sábado, 13 de fevereiro de 2016

LAPIDAÇÃO DIFERENCIADA EM GEMAS IRRADIADAS: DESIGNS AMAZÔNICOS EM PEDRAS PRECIOSAS

LAPIDAÇÃO DIFERENCIADA EM GEMAS IRRADIADAS: DESIGNS AMAZÔNICOS EM PEDRAS PRECIOSAS



Traços da iconografia amazônica esculpidos em gemas, cujas cores foram adquiridas pelo processo de radiação gama, poderão contribuir de forma sistemática com o fortalecimento da cadeia produtiva desta região.
A técnica de lapidação conhecida internacionalmente como carvings, aliada às cores adquiridas em quartzos da região amazônica através do processo de radiação gama, vêm garantido sofisticação e exclusividade às gemas da Amazônia, fazendo com que as mesmas sejam consideradas verdadeiras obras de arte.
Feitas predominantemente em quartzos oriundos da própria amazônia e coloridos por processo de radiação gama, esta técnica de lapidação abrange basicamente duas formas: as geométricas (entalhes retilineos, triangulares, curvilineares, etc...) e as orgânicas, que são na maioria das vezes formas abstratas ou formas que lembram animais, plantas, partes do corpo humano, etc.

Carvings geométricos e orgânicos em pedras preciosas com motivos amazônicos (todas gemas irradiadas) refletem o potencial em sofisticação que pode alcançar
a indústria de gemas e jóias da Amazônia (Fotos: Almir Pastore)
Na última edição da feira PARÁ Expojóia, tive a oportunidade de apresentar tanto a técnica de lapidação diferenciada tipo "Carving", como pormenores do tratamento de gemas por radiação gama (Co-60), como importante contribuição ao fortalecimento da cadeia produtiva de gemas e jóias da Amazônia.
A Amazônia é retratada de forma singular pela indústria de gemas e jóias. Joalheiros do mundo inteiro usam sua rica iconografia e a repassam através das mais sofisticadas jóias em feiras no mundo inteiro. No entanto, a indústria de gemas e jóias da própria Amazônia ainda encontra-se um tanto quanto modesta quando comparada com as de outros estados brasileiros. A técnica de lapidação (tipo carvings), aliada à técnica de beneficiamento de minerais gemológicos através da radiação gama (cobalto 60) oriundos da própria Amazônia, é uma proposta de mudança deste panorama.
A implantação da técnica de "Carvings", bem como do melhor conhecimento de áreas da Amazônia cujos minerais incolores ou levemente coloridos sejam passíveis de beneficiamento por radiação gama - cobalto 60, faz parte das ações do Polo Joalheiro do Pará -

Os diamantes têm muitos milhões de anos de idade.


Os diamantes têm muitos milhões de anos de idade. A formação dos diamantes começou há milhões de anos atrás nas profundidades da terra quando o carbono foi cristalizado por intenso calor e pressão. Os diamantes ascenderam à superfície através de erupções vulcânicas. Mais tarde, quando as atividades vulcânicas diminuíram e a era glacial tomou lugar, os diamantes permaneceram encaixados em um magma solidificado conhecido como "blue ground" ou "kimberlite". Há tipos diferentes de minas - incluindo tubos do kimberlite e depósitos aluviais.
Os diamantes encontrados em depósitos aluviais foram às vezes formados em um lugar muito distante de onde estão alojados. Através dos séculos eles têm erudido dos tubos de 'kimberlite' e então carregados, primeiramente pelas águas das chuvas e depois pelos rios.

Dúvidas sobre economia global derrubam Bolsas e elevam dólar

Dúvidas sobre economia global derrubam Bolsas e elevam dólar

Zhang Yixi/Xinhua
Investidor observa painel de ações na China; Bolsa vêm caindo em todo o mundo
Investidor observa painel de ações na China; Bolsa vêm caindo em todo o mundo
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em forte queda nesta quinta-feira (11), acompanhando os principais mercados globais, que vivem um começo de ano de forte turbulência.
As preocupações com os rumos da economia mundial, agravadas por novo corte de juros na Suécia e por declarações do banco central dos EUA, e a queda do preço do petróleo pesaram na decisão dos investidores, que abandonaram o mercado de ações e correram para aplicações consideradas mais seguras –títulos de governo dos EUA, por exemplo.
No Brasil, o Ibovespa recuou 2,62% e passou a acumular perda de 9,30% no ano.
Na Europa, a Bolsa italiana caiu 5,6%, e a espanhola, 4,9%. Ambas atingiram o menor patamar desde 2013. Em Paris, a perda foi de 4,1%, e, em Frankfurt, de 2,9%.
As ações dos bancos europeus continuaram a afundar: o índice Stoxx 600 (que acompanha os papéis do setor no continente) recuou 6,3%.
O principal temor dos investidores é sobre o desempenho financeiro das instituições em um cenário de baixo crescimento mundial e de juros muito baixos.
A expectativa do mercado é que o BCE (banco central da zona do euro), assim como o do Japão, aprofunde sua política de juros negativos para estimular a economia e impedir o cenário de deflação.
Com a medida, os bancos centrais querem forçar os bancos a emprestar dinheiro e evitar que eles prefiram deixá-lo parado, mesmo que se desvalorizando.
FUGA DO RISCO
Nesse cenário de incerteza, agravado pela queda da cotação de petróleo (que caiu em Nova York ao menor valor em 12 anos), os investidores optaram pela segurança.
O ouro subiu 4,5%, e o retorno dos títulos de dez anos do governo dos EUA chegou a atingir o menor patamar desde agosto de 2012 (quanto maior a procura pelo papel, mais sobe o seu preço e menor fica o retorno, ou seja, os juros). No caso dos papéis do governo britânico com a mesma duração, o retorno foi o menor da história.
O movimento oposto ocorreu com os papéis de Itália, Espanha e Portugal, países que estiveram no centro da crise da dívida no início da década e que têm altos níveis de endividamento. No caso desses três países, os investidores exigiram rendimento maior para comprar títulos.
CÂMBIO
No mercado brasileiro, o câmbio reagiu ao ambiente de aversão a risco. O dólar à vista subiu 1,33%, para R$ 3,9802, e o dólar comercial, 1,21%, cotado a R$ 3,9840.
"Há o temor de que a economia mundial volte a atravessar um período de fraqueza prolongado, o que faz o mercado se proteger no dólar", disse 

O agricultor que foi de falido a milionário com batatas de luxo

O agricultor que foi de falido a milionário com batatas de luxo

Lawrence Looi/STF
A vodka de William Chase agora é vendida no mundo todo
William Chase plantava batatas de Herefordshire, região centro-oeste da Inglaterra. Falido aos 32 anos, ele apostou em um novo caminho que acabou mudando sua vida —o das batatinhas fritas artesanais— e acredita que sua própria história ajudou a torná-lo um multimilionário aos 48 anos.
"Eu fui um cara que levou uma surra dos supermercados, e as pessoas adoram torcer pelo azarão", afirmou. "As pessoas adoram uma boa história, as histórias reais por trás das coisas."
Na trajetória da falência ao sucesso, Chase criou e vendeu a marca de batatinhas fritas Tyrrells, venceu uma batalha legal contra uma das maiores redes de supermercados da Grã-Bretanha e fundou uma destilaria que produz a Chase Vodka, marca de luxo tida como uma das melhores vodcas do mundo.
PLANTANDO BATATAS
Chase comprou do pai a fazenda da família em Herefordshire quando tinha 20 anos, depois que conseguiu "encontrar um gerente de banco corajoso o bastante para me emprestar 200 mil libras (R$ 1,1 milhão)".
O negócio passou por altos e baixos nos 12 anos seguintes, já que o preço da batata no mercado britânico variou muito. Mas, um excesso de chuvas em 1992 acabou com a colheita e Chase teve que entrar com pedido de falência.
"Fiquei muito envergonhado e constrangido", afirmou.
Depois de "fugir para a Austrália" por alguns meses, ele voltou para Herefordshire e conseguiu um empréstimo para comprar a fazenda de volta.
Desta vez, além de produzir, ele se dedicou à comercialização do produto, comprando batatas de algumas fazendas e vendendo-as para supermercados.
Enquanto as finanças se ajustavam, Chase se via às turras com os supermercados, que rejeitavam batatas que não eram "perfeitas em termos cosméticos".
"Eu vendia dez carregamentos de batatas todos os dias, e recebia cinco de volta. Era muito dolorosa a forma como os supermercados nos tratavam", afirmou.
Mas tudo isso mudou quando ele descobriu, em 2002, que batatas rejeitadas estavam sendo compradas pelo representante britânica da fabricante de salgadinhos americana Kettle.
Na época, a Kettle era uma das poucas empresas que faziam as chamadas "batatinhas de luxo", com corte um pouco mais grosso do que as marcas tradicionais. E elas também eram fritas à mão, em um processo mais artesanal.
Apesar de não ter experiência ou conhecimento neste setor, Chase estava convencido de que conseguiria estabelecer sua própria marca de batatas fritas "de luxo".
Ele telefonou para alguns produtores americanos destas batatas para saber se poderia ver como era o processo. Após muita resistência, Chase acabou visitando empresas americanas no Colorado e Pensilvânia.
De volta à Inglaterra, ele começou a montar uma linha de produção para fazer as batatinhas na fazenda da família. Em seis meses, a Tyrells, nome inspirado na localidade da fazenda, estava em plena atividade.
BRIGA COM A TESCO
Chase investiu grande esforço pessoal na promoção do novo produto, usando sua história para conseguir espaço em jornais locais, e passou semanas viajando pelo país visitando lojas independentes e distribuindo amostras.
"(A batata) Tyrrells cresceu muito rápido e era uma galinha dos ovos de ouro. Vendíamos saquinhos para as lojas por uma libra (cerca de R$ 5,6) e elas revendiam por duas libras. Para nós, o lucro líquido era de 35%."
Redes de supermercados britânicas, como a Waitrose, se interessaram pela batata.
Chase no entanto não queria vender para a então maior rede de supermercados do país, Tesco, pois ele não tinha gostado do jeito que a rede pressionava fazendeiros a baixarem o preço.
Mas, em um dia de 2006, um amigo contou a Chase que o Tesco estava vendendo a batata Tyrrells. A rede estava comprando as batatinhas no mercado paralelo e vendendo o produto com o preço abaixo do recomendado.
Chase exigiu que a rede suspendesse a venda do produto. Depois que o Tesco se recusou, Chase começou uma campanha na mídia, até que o supermercado recuou.
Nos anos seguintes, as vendas das batatinhas Tyrrells continuaram aumentando e o lucro anual chegou a 14 milhões de libras (mais de R$ 79 milhões).
Chase pegou outro empréstimo no banco, para aumentar a produção. O banco só emprestou sob a condição de que Chase contratasse uma equipe de gerenciamento para ajudar a cuidar do negócio.
O empresário sempre participou de todas as etapas em seu negócio e gostava de fazer tudo sozinho. Mas a chegada da equipe de gerentes mudou tudo isso, segundo ele, para pior.
"Chegamos a um ponto onde eu não estava gostando para onde a empresa estava indo. Estávamos empregando pessoas do mundo corporativo que estavam organizando reuniões para discutir mais reuniões."
Insatisfeito com a situação na Tyrrells, o britânico, que era o único acionista, vendeu a empresa em 2008 por quase 40 milhões de libras (R$ 226 milhões).
VODCA PREMIUM
Os novos donos das batatas Tyrrells escolheram comprar batatas de outros fornecedores. E, precisando de um novo empreendimento, Chase teve a ideia de transformar as batatas de sua fazenda em matéria-prima para um novo produto: uma vodca premium.
Já que dinheiro não era mais problema, o britânico comprou um sistema de destilação e, assim, nasceu a Chase Vodka.
A produto é dirigido ao mercado de luxo, o preço da garrafa é 35 libras (R$ 197).
O britânico admite que a bebida está longe de ser tão lucrativa quanto as batatinhas fritas, mas ele gosta do negócio, voltado muito mais às exportações, e passa muito tempo viajando pelo mundo.
Além disso, mostrando que continua mantendo seu talento como relações públicas, traz influentes barmen e barwomen do mundo todo para visitar sua fazenda em Herefordshire e conhecer o processo de produção da vodca.
O britânico também ampliou a destilaria e agora fabrica gim e uísque; a destilaria vende 10 mil garrafas por semana.
"Você precisa contar sua história para as pessoas se quiser construir sua marca. Mas tem que ter DNA de verdade por trás disso se você quiser ter sucesso", diz Chase. 

A escalada do ouro

A escalada do ouro



Depois que as bolsas da China foram paralisadas por sucessivas quedas o mundo, assustado, correu para o conforto do ouro. 

Desde então o metal não para de subir. 

Aqui no Brasil o efeito é ainda mais marcante já que a subida em real é amplificada pela alta do dólar. O que se vê (gráfico) é um desempenho (em real) extraordinário. 

Nestes dois últimos anos o ouro em real supera a maioria dos investimentos. Desde junho de 2014 ele já subiu mais de 60% e tudo leva a crer que ainda tem gás para muito mais. 

No mercado internacional o ouro, mais uma vez (em janeiro) não desapontou. O metal vem subindo sistematicamente, em todos os meses de janeiro dos últimos dez anos.