quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Os diamantes são eternos?

Os diamantes são eternos?

diamante
Por incrível que pareça, o pequeno diamante encrustado no anel que você deu a sua esposa provavelmente durará, sim, para sempre – pelo menos enquanto a Terra existir.
“Como são os minerais mais resistentes do planeta, eles só podem ser derretidos quando expostos a uma temperatura de 5 500ºC”, diz o mineralogista Rainer Guttler, professor da Universidade de São Paulo.
O problema é que, segundo ele, a atmosfera terrestre nunca chegará nessas condições, mesmo que um enorme meteoro se chocasse contra o nosso planeta e eliminasse todas as formas de vida.
“Eles só seriam derretidos se, um dia, a Terra entrasse literalmente dentro do Sol, que tem a temperatura de 5 800ºC”, diz Rainer.
O curioso é que, segundo os astrônomos, a Terra de fato deverá entrar dentro do Sol daqui a 7,5 bilhões de anos, quando a estrela estiver próximo da morte.
Mesmo assim, quem apostar que, nessa época, os diamantes serão, enfim, aniquilados, pode perder a aposta.
“É que quando isso ocorrer, a temperatura do Sol terá baixado para cerca de 3 000ºC”, diz o astrônomo Enos Picazzio, da USP.
Ou seja: mesmo quando a Terra chegar a ter uma atmosfera tão densa e quente quanto a de Mercúrio, alguns pequenos diamantes poderão ser encontrados por lá.

A lenda da maldição do diamante Hope

A lenda da maldição do diamante Hope

diamante-hope[1]
photo+by+Dane+Penland++Smithsonian[1]
Diamante “HOPE”
Os diamantes já foram temas de inúmeros filmes, livros, documentários, e são um dos objetos mais valiosos do mundo, não apenas pelo seu alto custo agregado, mas também por seu valor histórico. Os gregos da Antiguidade, por exemplo, acreditavam que o fogo de um diamante refletia a chama do amor, na Idade Média, as pessoas acreditavam que o diamante possuía o poder de reatar casamentos desfeitos (hoje em dia, ele pode atar casamentos de maneira prática, mas isso agora não vem ao caso), e ainda na Idade Média era usado em batalhas como símbolo de coragem.
hope_tavernier[1]
Jean Baptiste Tavernie
Nome originado do grego “adamas” significa “inconquistável, indomável” devido a sua rigidez e dureza. No Brasil, os primeiros diamantes foram encontrados na cidade de Diamantina, em Minas Gerais, em 1725, e durante cerca de um século, o Brasil dominou a produção mundial de diamantes, elevando ao máximo a sua exploração, extração e comercialização. Existem inúmeros diamantes famosos ao longo da História, um deles é o Hope, um diamante que não proporcionou muita sorte nas mãos dos donos pelos quais passou. Se há ou não uma maldição sobre o Hope, não há como afirmar, mas a própria História mostra o quão infelizes foram às pessoas que possuíam esse diamante.
A lenda 
Este diamante tornou-se conhecido na década de 1660, quando o rei Luís XIV o comprou de um comerciante francês. A joia possuía originalmente 112 quilates e se resumia em uma enorme pedra azul lapidada em forma de triângulo. O diamante teria sido supostamente roubado de um templo sagrado da Índia, erguido em homenagem à deusa Sita, no qual estava incrustado na estátua da divindade e representava um de seus olhos. Quando os nativos descobriram o roubo, eles teriam colocado uma maldição sobre aqueles que por ventura obtivessem a pedra sagrada.
king-louis-xiv-hope-diamond[1]
Luis XIV
O que houve, segundo a lenda, é uma sucessão de acontecimentos trágicos envolvendo o diamante. Logo depois que um guerreiro roubou a pedra preciosa, ele foi assassinado. O comerciante francês, que vendeu a pedra ao rei Luís XIV, teria falido e contraído uma grave doença que o matou em meio a horríveis convulsões.
hope_henry_philip[1]
Henry Philip Hope
O rei Luís XIV, que nada sabia a respeito, entregou a joia comprada para o seu joalheiro lapidá-la a seu gosto, e a pedra passou a ter aproximadamente 67 quilates, e foi designado como o “diamante azul da coroa”. O rei era acostumado a usar a joia no pescoço em ocasiões solenes, e uma vez a entregou para que sua amante pudesse prová-la. Quando a Madame de Monespan provou o diamante, ela também teria sido “amaldiçoada”, e algum tempo depois foi cruelmente abandonada pelo rei, morrendo sozinha e na miséria. Mais tarde, o bisneto, o rei Luís XV readaptou a pedra para fazer parte do seu pendente da Ordem do Tosão de Ouro.
Anos depois, Luís XVI ofereceu a pedra como símbolo de casamento a Maria Antonieta. Durante a Revolução Francesa, os reis foram presos e decapitados. Na mesma época, suas joias foram roubadas, inclusive o diamante azul, que desapareceu sem deixar rastro. Anos depois os ladrões foram condenados à pena de morte.
Em 1812, a joia voltou a aparecer em posse de um mercador londrino chamado Daniel Eliason. Francis Hope, membro do parlamento, comprou a joia em um leilão, e o seu nome foi dado a joia. Logo depois, morreu de mal súbito. Sua esposa, que ficou com a pedra, morreu queimada em um incêndio que houve em sua residência. Assim, o diamante Hope passou para as mãos do sobrinho da família, Thomas Hope, que em seguida faliu e foi deixado pela mulher.
Thomas vendeu o diamante para um príncipe russo chamado Iva Kitanovski. Ele presenteou uma artista francesa com a joia. Resultado: a artista foi assassinada com um tiro, e o príncipe foi esfaqueado até a morte por revolucionários.
O diamante Hope passou pelas mãos de um joalheiro grego, este caiu de em penhasco, foi vendido a um sultão que algum tempo depois enlouqueceu, e depois um homem chamado Habib Bey teve a posse do diamante, mas não demorou muito e morreu afogado.
diamante-hope-626x367[1]
Mrs. Evalyn Walsh McLean
A maldição hindu parecia de fato ser devastadora. A joia foi vendida para a família Maclean. Algum tempo depois, a mãe do patriarca morreu, dois empregados da família tiveram o mesmo fim, o filho de 10 anos da família morreu atropelado por um carro, a filha se matou, e a mãe, que era uma alcoólatra, também morreu violentamente. O patriarca entrou em depressão e morreu meses depois em uma clínica.
Smithsonian on September 10th 1958
Museu Smithsonian, Washington DC
10 de Novembro de 1958
O Instituto Smithsonian de Washington DC, EUA, adquiriu a pedra em 1958 sendo o atual dono do diamante de reputação negativa. Desde que se encontra em posse do instituto, não houve nenhum incidente nem acontecimentos estranhos que pudessem ser ligados a joia. Apenas mais um detalhe deve ser mencionado: diz-se também, que a pessoa que levou o diamante até o instituto, teve a casa incendiada, perdeu a mulher e o cachorro.
Hope, que no inglês significa “esperança”, é um nome um tanto quanto irônico ou contraditório para algo que trouxe tanta desgraça aos seus donos. Se a lenda é verdadeira ou não, a discussão ficará entre os céticos e crentes de plantão, mas uma coisa é certa, havendo maldição ou não, a sua má fama se estende por gerações bem como a sua inigualável beleza azul.
*A imagem de capa mostra o aspecto do diamante Hope em 1974.

Arsênico de minas de cobre do Chile foi encontrado no gelo da Antártida

Arsênico de minas de cobre do Chile foi encontrado no gelo da Antártida

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

É um mundo pequeno, afinal. Deixando de lado os exercícios filosóficos de borboletas e tempestades, mudanças de condições em uma área do mundo podem, e o fazem, afetar locais a milhares de km de distância. A poeira do deserto do Saara fertiliza a Amazônia, a poluição atmosférica nas cidades chinesas aumenta inundações nas zonas rurais muito mais distantes, e o aumento das temperaturas e o derretimento das calotas polares estão forçando a subida do nível do mar nas zonas em lugares longe de geleiras. Um novo estudo acrescenta outro item à lista.
Em um artigo publicado na revista Atmospheric Environment, os pesquisadores descrevem como eles foram capazes de rastrear o surgimento da indústria de cobre do Chile, analisando camadas de gelo na Antártida, a mais de 6400 km de distância. Outros poluentes provenientes de atividades humanas distantes já foram detectados na Antártida, mas estes depósitos têm uma história interessante para contar.
Como o arsênico chegou lá? O arsênico é um elemento que ocorre naturalmente, mas é altamente tóxico, e muitas vezes mostra-se nas mesmas formações geológicas como outro recurso valioso – cobre. Mas cobre misturado com arsênico não vende tão bem como o cobre puro. Assim, durante anos os mineiros tiveram que extrair arsênico do minério de cobre através primeiro da  lixiviação com produtos químicos ou fundição, e depois aquecendo-o de modo que tudo o que resta é o metal desejado. Neste caso, o arsênico é liberado para a atmosfera, onde se mistura com o ar e eventualmente cai do céu como chuva – mesmo em uma área tão distante do local original como a Antártica. Muitos depósitos de cobre no Chile têm lidado com arsênico por anos, já que a indústria decolou no século 20.2225182[1]
No estudo, os pesquisadores examinaram núcleos de gelo tirados da Antártida e mediram a quantidade de arsênico em cada camada. Em cada núcleo de gelo tirado, as camadas representam um registro natural que se estende de 1883 a 2008. Eles descobriram que antes de 1900, os níveis de arsênico eram bastante baixos, medindo 1,92 picogramas por grama. Mas os pesquisadores notaram que houve um aumento nos níveis de arsênico logo após a indústria do cobre realmente decolar no Chile na década de 1940. Em 1950, a taxa tinha aumentado para 7,94 picogramas por grama. Então, na década de 1990, o governo chileno começou a criar regulamentações ambientais detalhadas que reduziram a liberação de arsênico na atmosfera. Após as novas orientações entrarem em vigor, os níveis de arsênico na Antártida caíram de volta aos níveis pré-1900.
Esses são números totais bastante baixos. Para efeito de comparação, a Organização Mundial de Saúde define o limite seguro de arsênico na água potável em 10 microgramas por litro. Com um milhão de picogramas em um micrograma e cerca de 1000 gramas de água em um litro (ressalva: não, gelo e água não são a mesma densidade pois o gelo tende a ser menos denso que a água, mas pode ajudá-lo a colocar os números em perspectiva), até mesmo os mais altos níveis da camada de gelo de 1950 da Antártida é considerado bem dentro dos limites aceitáveis. Mas isso não é o fim da história. Enquanto o gelo da Antártida pode estar ok (nesta questão, pelo menos), as outras áreas podem não ter a mesma sorte.
Franciele Schwanck, autora principal do artigo disse ao jornal chileno La Tercera que era provável que a maior parte do arsênico caiu do céu muito antes de ter alcançado a Antártica, criando um potencial perigo para a saúde pública em áreas do Chile, que estão mais próximas das minas de cobre.

A curiosa chuva de diamantes em Urano e Netuno

A curiosa chuva de diamantes em Urano e Netuno

Img - A curiosa chuva de diamantes em Urano e Netuno


Alguns planetas do nosso Sistema Solar têm chamado a atenção de várias nações que executam missões espaciais. Urano e Netuno são dois desses planetas.

Mas, ao invés de avanços científicos, as motivações que cercam os interesses por esses planetas estão mais relacionadas às ambições financeiras. Isso acontece porque Urano e Netuno são maravilhas do Sistema Solar por suas propriedades químicas e físicas.

Pesquisadores da Nasa planejam enviar missões a Netuno para explorar a chamada chuva de diamantes, um fenômeno que se forma na atmosfera ultra-densa do planeta em função da pressão exercida sobre os átomos de carbono, que se transformam em nuvens e chuvas de diamantes. Dá para imaginar uma chuva dessas?

Netuno está localizado a 4 bilhões de quilômetros da Terra, o que dificulta muito uma viagem espacial. Ainda assim, o interesse de explorar as riquezas desse planeta faz com que os homens quebrem a cabeça pensando numa alternativa para chegar até lá. Segundo especialistas, uma viagem espacial para Netuno numa nave convencional demoraria cerca de 30 anos.

Há quem pense que o esforço vale a pena. Em Netuno e em Urano o ar é tão denso que chove diamante. Alguns estudos também dão conta de que a superfície dos planetas é repleta de diamantes e que existe ainda a possibilidade de haver oceanos de diamante líquido e icebergues de diamantes nos dois planetas. Qualquer pessoa ficaria feliz em explorar essas riquezas, não?

A ideia dos pesquisadores é construir uma vela de 250 mil metros quadrados, que seria inflada pela luz do Sol. Esse equipamento alcançaria uma supervelocidade e chegaria a Netuno em três anos.

Por enquanto, tudo está apenas no campo das ideias, mas quem sabe um dia o homem não seja realmente capaz de explorar a curiosa chuva de diamantes de Urano e Netuno.

Como é cotado o preço do ouro?

Como é cotado o preço do ouro?

Img - Como é cotado o preço do ouro?


Em 2013, o preço da cotação do ouro desabou cerca de 9,3%. Mas como será feita a cotação desse metal precioso?

O ouro é um dos metais preciosos mais antigos do mundo, e tem cotação calculada com base na variação do dólar. É possível comprar e vender ouro em barras e em pó.

O ouro é vendido no chamado mercado de balcão, por agências de instituições financeiras especializadas, como bancos e corretoras. É possível comprar o ouro a partir de 1 grama.

A operação de compra pode ser feita por telefone, com pagamento via boleto bancário. Depois da compra, o investidor pode deixar o ouro custodiado em uma instituição bancária credenciada.

Também é possível fazer aplicações em ouro, comprando lotes de, no mínimo, 250 gramas. Nessas transações de compra e venda, a cotação do ouro varia de acordo com o dólar norte-americano e depende também da oferta e demanda do metal.

No Brasil, o comércio de ouro acontece, principalmente, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). No exterior, as cotações do metal são feitas em relação à onça troy, que equivale a 31,104g. O preço final está associado às cotações de Londres e de Nova Iorque.

O ouro é um metal precioso com alto índice de liquidez. No Brasil, investimentos em ouro iguais ou menores a R$ 20 mil, não apresentam incidência de Imposto de Renda.