quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Exploradores movimentaram R$ 30 milhões com mineração irregular no Amazonas

Exploradores movimentaram R$ 30 milhões com mineração irregular no Amazonas

Na operação ‘Filão do Abacaxis’, um catarinense foi preso como um dos responsáveis pelo garimpo. Segundo o Ibama, ao menos 70 hectares de mata fechada foram derrubadas pelos exploradores 

Um esquema milionário de mineração irregular foi desarticulado no município de Maués, nesta sexta-feira (18),  pela Polícia Federal,  Exército Brasileiro e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama),  durante a realização da operação Filão do Abacaxis.
Na operação, um catarinense foi preso como um dos responsáveis pelo garimpo.  Outros dois,  que são amazonenses, estão foragidos.
Equipe da Polícia Federal
De acordo com a delegada substituta  da Delegacia ambiental da PF,  Anelise Koerch,  o grupo  também usava uma mineradora  para lavagem de dinheiro.  A estimativa é que os exploradores tenham movimentado aproximadamente R$ 30 milhões com a extração ilegal de ouro.
Crimes ambientais
Outra preocupação da operação está relacionada aos danos ambientais encontrados no meio da floresta amazônica.  Segundo a fiscal do Ibama,  Tatiane Leite,  ao menos 70 hectares de mata fechada,  equivalente a 70 campos de futebol,  foi derrubada pela organização criminosa.
Sinais de contaminação do solo por mercúrio e cianeto também foram identificados,  mas ainda não é  possível mensurar  nível de poluição. 
Trabalho escravo
Cinquenta trabalhadores foram evacuados do garimpo.  A maioria eram trabalhadores recrutados da capital e do Município de Nova Olinda do Norte,  sendo que metade deles foram identificados em situações análogas as de escravos. "Muitos desses trabalhadores estavam há seis meses sem receber salários e alojados em situações precárias",  destacou a delegado.
Pista de pouso do garimpo
Ainda conforme os órgãos envolvidos na operação, o garimpo foi totalmente desmanchando e dificilmente poderá voltar a funcionar.A reserva de ouro é de 400 toneladas, e a região é virgem, conforme comunicado do DNPM do AM.

O eterno fascínio pelo ouro

O eterno fascínio pelo ouro

BEM no interior das savanas australianas, um garimpeiro de camisa suja e encharcada de suor caminha penosamente no leito seco de um córrego. O sol do meio-dia é causticante. Determinado, ele segura com força uma longa haste de metal com um dispositivo do tamanho de um prato na extremidade. Ele movimenta para lá e para cá esse moderno detector de metais, cujo campo magnético alcança 1 metro abaixo do solo rochoso. O fone de ouvido ligado ao aparelho emite um apito constante e agudo.
Subitamente, o apito se transforma num estalido contínuo de baixa freqüência — indicativo claro de que existe metal logo abaixo. Seu coração acelera, ele se ajoelha, começa a cavar e, com golpes rápidos, sua picareta aprofunda o buraco. É provável que seja apenas um prego enferrujado ou uma moeda antiga. Mas, à medida que continua cavando, seus olhos se concentram em busca de qualquer vestígio de ouro.
A contínua corrida do ouro
Os métodos talvez tenham mudado, mas a ávida busca por esse lustroso metal amarelo tem continuado durante a história da humanidade. De fato, nos últimos 6 mil anos, segundo o Conselho Mundial do Ouro, foram extraídas mais de 125 mil toneladas deouro.* Apesar de antigas civilizações no Egito, em Ofir e na América do Sul serem famosas pela riqueza em ouro, mais de 90% de toda extração já feita ocorreu nos últimos 150 anos.
A intensificada procura pelo ouro teve início em 1848, quando esse metal foi encontrado em Sutter’s Mill, no rio American, Califórnia, EUA. O achado desencadeou a chamada corrida do ouro: uma enxurrada de garimpeiros esperançosos inundando a região. Todos sonhavam achar sua fortuna enterrada no solo californiano. Muitos não conseguiram, mas alguns foram muito bem-sucedidos. Em 1851, só na Califórnia, foram extraídas 77 toneladas de ouro.
Quase na mesma época, descobriu-se ouro na Austrália, uma nova colônia do outro lado do mundo. Edward Hargraves, que tinha adquirido experiência na exploração de ouro na Califórnia, veio para a Austrália e encontrou ouro num riacho perto da pequena cidade de Bathurst, Nova Gales do Sul. Em 1851, grandes depósitos também foram encontrados em Ballarat e Bendigo, no Estado de Victoria. A corrida começou assim que a notícia da descoberta se espalhou. Alguns eram garimpeiros profissionais, mas muitos eram trabalhadores rurais ou de escritório que nunca tinham pegado numa picareta. O jornal de Bathurst fez uma descrição da cidade naqueles dias da corrida do ouro: “Bathurst está novamente frenética com a volta ainda mais intensa da delirante febre doouro. Grupos de homens com olhares entorpecidos falam coisas incoerentes e perguntam-se o que vai acontecer.”
E o que aconteceu? Uma explosão populacional na Austrália. Dez anos depois, o número de habitantes no país tinha dobrado com a chegada de garimpeiros otimistas do mundo todo. Ouro era descoberto em diferentes quantidades pelo continente; quandouma corrida diminuía, outra começava. Garimpeiros australianos extraíram 95 toneladas de ouro só em 1856. Daí, em 1893, começaram a extrair ouro do solo próximo a Kalgoorlie-Boulder, na Austrália Ocidental. Desde então, mais de 1.300 toneladas foram extraídas do que é descrito como “o metro quadrado mais rico em ouro do mundo”. Aquela área ainda produz ouro e atualmente ostenta a maior mina de ouro do mundo a céu aberto — um desfiladeiro produzido pelo homem com cerca de 2 quilômetros de largura, quase 3 quilômetros de comprimento e mais de 400 metros de profundidade!
A Austrália é o terceiro maior produtor de ouro do mundo. A indústria emprega 60 mil pessoas e extrai cerca de 300 toneladas por ano, equivalentes a 5 bilhões de dólares australianos. Os Estados Unidos são o segundo maior produtor. Há mais de cem anos, porém, a África do Sul tem sido o maior produtor de ouro no mundo. Quase 40% de todo o ouro já extraído saiu desse país. Mais de 2 mil toneladas de ouro são extraídas por ano no mundo inteiro. O que é feito com todo esse ouro?
Precioso e belo
Um pouco de ouro ainda é usado para cunhar moedas. A Casa da Moeda de Perth, na Austrália Ocidental, é um dos principais fabricantes desse tipo de dinheiro. Essas moedas não estão em circulação, mas são alvo de colecionadores. Além disso, cerca de um quarto de todo o ouro já extraído foi transformado em lingotes de ouro — barras sólidas de riqueza palpável —, e trancados em caixas-fortes. Os Estados Unidos detêm em seus cofres a maior parte das barras de ouro do mundo.
Atualmente, cerca de 80% do ouro extraído todo ano — umas 1.600 toneladas — é transformado em jóias. Os Estados Unidos podem ter a maior quantidade de ouro em seus cofres, mas se incluirmos as jóias, a Índia é que tem a maior quantidade. Além de ser valioso e belo, esse metal tem características que o tornam muito útil.
Uso moderno para o metal antigo
É provável que os faraós egípcios soubessem da resistência do ouro à corrosão e, por isso, o usaram para fazer máscaras mortuárias. Quando arqueólogos descobriram a tumba do Faraó Tutancâmon, milhares de anos após sua morte, a máscara mortuária não tinha manchas e ainda brilhava, provando a durabilidade do ouro.
O ouro mantém o lustro porque água e ar, que corroem metais como ferro, não o afetam. Essa resistência à corrosão e a notável capacidade de conduzir eletricidade, o tornam ideal para uso em componentes eletrônicos. Todo ano, cerca de 200 toneladas de ouro entram na fabricação de TVs, videocassetes, telefones celulares e uns 50 milhões de computadores. Além disso, CDs de alta qualidade contêm uma fina e durável camada de ouro para garantir o armazenamento seguro de dados.
Películas finas de ouro têm algumas características incomuns. Tome como exemplo a interação do metal com a luz. Películas ultrafinas de ouro são transparentes e por isso permitem a passagem das ondas de luz verde, mas refletem a luz infravermelha. Janelas revestidas de ouro permitem a entrada da luz, mas refletem o calor. Janelas assim são usadas na cabine de pilotagem de aviões modernos e em muitos novos edifícios. Lâminas não transparentes de ouro também revestem partes vulneráveis de veículos espaciais, dando boa proteção contra radiação e calor intensos.
O ouro também é muito resistente a bactérias. Por isso, é usado por dentistas para reparar ou substituir dentes danificados ou cariados. Em anos recentes, o ouro tem-se provado ideal para implantes cirúrgicos, tais como stents — pequenas telas cilíndricas que são usadas para reparar veias e artérias.
Com toda essa versatilidade, valor e beleza, não é de admirar que os garimpeiros continuam a revirar o solo em busca desse metal fascinante.
O ouro é tão denso que um cubo cujos lados medem apenas 37 centímetros pesaria cerca de 1 tonelada.
Onde encontrar ouro?
 Rochas: O ouro está presente, em pequenas quantidades, em todas as rochas ígneas. Certos depósitos rochosos têm concentração de ouro em quantidade suficiente para valer a pena minerar, britar e extrair quimicamente o metal do minério. Mesmo o minério de alta qualidade só tem cerca de 30 gramas de ouro por tonelada de rocha.
 Veios: Raramente encontra-se ouro em veios, ou filões, entre camadas de quartzo.
 Rios: Com o tempo, veios que contêm ouro sofrem erosão quando expostos a sol, chuva e vento. Com isso liberam ouro, que se acumula em riachos e rios em forma de partículas, ou lascas, conhecidas como ouro de aluvião.
 Superfície terrestre: Fragmentos irregulares de ouro que parecem se formar aleatoriamente na superfície terrestre são chamados de pepitas. Elas às vezes podem chegar a tamanhos espetaculares. A maior pepita de ouro já encontrada na Austrália foi chamada The Welcome Stranger e pesava cerca de 60 quilos! Foi descoberta em 1869 no Estado australiano de Victoria. A Austrália é lugar de grandes pepitas, 23 das 25 maiores já encontradas foram retiradas dali. Hoje, as pepitas de ouro, que podem ser pequenas como a cabeça de um fósforo, são mais raras do que diamantes de qualidade.
Como funciona um detector de metais?
Em geral, duas bobinas elétricas são os principais componentes de um detector de metais. A corrente elétrica atravessa a bobina geradora produzindo um campo magnético. Se o aparelho passar sobre um objeto de metal, como uma pepita de ouro, ele induz um fraco campo magnético nesse objeto. A segunda bobina, receptora, detecta esse campo magnético e sinaliza por meio de luzes, indicadores ou sinais sonoros.
A intensificada procura pelo ouro em meados do século 19:
1. Sutter’s Mill, Califórnia, EUA
2. Riacho Bendigo, Victoria, Austrália
3. Golden Point, Ballarat, Victoria, Austrália

PRASIOLITA: A GEMA QUE IRRADIA NOVAS EMOÇÕES

PRASIOLITA:
A GEMA QUE IRRADIA NOVAS EMOÇÕES 



A Prasiolita (ou “ametista verde” como é comercialmente conhecida), tornou-se famosa dentre as demais pedras preciosas e utilizada  abundantemente  pela indústria de gemas e jóias devido ao seu verde incomum que lhe proporciona rara beleza. Nos dias atuais gemólogos do mundo inteiro encontram-se “quebrando a cabeça” para descobrir de onde surgiu tanta prasiolita no mercado, já que se trata de uma variedade de quartzo extremamente rara.

LAVRA E GARIMPOS DE PRASIOLITAS
Poucas lavras de prasiolita natural  têm sido relatadas no mundo. No Brasil, a única que se tem conhecimento é a de  Montezuma-MG, mesmo assim não apresenta quantidades viáveis comercialmente. Assim sendo,  por se tratar de uma gema tão rara, como explicar sua grande presença no comércio de gemas e jóias nos dias atuais? Explico: apesar de existir na natureza, a prasiolita observada abundantemente hoje em dia é resultado da aplicação de radiação no quartzo natural, incolor ou levemente violeta (daí o nome “ametista verde”) proveniente de lavras e garimpos de quartzo com características especiais
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TÉCNICA DE TRATAMENTO DA PRASIOLITA
A técnica de tratamento foi desenvolvida pioneiramente pela EMBRARAD-EMPRESA BRASILEIRA DE RADIAÇÕES em quartzo incolores da região de Uberlândia-MG, a partir dos meados de 2003. Atualmente todas as prasiolitas observadas no comércio nacional e internacional passam por esta empresa para o beneficiamento de sua cor antes de chegar ao consumidor final. A técnica envolve radiação gama em uma câmara do tipo “tote box”, onde a fonte da radiação é o Cobalto-60.
Porém, não é todo quartzo natural incolor que após tratamento com radiação gama origina o aparecimento da cor verde característico da prasiolita. Tal mineral precisa conter, além do SiO2, elementos químicos tais como Fe (Ferro)  que atuam como impurezas em sua composição original básica. Assim sendo, encontrar uma lavra de quartzo incolor que após irradiado passe a prasiolita com o “bombardeio” não é tarefa fácil. No Brasil já se tem conhecimento de lavras ou garimpos de quartzo incolor com estas características, tais como em Uberlândia-MG, e algumas regiões do Rio Grande do Sul e Uruguai.
CAUSA DE COR
Sabe-se que ambas prasiolitas (tanto a prasiolita natural quanto a irradiada em laboratórios) são produtos de radiação. A origem de seu verde incomum  parece estar relacionada a formação de centros de cor (vacâncias causadas na estrutura pela irradiação natural dos depósitos ou de laboratório como o da EMBRARAD) em quartzos naturais inicialmente incolores com alto teor de ferro. Apesar de tantas pesquisas sobre causas de cor em prasiolitas, os pesquisadores ainda não chegaram a um consenso quanto a real causa de cor neste mineral. O que pode se afirmar é que a mesma está relacionadas a ambientes geológicos com alto teores de Ferro (Fe de valência 2+) e de caráter hidrotermal ou seja tal cristal cresceu em ambientes geológicos com a presença de H2O (água).
IDENTIFICAÇÃO
Métodos convencionais de identificação de gemas não conseguem distinguir entre a prasiolita natural e o seu correspondente irradiado. Assim sendo, a prasiolita - mesmo que irradiada em laboratório - é classificada gemologicamente como uma  variedade natural do mineral quartzo (SiO2). Vale ressaltar que  a aplicação da radiação gama na prasiolita e em qualquer outro tipo de pedra preciosa não usa qualquer tipo de corante que altere as propriedades fisico-químicas original do mineral quartzo. A cor da prasiolita irradiada é simplesmente uma aceleração do processo iniciado pela própria natureza, ou melhor, é uma resposta de sua composição em relação à aplicação de radiação natural dos depósitos ou de laboratório. Isto significa dizer que  a prasiolita irradiada não apresenta modificações ou diferenças em suas principais características gemológicas básicas. tais como índice de refração,  densidade, pleocroísmo, etc, e sua cor resultante quando comparada com o seu correspondente natural é a mesma.  Tais características levaram a aceitação da prasiolita irradiada pelo comércio e responde a questão da sua grande abundância no comércio de gemas e jóias nos dias atuais.
COMÉRCIO
Nos últimos 4 anos, as prasiolitas irradiadas têm sido sucessos absolutos nas principais feiras de gemas como em Tucson-Arizona-EUA, Hong-Kong (China) e Bangkok (Tailândia), bem como nas feiras de jóias como em  Basel (Suíça) e Feninjer (São Paulo).  A prasiolita também  tornou-se tema central da terceira edição de um dos mais importantes concurso de design de jóias do país, o Prêmio EMBRARAD de Design de Jóias.
PREÇO
Antes de encontrarmos o seu correspondente irradiado, a prasiolita era vendida a 25 dólares o quilate, em média. No entanto, isto era privilégio de poucos e nenhuma coleção de jóias contendo prasiolita poderia ser desenvolvida em série. Os mais importantes joalheiros do país comemoram com a existência do seu correspondente irradiado e de sua aceitação, e diversas coleções estão sendo desenvolvidas usando-se abundantemente esta gema. Atualmente o preço por quilate da prasiolita lapidada  gira entre 2 a 7 dólares por quilate, de acordo com a intensidade (matiz) da cor verde. Nomes como extra green and super green já estão sendo aplicados às melhores matizes de prasiolitas. Quando em bruto (e já irradiado) seu valor é dado de acordo com os tamanhos das pedras (em grama) e seu preço gira em torno de 2,5 dólares por grama em bruto do tipo extra green.

Diamante 'perfeito' é leiloado por US$ 22 milhões em Nova York

Diamante 'perfeito' é leiloado por 
US$ 22 milhões em Nova York

Peça foi aperfeiçoada por mais de um ano; leilão durou três minutos.
Diamante é a definição de perfeição, segundo chefe de joalheria.

Modelo apresenta anéis com diamantes de 100 quilates e 25,59 quilates que serão leiloados pela Sotheby's nesta terça-feira (21) em foto de 3 de abril (Foto: Tyrone Siu/Reuters)Modelo apresenta anéis com diamantes de 100 quilates e 25,59 quilates que serão leiloados pela Sotheby's
Um diamante "perfeito" de 100 quilates, originalmente extraído na África do Sul, foi leiloado por US$ 22,1 milhões em um leilão que durou apenas três minutos em Nova York, anunciou a casa Sotheby's.
A casa de leilões tinha avaliado a gema, que pesa 100,20 quilates, em entre US$ 19 mi e US$ 25 mi e chamou a pedra de "o maior diamante perfeito, com um corte clássico de esmeralda, nunca antes leiloado".
Descoberto nas minas da De Beers na, África do Sul, o diamante foi cortado, polido e aperfeiçoado por mais de um ano para se tornar a estrela do leilão de 370 lotes de joias promovido pela Sotheby's.
O comprador participou do leilão por telefone, mas quis manter o anonimato, segundo a Sotheby's.
A casa de leilões exibiu a joia no Oriente Médio em duas ocasiões - em Doha e em Dubai -, alem de em Los Angeles, Hong Kong, Londres e Nova York, numa tentativa de atrair o interesse do mercado antes da venda.
A Sotheby's disse que apenas cinco diamantes de qualidade comparável e de mais de 100 quilates foram vendidos em leilão. O mais caro foi arrematado por US$ 30,6 milhões em Hong Kong, em 2013, em um leilão organizado pela mesma casa.
Gary Schuler, diretor de joias da Sotheby's em Nova York, se referiu à pedra como "a definição de perfeição".
"A cor é mais branca que o branco, livre de qualquer imperfeição interna e é tão transparente que só pode ser comparada a uma lagoa de água congelada", descreveu, antes da venda.

História do tântalo.

História

Tântalo foi relatado como um novo metal em 1802 por Anders Gustav Ekeberg na Universidade de Uppsala, na Suécia.
No entanto, quando William Wollaston analisados ??os minerais a partir do qual haviam sido extraídos ele declarou que era idêntico ao nióbio que foi descoberto no ano anteriormente.
Era como resultado de sua semelhança que houve uma confusão sobre a sua identificação.
Estes dois elementos muitas vezes ocorrem em conjunto e, sendo quimicamente muito semelhante, são difíceis de separar por métodos disponíveis no momento da descoberta.
Foi em 1846 que Heinrich Rose separou o tântalo e nióbio e provou conclusivamente que eles eram diferentes elementos, e ainda a sua amostra de tântalo ainda estava um pouco impuro, e não foi até 1903 que o tântalo puro foi produzido por Werner von Bolton.

Símbolo - Ta

Elemento metálico de transição azul acinzentado.
Número atômico: 73
Configuração eletrônica:
 [Xe]4f145d36s2
Massa Atómica: 
180,948
d = 
16,63 g.cm-3
Ponto de fusão:
 2996,0 ° C (K 3269,15, 5424,8 ° F) 
Ponto de ebulição: 5425,0 ° C (5.698,15 K, 9797,0 ° F) 
Número de prótons / Elétrons: 73 
Número de nêutrons: 108 
Classificação: Metais de Transição 
Cristal Estrutura: Cubic 
Densidade @ 293 K: 16,654 g / cm 3 
Cor: cinza.
Data da descoberta:
 1802 
Descobridor: Anders Ekeberg 
Nome de Origem: Após rei Tântalo (mitologia grega) 
Usos: capacitores, lentes de câmera 
Obtido a partir de: tantalite.
É encontrado juntamente com o nióbio nos minérios columbita – tantalita: (Fe, Mn) (Ta, Nb)2O6.
É extraído por dissolução em ácido fluorídrico, que separa os fluoretos de nióbio e tântalo para dar K2TaF7 que é reduzido com sódio.
O elemento apresenta os isótopos 181Ta que é estável e 180Ta que tem ocorrência de 0,12% e é radioativo com meia-vida maior do que 107 anos.
Há vários outros isótopos de meia-vida curtas. O elemento é usado em algumas ligas especiais e em componentes eletrônicos.
Por ser não reativo, peças metálicas de tântalo são usadas em cirurgias como por exemplo pinos para juntar ossos.
Quimicamente o metal forma camada passiva de óxido no ar.
Forma complexos nos estados de oxidação +2, +3, +4 e +5.
O tântalo foi identificado em 1802 por Ekeberg e isolado em 1820 por Berzelius.

Estrutura atômica

Tântalo
Número de níveis de energia: 6
Primeiro Nível de energia: 2 
Segundo Nível de Energia: 8 
Terceiro Nível de Energia: 18 
Quarto Nível de energia: 32 
Quinto Nível de energia: 11 
Sexta Nível de energia: 2

Utilização

O tântalo é utilizado na fabricação de ligas metálicas aço-tântalo, em próteses dentárias, turbinas de avião, reatores nucleares, ferramentas de corte e cirúrgicos, como, por exemplo, o bisturis. O Ta2O5 é utilizado na produção de lentes com alto índice de refração.

Usos

Uma das principais utilizações de tântalo é na produção de componentes eletrônicos.
Uma camada de óxido que se forma sobre a superfície de tântalo pode agir como um isolante (dieléctrico) camada. Porque tântalo pode ser utilizada para revestir outros metais com uma camada muito fina, uma capacitância elevada pode ser conseguida em um pequeno volume. Isso faz com condensadores de tântalo atraentes para eletrônicos portáteis, como telefones celulares.
Tântalo não provoca nenhuma resposta imune em mamíferos, de modo que tem encontrado largo uso na fabricação de implantes cirúrgicos.
Pode substituir o osso, por exemplo, em placas de crânio; como folha ou fio se conecta nervos rasgadas; e como tecido de gaze que se liga músculo abdominal.
É muito resistente à corrosão e por isso é usada no equipamento para o tratamento de materiais corrosivos.
Ele também tem encontrado usos como eletrodos para as luzes de néon, retificadores AC / DC e em vidro para lentes especiais.
Ligas de tântalo pode ser extremamente forte e têm sido usados por lâminas de turbina, bicos de foguetes e cápsulas nariz para aviões supersônicos.

Propriedades físicas

O tântalo é um muito duro, maleável, metal dúctil.
Meios maleáveis, capazes de ser batido em folhas finas.
Dúctil significa capaz de ser transformado em fios finos.
O metal tem uma cor prateada-azulada quando polido, mas uma cor prateada brilhante quando polido.
Tem um ponto de 2.996 ° C (5.425 ° F) e um ponto de 5.429 ° C (9.804 ° F), ponto de ebulição de fusão.
Ele tem o terceiro ponto mais alto de todos os elementos de fusão, depois de tungstênio e rênio.
Densidade de tântalo é 16,69 gramas por centímetro cúbico.

Propriedades quimicas

O tântalo é um dos metais mais não reativos.
À temperatura ambiente, reage apenas com flúor gás e de determinados compostos de flúor.
Flúor, um não-metal, é o elemento mais ativo.
A temperaturas mais elevadas, o tântalo se torna mais ativa.
Acima de cerca de 150 ° C (300 ° F), que reage com os ácidos e álcalis.
Um alcalino é o oposto química de um suplemento.