sábado, 23 de janeiro de 2016

ENTREVISTA Wagner Colombarolli - O topázio imperial é uma das mais belas e raras gemas do mundo

ENTREVISTA

Wagner Colombarolli

O topázio imperial é uma das mais belas e raras gemas do mundo. A designação 'imperial' para este tipo de topázio tem origem na Rússia, local das primeiras jazidas, exauridas durante o período czarista. Atualmente apenas a região de Ouro Preto (MG) é fornecedora desta gema em escala comercial, abastecendo joalherias de todo o planeta. É no distrito ouropretano de Rodrigo Silva que se situa a Mina do Capão, a maior do mundo, de propriedade da empresa TIMCIL - Topázio Imperial Comércio e Indústria Ltda. Para nos falar sobre esta fascinante gema, entrevistamos o Dr. Wagner Colombarolli, um dos sócios da empresa, engenheiro metalurgista formado pela Escola de Minas de Ouro Preto, onde foi professor por 11 anos e também diretor.
Jóia br - É correto afirmar que o topázio imperial somente ocorre no Brasil ?
Wagner Colombarolli -
A única área economicamente viável se encontra em nosso país, na região do município de Ouro Preto, em Minas Gerais. A ocorrência se dá em três macro-regiões: Saramenha, Rodrigo Silva – Dom Bosco e Antônio Pereira - próximo à Mariana, mas ainda pertencente ao município de Ouro Preto.

Jóia br - Algumas vezes acontece do topázio imperial ser confundido com outras gemas, como o citrino...
Wagner Colombarolli - Isto pode acontecer, tanto por má-fé quanto por ignorância, na ponta do varejo, com pessoas que compram uma pedra ou uma jóia montada com pedra de cor amarela. Do ponto de vista mineralógico, o citrino é um quartzo amarelo. Mesmo que possa haver um topázio na cor próxima a do citrino, eles diferem por outras características, tais como a raridade, estrutura, variedade e, sobretudo, valor. Quem conhece o topázio não se confunde, pois são pedras diferentes.
 
Jóia br - Também é muito comum as pessoas associarem o topázio somente à cor azul. Sua empresa recebe consultas deste tipo?
Wagner Colombarolli - Não, o que às vezes acontece é sermos procurados por mineradores ou garimpeiros, sobretudo da região norte e oeste do País, que encontram o topázio branco e nos oferecem para compra. O topázio azul é o topázio branco irradiado. O topázio de cor azul também pode ser encontrado na natureza, mas tem a tonalidade mais clara e sua ocorrência é menos freqüente.

topázio imperialJóia br - O topázio imperial pode ser encontrado em várias cores. Qual é a mais valiosa?
Wagner Colombarolli - Como todo produto, ele tem suas nuances, sua raridade e, conseqüentemente, seu valor. No topázio, nós partimos do menos valioso, que é o amarelo, para o laranja, vermelho, rosa, cereja, salmão e o lilás, que é o mais caro e mais valioso.

Jóia br - Pode–se ‘melhorar’ a cor da gema?
Wagner Colombarolli - O topázio imperial não aceita a radiação. Se isto é feito, há uma alteração sensível, mas quando exposto à luz do sol ele retorna imediatamente à cor original - não como no azul, que fica com cor permanente. Existe a queima do topázio, em que ele adquire uma cor violeta - pink topaz, como é denominado no Japão. Eu particularmente não gosto, prefiro o natural.

Jóia br - A procura é maior por parte de brasileiros ou estrangeiros?
Wagner Colombarolli - Mais por estrangeiros, embora existam pessoas no Brasil que prefiram a jóia com topázio imperial. Temos conhecimento de peças muito boas e valiosas vendidas aqui. Acontece que o poder aquisitivo de nosso povo é menor e, conseqüentemente, como o topázio imperial é uma gema mais cara, isto faz com que ela seja mais procurada no exterior. Atualmente, vende–se muita jóia com topázio imperial no Brasil para estrangeiros.
Nossa empresa vende as gemas diretamente para alguns joalheiros e para pedristas, que irão serrar e formar a pedra, lapidar - cada um de acordo com sua técnica - e daí repassar a seus clientes. No caso dos joalheiros, aconselhamos que usem os serviços de pedristas e lapidários que estejam familiarizados com o topázio imperial, pois estes saberão a melhor forma de lapidação da gema e aproveitamento da cor. Já as pedras de coleção geralmente são poucas e nós preferimos manter em nosso acervo e exibi-las ao público em feiras e exposições.

Jóia br - O que mais influencia no consumo? É a raridade?
Wagner Colombarolli - Penso que é a beleza, o conjunto. Mesmo o topázio amarelo ou alaranjado, desde que bem trabalhado, fica lindo colocado numa jóia.

Jóia br - Além da participação em feiras e de campanhas para divulgar o topázio imperial na mídia, a empresa pensa em mais alguma ação institucional?
Wagner Colombarolli - Temos viabilizado o desenvolvimento de coleções de jóias com o topázio imperial, por solicitação de alguns designers que irão realizar mostras no Brasil e no exterior. Estamos também estudando a realização de um concurso de jóias com topázio imperial, provavelmente para o próximo ano.


Leilão de joias na Suíça estabelece um novo recorde mundial para diamantes.

Tesouros

 

 

Leilão de joias na Suíça estabelece um novo recorde mundial para diamantes.
-  A Sotheby’s promoveu mais um leilão de joias em Genebra e o raro diamante azul, que era o grande destaque da venda, não decepcionou. O Blue Moon, de 12,03 quilates, estabeleceu um novo recorde mundial de preço para um diamante, por quilate e também para uma joia em um leilão. Foi comprado por 48,5 milhões de dólares por um colecionador de Hong Kong, que o renomeou “The Blue Moon of Josephine”
O leilão ainda ofereceu preciosos diamantes coloridos, além de joias de procedência nobre e também de marcas famosas, como Cartier, Van Cleef & Arpels, Chaumet e JAR.
Outros destaques foram um diamante rosa-púrpura (fancy vivid, cor natural, SI1, tipo IIa) de 8,24  quilates, montado em um anel com diamantes – vendido por US$13,8 milhões; um diamante amarelo de 22,43 quilates - classificado como "extravagante vivid yellow" pelo GIA, com claridade VS2, montado em um anel com dois diamantes de cerca de 4 ct cada (vendido por 2,5 milhões de dólares, valor bem acima do estimado, que estava entre  US$1,3 e 1,6 mi) e um anel com uma safira da Cachemira de 16,40 quilates ladeada por dois diamantes em lapidação baguete - joia vendida por US$ 2,7 milhões.
Da coleção de joias de Dolores Sherwood Bosshard veio o magnífico colar de esmeraldas e diamantes, assinado por Harry Winston (1959). A joia foi vendida por 3,8 milhões de dólares.
Tiaras
Encomendada pelo armador canadense Sir Hugh Allan Montagu por volta de 1909,  a tiara da foto abaixo pertencia à coleção de sua esposa Lady Marguerite Allan (1873-1957). Estava entre as joias que Lady Allan levou com ela a bordo do RMS Lusitania em 1915. O navio naufragou depois de ser torpedeado por um submarino alemão. Lady Allan sobreviveu ao desastre e levou consigo a tiara, que permaneceu na família. Foi vendida por 799 mil dólares, quase o dobro do valor estimado!
Outra tiara, que tem uma história interessante, foi feita pela Cartier com aço enegrecido e decorada com fileiras de diamantes. A peça fez parte de uma de uma série de cinco diademas criados pela maison francesa entre 1912 e 1915. A joia foi arrematada por US$536 mil, dentro das expectativas.
Entre os cobiçados itens da venda de hoje, ainda estava incluído um pingente de diamante laranja/rosado, que pertence ao  ator Sean Connery, famoso por sua atuação como James Bond, entre outros sucessos. A pedra, em lapidação briolet, pesa 15,20 quilates Com valor estimado entre 1,2 e 2,4 milhões de dólares, a peça foi arrematada por muito mais do que o esperado. O lance vencedor foi de 4 milhões de dólares. O comprador, além de apreciar uma bela gema, deve ser fã do agente secreto 007 também!
Entre os lotes que não foram arrematados estava um anel de rubi e diamantes, que fez parte da coleção pessoal da última rainha da Itália, Maria-José (1906-2001). A joia tem proveniência impecável: foi um presente do bibliófilo italiano Tammaro de Marinis, por ocasião do casamento de Maria-José com o príncipe herdeiro Umberto, em 1930. O rubi birmanês tem 8.48 quilates, sem evidências de tratamento térmico, e ostenta a mais procurada tonalidade para rubis: "sangue de pombo". De acordo com o Instituto Gemológico da América (GIA), "qualquer rubi birmanês superior a 5 quilates é considerado muito raro, mesmo hoje. Assim, no século XIX, um como este - com mais de 8 quilates e cor intensa – já era considerado verdadeiramente excepcional". O preço do anel estava estimado entre 5,8 e 8,7 milhões de dólares...

A tradicional arte da ourivesaria italiana ganha homenagem e promoção através de selos.

A tradicional arte da ourivesaria italiana ganha homenagem e promoção através de selos.
Da redação - Os Correios italianos anunciaram a emissão de cinco novos selos da série temática dedicada a produtos "made in Italy", que inclui calçados, carros, vinhos e queijos, entre outros. A novidade é que as novas estampas prestam homenagem à famosa e tradicional arte da ourivesaria e às joias produzidas na Itália.
Os selos possuem ilustrações variadas, como o famoso "Saleiro" - criação de Benvenuto Cellini (em 1543), que traz as figuras de Netuno e da Terra e que se encontra exposto no Museu Kunsthistorische de Viena; brincos de ânfora etrusca (III-II a.C), que são mantidos no Museu do Vaticano; uma fivela em forma de estrela, datada do século XIV, em exposição no Museu de Castelvecchio em Verona; o ostensório também conhecido como "A Esfera de Ouro", de Leonardo Montalbano (1640) e pertencente ao acervo da Galeria interdisciplinar regional da Sicília / Abatellis Palace, em Palermo e um broche do século XIX, trabalho do gravador Antonio Berini, do acervo do Museu Nacional Etrusco de Villa Giulia, em Roma.
A série foi oficialmente apresentada durante a VicenzaOro Winter, que acontece esta semana, e os selos entram em circulação no dia 18 de maio - data que coincide com a abertura da edição de primavera da feira de Vicenza, a VicenzaOro Spring.
A iniciativa é do Ministério de Desenvolvimento Econômico e dos Correios da Itália, para promover e homenagear as preciosidades feitas naquele país.

Moedas de ouro

Moedas de ouro

 
 

Da redação - A Reserva Metais lança a coleção de moedas Ícones do Brasil, concebida pela premiada designer Raquel Neves. A série  é inspirada em ícones dos mais ricos temas do País e irá homenagear cidades brasileiras.
O primeiro exemplar, já à venda, presta tributo a duas paixões nacionais: o futebol e a cidade do Rio de Janeiro. A bola e o Pão de Açucar com o bondinho estão representados na face da moeda e o reverso traz o símbolo de um radiante sol.
A moeda de ouro pesa 31,1g (1 onça troy)

Diamante recuperado em mina africana é o segundo maior do mundo.

Enorme!

 

 

Diamante recuperado em mina africana é o segundo maior do mundo.
 - A Lucara Diamond Corp. anunciou, a recuperação de um diamante de 1.111 quilates na mina Karowe, em Botsuana, controlada pela empresa.  Este “gigante” ocupa agora o posto de segundo maior diamante do mundo, ficando atrás apenas do Cullinan, descoberto em 1905 na África do Sul e que pesava, em bruto, 3.106 quilates.

O diamante, classificado como Tipo IIa, mede 65 mm x 56 mm x 40 mm e é o maior a ser encontrado em Botsuana. A gema foi recuperada com o uso de máquinas de raio-X recém-instaladas –  tecnologia XRT.
Em comunicado à imprensa, William Lamb, Presidente e CEO da Lucara, comentou: "A recuperação histórica deste diamante coloca a Lucara e a mina Karowe entre um seleto número de produtores de diamantes verdadeiramente excepcionais. A importância da recuperação de uma pedra de qualidade com mais de 1.000 quilates não pode ser subestimada".
A empresa ainda não divulgou o valor do diamante.