sábado, 16 de janeiro de 2016

O homem que tirava ouro de chumbo

O homem que tirava ouro de chumbo

Xodó dos esotéricos, o livreiro Nicolau Flamel teria descoberto a fórmula da riqueza e da imortalidade: há quem acredite que ele esteja vivo, aos 678 anos

Cemitério dos Inocentes, Paris, 1418. Na calada, um ladrão percorria os túmulos, em busca da tumba de Nicolau Flamel. Corria à boca pequena que, ao morrer, ele teria deixado uma quantidade formidável em ouro, fruto de sua maior descoberta: a capacidade de transformar chumbo em metal precioso. Ao remover a lápide, o ladrão se decepcionou. Não havia ouro ali. Também não havia corpo algum.
São tantas as histórias fantasiosas, que alguém poderia duvidar de sua existência. Pois bem: Flamel existiu, sim. Nasceu em 1330 e morreu em 1418. Já a fama sobrenatural é bem forçada. Registros do século 14 dão conta de que Flamel era proprietário de uma livraria em Paris. Sua grande paixão era a alquimia – o conjunto de práticas e conhecimentos químicos medievais, uma moda na Europa da época. Diz a lenda que sua vida mudou por causa de um enigmático manuscrito em hebraico antigo de Abraão, o Judeu – não o Abraão da Bíblia, mas um mago do século 14. Depois de 21 anos de tentativas, o livreiro teria conseguido decifrar a obra com o auxílio de um velho cabalista espanhol.
Foi com base nos conhecimentos ocultos que Flamel conseguiu transformar chumbo em ouro. Mais: ele registrou em seu testamento o processo – mas escreveu tudo em código, pois queria que apenas seu sobrinho conhecesse o segredo. O tratado só foi “traduzido” em 1758, quando uma dupla de decifradores tentou produzir ouro seguindo as instruções do alquimista. Em vão. Aliás, se você quiser arriscar, confira o texto na Biblioteca Nacional em Paris, onde o original está até hoje.
Na velhice, Flamel dedicou-se a escrever obras sobre alquimia e, após uma vida discreta, morreu em casa, aos 88 anos. O que explica, então, o mito em que ele se transformou? Simples: os livros de esoterismo exageraram certos traços da biografia do alquimista. Ele era rico? Sim, graças ao sucesso da livraria. Mas era mais bacana dizer que seu ouro vinha do chumbo... Ele era um bruxo? Não, apenas um químico por hobby. Mas ficava mais misterioso dizer que a profissão de livreiro era mera fachada para atividades ocultas. Ele era imortal? Não, isso é coisa de outro alquimista, o Paulo Coelho, hehe. Sobre o mistério do túmulo vazio, o historiador Nigel Wilkins tem uma teoria. “O ladrão se enganou de túmulo. Nos cemitérios parisienses, havia várias lápides com inscrições alquímicas como as de Flamel. Era um costume da época”, diz ele. Mas a explicação prosaica não convence todo mundo. Há quem aposte que o velho alquimista, aos 678 anos, mora num centro de meditação na Índia. Ele teria descoberto a fonte da juventude e viveria feliz ao lado da esposa, Pernelle, ela também uma imortal.

Grandes momentos

• O manuscrito em que Flamel supostamente teria aprendido os segredos da alquimia nunca foi encontrado.
• No século 16, um frade e um barão invadiram a casa que pertencera a Flamel. Teriam encontrado um pó avermelhado, que seria utilizado na transmutação de metais. A experiência, claro, não funcionou.
• A “transformação” de chumbo em ouro não ocorria de uma tacada só. Primeiro, Flamel fazia o chumbo virar um outro metal. Depois, transmutava o metal em prata e, finalmente, prata em ouro.

Abandono do padrão-ouro

Abandono do padrão-ouro


Erro - Emitir dinheiro para custear os gastos da 1ª Guerra Mundial, a partir de 1914, depois de passar décadas lastreando a moeda em reservas do metal precioso. 

Quem - EUA, Reino Unido, França e Alemanha, entre outros. 

Quando - A partir de 1914. 

Consequências - Processos hiperinflacionários, como o vivido pelos alemães na primeira metade dos anos 20, e desequilíbrio monetário que ajudou a provocar a crise de 1929. 


Entre 1815 e 1914, a economia global esteve alicerçada no chamado padrão-ouro. Ou seja: o valor da moeda de cada país correspondia às reservas do metal precioso que ele mantinha. Era como se cada moeda nacional fosse meramente um nome para um determinado peso em ouro. Exemplos: o valor de um dólar equivalia a 1/20 de uma onça de ouro; o valor de uma libra esterlina era igual a um pouco menos de ¼; e assim por diante. Em parte, foi graças ao padrão-ouro que o mundo viveu, nesse período, uma forte expansão econômica marcada por estabilidade inflacionária e comércio recorde entre os países ricos, já que a moeda de cada um deles "valia ouro". 

Em 1914, no entanto, estourou a 1ª Guerra Mundial, e as potências econômicas mandaram às favas o padrão-ouro, pois precisavam emitir dinheiro - independentemente do lastro no metal - para financiar os altos custos do conflito. Daí em diante, as coisas degringolaram. 


Desvalorização 
Quem mais se deu mal com o fim do padrão-ouro foi a Alemanha, grande derrotada na 1ª Guerra. Ao final do conflito, a quantidade de dinheiro em circulação no país havia quadruplicado e os preços tinham subido mais de 140%. Mas o pior ainda estava por vir: como perdedores, os alemães foram obrigados a pagar altas indenizações aos vencedores - cerca de 33 bilhões de dólares em ouro ou moeda estrangeira, já que o marco valia menos a cada dia. 

As reservas do metal, que já tinham sido dilapidadas para financiar a guerra, praticamente se esgotaram. E a emissão de notas sem qualquer tipo de lastro tornou-se inevitável. Cinco anos depois, em dezembro de 1923, o Banco Central alemão já tinha emitido 496,5 quintilhões de marcos, fazendo que cada cédula valesse apenas um trilionésimo do que valia em ouro em 1914. 

A desvalorização era impressionante. Um dólar valia 4,2 trilhões de marcos. "A hiperinflação alemã foi provocada precisamente porque o governo não tinha como voltar ao padrão-ouro", diz André Villela, professor de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Rio). "Se a Alemanha tivesse condições de fazê-lo, os índices inflacionários provavelmente não teriam explodido dessa forma." 


Crise de 1929 
Nos EUA, no Reino Unido e na França, principais vencedores da 1ª Guerra, o padrão-ouro foi readotado tão logo encerrado o conflito. Os britânicos voltaram a conviver com um cenário de deflação a partir de 1925. Para os americanos, no entanto, a expansão monetária durante a guerra e nos anos seguintes ao seu encerramento foi boa. Boa até demais. O crescimento econômico desordenado foi um dos fatores que levariam à crise de 1929, quando a Bolsa de Valores de Nova York - que, àquela altura, já era a mais importante do planeta - simplesmente quebrou e empurrou o mundo todo para dentro do pior e mais longo período de recessão econômica do século 20. 

Mas, se um dia o padrão-ouro serviu para regular o valor entre as moedas, hoje ele parece não fazer mais sentido, dada a complexidade dos mercados globais. "No fundo, esse era um sistema imbecil", escreve o jornalista Alexandre Versignassi em Crash - Uma Breve História da Economia (Ed. Leya). "É só pensar: manter o padrão-ouro consistia em desenterrar o metal em uma mina, num grotão qualquer, para enterrá-lo de novo nos cofres dos bancos. (...) Era o planeta inteiro mobilizando uma força soberba de trabalho para minerar e transportar o metal. Tudo com a única função de fazer as pessoas acreditarem que o dinheiro de papel que elas carregavam não era só papel." 


Hiperinflação alemã Entre 1922 e 1924, qualquer coisa custava trilhões de marcos. 
• No auge da hiperinflação, em outubro de 1923, eram necessários 5,6 trilhões de marcos alemães para comprar 1 quilo de manteiga. 

• Nesse momento, o índice inflacionário chegou ao ápice, com taxa de 29.500% ao mês, ou 20,9% ao dia. 

• O preço de quase tudo dobrava, em média, a cada 3 dias e 7 horas. 

• Entre agosto de 1922 e novembro de 1923, a taxa de inflação acumulada na Alemanha passou de 1.000.000.000.000% (um trilhão por cento). 

• No fim de 1923, eram necessários 726 bilhões de marcos para se comprar algo que, em 1919, custava apenas um marco. 

• De 1923 a 1924, o Banco Central alemão foi obrigado a emitir cédulas de 100.000.000.000.000 (100 trilhões) de marcos. 


A pior da história 
Um estudo desenvolvido pelo economista Steve Hank, professor da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, aponta a hiperinflação ocorrida na Hungria em 1946 como a pior da história. Segundo Hank, os preços aumentavam a uma taxa de 195% ao dia - quase 10 vezes maior que a registrada no ápice do processo hiperinflacionário vivido pela Alemanha em 1923. Um dos principais fatores que levaram à hiperinflação húngara, assim como à alemã, foi a impressão de dinheiro sem qualquer tipo de controle. 


Valor intrínseco O ouro sempre foi o preferido nas relações comerciais 
Ao longo de toda a história da humanidade, o ouro sempre foi escolhido como meio de troca por causa, sobretudo, de sua raridade (o que lhe atribui maior valor em relação a outros metais). Mas a opção pelo metal não se deveu apenas a essa característica. Além de mais raro que os demais, ele é bonito, brilhante, imune à corrosão e fácil de ser derretido e moldado. Nos primórdios da civilização, os sacerdotes da Babilônia acreditavam existir uma estreita relação entre o ouro e o Sol. Mas foi o rei Croesus da Lídia, uma região da atual Turquia, que pela primeira vez cunhou moedas do metal com sua insígnia, por volta de 560 a.C. A partir daí, ouro virou dinheiro, auxiliando comerciantes na realização de seus negócios. Estima-se que, nos últimos 6 mil anos, tenham sido mineradas cerca de 125 mil toneladas de ouro no mundo todo.

Será que barras de ouro realmente valem mais do que dinheiro?

Será que barras de ouro realmente valem mais do que dinheiro?

ouroEle brilha quando sua fé no mundo acaba – mas não vale mais do que dinheiro. Entenda o porquê e saiba como investir.
Silvio Santos dizia que barras de ouro valem mais do que dinheiro. O presente não dá tanta razão ao homem do baú, mas a história ajuda a explicar o fascínio do metal. O encanto começa logo na tabela periódica. O ouro se destaca entre os outros 118 elementos: ele não é um gás, não corrói, não pega fogo e não te mata pelo contato. Só por esses critérios, a maior parte da tabela é eliminada. Além disso, é raro, mas não tanto quanto o ósmio. Ele também não oxida, como a prata. Restariam o ródio o paládio, mas eles não eram conhecidos antes de 1800. Finalmente, numa finalíssima com a platina, o ouro ganha por ter ponto de fusão menor (1064°C x 1772°C), o que facilita o manejo.
A soma dessa singularidade com um brilho que não se apaga deu valor ao ouro e à corrida para acumulá-lo. O poeta grego Píndaro, no século 5 a.C., já dizia que “o ouro é um filho de Zeus, nem as traças nem a ferrugem conseguem desgastá-lo, mas a mente humana é devorada por sua posse”.
Até o desenvolvimento da produção de moedas, apenas monarcas ereligiosos tinham contato com o metal. Afinal, era preciso mostrar quem mandava e quem tinha “contato direto” com os deuses. Egípcios, por exemplo, usavam barras com a estampa do faraó Menes. Só que, à medida que a economia se desenvolvia, era necessário criar algo mais simples para intermediar as transações. O ouro era o candidato natural. Mas tinha um problema: medir, pesar e conferir a pureza era difícil numa época em que não havia qualquer rascunho de Inmetro.
Foi então que, por volta de 550 a.C., na Lídia, atual Turquia, começaram a ser cunhadas as moedas como nós as conhecemos hoje. As primeiras eram feitas de electrum, a liga metálica que surge da mistura entre ouro prata. Isso criou um problema de confiança, já que não dava para saber se as moedas tinham realmente a quantidade de ouro que elas prometiam ter. Isso mudou com o rei Creso, que adotou a padronização do peso. As moedas passaram a ser feitas apenas de prata e ouro puros, com desenhos de partes do corpo de um leão indicando seu peso e valor. Finalmente o dinheiro seguia algum padrão. Foi uma revolução.
A capital Sárdis se tornou zona de conforto para mercadores rapidamente conquistou grande poder financeiro. Ela se tornou um paraíso de estabilidade no mundo antigo. Estava definido o padrão ouro versão 1.0. O comércio fluía de maneira tão espetacular que permitiu a construção de um dos maiores monumentos do mundo antigo, o Templo de Ártemis, a deusa grega da caça.
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Questão de fé
Assim como na Lídia do rei Creso, a economia atual também é movida pela confiança. Em 1999, quando você ainda se conectava à internet com o barulhento fax-modem e esperava dar meia-noite para pagar só um pulso telefônico, o ouro caminhava a passos lentos, como quem carregava nas costas o peso de milhares de anos como instrumento para acumular riqueza. Muito antes da febre do Facebook, empreendedores faziam dinheiro da noite para o dia às custas de planos de negócios mirabolantes. Usuários iniciantes ainda criavam suas primeiras contas de e-mail quando a bolha estourou logo após a Nasdaq, bolsa onde se negociam ações de tecnologia, atingir 5.048,62 (feito que não repetiu até hoje). O investidor levava um belo tombo e via o ouro despertar atenção novamente. Naquele momento, o ouro ressurgiu e relembrou um velho padrão: quando as coisas vão mal, o ouro vai bem.
Em Como Lucrar com Ouro, Jonathan Spall, um ex-operador financeiro com passagem pelo banco alemão Deutsche Bank e pelo britânico Barclays, explica que a cotação do ouro tende a subir quando o dólar cai –e vice-versa. Quando investidores internacionais compram ouro, o dólar é vendido e isso leva à diminuição do valor da moeda americana. Como consequência, a demanda pelo metal faz seu preço subir. Se a inflação sobe, porque tem muito dinheiro no mercado, o ouro naturalmente a acompanha. Logo, é uma boa proteção contra o efeito corrosivo da inflação em tempos incertos. Segundo Spall, quando você acredita que os governos têm controle da situação, existem poucas justificativas para investir em ouro. Quando a maré muda, é hora de apostar nele. Foi isso que aconteceu em 2008. Se você tivesse percebido que algo ia mal no mundo em 2007, um ano antes da quebra do banco Lehman Brothers, teria tido um senhor lucro.
Em agosto de 2007, a cotação estava em US$ 660 dólares. Em dezembro de 2009, ela bateu em US$ 1.210. Na Europa, o valor também disparou, tamanho era o medo do contágio da crise financeira. Meio ano depois, durante a explosão da crise da dívida de países europeus como Portugal, Espanha, Itália e Irlanda, a cotação ainda avançaria mais. O ouro é a última reserva confiável quando tudo fica instável.
Quem decide quanto vale
Quase todo ouro extraído na história continua por aí na forma de moedas, de barras, de dentes, de joias. A soma de todo o ouro que já foi extraído alcança 177.200 toneladas, uma quantidade que, se reunida, preencheria a Torre Eiffel ou formaria um cubo de 21 metros de lado, segundo dados do World Gold Council (Conselho Mundial do Ouro). Mesmo assim, segundo o conselho, essa quantidade seria insuficiente para financiar o comércio mundial, a não ser que pequenos grãos do metal passassem a valer altas cifras.
Desde 1919, após a Primeira Guerra Mundial, o preço do ouro é definido pela London Gold Market Fixing, em Londres. Os maiores intermediários de ouro do mundo, os bancos Barclays, HSBC, Nova Scotia e Société Générale, informam duas vezes ao dia, por meio de uma conferência privada, de cerca de 10 minutos, a que taxa pretendem comprar ou vender para clientes ou adquirir para suas próprias contas.
Após 95 anos em funcionamento, o sistema que movimenta bilhões de dólares todos os dias está na berlinda. O britânico Barclays foi multado em US$ 45 milhões (R$ 100 milhões) após um ex-operador ter admitido a manipulação da taxa do ouro, que cabe apenas aos quatro bancos (o alemão Deutsche Bank pulou do barco quando surgiram as primeiras suspeitas no começo do ano). A London Gold Market Fixing tenta contornar o caso e já se propôs a adotar um novo código de conduta. Tudo para que a confiança no ouro, herança de tantos séculos, não seja abalada.
Como eu uso
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Depois de se informar sobre EUA e Europa, talvez você decida comprar ouro e virar um aspirante a Tio Patinhas. Mas como fazer isso? “O investidor deve ficar atento a notícias sobre a economia de grandes centros, como EUA e Europa, especialmente os dados sobre emprego e de crescimento”, aconselha Maurício Gaioti, especialista da corretora Ourominas. E depois? Primeiro, é bom saber que não adianta correr para a joalheria, porque nem sempre o brinco, colar ou anel que você adquirir terá 24 quilates (999 partes de ouro fino para cada 1.000 partes de metal). Além disso, o preço da joia não tem tanta ligação assim com o praticado no mercado. Joia opera em outra faixa de valor. Seu anel de casamento não tem preço…
Para investir em ouro, é preciso sair do shopping e ir a outros lugares. Um deles é a bolsa brasileira, a BM&FBovespa. Lá, você compra contratos do metal precioso. Como o mais negociado é o de 250 gramas, serão necessários mais de R$ 35 mil para entrar no jogo.
Os bancos também criaram fundos que investem em ouro. Lembre-se que aqui você deve tomar cuidado tanto com as rentabilidades do passado quanto com as taxas de administração. Um bom passado não é garantia de bom futuro. Além disso, taxas altas podem fazer com que você perca boa parte da sua rentabilidade.
“Em 2008, o ouro tinha cotação de R$ 40 a grama e, em 2012, foi para R$ 140, uma rentabilidade de 66%. Agora, a economia americana e a europeia estão mais tranquilas e o preço recuou um pouco”, explica Gaioti.
Para quem quer aplicar em quantidades menores, a alternativa é o chamado “mercado de balcão”. É bem fácil, funciona pela internet e você consegue negociar com a corretora a compra de pequenas barras (também chamadas de lingotes). Como acontece quando você compra dólar, corretoras cobram um ágio e, por motivos de segurança, é recomendável deixar seu tesouro em custódia e levar para casa apenas o certificado.
Na maior parte das vezes, o ouro é para o investidor conservador, que busca uma diversificação à moda antiga. Porém, ele não gera renda, não paga juros e não tem o potencial de produzir lucros mensais ou trimestrais. Quem possui pouco dinheiro para aplicar pode ganhar mais de outros jeitos. Nos impostos, os investimentos em ouro seguem as regras para ações. Vendas mensais de até 20 mil reais são isentas do Imposto de Renda. Para operações iniciadas e encerradas no mesmo dia, a taxação é de 20%. O ouro é sedutor, mas é preciso ter o coração duro para resistir aos seus encantos.

Ouro é caro só pela beleza?

Ouro é caro só pela beleza?

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Ouro é caro só pela beleza?
Ana Luiza, Limeira, SP
O ouro é muito mais do que um metalzinho bonito. A raridade pesa: todo volume minerado na história equivale a um bloco do tamanho de um prédio de sete andares. Além disso, é o mais maleável dos metais e não corrói – o que aumenta seu valor industrial. Mas beleza também é fundamental: desde o Egito antigo, sua cor e brilho já o tornavam o metal favorito para fabricação de joias. Desde então, é símbolo de prestígio e poder. Ah, e desde 1821, os ingleses lançaram a moda de garantir o valor do papel-moeda deles estocando ouro.

Bolsas de valores voltam a cair no mundo todo

Bolsas de valores voltam a cair no mundo todo

Na China, a Bolsa de Xangai fechou com queda de 3,55%. Desaceleração da economia chinesa e perdas no setor de energia são motivos do pessimismo.

As bolsas de valores voltaram a cair, no mundo todo. E, de novo, foi por causa das preocupações com a economia da China e com os preços baixos do petróleo.
No filme “O Regresso”, o favorito para o Oscar deste ano, o personagem do ator Leonardo DiCaprio é atacado por um urso. É como os investidores estão se sentindo nesta sexta-feira (15). Mercado do urso é o nome que tradicionalmente se dá quando os mercados entram em queda e o pessimismo predomina.
O preço do barril de petróleo que vem despencando desde 2014 está agora abaixo de US$ 30 e a expectativa é que caia mais.
Na China, a Bolsa de Xangai fechou com queda de 3,55%. A desaceleração da economia chinesa e as perdas no setor de energia, causadas pela queda no preço do petróleo, são os principais motivos do pessimismo.
Na Europa, as bolsas também fecharam em queda. No Brasil, a Bovespa fechou com menos 2,36%. Em Nova York, o índice Dow Jones perdeu 390 pontos, queda de 2,39%.
Desde agosto do ano passado as bolsas de Nova York estavam subindo. Até que neste início de ano entraram em queda, o tal mercado do urso. Um dia as ações voltarão a subir, mas ninguém sabe quando.