domingo, 3 de janeiro de 2016

Ametista do Sul – RS


Ametista do Sul
A cidade de Ametista do Sul não estava na lista das cidades que havíamos planejado parar para conhecer na viagem, isto porque nem sabíamos que ela existia.
Porém quando estava conversando no happy hour comentei que estava planejando conhecer o Salto do Yucumã que fica no município deDerrubadas – RS quando o meu colega de trabalho Guido Pothier comentou que havia feito uma viagem pela região e que gostou de Ametista do Sul.
Saímos de Francisco Beltrão  depois de tomar café da manhã e pegamos a PR-180 sentido Rio Grande do Sul. No Paraná a estrada estava boa, porém ao chegar em Santa Catarina foi difícil aguentar a buraqueira das estradas estaduais, pois quando eu tentava desviar de um buraco caía em outro. A minha percepção é que todos os governos do estado não se importam com o lado oeste do estado
pois não ganha dinheiro com e.g. turismo, transporte de cargas. Em contraponto o lado leste a BR-101 é perfeito.
Entrando no Rio Grande do Sul viemos pela RS-324 no norte do estado para chegar em Ametista do Sul. Quando tinha conversado com o Guido ele havia alertado que a estrada para chegar a Ametista do Sul é de difícil acesso,
o único problema que enfrentamos para chegar na cidade foi a grande quantidade de quebra-molas e sonorizadores, estes sim eram imensos e parecia que o carro estava dentro de uma batedeira.
Sonorizador
Sonorizador, também conhecido como batedeira
Após uns 20km enfrentando os quebra-molas e sonorizadores e todos os tipos elementos para fazer andar a 5km/h, muita chuva e algumas aldeias indígenas encontramos a entrada da cidade.
Bem-vindo em vários idiomas
Bem-vindo em vários idiomas
Ao chegar no centro da cidade um dos primeiros monumentos que pudemos observar é a pirâmide de meditação. Tivemos que esperar até o outro dia para poder visitar a pirâmide, pois quando chegamos ao centro da cidade voltou a cair muita chuva e ficamos no primeiro hotel que encontramos na cidade. O melhor de tudo é que no outro dia fez um sol e aproveitamos para conhecer a cidade.
Metidando
Metidando
Metidando
Metidando
O bom de conhecer cidades pequenas é que os pontos turísticos são bem próximos um do outro, pois ao lado da pirâmide está a Igreja da cidade de Ametista do Sul que é praticamente toda revestida internamente com a pedra que leva o nome da cidade.
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Pia batismal
Pia batismal
Aparecida
Aparecida
Após conhecermos a igreja de Ametista do Sul fomos até o Ametista Parque Museu fazer o passeio dentro do morro onde é feita a extração da pedra preciosa.
O ingresso da direito a visitação por dentro das das cavernas (garimpo) onde são extraídas as pedras ametistas com um guia explicando como era feita a extração antigamente, quem foram os primeiros a extrair e como é feito o processo de extração na atualidade. Dentro do garimpo podemos ver ainda umas pedras in natura.
Entrada do garimpo
Entrada do garimpo
Após realizar o passeio com o guia vamos para a próxima parte do passeio que é conhecer o museu de pedras preciosas da região, a parte ruim é que não é permitido tirar foto das pedras, pois elas são de colecionadores particulares.
Narjara no garimpo mostrando um geodo de ametista
Narjara no garimpo mostrando um geodo de ametista
Na imagem abaixo é possível ver no meu lado direto o “carro” que os garimpeiros utilizam para retirar os geodos do garimpo quando não é possível levar na mão.
Fabian no garimpo mostrando um geodo de ametista
Fabian no garimpo mostrando um geodo de ametista
Com a queda do preço da ametista algumas empresas começaram a procurar outras formas de manter-se ativas e apostaram no vinho pelo fato da cidade estar na serra do Rio Grande do Sul.
Porém algumas empresas estão apostando em envelhecer o vinho dentro dos garimpos que estão desativados, pois a temperatura interna da caverna é constantemente 17ºC no inverno e verão.
Nesse ponto é possível degustar e comprar os vinhos que são envelhecidos no local.
Vinho sendo evelhecido dentro da caverna do dragão do garimpo
Vinho sendo evelhecido dentro da caverna do dragão do garimpo
A saída do garimpo termina na porta de entrada de uma loja (ideia interessante) que vende além das pedras de ametistas, lembrancinhas.
Uma das maiores atrações do museu de pedras de Ametista do Sul é o Meteorito (siderito) de 140 quilos, 50 centímetros de comprimento, 40 cm de largura e 27 cm de altura. Fomos informados que o meteorito foi adquirido de um agricultor de Arvorezinha, que encontrou a peça em sua propriedade, em 2009.
Pedra do tipo Siderito
Pedra do tipo Siderito

Ametista do Sul: Extraída pedra ametista de 7,2 toneladas

Ametista do Sul: Extraída pedra ametista de 7,2 toneladas

 

Foto: Giovane Sabino
Uma ametista de 7,2 toneladas foi encontrada no garimpo de propriedade dos irmãos Nadir e Célio Capra, na localidade de Linha Barreirinho, em Ametista do Sul, no Médio Uruguai. É a maior extraída até agora nas jazidas de pedras preciosas localizadas no município e em mais sete cidades da região. Antes, chegou a ser achada uma com 3 toneladas. Segundo Nadir, a peça tem 3 metros de comprimento, 2,5 metros de largura e 1 metro de altura. Ele informa que dois garimpeiros trabalharam 40 dias para retirar o geodo, em forma de coração.

No seu interior, a peça é oca e suas paredes são formadas por pontas de ametistas, de cor lilás. Nadir diz que o material será comercializado como está, bruto. "Essa ametista pode parar até em outro país", afirma. Os irmãos possuem a jazida há 20 anos, e a maior pedra retirada do local pesou 2 toneladas. A ametista virou atração, e muitas pessoas chegam à propriedade para vê-la.

Nos oito municípios da Cooperativa de Garimpeiros do Médio Uruguai, encontram-se 510 garimpos, dos quais 200 estão ativos. Segundo o engenheiro de minas da Coogamai Anderson Oliveira, 53% dos garimpos estão situados em Ametista do Sul, conhecida como a capital mundial dessa pedra. A extração da ametista é realizada de forma subterrânea, em galerias ou furnas horizontais com altura de quase 2 metros e largura de 3 metros. Os túneis podem chegar a ter 400 metros de profundidade.

Esperança que move o ofício

Esperança que move o ofício

Maioria tira apenas o suficiente para o sustento; mas há casos de lucro de até R$ 50 mil

Contingente. Cerca de 1.200 garimpeiros atuam ao longo de 1,5 km de leito do rio Jequitinhonha, com maior concentração na Areinha
Maioria tira apenas o suficiente para o sustento; mas há casos de lucro de até R$ 50 mil

Diamantina. A caminho de Areinha - a área às margens do rio Jequitinhonha onde se concentra a maior parte dos garimpeiros da região, distante cerca de 80 km de Diamantina - o presidente da Associação de Proteção à Família Garimpeira da cidade (Aprofagadi), Aélcio Freire Vial, faz um alerta de que a paisagem que se verá no local é impactante. É de se encher os olhos, mas só de terra, areia e águas turvas.

O cenário, que se completa com barracos improvisados, bombas de sucção e um considerável contingente de garimpeiros, tem aquele aspecto como resultado da atuação das mineradoras Rio Novo e Tejucana na 
região, como faz questão de frisar o representante das famílias que trabalham no local.
 "Não há degradação nova", diz, em alusão à herança deixada pelas grandes empresas.

É dos rejeitos deixados por elas que os garimpeiros tentam garantir seu sustento, trabalhando em um período de estiagem, de maio a outubro. "Nas épocas de cheia, eles se dedicam à cultura de subsistência", conta Aelcio. Ele destaca que a maioria não tem qualquer tipo de qualificação e que, sem o garimpo, poderia atuar só na capina ou como servente de pedreiro.

A esperança de se achar um diamante que traga fortuna é compartilhada, mas a sorte não sorri da mesma maneira para todos. Alguns, como Luiz Gonzaga Costa, 48, conseguiram construir patrimônio. Casado e pai de três filhos, ele tem sua própria bomba de sucção - que custa em torno de R$ 25 mil - e um grupo de sete homens sob sua gerência.

A maior parte dos garimpeiros, contudo, apenas garante o sustento da família e, eventualmente, em períodos de boa apuração da cata, investe em algum bem - normalmente carros ou caminhonetes. Aníbal Machado, 33, por exemplo, diz que tira, em média, R$ 1.000 por mês, mas ele conta que já aconteceu de lucrar R$ 50 mil, com os quais comprou, justamente, um carro novo. "Mas quem ganha mesmo é o dono da bomba", diz, revelando sua própria falta de planejamento. "O que eu ganhava, gastava tudo na cidade". Ele chega a ficar 20 dias no acampamento, sem ir em casa.

A realidade de Aníbal reflete a da maior parte dos garimpeiros. Ademar Ribeiro Júnior, 23, pai de três filhos, começa a trabalhar às 4h e diz que em mês de boa apuração chega a ganhar R$ 1.000. "Mas pode ser que não chegue a R$ 500 e também pode acontecer de a gente não tirar nada", lamenta. Nesses casos, o financiador, dono da bomba, garante o sustento da família do garimpeiro e a manutenção do equipamento.

Motivação. O que é comum a todos que estão na Areinha é a consciência de uma vida indissociável do garimpo. O próprio Aníbal diz que já deixou a atividade e retornou para ela umas 20 vezes, tendo, em um desses intervalos, trabalho com carteira assinada. 

De qualquer modo, para muitos, a simples perspectiva de poder atuar no ramo é motivo para uma mudança de vida. É o caso de Luciano Alves dos Santos, 72, que, na década de 60, trabalhou em uma grande empresa garimpeira. "Antes eu estava sem trabalhar, só na cachaça", diz. Hoje, ele comemora a volta da atividade. "Faço de tudo, sempre na expectativa de tirar diamante. Os donos de bombas me conhecem e me chamam porque, como trabalhei nas dragas antigas, sei onde 

Operação desativa garimpo ilegal em terra indígena

Operação desativa garimpo ilegal em terra indígena


Operação desativa garimpo ilegal em terra indígena



Operação desativa garimpo de diamante em reserva de Rondônia

Três garimpos ilegais de diamante, que funcionavam na Reserva Roosevelt, no sul de Rondônia, foram desativados há dois dias por fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Fundação Nacional do Índio (Funai) e por agentes da Polícia Federal. Dezessete motores e caixas separadoras utilizadas para o garimpo ilegal foram destruídos.
Representantes de etnias indígenas da Amazônia confirmaram a nova operação na propriedade onde vivem mais de mil índios da etnia Cinta-Larga, a 500 quilômetros da capital Porto Velho. A área já foi palco de um massacre, em 2004, quando 29 garimpeiros, que exploravam clandestinamente a região, foram assassinados por índios dentro da reserva.
Recentemente, segundo relatos da Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira (Adimb) e de alguns indígenas da região, os garimpeiros estariam atuando ilegalmente, com a autorização da etnia.
Na véspera da operação, em entrevista à Agência Brasil, o coordenador-geral de Fiscalização do Ibama, Rodrigo Dutra, antecipou detalhes da ação dos fiscais. Segundo ele, garimpeiros locais estariam tentando a reativação da exploração em três áreas. “Estamos adentrando para desmobilizar a retomada, com o apoio da Polícia Federal e da Funai [Fundação Nacional do Índio], mas está bem devagar”.
O garimpo ilegal em terras indígenas ocorre em, pelo menos, duas situações: a autorização dos índios que buscam retorno financeiro com a atividade, ou a partir da invasão não consentida.
“Existem terras indígenas onde os garimpeiros entram sem apoio e estas são mais anunciadas. Mas temos casos significativos em que os índios estão coniventes com os garimpos. Aí complica a segurança da fiscalização lá dentro”, disse Dutra ao explicar que, nestas situações, as operações ganham proporções maiores, como foi o caso de Rondônia.
Segundo o coordenador-geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Marcos Apurinã, a intervenção dos fiscais do Ibama e da polícia não resultou em mortes. A operação teve como saldo, relatado pelo indígena, a queima de barracos, a expulsão de garimpeiros e a retirada de pessoas envolvidas com o crime ambiental.
O líder indígena admitiu que, em algumas regiões, as etnias acabam cedendo ao aliciamento de garimpeiros em troca de parcela do lucro da atividade. Segundo ele, o governo tem sido omisso. “Eles estão revoltados com e os empresários aproveitam e estão cooptando alguns indígenas”. Apurinã disse que algumas tribos ameaçam ignorar as leis e explorar diamante, madeira e cobrar pedágios.
“Preservamos tanto, defendemos tanto as florestas e o que recebemos hoje são cestas básicas e ajuda assistencial. Queremos que nossos filhos tenham oportunidades, saúde e educação”. Segundo ele, a demarcação de terras e políticas assistenciais não são mais suficiente para os grupos da região.
O geólogo e empresário da mineração, Elmer Prata Salomão, critica a falta de políticas para os índios. “A Funai age, frequentemente, como se quisesse criar zoológicos humanos, mantendo uma comunidade completamente isolada, o que é impossível com o avanço da sociedade”. Na avaliação do geólogo, os garimpeiros ocupam um vácuo de necessidade para os índios, oferecendo porcentagens em troca da autorização e silêncio das tribos.
Salomão acredita que além da política de integração é preciso garantir capacidade de renda aos índios. “Temos uma lei há mais de 20 anos tramitando no Congresso Nacional sobre a regulamentação da exploração de minérios pelos índios nas terras indígenas e não se consegue achar solução para isso porque têm muitos interesses envolvidos”.
Apesar de acreditar que a regulamentação em terras indígenas pode atrair empresas mineradoras que teriam maior responsabilidade com a partilha dos lucros com os índios, o secretário executivo da Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira (Adimb), Onildo Marini, critica as leis não cumpridas.
“Tem gente que sabe da atividade ilegal e fecha os olhos. Precisa regulamentar a questão nas terras indígenas porque é importante”. Segundo o geólogo, no caso da Reserva Roosevelt, onde o diamante já é comprovadamente de alta qualidade, os índios vivem em condições de luxo, por exemplo, com camionetes com tração 4x4. “Por outro lado, você tem lugares onde os índios não participam do lucro e isso acaba criando conflito. As áreas indígenas na Amazônia são enormes e nestas áreas o garimpo está presente”.

Diamante ofusca violência

Diamante ofusca violência

Atividade trouxe chance para centenas de trabalhadores se livrarem do desemprego

Diamante ofusca violência
Atividade trouxe chance para centenas de trabalhadores se livrarem do desemprego

A cidade de Diamantina, no Alto Jequitinhonha, nasceu da extração de pedras preciosas, mas pouco de sua riqueza natural vinha sendo explorada por garimpeiros da região nas últimas três décadas. Com a virada desse cenário em 2007 - quando trabalhadores invadiram uma área conhecida como Areinha, às margens do rio Jequitinhonha, para tirar ouro e diamante -, o município voltou a sentir os reflexos da mineração. Não só a economia se fortaleceu, conforme atestam os comerciantes, como a violência caiu significativamente aos olhos da população.

A sensação de segurança se comprova nas estatísticas da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). De 2007 para 2015, fase em que os garimpeiros tomaram conta da Areinha e alguns passaram a faturar alto, o índice de crimes violentos caiu 68% em Diamantina, passando de 161 casos para 51. A taxa de crimes para cada 100 mil habitantes, que era de 349,7 em 2007 - a maior da década - foi de 109,3 no ano passado. 

Já de 2000 a 2007, período em que a Areinha ainda vivia sob o domínio exclusivo da Mineração Rio Novo, o índice de crimes violentos na cidade subiu 437%, passando de 30 casos para 161. Nessa fase, o crescimento da criminalidade foi gradativo, com exceção de 2003 e 2004, que registraram ligeira queda.
Para o presidente da Associação de Proteção à Família do Garimpeiro de Diamantina (Aprogadi), Aélcio Freire Vial, a explicação para o declínio da violência nos últimos quatro anos está na ocupação de centenas de trabalhadores, que reencontraram no garimpo a chance para se livrar do desemprego. "A Areinha está ajudando a reverter a situação de marginalidade que deram ao garimpeiro", disse, e muitos estão ganhando mais de 5 mil por mês, e alguns "bamburram" e chegam a ganhar 100 mil a 200/300 mil, mas é raro.

Patrimônio. A Guarda Municipal e a Polícia Militar de Diamantina confirmaram que, nos últimos anos, houve uma queda no número de pessoas que viviam ociosas nos bares e nas ruas, gerando sensação de insegurança na população. O gerente de trânsito da Guarda Municipal Itacoaracy Pires prefere não associar a redução da violência ao garimpo, mas disse que, de 2008 para cá, caiu também o índice de crimes contra o patrimônio. "Os furtos de carro, por exemplo, tiveram queda".

O empresário Agnus Morais é um dos que observam a melhora. "Agora, a gente consegue andar tranquilo. Dá para estacionar e deixar o carro aberto", afirmou. Para ele, a causa disso é o garimpo, que voltou a dar sustento para as famílias. "Essa é a tradição da cidade. A atividade precisa ser regularizada".

Autoridades, no entanto, acreditam que a criminalidade pode estar concentrada na Areinha. Segundo o superintendente estadual de Fiscalização Ambiental Integrada, Breno Esteves Lasmar, "existe informação de que há drogas por lá e pessoas com mandado de prisão em aberto".