quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Esta tinta de nanopartículas de ouro muda de cor com um toque

Esta tinta de nanopartículas de ouro muda de cor com um toque

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Uma equipe de químicos da Universidade da Califórnia fez uma descoberta interessante por acaso. Enquanto experimentavam como amarrar nanopartículas de ouro, eles notaram que o ouro mudava entre as cores azul brilhante, roxo e chegava até vermelho. Na verdade, quanto mais eles tocavam, mais a cor era alterada.
Após um tempo, eles conseguiram manipular as nanopartículas de ouro para formar uma película de polímero que pode ser aplicada como tinta. Tocar a película faz com que as nanopartículas se amarrem para se esticar, e, assim, muda a cor do polímero.
“Desenvolvemos um sensor de pressão de alta resolução que indica a pressão ao variar a cor – um sensor que todos nós conseguimos ver com nossos olhos”, explica Yadong Win, lider do estudo. “Quando juntas, as nanopartículas de ouro são azuis. Mas elas gradualmente se alteram para vermelho com aumento da pressão conforme elas se separam.” Isso é diferente de outras tintas sensíveis a pressão existentes.
As imagens digitais mostrando a mudança de cor do filme do sensor depois de experimentar diferentes quantidades de pressão.
As imagens digitais mostrando a mudança de cor do filme do sensor depois de experimentar diferentes quantidades de pressão.
Como o The Atlantic destaca, “é como Hypercolor para toque em vez de calor.” As possibilidades vão muito além da moda. A equipe de Yin diz que a nova tecnologia pode ser útil em testes de impacto, de modo que especialistas em segurança podem ver onde os impactos ocorreram. Como as nanopartículas de ouro respondem a diferentes tipos de pressão, isso permitira medir a gravidade dos golpes. Isso também ajuda outros estudos recentes ao mostrar como as nanopartículas de ouro interconectadas respondem a mudanças no ambiente.
Mas deve ser bem legal ter uma camiseta feita com isso. Imagina que divertido uma pessoa dar um tapa nas suas costas e a marca da mão dela permanecer por uma semana.

Descoberta bactéria que “produz” ouro

Descoberta bactéria que “produz” ouro

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Uma descoberta canadense mostrou que a bactéria Delftia acidovorans é capaz de “produzir” ouro a partir de partículas minúsculas do metal e criar estruturas sólidas complexas similares a pepitas. Os estudiosos divulgaram os resultados na revista “Nature Chemical Biology”.
A bactéria em questão solidifica o ouro solúvel em seu exterior quando está em uma solução em que há partículas do metal, ou seja, o que o micro-organismo faz é transformar essas substâncias em uma massa de ouro bastante similar às verdadeiras.
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Delftia acidovorans
Os cientistas responsáveis pelo projeto são da Universidade mcMaster de Hamilton, em Ontário, no Canadá. Um dos autores, o pesquisador Nathan Magarvey, explicou que, ao analisarem a bactéria, eles constataram que ela expele uma molécula (a delftibactina) que é capaz de fazer precipitar os íons do ouro em suspensão na água para criar estruturas sólidas.
Este processo ocorre em alguns segundos, basta que a temperatura seja ambiente e haja condições de acidez neutra. A molécula expelida pela bactéria é muito mais eficiente do que os produtos utilizados na indústria para produzir nanopartículas de ouro, de acordo com os cientistas.
Delftia acidovorans é encontrada junto a Cupriavidus metallidurans, outra bactéria que acumula pequenas partículas de ouro no seu interior. Os estudiosos afirmam que as  bactérias desempenham uma função importante no acúmulo e no depósito do ouro na origem das pepitas.

Descoberta na Venezuela a maior pepita de cristal de ouro do mundo

Descoberta na Venezuela a maior pepita de cristal de ouro do mundo

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Peritos governamentais confirmaram a maior pepita de ouro do mundo, que foi encontrada em um rio na Venezuela.
Pesquisadores do National Laboratory de Los Alamos usaram um scanner de nêutrons para estudarem a peça de 217,78 g, aproximadamente o tamanho de uma bola de golfe, que vale mais de R$ 3,3 milhões.
O seu proprietário, que vive nos Estados Unidos, entregou as amostras para o geólogo John Rakovan, para que ele avaliasse a peça e comparasse a sua cristalinidade com a de quatro outras pepitas, as quais ele havia encontrado há décadas atrás na Venezuela. Ao provar que era um cristal, foi comprovado que seu design é natural, e isso aumenta mais ainda seu valor no mercado.
A estrutura ou arranjo atômico dos cristais de ouro desse tamanho nunca foi estudado antes, e temos uma oportunidade única para fazê-lo agora“, disse o professor da Universidade de Miami.
A equipe usou um scanner de nêutrons, pois eles, diferentes de outras sondas, como raios- X e elétrons; são capazes de penetrar vários centímetros de profundidade na maioria dos materiais. Três das quatro amostras revelaram-se pedaços únicos de cristal de ouro, em vez de múltiplos pedaços, como acontece com o cristal comum.
Além disso, a interpretação dos resultados também forneceu uma compreensão maior de como as peças raras podem ter sido formadas antes de serem ligeiramente deformadas por sedimentos antigos.

A maior esmeralda do mundo tem 57.500 quilates, vale quase R$ 2,5 milhões e é brasileira

A maior esmeralda do mundo tem 57.500 quilates, vale quase R$ 2,5 milhões e é brasileira

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A joia é tão especial que ganhou um nome próprio: Teodora!
Ela foi encontrada no Brasil e lapidada na Índia antes de ser vendida ao negociante de gemas preciosas Reagan Reaney.
Vários gemólogos tinham dúvida sobre a veracidade da pedra: “Tenho certeza que ela contém esmeralda, mas não tenho certeza se tudo o que existe na pedra é esmeralda”, declarou Jeff Nechka, gemólogo que fez uma análise e deu uma entrevista ao JCK Magazine.
Parece que ela foi tingida, mas é impossível dizer a intensidade da cor anterior. É impossível saber o quanto ela tem de esmeralda”, concluiu.
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Nós provavelmente não a chamaríamos de esmeralda. Ela parece não ter indicação de coloração verde natural, e isso faz com que não a chamemos de esmeralda”, disse o diretor do Gemological Institute of America, Shane McClure.
Aos especialistas, o grau da cor de uma esmeralda é, de longe, a sua consideração mais importante e significativa, bem como sua clareza.
Os especialistas dizem que, se toda a pedra fosse 100% esmeralda, o valor original poderia ultrapassar em mais de 20 vezes.
Regan Reaney, proprietário da pedra, disse que qualquer pessoa que desejacomprá-la pode examiná-la sem nenhum problema: “Sabemos que existem esmeralda em todas as partes da pedra, mas não o quanto. Sabemos que não é um berilo branco, mas alguma porção de berilo branco contém. Não é exatamente a qualidade da gema, mas seu tamanho que a torna tão especial”, disse.
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Se a pedra não conseguir comprador, será enviada para o Instituto de Gemologia da América, para ficar em exposição.
Todas as análises são necessárias porque existem formas de criar, em laboratório, esmeraldas sintéticas, usando berilo incolor. Elas podem ser encontradas em minas em diversas partes do mundo como Colômbia, Afeganistão, Zimbábue, Brasil e Canadá.

Descoberta mais uma camada que compõe a Terra

Descoberta mais uma camada que compõe a Terra

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Nossa perspectiva da Terra tende a ser muito rasa – literalmente. Tudo o que conhecemos, das profundezas mais profundas dos oceanos aos mais altos picos de montanha, são apenas espumas na parte superior da camada mais externa da Terra, a crosta, que tem cerca de 4 km de espessura sob o oceano e de 20 a 30 km de espessura em terra. Com um raio de 6.3714 km, a Terra tem uma abundância de segredos enterrados no seu interior.
Mas hoje ele tem menos um segredo. Os pesquisadores acabam de publicar um artigo na Nature Geoscience anunciando a descoberta de uma camada extremamente dura no manto da Terra – a camada de rocha fundida ou maleável localizada entre a crosta e o núcleo da Terra. A nova camada flutua em algum lugar em torno do meio do manto.
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“A Terra tem muitas camadas, como uma cebola”, disse Lowell Miyagi, um geólogo da Universidade de Utah, em um comunicado de imprensa. “A maioria das camadas são definidas pelos minerais que se encontram presentes nelas. Esta camada não é definida pelos minerais presentes, mas pela força destes minerais “.
Neste caso, os pesquisadores sabiam de estudos anteriores que as placas tectônicas (que sustentam os oceanos e continentes) às vezes deslizam entre si e são empurradas para dentro do manto. Essas placas de rocha tendem a parar de se mover temporariamente em cerca de 1496 km abaixo da superfície da Terra, mas ninguém conseguia descobrir o porquê. Observar diretamente o processo  estava fora de questão – porque, em primeiro lugar, ninguém jamais perfurou até o manto e, em segundo lugar, o processo de uma placa deslizando para dentro do manto leva cerca de 300 milhões de anos. Então, Miyagi e sua equipe optaram pela próxima melhor maneira de observar.
Eles utilizaram um instrumento chamado bigorna de diamante (feito a partir, sim, de diamantes) para aplicar uma quantidade enorme de pressão em rochas comumente encontradas no manto. Quando chegaram a pressões que imitavam as condições a essa profundidade de 1496 km, eles descobriram que a força nas rochas tinha aumentado para uma quantidade insana – foi quase 300 vezes mais forte do que esse mesmo tipo de rocha teria em níveis acima do manto. Abaixo desse ponto de 1496 km, os átomos dentro das rochas começam a se movimentar mais livremente, se soltando, e permitindo que as placas afundem.
Portanto, pelo fato de as rochas no limite de 1496 km serem tão fortes e duras, as lajes de placas tectônicas param por um tempo, travadas entre uma rocha e um lugar duro.