segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Nos últimos anos a esmeralda praticamente foi eclipsada pelo diamante e desapareceu da mídia.

Nos últimos anos a esmeralda praticamente foi eclipsada pelo diamante e desapareceu da mídia



 
Esta pedra verde já foi uma das mais importantes no mundo, rivalizando, em alguns casos, com o diamante.
Nos últimos anos a esmeralda praticamente foi eclipsada pelo diamante e desapareceu da mídia.
Somente agora, em 2015, que o mercado da esmeralda está voltando ao que já havia sido. Os preços da esmeralda estão em alta, superando praticamente todas as outras pedras preciosas, perdendo somente, para o diamante bom. O que alavanca os preços é uma forte procura vinda da China e a falta de novas minas necessárias para suprir a demanda. Quarenta por cento das compras atuais estão vindo da China onde as pedras verdes como o Jade e a esmeralda são altamente consideradas há milênios.

A tendência é de uma subida de preços ainda mais pronunciada. O governo de Myanmar, o maior produtor de jade do mundo, paralisou a grande mina mecanizada de Hpakant. Este distrito mineiro é famoso pelas suas jadeítas de altíssima qualidade onde trabalhavam 90.000 pessoas segundo um senso de 2012.
O jade de Hpakant é lavrado a séculos e está cercado de controvérsias e acusações de impactos ambientais e de devastações florestais. Até o Governo Obama está ameaçando proibir o comércio deste jade alegando falta de democracia em Myanmar. Joalherias famosas como Cartier, Tiffany e Signet boicotam o jade de Myanmar. Em 2013 o faturamento do jade de Hpakant foi de  US$297 milhões uma das principais rendas do pobre país.

Com o fim iminente do jade de Hpakant, os preços da esmeralda irão subir à estratosfera. Até agora os preços já subiram quase 100%.
Uma alta muito mais importante irá ocorrer assim que os estoques chineses acabarem.

Se você é dono de uma mina de esmeralda abra o olho, pois lucros extraordinários poderão surgir em um futuro próximo. 

Na foto uma peça de jade, extraída em Hpakant, é inspecionada por compradores : REUTERS/Aung Hla Tun

A contribuição da mineração no cotidiano de nossas vidas

A contribuição da mineração no cotidiano de nossas vidas 



 


Este artigo tem a finalidade de atingir a opinião pública brasileira, em  especial, os políticos, para que tenham uma visão mais apurada do  significado da mineração no dia a dia do ser humano. O desconhecimento  dessa questão é tão grande que chega a ser inacreditável e alguma coisa  tem que ser feita nesse sentido.
Por enquanto, temos a grande alternativa de nos  expressarmos através do Portal do Geólogo, pelo qual só temos a  agradecer o esforço pessoal do Pedro Jacobi e Elpídio Reis. Como já tive  a oportunidade de dizer em um dos artigos  (www.geólogo.com.br/empresas/juniors) , foi muito deprimente para todos  os envolvidos com o Setor da Mineração, ver uma campanha para a  Presidência da República, na qual, durante todo o seu curso, sequer  tenhamos ouvido a palavra Mineração.
Isto inclui também as 10 últimas campanhas de que me  lembro. Até hoje confundem Mineração com Garimpo. Com isto, queremos  aqui expressar, mais uma vez e de forma bem simplificada, o porque do  nosso descontentamento e o porque devem prestar um pouquinho mais de  atenção para esse nosso grande e importante setor, muito abandonado  nesse nosso espetacular País.
Gostaria que, antes de mais nada, todos os leitores  deste artigo, parassem de ler agora, e dessem uma olhada a sua volta,  qualquer que seja o ambiente em que estiverem. Tentem raciocinar qual  objeto ou qualquer outro detalhe, seja ele vivo ou inanimado, próximo a  você, que não dependa ou foi dependente de alguma forma da mineração.
Vou agora me dar o direito de dizer que a grande  maioria de vocês acham que têm várias coisas que não têm esta  dependência, mas vou afirmar que estão errados e que tudo, talvez com  rarissimas exceções, dependem ou foram dependentes da mineração e que  isto é muito importante e vital.
Vou abreviar a palavra MINERAÇÃO que  doravante será denominada de apenas “M”.
casa e miineração


 
Comecemos então pelo escritório  ou mesmo o seu lar. Vamos olhar para o prédio em si. As paredes foram  construídas com tijolo, reboco e tinta. O tijolo (inclua também as  telhas) é feito com argila e argila é M. Eles foram assentados com massa  de cimento, que nada mais é que areia, cimento e água. Ora, areia é  M,  cimento é um produto proveniente do calcário que é também M e a água por  sua vez é o maior bem mineral que dispensa comentários.
A tinta não  passa de um composto de bens minerais e tem o titânio como pigmento e  principal ingrediente pois é ele que determina a cor da tinta. Bacana  né? Ali é amarelo, lá é vermelho e acolá é gelo.
Pergunto pois, quem  produz esses bens minerais que inclui o titânio? É a M caros leitores. O  piso é de ladrilho ou seria de madeira?
O ladrilho é um derivado da  sílica e o seu esmalte depende do bismuto, que são produtos da M. A  madeira não estaria ali não fosse o seu beneficiamento feito com serras,  plainas etc., as quais são de aço, que por sua vez dependem do ferro e  outros produtos minerais como tungstênio, tântalo e outros, necessários  à sua fabricação para consistência da liga, dureza etc., os quais são  produtos da M.
E as lâmpadas que estão iluminando o seu ambiente? Pensem  bem, a fiação elétrica é feita de cobre recoberta de plástico  emborrachado. O cobre é claro é M,  mas e o plástico? Este depende  totalmente do petróleo, que caso não saibam meus caros é pura M.  A  lâmpada por sua vez, depende da sílica e do alumínio e o seu filamento  do tungstênio.
Portanto, não esqueçam, sem a M não teríamos a luz, nem  mesmo se dependesse do candeeiro ou do lampião pois, além do ferro e  alumínio de suas estruturas, necessitam do querosene ou do gás, ambos  também produtos diretamente ligados ao petróleo. Olhem o computador. Tem  plástico, mas também está cheio de componentes eletrônicos, os quais  todos, sem exceção, dependem da M pois são feitos, além do plástico, de  ferro, tântalo, tungstênio, molibdênio, bismuto, zinco etc, que os  japoneses adoram. Da mesma forma, os encanamentos e o seu gostoso  aparelhinho de chuveiro elétrico.
Os canos são ora de plástico, ora de  ferro fundido e o chuveiro com ferro, alumínio, cobre, etc. é que  proporciona aquela aguinha quente.
Acho que a maioria de vocês já  começaram a ficar preocupados no sentido de acharem alguma coisa que não  dependa da M,  porque sei que começaram a ver que também dependem dela os  pregos, parafusos, o seu som, sua calculadora, a caneta, as tomadas, as  chaves das portas, as cadeiras, o microfone, os seus óculos, tacos de  golfe e até, ou principalmente, o seu carro...
É mesmo! O Carro. Não  passa de um monte de ferro (aço), alumínio, cobre, chumbo e plástico e ,  portanto, também depende em 100% da M.  ? Inclua aqui todas as  ferramentas que o consertam quando está no prego. Até a latinha ou mesmo  a garrafa de cerveja ou refrigerantes. O que seria delas sem o alumínio,  estanho, zinco e sílica.
Vamos mais longe um pouco. O estofado do sofá,  as roupas que estão vestindo ou os livros. Como seriam feitos não fossem  as máquinas de tecer, as agulhas e as máquinas das gráficas? Será que  não dependem do ferro e das ligas para fabricação do aço? E o telefone?  Além do aparelho, que no caso dos celulares, dependem altamente do  tântalo e dos componentes eletrônicos, o que seriam deles sem fios e as  centenas de satélites que rondam a terra? Sem os minerais necessários à  fabricação das super-ligas como nióbio, tungstênio e até o molibdênio  sem falar obviamente no ferro, certamente não existiriam os satélites,  assim como também os aviões, foguetes, mísseis etc.
Ah! Vamos falar  sobre a medicina ou dentistas. Como seriam as cirurgias sem aquela  parafernália de tesourinhas, faquinhas, broquinhas, etc fabricadas com  aço?.
E os aparelhos de Raio X, Tomografia Computadorizada, Mamografia,  a Ultra-sonografia etc.? Não creio ser necessário dizer qual a matéria  prima necessária à sua fabricação e quem providencia o urânio e minerais  radiativos. Só sabemos que sem eles não seria possível detectar aquela  cárie nos seus dentes, a fratura no osso que sofreu jogando futebol ou o  câncer de mama, próstata, etc.
E os remédios? São todos fabricados com  os produtos da M scondidos atrás daqueles nomes mais esdrúxulos:  Clavulanato de Potássio, Demetilavermectin. Pois saibam que todos os  remédios, sem exceção, são dependentes da M.  Não existiriam se não  fossem os elementos Potássio(K), o Fósforo(P), o Magnésio(Mg), o  Cobre(Cu), o Zinco(Zn), o Boro(B), o Manganês(Mn), o Sódio (Na), o  Bário(Ba) etc, etc, etc. todos eles provenientes dos minerais produzidos  pela M e responsáveis por salvar tantas vidas e aliviar aquela droga de  enxaqueca.
A M pode até às vezes ser prejudicial, embora a culpa seja  dos homens, pois sem ela não teríamos as armas e munições que nos  protegem mas também nos matam. Inclui-se os projéteis. Já ouviram falar  em “chumbo grosso”? Por outro lado, a M proporciona também prazeres e  alegrias, como por exemplo a vaidade das mulheres e o ego dos homens  através das jóias de ouro, prata, platina, diamante ou mesmo a pedras  preciosas, o que inclui desde as bijuterias até os relógios rolex.
Assim também, dependentes da M,  são as gostosas pescarias no Araguaia ou  no Pantanal, a começar pelo barco de alumínio com motor de popa até as  chumbadas e anzóis que proporcionam a felicidade e o descanso dos homens  e infelicidade e morte dos peixes.
Por falar em ouro, é importante  lembrar que além de jóias e de ativo financeiro entesourado desde os  tempos antigos pela sua beleza e durabilidade, tem condutividade  elétrica superior, é altamente resistente à corrosão e por outras  combinações das propriedades físico-químicas, também se destaca como um  metal industrial essencial. O ouro hoje faz parte de certas funções  críticas em computadores, equipamentos de comunicação, naves espaciais,  motores de jatos e uma gama de outros produtos, que inclui até os seus  dentes.
Também o diamante, não pensem que não passa de pedrinhas para  anéis ou colares. Os diamantes industriais, que representam o mineral de  maior dureza na face da terra, são largamente usados em serras de corte,  brocas de perfuração etc, essenciais para cortar a peça de mármore ou  granito (que também são M) que é tão útil na mesa, pia da sua cozinha ou  mesmo no seu túmulo, assim como também nas sondagens profundas da  pesquisa de petróleo e todos os demais depósitos minerais.
A platina por  sua vez, é também indispensável ao meio ambiente e usada também nos  catalisadores de seus veículos.
Penso que vocês devem estar falando: Ah  Ah! As plantas não dependem da mineração. Engano total. Não só os mais  insignificantes capins que o boi gosta de comer como os melões que  saboreamos ou a borracha dos pneus, dependem da M.  A agricultura, que  talvez seja a maior contribuinte do PIB nacional, é totalmente  dependente da M.  Dependem dos corretivos do solo como por exemplo o  calcário e dos adubos químicos, sólidos ou líquidos, os quais, a exemplo  dos remédios acima citados, todos são fabricados a partir dos mesmos  elementos químicos. Isto para não citar os equipamentos de irrigação,  bombas d’água, mangueiras (de ferro ou plástico) ou mesmo o nosso grande  bem mineral que é a água. A planta vive da captação, através das suas  raízes, de nutrientes minerais e é a M quem promove a alternativa de  produções saudáveis, abundantes e principalmente lucrativas, além de  promover a sua proteção, seja através dos inseticidas seja através da  cerca de arame que, a exemplo da mini-saia, não tapa a visão mas protege  a propriedade.
Não vamos perder muito tempo em discorrer um pouco mais  sobre o petróleo o que daria vários livros, mas é importante lembrar que  é dele que tiramos o diesel, a gasolina, o querosene e que, além do  ingrediente necessário à fabricação do plástico, é também responsável  pelos isopores que embalam as geladeiras e televisões dentro das caixas  e pelas esburacadas estradas de asfalto desse nosso país.
Aqui tem um  detalhe: é claro que se todos os proprietários de veículos pagassem o  IPVA as estradas estariam em melhores condições. O quê? Todos pagam?  Ainda tem as multas? Por falar nisso, sem a M o que seria da indústria  das multas? Não iriam existir os radares, os pardais e as barreiras  eletrônicas pois desde os postes de concreto até as lentes das câmeras  fotográficas dependem da M (que droga né?). Da mesma forma, a energia  elétrica que, além dos detalhes acima mencionados, devem ser  considerados que sua geração depende das grandes barragens, cuja  construção depende de concreto armado (cimento, areia e vergalhões de  ferro >M) e de estudos geológicos que garantem a sua segurança. Já  imaginaram o rompimento de uma barragem desta?
Por outro lado, as  essenciais turbinas são fabricadas com os produtos da M e o seu  transporte, com torres e cabos, nada mais são que ferro, aço, alumínio e  de peças de louça fabricadas com sílica, ou seja, >M. Tudo que foi até  agora exposto, não passa de alguns detalhes relativos ao setor da M.  Os  produtos minerais tem uma gama de usos tão grandes que fica difícil  expor na forma de apenas um artigo como este.
A M tem uma participação  fundamental em todos os setores da economia moderna. Basta começar a  raciocinar um pouco mais profundamente, mesmo que por curiosidade, para  enxergar o quanto é indispensável na vida do homem.
Apenas como exemplo  podemos citar alguns nomes que talvez dizem respeito ao seu cotidiano,  pelo menos a partir de agora: Petróleo, Ouro, Prata, Platina, Diamante,  Cobre, Chumbo, Zinco, Ferro, Cromo, Manganês, Alumínio, Níquel, Estanho,  Bismuto, Tungstênio, Tântalo, Nióbio, Titânio, Cobalto, Molibdênio,  Potássio, Bário, Urânio, Argila, Caulim, Granito, Mármore, Calcário,  Sílica (Quartzo), Fosfato, Amianto, Quartzito, Esmeralda, Topázio,  Turmalina, etc., etc., etc.
Enfim, a tabela periódica e muito mais.  Apenas para que tenham uma melhor noção, serão aqui selecionados alguns  destes elementos menos conhecidos, para detalhar um pouco mais sobre  seus usos e o que significa um único elemento produzido pela M: •  Tungstênio (W) - também chamado de metal duro (hardmetals), são  revestimentos resistentes usados para ferramentas de trabalho pesado,  mineração e indústria da construção. Fios metálicos de tungstênio,  eletrodos e contatores são usados para aplicação elétrica, iluminação,  eletrônica, aquecimento e solda. Tungstênio é também usado na fabricação  de ligas metálicas pesadas para armamentos, tanques de aquecimento e  aplicações de alta densidade como pesos e contrapesos, superligas para  hélices de turbinas, ferramentas de aço, ligas de revestimentos  resistentes e capeamentos. Compostos de tungstênio podem também  substituir o chumbo em balas e projéteis.
Componentes químicos de  tungstênio são usados em catalisadores, pigmentos inorgânicos e  lubrificantes de alta temperatura. • Bismuto (Bi) - O Bismuto é um  mineral usado na indústria farmacêutica e química (53%), ligas fundíveis  e soldas (28%), aditivo metalúrgico (17%) e outros novos produtos como  chapas de bismuto, pigmentos, esmalte de cerâmica, pesos para pescaria  (substitui o chumbo), balas para caça, graxas lubrificantes entre outros  (2%). Em função das crescentes restrições ao chumbo, o bismuto vem sendo  largamente testado como substituto natural e não contaminante ou tóxico. 
Os EEUU consomem cerca de 80% do bismuto produzido no mundo. •  Molibdênio (Mo) - O Molibdênio é um elemento metálico refratário, usado  principalmente como um agente de liga no aço, ferro fundido e em  superligas para melhorar a dureza, a força, a resistência e o desgaste,  assim como a resistência à corrosão. Para se obter as propriedades  metalúrgicas desejadas, o molibdênio, primariamente na forma de óxido ou  ferro-molibdênio, é freqüentemente usado em combinação com o cromo,  colômbio (nióbio), manganês, níquel, tungstênio ou outras ligas  metálicas. A versatilidade do molibdênio em melhorar as propriedades de  uma grande variedade de ligas tem garantido um significante papel na  tecnologia industrial contemporânea, a qual de forma crescente requer  materiais que são úteis no sentido de favorecer a qualidade quanto ao  forte stress, mudanças de temperatura e a ambientes fortemente  corrosivos. Além disso, o molibdênio tem um significante uso como metal  refratário em inúmeras aplicações químicas, incluindo catalisadores,  lubrificantes e pigmentos. São poucos são os usos do molibdênio que  aceitam substitutos. • Tântalo e Nióbio - O Tântalo (Ta), é um metal  dúctil, altamente resistente à corrosão por ácidos, excelente condutor  de calor e eletricidade e tem um alto ponto de fusão. O maior uso do  tântalo, como pó metálico de tântalo, é na produção de componentes  eletrônicos, principalmente capacitores de tântalo, cujo maior uso  inclui telefones celulares, pagers, personal computers e componentes  eletrônicos automotivos.
O Nióbio ou Columbium (Nb), elemento extraído  na forma de ferro-columbium, é usado no mundo inteiro principalmente  como um elemento de liga em aços e superligas. Uma significante  quantidade de colômbio, sob a forma de ferro-colômbio de alta pureza e  níquel-colômbio são usados em superligas a base de níquel, cobalto e  ferro, com aplicações em componentes de motores jato e foguetes assim  como em equipamentos resistentes ao calor e combustão.

Não podemos aqui  esquecer de informar também que por trás de tudo isto estão os Geólogos,  Engenheiros de Minas, os Técnicos de Mineração entre outros, cujas  profissões são muito pouco conhecidas pelo povo (que inclui os  políticos).
Saibam portanto, que são os Geólogos que, com a ajuda de  equipes treinadas para tal, sobem e descem morros se ralando e suando no  mato, que estudam, interpretam e encontram jazidas minerais. Juntamente  com os Geólogos, os Engenheiros de Minas são os profissionais que  estudam, interpretam, montam e põem a produzir os referidos depósitos.  Os investimentos são altos.
Entre pesquisa, estudos de viabilidade  econômica e implantação da mina, são dezenas de milhões de dólares. Isto  implica também em centenas de empregos, que inclui eletricistas,  encanadores, advogados, contadores, motoristas, braçais etc., assim como  sustentam dezenas de laboratórios de análise químicas.
Minas de grande  porte criam cidades. Minaçu em Goiás, hoje com cerca de 40.000  habitantes, é um exemplo. Nasceu e cresceu em função de uma mina de  amianto, que por sinal representam a matéria prima para a fabricação das  telhas Eternit, caixas d’água etc. Aliás, o nascimento de cidades  ligadas à M vem desde a época dos Bandeirantes à caça de ouro,  esmeraldas e outros produtos, a exemplo das cidades de que hoje guardam  um grande patrimônio histórico muitas vezes tombados como patrimônio  público. Desta forma, podemos até afirmar que também tem dependência da  M a gostosa feijoada que saboreamos aos sábados, pois nada mais eram do  que os restos do porco (pé, rabo, pele, orelha etc) cozidos numa grande  panela de ferro e distribuído aos escravos enquanto os senhores  portugueses se deliciavam com o pernil e carnes de primeira, no curso  das lavras de ouro, esmeraldas etc.

Assim sendo, creio que agora sabem  que, não fosse a MINERAÇÃO, viveríamos ainda hoje como o homem de  Neandertal, ou seja, na idade das pedras, sem energia, sem transportes e  sem roupa. É claro que estamos nos referindo à Mineração associada à  Metalurgia ou Indústria da Transformação , as quais juntas, sem falar na  dependência da agricultura a que nos referimos, significam pelo menos  30% do PIB nacional.
Isto, e tudo mais acima exposto, tem grande  significado e não pode mais ser ignorado, até mesmo para se evitar de  ser chamado de ignorante. A atenção para este setor, seja com incentivos  fiscais, com capitalizações de risco ou com apoio governamental de  alguma forma, vai promover a geração de depósitos com conseqüente  produção de bens minerais, redução das importações e aumento das  exportações, com forte geração de divisas para o país. Além disto, como  se trata sempre de grandes investimentos, a M pode ser também grande  geradora indireta de VOTOS. Será que o desconhecimento deste detalhe  seja o motivo pelo qual nem falam no assunto, nem mesmo numa campanha  presidencial???
Jad Salomão é Geólogo e empresário,  fundador de uma das primeiras junior companies do Brasil a Verena  Minerals.

Petróleo em queda: quem ganha e quem perde?

Petróleo em queda: quem ganha e quem perde?



18/1/2016 

Afinal, a queda do barril de petróleo abaixo dos US$30 é uma boa ou uma má notícia?

Em 2014, quando os Estados Unidos, graças aos folhelhos (xistos), haviam dobrado a produção de petróleo o mundo viu um fenômeno raro. Os membros da Opec aumentaram a produção para manter a fatia de mercado e para enfraquecer os americanos que, na época, tinham custos elevados para produzir o óleo dos xistos.

O tiro saiu pela culatra.

Sob pressão os produtores americanos se mostraram criativos e resilientes. Em pouco tempo o fracking foi ampliado e novas técnicas de sondagens horizontais foram criadas. Os produtores otimizaram os processos e passaram a perfurar mais de dez novos furos horizontais a partir de um único poço de produção aperfeiçoando ainda mais as técnicas de sondagem e extração.

Em decorrência conseguiram reduzir os custos operacionais e os Estados Unidos continuam a produzir imensas quantidades de óleo e gás a partir de suas jazidas de folhelhos betuminosos.

Desde 2010 a produção americana de óleo praticamente dobrou, (veja o gráfico abaixo) graças à exploração dos folhelhos (oil shales). Este gráfico desmistifica a história de que a produção de óleo dos folhelhos foi paralisada com a queda dos preços.


Média mensal da produção de petróleo USA
Com toda essa produção o que se vê é uma oferta maior que a procura, o que acelera ainda mais a queda dos preços do barril.

Com a entrada no mercado do petróleo iraniano o aumento da produção iraquiana, que duplicou em pouco tempo e a desaceleração na China a tendência é de uma queda ainda mais forte.

Vários analistas apostam em preços do barril ao redor dos US$20,00.

Se isso ocorrer muitos países irão sofrer, especialmente a Rússia e os países árabes.

Este cenário de queda afeta (quem diria) a Arábia Saudita que começa a se enfraquecer com a crise e com a guerra fria contra o Irã.

Eles e os demais membros da OPEC precisam de um preço do óleo muito acima do atual para voltar a crescer. Acredita-se que somente os Sauditas precisarão de um preço em torno de US$100 para equilibrar o orçamento.

A situação é grave e leva a oligarquia saudita, rachada por brigas internas pelo poder, a considerar a abertura de capital de sua maior empresa a Aramco, como forma de financiar o buraco aberto pela conta do óleo.

Empresas de petróleo e bancos estão enfrentando grandes prejuízos.

No outro lado deste espectro milhões de pessoas celebram as sucessivas quedas do preço do petróleo. Para elas todo o dia é Natal.

Os americanos, por exemplo, estão pagando preços cada vez menores pelo combustível e pelo gás o que implica em uma economia significativa no orçamento familiar. Nos Estados Unidos e em países Europeus e asiáticos como o Japão o povo tem grandes motivos para celebrar a cada queda de preço, que é repassada à população.

O custo familiar está em queda e isso fortalece as vendas. É o retorno das SUVs nos Estados Unidos.

Muitas empresas estão, também, experimentando importantes reduções nos custos operacionais devido às quedas do preço do barril. Mineradoras que lidam com frotas gigantescas e com fretes exorbitantes estão tendo um alívio importante no fluxo de caixa. É o caso das gigantes Vale e Rio Tinto, que conseguem extrair da queda do petróleo um alívio para a queda do minério de ferro.

Já aqui no Brasil, como era de se esperar, continuamos na contramão.

Enquanto os preços do petróleo despencam no mercado internacional a gasolina brasileira sobe desenfreadamente causando inflação e desemprego. Tudo para tapar os furos orçamentários de um governo perdulário e incompetente.

Este aumento dos combustíveis brasileiros é o que salva a Petrobras do colapso.

A empresa continua a aumentar a produção de petróleo em poços que, se já não estão, entrarão no vermelho.

Há menos de um ano o governo dizia que até US$45/barril o pré-sal ainda seria viável. Hoje, com o barril abaixo dos US$30 praticamente todo o pré-sal está no vermelho e só resta apostar em uma reviravolta no mercado mundial o que parece improvável.

Com pouco caixa, valendo pouco, rebaixada a má pagadora e com uma dívida sete vezes maior do que o seu valor de mercado a Petrobras tenta vender os seus principais ativos para sobreviver.

Hoje a empresa cogita na venda de poços do pré-sal e até participações na BR Distribuidora.

O efeito Samarco: Minas Gerais em crise

O efeito Samarco: Minas Gerais em crise



 
O desastre da Samarco abriu profundas feridas na economia do Brasil, afetando, não só as duas mineradoras donas da Samarco, mas, também o próprio Estado de Minas Gerais.

Para a Vale a calamidade não poderia ser pior.

No dia anterior ao desastre a Vale tinha um valor de mercado de R$94 bilhões. Hoje a mineradora tem um valor de apenas R$48,8 bilhões. Ela perdeu praticamente 50%, nestes poucos dias. Graças a Samarco!

No momento ela vale apenas45,16 bilhões de reais.

As ações da nossa maior mineradora (veja o gráfico) afundaram 48% neste mesmo período infligindo sérios prejuízos aos investidores.

Mas o efeito Samarco não para por aí.

O Estado de Minas Gerais, que concentra grandes empresas da área da mineração, siderurgia e de fabricantes de veículos, prepara-se para o desinvestimento.

Segundo um estudo da Fiemg o impacto da Samarco, com a redução do aço, faz Minas cair, como opção de investimento, para o 14º lugar.

Um desastre que pode ter proporções ainda maiores do que o vislumbrado pela Fiemg.

É nesse momento que vemos a incrível e transcendental importância da mineração na economia do país.

A mineração é a base de toda a cadeia econômica, gerando empregos diretos e impostos assim como todos os minerais, metais e a matéria-prima que fazem a economia florescer e se desenvolver.

Sem a mineração nada, literalmente, prospera.

É nesse momento que percebemos, mais uma vez, a total falta de interesse e o descaso pela mineração que este governo, incessantemente, vem demonstrando.

Ou será que o Governo não tem nenhuma culpa no desastre de Mariana?

Por mais que o governo tente se eximir não há como negar que nos bastidores da catástrofe existe um DNPM sem verbas e sem pessoal, desamparado, que deveria ter auditado e avaliado a represa do Fundão e não o fez. Que existe um MME desinteressado, mais preocupado em se defender das acusações que pairam sobre seus ex-ministros e executivos do que buscar as soluções para a mineração e pesquisa mineral que ele abandonou há anos. Existem inúmeros políticos, que empurram com a barriga, o malfadado Código de Mineração, que poderia estar arrecadando muito mais para os municípios brasileiros.

É uma sucessão de desinteresses que penaliza a mineração e o país.

Será que e os muitos que ainda irão perder o seu emprego em Minas Gerais sabem disso?

A Samarco tem que ser responsabilizada e punida, mas muitos outros, como o próprio governo, também.

GARIMPO DE AMETISTA NA BAHIA...

GARIMPO DE AMETISTA NA BAHIA...



Um lugar do sertão onde não há desemprego, onde os moradores respiram prosperidade. A riqueza vem da terra. Não a de plantar, mas a terra que esconde uma preciosidade. O povoado de Brejinho é a capital nordestina das ametistas. Para extrair o minério, o homem desmancha montanhas, rasga rochedos, arrisca a vida. Em um garimpo a céu aberto, a ametista está sendo encontrada no fim de uma ribanceira com mais de 70 metros.Só quando se chega perto do local de extração é que se percebe que essa é uma aventura um tanto perigosa. O problema não é a profundidade – o trabalho é a 70, 80 metros da superfície. O risco está na fragilidade da descida. A impressão que se tem é de que a madeira dos degraus pode quebrar em uma pisada.Nem o calor sufocante de 38 graus tira a disposição dos homens. São oito horas, às vezes dez, trabalhando sem parar, no rastro da pedra lilás.
O garimpeiro Fiel Macedo Ribeiro começou a trabalhar quando era garoto. Hoje, aos 71 anos, ainda tem força para perseguir a sorte. É o garimpeiro mais experiente da área. "A cor escura e a pedra lisa indicam boa qualidade. Quando não é de boa qualidade, ela não dá espelho. A boa pedra brilha mais", explica o garimpeiro.Uma caçamba sobre trilhos transporta tudo o que garimpeiros extraem da rocha. O cascalho é jogado no riacho. É o que eles chamam de rejeito. Mas o que é lixo para uns é dinheiro para outros.
Erlan da Conceição Batista é jogador profissional de futebol, atacante da Catuense, time que disputa o Campeonato Baiano. "Quando o campeonato fica parado seis meses, dou um jeitinho de ganhar o pão de cada dia. São seis meses jogando futebol e seis meses pegando ametista. O futebol dá mais dinheiro", diz Erlan.Sem contrato para este ano, Erlan vai se virando na beira do riacho, catando pedra. “Com um saco, faço R$ 80”, conta ele.
Aventura arriscada é descer na mina subterrânea. Os dormentes dos trilhos servem de escada. Uma escorregada pode ser fatal. Os garimpeiros trabalham a 80 metros de profundidade. Com picaretas, eles vão descobrindo o minério. As ametistas aparecem nas camadas de terra entre as rochas."Tem pedra de até um metro", revela o garimpeiro Tibério Lima Gondim.
Tibério não pode se queixar da sorte. Ele descobriu o rumo das pedras. As ametistas saem do garimpo separadas em lotes, prontas para o mercado. São vendidas na região mesmo, em sacos de 30 a 35 quilos. É um negócio no escuro, como dizem os garimpeiros. O comprador não pode escolher.
"Porque tem pouca pedra e muito comprador”, explica Tibério. “Tudo o que se produz é vendido."
Para vender a produção, os garimpeiros criaram uma cooperativa. O lucro é dividido entre eles, em partes iguais. “Um saco é vendido por R$ 3 mil”, conta Tibério.Para o comprador, o negócio é também vantajoso. Um homem, que não quis ser identificado, com medo de assalto, comprou um saco lacrado.
"Neste lote tem seis quilos de ametista. Eu vendo por R$ 1 mil o quilo”, revela o comprador. “A boa pedra é escura e limpa”, avalia ele.
Pelos telhados novos das casas, se percebe que o dinheiro dos garimpos está sendo investido também em reformas, construções. Quem estava fora da terra voltou. O povoado dobrou de tamanho nos últimos três anos. Em Brejinho, a ametista fez a vida melhorar.