quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

GEMAS IRRADIADAS: KUNZITA

GEMAS IRRADIADAS:
KUNZITA



O beneficiamento (intensificação) da cor rosa de kunzitas naturais para tons mais fortes, usando-se radiação gama, tem agregado mais valor e beleza às jóias brasileiras. Tons mais fortes de kunzita rosa (lavanda) e bordeaux, preferidos pelosdesigners, indicam que a kunzita passou por processos de radiação.
Apesar da produção de kunzita irradiável ser considerada sazonal, grande quantidades deste mineral chegam às unidades de radiação para tratamento a todo momento. Os principais depósitos de kunzitas irradiáveis estão localizados em Minas Gerais, nos municípios de Galiléia, Conselheiro Pena, Resplendor, entre outras regiões daquela província de gemas.
Cobiçada pela indústria joalheira, a kunzita irradiada 
valoriza a jóia no ato da venda
O que acontece cientificamente na kunzita durante a intensificação da cor rosa ainda necessita de estudos mais detalhados. Alguns autores acreditam que tal intensificação esteja ligada ao elemento químico manganês.
Vale ressaltar que apesar de apresentar ótima estabilidade em sua cor, deve se evitar fogo direto durante a confecção de jóias com kunzita e também exposição excessiva ao sol. Devido a isto e, também, à sua beleza noturna, esta gema ficou conhecida como "dama da noite".
         
Colar e anel em ouro branco, kunzitas, pérolas e diamantes

GEMAS IRRADIADAS: TOPÁZIO AZUL

GEMAS IRRADIADAS:
TOPÁZIO AZUL




O topázio azul é uma das gemas mais populares na joalheria e preferidas pelos designers, estando sempre presente nas linhas de produção. O que muitos comerciantes de jóias não sabem é que o topázio azul é extremamente raro na natureza. A cor azul intensa observada dominantemente no comércio é resultado da aplicação de radiação gama ou de outros tipos de radiações em topázios naturalmente incolores.
Topázios azuis com cores mais suaves (similares à coloração de água-marinha) podem ser conseguidos com métodos envolvendo radiação gama. Tons de azuis mais acentuados - conhecidos como swiss blue e london blue - são obtidos através de aceleradores de elétrons e reatores nucleares.
A subseqüente queima (tratamento térmico) é um fator determinante na coloração final. Tons cinzas indesejados podem aparecer se a queima não for corretamente conduzida.
A cor azul em topázios irradiados é permanente. No entanto, fogo direto na pedra deve ser evitado durante a confecção da jóia. A causa de cor em topázios irradiados está diretamente relacionada a sua composição química.
Existem basicamente dois tipos de topázios: topázios ricos em OH (hidroxila) e topázios ricos em F (Flúor). Estes últimos parecem ser mais susceptíveis à radiação gama que os demais. Topázios incolores do norte de Minas Gerais são famosos pelos resultados obtidos em tratamento por radiação gama.
          
Figura 1- Sky blue, swiss blue e london blue, os 3 tons de azul conseguidos em topázios incolores através da aplicação de radiações
Figura 2- Anel com topázio azul central sky blue tratado pela EMBRARAD, em perfeita harmonia com turmalinas. (Design por Ruth Grieco)

GEMAS IRRADIADAS: QUARTZO

GEMAS IRRADIADAS:
QUARTZO




Os resultados da radiação gama (Cobalto-60) aplicada em quartzos incolores estão levando produtores de gemas do norte de Minas Gerais-Brasil e de outras regiões do Brasil e do mundo a testar cada pedaço de quartzo incolor para ver se o mesmo muda de cor.
Variedade comerciais de quartzo, tais como green-gold, lemon, olive, prasiolita, ametistas, citrinos amarelos e laranja, ametista rose de france, quartzo fumê e morion - produzidos pela radiação gama aplicada em quartzo incolor natural - estão sendo cada vez mais observados em joalherias do mundo inteiro.
O quartzo irradiado é uma excelente opção para quem trabalha com produção de jóias em série e que visa a exportação em larga escala, pois o mesmo pode ser conseguido em grandes quantidades e por preços mais acessíveis, além de permitir a ousadia do designer em criar peças com pedras de tamanhos mais acentuados e com disponibilidade de combinação de diferentes cores e tons.
  
O know-how da irradiação comercial aplicada em quartzo incolor desenvolvido pela Empresa Brasileira de Radiações - EMBRARAD é considerado o melhor do mundo, devido às diferentes variedades alcançadas com o método

HISTÓRIA DA JOALHERIA O OURO E OS OURIVES NA ANTIGUIDADE


HISTÓRIA DA JOALHERIA

O OURO E OS OURIVES NA ANTIGUIDADE

As pepitas de ouro atraíram a atenção de nossos ancestrais desde muito cedo, e simples ornamentos feitos em ouro estão entre os mais antigos objetos de metal feitos pelo homem. O ouro das minas ou de depósitos aluviais tem sido explorado durante praticamente toda a história do homem.
Foi no segundo milênio A.C. que o homem começou a minerar o metal. A mineração nunca foi uma tarefa agradável e vários documentos se referem às condições terríveis dos mineradores. Em algumas das minas menores é certo que trabalhava - se por incentivos econômicos, mas nas grandes minas controladas pelo estado, escravos, prisioneiros de guerra e presos condenados trabalhavam duramente sem descanso. Na Roma antiga, ser enviado para as minas era uma punição comparável à de morrer na arena dos coliseus.
As principais minas de ouro da antiguidade espalhavam se por vários territórios. As guerras travadas e os conseqüentes tratados eram orientados de forma a se obter o melhor acesso ao ouro. Sendo assim, a influência do ouro na história da humanidade não pode ser subestimada. Por exemplo, não é coincidência que as terras conquistadas por Alexandre, o Grande, abrangiam quase todas as minas do antigo oriente próximo. Famosas entre estas estavam as minas dos desertos do Egito e da Namíbia, do oeste da Turquia, da armênia e até mesmo da índia. Na Europa, as minas de ouro encontravam - se nos Bálcãs, nos Alpes, na Espanha, na Irlanda, nas montanhas Altai e na Sibéria, e era negociado principalmente através das colônias gregas às margens do mar negro.
Na antiguidade, o ouro era usado não só como ornamento, mas também servia para distribuir riquezas. Governantes e templos podiam acumular grandes tesouros, em geral na forma de vasos ou outros objetos semelhantes e também na forma de jóias (as correntes em ouro eram largamente utilizadas). O ouro era guardado como um sinal de poder e riqueza, e era utilizado nos negócios e para financiar guerras e pagar resgates.
Para o cidadão médio da época, o ouro servia como moeda (reserva econômica). De vez em quando surgia uma lei para limitar a posse do ouro por indivíduos, mas não prosperava. O ouro tinha um significado alto na escala de valores, e objetos em ouro eram valorados e negociados pelo seu peso e não só pelo trabalho empregado na sua decoração. A negociação com ouro foi formalizada no primeiro milênio A.C. pela introdução da cunhagem da moeda. A circulação da moeda passou a facilitar o comércio e mais pessoas passaram a ter acesso ao ouro. A cunhagem de moedas passou a ser controlada pelo estado, que estabelecia o peso e a pureza do material empregado. Penas severas eram impostas a quem adulterasse qualquer destes itens.Era grande a variedade de técnicas de ourivesaria usadas pelos ourives da antiguidade. Em síntese, a chave para a ourivesaria do mundo antigo era a simplicidade no processo de confecção combinada com o refinamento na decoração. Os ourives deste período construíam suas próprias ferramentas. Nos primórdios, "martelava – se" o ouro com pedras. Mais tarde, ferramentas simples, como o martelo, foram inventadas e passaram a ser utilizadas pelos ourives. O trabalho de um ourives era predominantemente feito a partir de uma folha de ouro (obtida pelo contínuo martelar do metal até tornar-se uma superfície plana, lisa e de espessura desejada), que era então cortada com uma faca ou um cinzel na forma escolhida e ornamentada com filigrana, granulação ou outras técnicas decorativas, como a simples perfuração. Fios de ouro eram confeccionados cozendo e martelando uma fita fina de ouro até obter a espessura do fio desejada ou então torcendo e enrolando duas fitas estreitas de ouro. Desenhos decorativos podiam ser impressos na folha de ouro utilizando-se ferramentas simples feitas de madeira ou osso. Até mesmo objetos maciços, como anéis ou broches, eram feitos somente com a utilização de martelos.
A fundição do ouro era raramente empregada para confecção de jóias ou objetos valiosos e somente começou a ser utilizada durante a idade do ferro, na Europa. A fundição de metais era certamente conhecida e utilizada no mundo antigo desde o início da idade do bronze, mas raramente era feita com ouro. Uma das razões para isso era a potencialidade de quebra: era quase impossível produzir um molde que utilizasse sempre uma mesma quantidade de ouro. Com as modernas técnicas de hoje isso não se constitui um problema, mas na antiguidade, onde o ouro era caro, escasso e geralmente fornecido pelo cliente ao ourives que fabricaria sua jóia, essa consideração prática era um parâmetro importante.
Mesmo com poucas e simples ferramentas, os ourives da antiguidade foram capazes de produzir fantásticos exemplares de jóias e objetos decorativos, decoradas com sofisticação e desenhos intrincados, que resistiram não só ao passar dos séculos, mas também serviram e servem de inspiração até hoje a designers e joalheiros de todo o mundo.

INVESTIMENTO QUE VALE OURO

INVESTIMENTO QUE VALE OURO


O ouro já vivenciou ciclos distintos de valorização em sua história, tendo uma característica diferente de acordo com sua época.  Sempre que a economia internacional protagoniza episódios de incerteza, os investidores correm para o ouro, buscando garantia de preservação do poder de compra.
Após a aguda crise dos Estados Unidos e dos países europeus, os recordes de valorização do preço do ouro têm sido constantes. O metal foi a melhor aplicação financeira em reais de 2011 e teve  rentabilidade superior a 500% nos últimos dez anos.
Após a onça troy atingir o preço histórico de US$1.920, o metal vivencia um momento de estabilização num patamar de US$1.200/oz. No entanto, por mais que analistas anunciem uma suposta bolha na sua valorização, a mesma é resultado da piora do cenário externo, principalmente nos países desenvolvidos.
Se a desconfiança dos mercados externos gera queda das bolsas, o medo, por outro lado, impulsiona a confiança dos investidores no ouro. Habilidosas quando o assunto é crise, as economias em desenvolvimento estão atentas aos riscos e suas consequências. Assim, alguns países já anunciaram o aumento das suas reservas do metal com o objetivo de minimizar suas perdas.
No Brasil, o investimento vem crescendo. Até setembro , a BM&F Bovespa negociou mais de 18,5 mil contratos de ouro, em comparação aos 5,8 mil operados no mesmo período do ano passado, um crescimento de 316%.
Além do investidor tradicional, que sabe o momento certo de diversificar seu portfólio, os pequenos investidores, sensíveis às notícias sobre a alta das cotações do ouro, também têm apresentado um interesse crescente em  barras de ouro pequenas. A Internet tem sido parte fundamental dessa revolução, trazendo as notícias em tempo real, permitindo que eles acompanhem a tendência de valorização do ouro e decidam quando e como investir, de forma rápida e simples.