita terem contido animais mumificados.
Uma das descobertas mais importantes na área do templo foi esta capela monolítica, pois serviu como uma chave para identificar o resto da cidade
Uma das descobertas mais importantes na área do templo foi esta capela monolítica, pois serviu como uma chave para identificar o resto da cidade
Os pesquisadores descobriram uma estátua de 5,4 m que representa o deus Hapi, que era o deus das inundações do Nilo e um símbolo da fertilidade e da abundância. A estátua decorava o templo de Heracleion
Os pesquisadores descobriram uma estátua de 5,4 m que representa o deus Hapi, que era o deus das inundações do Nilo e um símbolo da fertilidade e da abundância. A estátua decorava o templo de Heracleion
Especialistas se maravilharam com a diversidade de objetos localizados e com o quão bem eles estavam preservados. “A evidência arqueológica é simplesmente impressionante”, disse Sir Barry Cunliffe, arqueólogo da Universidade de Oxford (Reino Unido).
Apesar de toda a excitação sobre a escavação, um mistério sobre Thonis-Heracleion permanece em grande parte sem solução: por que exatamente a cidade afundou?
A equipe de Goddio sugere que o peso de grandes construções em uma região de barro e solo de areia pode ter feito a cidade afundar após um terremoto. Segundo Goddio, pode levar mais 200 anos antes de os cientistas descobrirem todos os segredos da cidade perdida.[HuffingtonPost, SFR, IBT]
Mergulhadores inspecionaram uma estátua de um faraó de 5 metros de altura. Feita de granito vermelho, foi encontrada perto do templo em Thonis-Heracleion
Mergulhadores inspecionaram uma estátua de um faraó de 5 metros de altura. Feita de granito vermelho, foi encontrada perto do templo em Thonis-Heracleion
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As joias egípcias que vieram do espaço

As joias egípcias que vieram do espaço

Publicado em 21.08.2013
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De acordo com um novo estudo, joias egípcias antigas encontradas em uma tumba de 5 mil anos de idade foram feitas a partir de meteoritos de ferro que caíram na Terra vindas do espaço. As contas, que são os mais antigos artefatos de ferro conhecidos no mundo, foram criadas cerca de 2 mil anos antes da Idade do Ferro no Egito.
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Em 1911, nove contas em forma de tubo foram escavadas de um cemitério antigo perto da aldeia de El-Gerzeh, que fica a cerca de 5.100 km ao sul de Cairo. Segundo o principal autor do estudo, Thilo Rehren, professor da UCL Qatar, um posto avançado da Ásia Ocidental do Instituto de Arqueologia da University College London, o túmulo remonta a cerca de 3.200 a.C.

Dentro da tumba, que pertencia a um adolescente, as contas de ferro foram amarradas juntas a um colar, ao lado de outros materiais exóticos, incluindo ouro e pedras preciosas. Os primeiros testes de composição dos grânulos revelaram concentrações curiosamente altas de níquel, um grande indicador de que os objetos foram feitos a partir de meteoritos de ferro. “Até 100 anos atrás, as contas atraíam a atenção das pessoas por ser algo estranho”, relata Rehren.

Mas sem prova definitiva das origens cósmicas das contas, as questões persistiram sobre se quantidades semelhantes de níquel poderiam estar presentes em um objeto produzido a partir de ferro feito pelo homem de ferro. Ao digitalizar as esferas de ferro com feixes de nêutrons e raios gama, os investigadores encontraram altas concentrações de cobalto, fósforo e germânio. Estes elementos, sim, estavam presentes em níveis que só ocorrem em meteoritos de ferro.

“É realmente emocionante, porque fomos capazes de detectar cobalto e germânio suficiente nestas contas para confirmar que elas foram feitas de meteoritos”, conta Rehren. “Nós tínhamos presumido que este era o caso há 100 anos, mas é bom ser capaz de colocar um ponto de exclamação na questão, ao invés de um ponto de interrogação”.
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A tecnologia dos raios-X revelou também que as contas tinham sido marteladas até serem transformadas em lâminas finas, antes de serem meticulosamente enroladas no formato de tubos.
“Este ferro presente nos meteoritos é um material muito duro que você encontra em pedaços, e mesmo assim aqui se apresenta em contas finas e arredondadas”, diz Rehren. “A verdadeira questão é: como elas foram feitas?”.
Ao contrário dos metais mais macios e mais maleáveis, como o ouro e o cobre, trabalhar com ferro maciço exige a invenção de ferraria, que envolve aquecer os metais a temperaturas escaldantes, repetidamente, e martelá-los até que assumam a forma desejada.
“Esta é uma operação muito mais elaborada e que imaginamos que só tenha sido inventada e desenvolvida na Idade do Ferro, que começou talvez 3 mil anos atrás – e não 5 mil anos atrás”, afirma Rehren.
Os pesquisadores acreditam que os meteoritos de ferro tenham sido aquecidos e martelados até que se tornassem lâminas finas e, em seguida, enrolados em volta de pequenos pedaços de madeira para criar as contas de dois centímetros de comprimento, no formato de tubo. Outras pedras encontradas na mesma tumba apresentavam técnicas de trabalho em pedra mais tradicionais, tais como a escultura e a perfuração.
“Isso mostra que as pessoas daquela época já eram capazes de lidar com a ferraria”, comenta Rehren. “O que mostra uma habilidade bastante avançada, especialmente com este material difícil. O trabalho pode não ter sido feito em grande escala, porém, no início da Idade do Ferro, os egípcios já possuíam cerca de 2 mil anos de experiência trabalhando com o ferro vindo de meteoritos”.

Esta não é a primeira vez que as joias desta tumba egípcia foram ligadas ao cosmos. No início deste ano, em maio, pesquisadores da Open University e Universidade de Manchester, Inglaterra, publicaram um artigo na revista “Meteoritics and Planetary Science” sobre as origens celestiais das contas antigas. Outros pesquisadores identificaram diferentes artefatos que também tiveram suas origens no espaço. No ano passado, cientistas alemães descobriram uma estátua de Buda que foi esculpida a partir de um meteorito entre o oitavo e o décimo séculos.
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Os resultados detalhados do novo estudo foram publicadas online na segunda-feira (19) na revista especializada “Journal of Archaeological Science”.