sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Diamante

Diamante


Alguns diamantes espalhados demonstram as suas várias facetas refletidas.
Categoria Minerais Nativos
Cor Tipicamente amarelo, marrom ou cinza a incolor. Menos frequente azul, verde, preto, translúcido branco, rosa, violeta, laranja, roxo e vermelho.
Fórmula química C
Propriedades cristalográficas
Sistema cristalino (Cúbico)
Hábito cristalino Octaedro
Propriedades óticas
Transparência Transparente à sub-transparente até translúcido
Índice refrativo 2.418 (em 500 nm)
Birrefringência Nenhum                                                         
dispersão 0.044
Pleocroísmo Nenhum
Fluorescência ultravioleta Incolor
Propriedades físicas
Polimento Adamantino
Peso molecular 12.01 ul=g/mol
Peso específico 3.52 +/- 0.01
Densidade 3.5– g/cm3
Dureza 10
Ponto de fusão Dependente de pressão
Clivagem 111 (perfeito em quatro direções)
Fratura Concoidal
Brilho Adamantino
O diamante é uma forma alotrópica do carbono, de fórmula química C. É a forma termodinamicamente estável do carbono em pressões acima de 60 Kbar. Comercializados como gemas preciosas, os diamantes possuem um alto valor agregado. Normalmente, o diamante cristaliza com estrutura cúbica e pode ser sintetizado industrialmente. Outra forma de cristalização do diamante é a hexagonal, também conhecida como lonsdaleita, menos comum na natureza e com dureza menor (7-8 na escala de Mohs). A característica que difere os diamantes de outras formas alotrópicas, é o fato de cada átomo de carbono estar hibridizado em sp³, e encontrar-se ligado a outros 4 átomos de carbono por meio de ligações covalentes em um arranjo tridimensional tetraédrico. O diamante pode ser convertido em grafite, o alótropo termodinamicamente estável em baixas pressões, aplicando-se temperaturas acima de 1.500 °C sob vácuo ou atmosfera inerte. Em condições ambientes, essa conversão é extremamente lenta, tornando-se negligenciada.
Cristaliza no sistema cúbico, geralmente em cristais com forma octaédrica (8 faces) ou hexaquisoctaédrica (48 faces), frequentemente com superfícies curvas, arredondadas, incolores ou coradas. Os diamantes de cor escura são pouco conhecidos e o seu valor como gema é menor devido ao seu aspecto pouco atrativo. Diferente do que se pensou durante anos, os diamantes não são eternos pois o carbono definha com o tempo, mas os diamantes duram mais que qualquer ser humano.
Sendo carbono puro, o diamante arde quando exposto a uma chama, transformando-se em dióxido de carbono. É solúvel em diversos ácidos e infusível, exceto a altas pressões.
O diamante é o mais duro material de ocorrência natural que se conhece, com uma dureza de 10 (valor máximo da escala de Mohs). Isto significa que não pode ser riscado por nenhum outro mineral ou substância, exceto o próprio diamante, funcionando como um importante material abrasivo. No entanto, é muito frágil, esse fato deve-se à clivagem octaédrica perfeita segundo {111}. Estas duas características fizeram com que o diamante não fosse talhado durante muitos anos. A maior jazida do mundo, revelada pela Rússia ao mundo em 2012, porém de conhecimento do Kremlin desde 1970, é a maior jazida de diamantes que existe atualmente. Com capacidade para suprir diamantes, mesmo para uso industrial, pelos próximos 3 mil anos. A jazida conta com trilhões de quilates, e conta com 10 vezes mais diamantes do que tôdas as jazidas conhecidas existentes no mundo hoje, juntas. Ela situa-se numa cratera com extensão de 62km entre a região de Krasnoiarsk e da república da Iakútia na Sibéria, Rússia. Tal cratera teve origem há 35 milhões de anos atrás, com a queda de um asteróide, e seus diamantes são duas vezes mais resistentes, duros, do que os encontrados em outro lugares, sua origem é espacial. Tal durabilidade chamou a atenção da indústria, pois é ótimo e de extrema utilidade para confecção de equipamentos da indústria eletrônica e ótica, assim como em equipamentos para perfuração do solo.1 Outras jazidas no mundo são de África do Sul.Outras jazidas importantes situam-se na Rússia (segundo maior produtor) e na Austrália (terceiro maior produtor), entre outras de menor importância.2
A densidade é de 3,48. O brilho é adamantino, derivado do elevadíssimo índice de refracção (2,42). Recorde-se que todos os minerais com índice de refracção maior ou igual a 1,9 possuem este brilho. No entanto, os cristais não cortados podem apresentar um brilho gorduroso. Pode apresentar fluorescência,ou seja, oprincidência dos raios ultravioleta,produzem luminescência com cores variadas originando colorações azul, rosa, amarela ou verde.

Minas de S. Domingos, Mértola

Minas de S. Domingos, Mértola


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Síntese da Geologia Geral, Estratigrafia e Mineralogia da Mina de São Domingos

A mina de S. Domingos pertence à província metalogenética da Faixa Piritosa Ibérica (FPI), que se estende desde as províncias de Huelva e Sevilha em Espanha até ao Sul de Portugal onde inclui grande parte dos distritos de Beja e Setúbal. A sequência litoestratigráfica da FPI é geralmente dividida em três grandes unidades: Formação Filito-Quartzítica do Devónico Superior, Complexo Vulcano-Sedimentar (CVS) e o Grupo do Flysch do Baixo Alentejo datado do Carbónico Inferior.
O CVS é a formação onde se inserem as grandes massas de sulfuretos polimetálicos. Este complexo consta de três grandes impulsos de vulcanitos ácidos com manifestações explosivas, alternando sempre com xistos negros, nódulos carbonatados e quartzitos e, ainda, intrusões, ou derrames em fundo marinho com estruturas "pillow", de rochas básicas instaladas a vários níveis deste complexo vulcano-sedimentar e também, as já referidas, massas de sulfuretos polimetálicos, associadas ou não ao "stockwork". A estas sobrepõem-se, quase sempre, jaspes, carbonatos, argilas negras e alterações sericíticas ou cloríticas. Esta sucessão litoestratigráfica geral sofre delaminações e repetições, fora de sequência, devido à tectónica tangencial, mais activa quando se caminha no sentido da sutura ofiolítica de Beja-Acebuches, segundo alguns autores representativa da subducção ocorrida entre a Zona Sul Portuguesa (ZSP) e a Zona de Ossa Morena (ZOM) (Quesada et al, 1994).
Na Mina de S. Domingos é possível observar uma sequência vulcânica composta por riolitos, jaspes e diabases. Apesar de ocorrerem localmente disseminações menores de jaspe hematítico, óxidos de manganês e sulfuretos, apenas existe um único corpo mineral de sulfuretos maciços. Refira-se que esta situação é excepcional em toda a FPI já que os outros depósitos revelam sempre vários corpos mineralizados que se apresentavam interligados (Neves Corvo, por exemplo) ou separados (Lousal, por exemplo). Esta situação poderá dever-se à erosão dos outros corpos de sulfuretos maciços ou porque os corpos metalíferos adicionais ainda não foram descobertos (Barriga et al, 1997).
A zona de extracção de sulfuretos maciços de S. Domingos era formado por uma única massa vertical de pirite cuprífera, associada com sulfuretos de Zn e Pb, que se alongava na direcção E-W. Este depósito apresentava a zonação clássica idêntica à maior parte dos depósitos de sulfuretos maciços da FPI com enriquecimento em minério de Cu na base do corpo de sulfuretos maciços e stockwork e enriquecimento em Zn e Pb numa posição superior e estendendo-se lateralmente a partir da zona central do corpo metalífero (Webb, 1958). Segundo este autor as concentrações médias do minério explorado variavam de 1.25% a um máximo de 10% de Cu; para o Zn e Pb 2-3% (com teores máximos de 14%). As pirites maciças revelavam de 45 a 48% de enxofre. Juntamente com a pirite encontravam-se quantidades menores de calcopirite, galena, esfalerite e outros sulfuretos menos comuns. A preencher fissuras era frequente a presença de gesso fibroso.

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Em mais de 100 anos de exploração moderna os minerais da Mina de S. Domingos nunca alcançaram um patamar de relevo junto das coleções naturalistas. Este facto é a comum, nos depósitos de sulfuretos maciços portugueses, em que as belas cristalizações são caso raro com excepção de certas falhas e fracturas como acontece com o depósito de Neves Corvo. A exploração intensiva dos gossans, em tempos recuados, também diminui a possibilidade de aí se recolherem minerais de qualidade.

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Refira-se que em colecções antigas, como é o caso da que pertenceu a Oliveira Bello (1872-1935) e que, em parte, está depositada no Museu Nacional de História Natural de Lisboa, depois de ter estado em Harvard, é possível encontrar minerais provenientes de S. Domingos. Nesta colecção encontrariam-se vários exemplares de cobre nativocalcopirite e hematite. Já no antigo trabalho de Amílcar de Jesus (1930) refere-se a ocorrência de anglesitegessobornite massiva e pirite que, nos encostos, poderia aparecer em cristais cúbicos e dodecaédricos.
No entanto o lugar de destaque para S. Domingos, mineralogicamente bem entendido, é o facto de ser a localidade tipo da CLAUDETITE As2O3. Este mineral de neoformação foi descrito por Dana em 1868, honrando o nome do químico francês Frédéric Claudet que o descobriu. Especulo que este mineral terá tido origem, por sublimação, na combustão das pirites de S. Domingos o que não seria difícil de acontecer face aos métodos metalúrgicos aí praticados.
Nos dias de hoje é possível, por neoformação a partir da precipitação em águas contaminadas existentes nas imediações das instalações mineiras, a ocorrência de cobre nativo e sulfatos como alunógeneocalcantitecopiapite/ferricopiapite, coquimbite/paracoquimbite, halotriquitemelanteritegesso e jarosite. Note-se que é importante analisar com cuidado a calcantite dado que o elevado teor em cobre das pirites de S. Domingos deixa antever aos autores a possibilidade da ocorrência de melanterite “cuprífera” que se apresenta em tons de azul e que leva por vezes a identificações erróneas. No que respeita à jarosite a sua ocorrência é um caso típico dado que precipita a partir de águas muito ácidas ricas em ferro e que em S. Domingos chegam a ser de pH menor que 3 em muitos pontos, incluindo o lago da antiga exploração a céu aberto, e próximo de pH 1 nas águas existentes nas imediações da antigas instalações da Achada do Gamo (Canteiro, 1994 e IGM, 2000).


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Perspectiva Histórica da Mina de São Domingos

Tal como outras regiões mineiras da Faixa Piritosa Ibérica S. Domingos revelou trabalhos de exploração mineira desde tempos pré-romanos. A exploração romana foi extensa e estimada em mais de 150 000 mde minério. Este povo terá explorado sobretudo o chapéu de ferro, para a obtenção do ouro, prata e cobre tendo os trabalhos subterrâneos deixado vestígios sob a forma de pequenas galerias que lhes são atribuídas. Estas galerias podem ser observadas no lado norte da extracção a céu aberto. Terá inclusivamente aparecido uma roda hidráulica de origem romana muito bem conservada em S. Domingos (Tarin, 1888 e Martiañez, 2000).
Seguindo a tendência da maioria das minas em território português, após o período de exploração romana, apenas existem registos da sua exploração a partir do séc. XIX.
A partir de artigos de João Maria Leitão (1819-1870), que estudou na Escola de Minas de Paris, publicados na Revista Minera entre 1850 e 1851, que aludiam às semelhanças entre as minas do sul de Portugal com as da província espanhola de Huelva, industriais franceses, em particular Ernest Deligny, interessaram-se por esta região de Portugal. Deste modo Ernest Deligny, director das minas de Tharsis e Calañas entre 1853 e 1859, enviou homens de sua confiança para pesquisar os locais da mina: Nicolas Biava e Juan Melbourrien. Em 1854 Nicolas Biava declarava ter descoberto a mina de S. Domingos, entregando a 16 de Junho um requerimento na Câmara de Mértola. Uma primeira concessão temporária, para a mina de S. Domingos, foi atribuída em 1858 a Ernest Déligny, Luis Decazes e Eugenio Leclere.
Em 1859 foi atribuída uma concessão permanente para exploração levada a cabo pela companhia Mason & Barry, Ltd. A 17 de Janeiro de 1861 esta companhia, Mason & Barry, obteve a aprovação do seu plano de trabalhos de lavra a executar na denominada Mina de cobre de S. Domingos. Segundo Cruz (2004) para esta aprovação foi fundamental o parecer dado, a 4 de Dezembro de 1860, pelo Conselho de Minas tendo como base um relatório, datado de 22 de Setembro de 1860, elaborado pelo agora Inspector Geral das Minas, João Maria Leitão, a pedido do próprio Conselho de Minas. Este relatório abordava três parâmetros: a importância do jazigo, os métodos de exploração e os processos de tratamento dos minérios com vistas à obtenção de substâncias úteis.
Os trabalhos de mineração começaram em 1863 tendo rapidamente a mina de S. Domingos atingido uma importância extraordinária no panorama mineiro nacional e mesmo internacional. Esta situação comprova-se a partir de dados referentes a 1866 existentes no Catalogue Spécial de la Section Portugaise a l’Exposition Universelle de Paris en 1867 em que das 170.900 toneladas de minério metálico produzidas em Portugal nesse ano, 167.000 eram provenientes da mina de S. Domingos. Segundo o mesmo documento nesse ano a produção de cobre, correspondente ao minério produzido em de S. Domingos, era equivalente a metade do total produzido por todas as minas da Grã-Bretanha e ultrapassara a produção das minas da província espanhola de Huelva que incluíam Rio Tinto e Tharsis (Cruz, 2004). Para mais refira-se a importância que a pirite tinha para a produção de ácido sulfúrico, desde 1833 aquando dos trabalhos do francês Perret.
Na sequência do desenvolvimento da exploração mineira foi construída em 1859 a linha ferroviária com cerca de 17 km, a segunda de Portugal, para transporte do minério desde a corta até ao porto fluvial de Pomarão situado no rio Guadiana, também construído pela concessionária, de onde o minério e concentrados eram enviados, por barco, para a Grã-bretanha (Alves, 1997). No início do funcionamento da ferrovia utilizava-se a tracção animal para puxar os vagões mas a partir de 1867 introduziu-se a locomotiva a vapor. Seguiu-se a construção, acerca de 3 km da zona de extracção, da fábrica de tratamento metalúrgico de Achada do Gamo no período de 1863-65. Em 1866-67 um novo planeamento de exploração foi feito levando ao começo da exploração a céu aberto (open pit) em 1868 que levaria a extracção até aos 122 m de profundidade. Nos anos de 1871-73 seriam construídas barragens para fornecimento de água à mina e população.

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Já no início do séc. XX assiste-se, nesta mina, ao incremento da exploração de pirite aproveitando a embalagem da evolução da indústria do ácido sulfúrico e o esgotamento/suspensão de certos depósitos como por exemplo os sicilianos. De 1913 a 1932 S. Domingos produziu 3 445 533 t de minério de cobre. A partir dos anos 30 S. Domingos deixa de ser a maior mina nacional e é ultrapassada pelas Mina da Panasqueira e pelo couto mineiro de exploração de carvão da bacia do Douro (Guimarães, 2004). Em 1934 é construída uma fundição tipo Orkla, na Achada do Gamo, produzindo-se enxofre e ácido sulfúrico (Salkield, 1987 e Martiañez, 2000). Outra fábrica do mesmo tipo seria construída em 1943 sendo o enxofre, até ao final da década de 50, a maior fonte de receita da mina. Em 1945 os trabalhos subterrâneos tinham atingido a profundidade de 300m. Já nos anos 60, devido à forte concorrência do mercado, a produção voltou-se para a indústria nacional. O esgotamento dos recursos do depósito levaram ao seu encerramento em 1966 com a mina a atingir perto de 400 metros de profundidade e cerca de 25 milhões de toneladas de minério extraído em mais de um século de história (Gaspar, 1998).
O arranque da exploração mineira em São Domingos, por parte da Mason & Barry, levou a uma alteração profunda na paisagem natural da qual o mais visível é a corta de exploração a céu aberto permanentemente inundada de águas ácidas, à semelhança de Rio Tinto e Tharsis, as escombreiras e as enormes acumulações de escórias negras. No entanto a Mina de S. Domingos também causou grande impacto na paisagem humana da região quer pelas infraestruturas construídas quer pelas profundas transformações demográficas que induziu. Além das estruturas relacionadas com a exploração, tratamento e transporte do minério a empresa construiu casas, bairros operários, igrejas, hospital, quintas, esquadras de polícia e até cemitérios para diferentes confissões religiosas… uma nova povoação nasceu sobre a exploração da pirite cuprífera!
           A evolução demográfica encontra-se muito bem caracterizada através dos estudos efectuados por Guimarães (2004). Segundo este autor entre 1878 e 1890 a responsabilidade pelo aumento demográfico no concelho de Mértola, deve-se às zonas relacionadas com a Mina de S. Domingos onde se registou um acréscimo de mais duas mil pessoas. Neste período, a exploração atinge os maiores picos de produção de sempre, ultrapassando em alguns anos a marca das 400 mil toneladas. Em 1900 registou-se um balanço negativo de mais de cinco centenas de pessoas, facto que acompanhou uma diminuição contínua na extracção, a qual diminuiu progressivamente, desde 1892, das 300 para as 100 mil toneladas. Na década seguinte a população nas regiões de influência da Mina cresceria de novo e assim se manteria em crescimento até à década de 1950. A partir daí a população diminuiria de forma dramática levando à situação de desertificação humana que ainda hoje se verifica.
            Nos últimos anos foi traçado o caminho da reconversão turística para a Mina de São Domingos… veremos o que lhe reserva o futuro!

Os Trabalhos e Técnicas de Metalurgia em São Domingos um Paradigma da Revolução Industrial

No já referido relatório de 1860, do Inspector Geral das Minas, era abordada a questão do tratamento do minério concluindo que o processo de ustulação – lixiviação –cementação por precipitação com ferro era mais rentável, em São Domingos, do que a fundição.

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Em São Domingos o minério de teor elevado seguia directamente para a Grã-Bretanha sem qualquer tratamento. Para o minério de baixo teor em cobre o engenheiro responsável, James Mason, idealizou o tratamento das pirites cupríferas através de ustulação (em fornos construídos para o efeito nas instalações de Achada do Gamo de forma a reduzir os efeitos poluentes da combustão ao ar livre) com os núcleos ricos em Cu assim obtidos a destinar-se à produção directa de cobre e o material menos rico à produção de cobre de cementação…este processo revelou-se economicamente inviável pelo que foi abandonado. Em 1871 houve ainda uma tentativa, também abandonada, da perigosa ustulação ao ar livre que tantos problemas causara em Rio Tinto. Em 1875 já a empresa optara definitivamente pela cementação natural.
Esta solução acabara por chegar inspirada em Ramón Rúa Figueroa, engenheiro pela Escola de Minas de Espanha em 1850, nomeado director das minas de Riotinto em 1859, e autor em 1868 do trabalho Minas de Rio-Tinto - Estudios sobre la explotación y benefício de sus minerales. A cementação natural consistia em regar, durante vários anos, pilhas de pirites de forma a transformar o cobre de sulfureto insolúvel a sulfato solúvel, para depois ser precipitado com ferro (Cruz, 2004). Este tratamento foi assim aplicado em larga escala, pela primeira vez, na mina de S. Domingos, no local da Achada do Gamo. Neste local, que começou a funcionar regularmente em 1870, entre esta data e 1889, movimentou-se 3.334.575 toneladas de minério para lixiviação, produziu-se anualmente, em média, 10.000 toneladas de cemento de cobre e exportou-se 378.320 toneladas de minério lixiviado, movimentando anualmente neste trabalho cerca de 550 pessoas.
Este processo de cementação natural envolvia as seguintes etapas: escolha e separação do estéril, trituração do minério, transporte e empilhamento, lixiviação, cementação, secagem, moagem e embarricamento.
Após a trituração do minério, até dimensões próximas dos 5 cm, formavam-se pilhas de minério, cuja altura chegava a atingir os vinte metros, que eram atravessados no interior e na base por canais (feitos com fragmentos maiores de pirite) para permitir a circulação de ar. Para controlar a temperatura deste processo altamente exotérmico, que não devia ultrapassar os 27º C, introduziam-se termómetros nas chaminés de grés existente nas pilhas de pirite permitindo, a operários altamente experientes, a regulação da operação de rega através de um eficiente sistema de canalização em ferro com torneiras às quais eram ligadas mangueiras de lona com agulhetas.  Toda esta acção evitava a combustão espontânea do minério e a excessiva produção de ácido sulfúrico prejudicial ao processo de cementação do cobre (Gaspar, 1998).
As águas obtidas das lixiviações continham em média 14 % em cobre e seguiam para os repousadores, sendo daí decantadas de partículas, para tanques de cementação, onde permaneciam por períodos de nove a dez horas. Para a precipitação do cobre utilizava-se sucatas de ferro de qualquer tipo, carris velhos e principalmente lingotes de ferro bruto importados da Inglaterra que se empilhavam entrecruzados por cima de uma camada prévia de tacos de madeira.
A extracção do cemento era feita com frequência variável, ditada pelas necessidades do comércio e pelo tempo de deposição do cobre. A camada exterior do depósito, denominada cáscara porque descolava como casca de árvore, mais pura e rica que as outras, era exportada tal qual se extraía (continha regra geral entre 68 a 80% de Cu) sendo apenas sujeita à operação de secagem. Os cementos mais impuros (teor em cobre até 50%) eram também triturados. No final do processo tudo era acondicionado em barricas ou em sacos. Os cementos eram exportadas para as fundições de cobre da Grã-Bretanha, segundo Gaspar (1998) obtinha-se também Au e Ag. As pirites lixiviadas eram enviadas aos fabricantes de ácido sulfúrico ingleses a quem este recurso muito interessava desde a conquista, pela França, do monopólio do enxofre siciliano em 1838. As pirites cupríferas da mina de S. Domingos por serem muito permeáveis à água, revelaram-se adequadas a este método de tratamento.

Diamantes em Vulcões

Diamantes em Vulcões





Se os diamantes se formam nas profundezas, como eles chegam à superfície? 







© Instituto Gemológico da América. Reimprenssão autorizada. 

Um vulcão em erupção, mostrando a chaminé vertical. 


Vulcões - é a resposta. Quando os vulcões entram em erupção, os diamantes são lançados para cima na lava ou permanecem na cratera, a parte central e vertical do vulcão. Por isso, o melhor lugar para encontrar diamantes é no centro de um vulcão extinto, em um tipo de rocha chamado kimberlito. O nome Kimberlito vem da cidade de Kimberley, na África do Sul, de onde foram extraídos diamantes pela primeira vez nos anos 1870 e ainda hoje são produzidos alguns dos maiores diamantes do mundo. 







© De Beers 

O 'Big Hole' em Kimberley, África do Sul 



© De Beers 

Vista área da mina de diamantes Koffiefontein, África do Sul, operada pela De Beers. 


Estas fotos mostram minas de diamantes no centro de vulcões extintos. Eles têm que cavar pela chaminé de kimberlito até encontrar os diamantes. A chaminé de kimberlito na mina de diamantes de Kimberley na África do Sul é cavada a profundidades de mais de 1.000 m (3.500 pés) abaixo da superfície. 

Diamantes são também encontrados em rios e nas correntezas ou em rochas ao redor de vulcões extintos. Isso ocorre porque, com o passar dos anos, a rocha ígnea que compõe o vulcão fica desgastada pelo vento e chuva. Pedaços de rocha ígnea e diamante são levados pelo vento, ou em correntezas e rios e, ao longo dos anos, podem ficar presos junto a outros pedaços de argila e areia e formar rochas sedimentares.

Tabela de Identificação de Minerais (Minerais de Brilho Metálico)

Tabela de Identificação de Minerais (Minerais de Brilho Metálico)



Minerais com brilho metálico

Dureza
Densidade
Cor
Risca
Clivagem
Outras Propriedades
Composição Química
Designação
Riscados Pela Unha
1 a 2
2,2
Cinzenta-escura
Negra
Pode apresentar uma direcção
Untuoso ao tacto
C
Carbono
Grafite
2,5
7,6
Cinzenta de Chumbo
Cinzenta ou Negra
Perfeita em três direcções perpendiculares
Opaca, dificilmente fusível à chama da vela F=2
Pbs
Sulfureto de Chumbo
Galenite
Riscados Pelo Canivete
3,5 a 4
4,2
Amarela dourada
Negra Esverdeada
Ausente
Opaca Fractura Irregular
CuFeS₂
Sulfureto de Cobre e de Ferro
Calcopirite
Riscam o Vidro
5,5 a 6
5
Cinzenta de Aço, por vezes vermelha
Vermelha-sangínea
Ausente
Fractura Irregular
Fe₂O₃
Óxidos de Ferro
Hematite
5,5 a 6
4,7
Negra
Castanha-avermelhada
Ausente
Fractura Irregular
Fe₂TiO₃
Óxido de Ferro e de Titânio
Ilmenite
5,5 a 6,5
5
Negra
Negra
Ausente
Fractura Irregular
Fe₃O₄
Óxido de Ferro
Magnetite
6 a 6,5
5,2
Amarela-Pálida de latão
Negra, por vezes esverdeada
Ausente
Fractura Irregular
FeS₂
Sulfureto de Ferro
Pirite
 

Exploração Mineira - Os 20 pontos que farão do seu projeto um sucesso!

Exploração Mineira - Os 20 pontos que farão do seu projeto um sucesso!





É comum, recebermos inúmeros mineradores, investidores, fazendeiros, geólogos, leigos, enfim, pessoas interessadas em negociar uma área e seus direitos minerais. O objetivo, na maior parte das vezes, é o de vender a área no todo ou em parte. Quando eu era Gerente Geral da Rio Tinto no Brasil esse tipo de situação me tomava um tempo enorme, me fazendo receber, um por um, os empresários e mineradores que tentavam vender as suas áreas e jazimentos.

Todos tinham algo em comum: acreditavam que eram donos de uma das melhores áreas do mundo... Falavam sempre em números estratosféricos, teores exorbitantes e tonelagens fora da escala. O problema é que um ou outro realmente tinha em suas mãos um alvo com mérito, que deveria ser investigado. Reconhecer essas oportunidades era o principal objetivo dessas reuniões.

Das centenas que eu tive a oportunidade de entrevistar, nessas últimas décadas, pouquíssimos empreendedores tinham, no seu portfólio, algo realmente interessante, do ponto de vista de um empreendimento mineiro de grande porte. A maioria destes empresários tinha apenas um esboço, um sonho. Um projeto sem fundamentação técnica-econômica, sem sustentação, onde não valia a pena investir o dinheiro da empresa. 

As décadas se passaram, mas o fenômeno continua exatamente igual.

Se você é um desses empreendedores que quer vender a sua área ou quer entrar no ramo da prospecção, leia as próximas linhas, pois lá estão sumarizados os pontos que demonstrarão se o seu alvo tem ou não interesse. Entenda e siga esses pontos a medida do possível e do tamanho do seu bolso.

Em primeiro lugar tenho que dizer o óbvio: a mineração e a pesquisa mineral é coisa para cachorro grande. São necessários grandes investimentos, todos de altíssimo risco, para que possamos delimitar um jazimento econômico. Entre a descoberta de um minério potencialmente interessante até o cálculo final de reservas e dos estudos de viabilidade econômica se vão anos e investimentos que irão variar entre dezenas a centenas de milhões de dólares. Não existem muitos atalhos e se eles forem tentados as consequências poderão ser desastrosas.

Em geral aquilo que você acredita piamente é, para o profissional experiente, apenas uma evidência, uma peça de um quebra-cabeças que deverá ser montado, passo a passo, ao longo de anos de trabalho e de investimentos.

Exploração mineral é puro risco. A forma de reduzir o risco é através de investimentos inteligentes e da qualidade dos profissionais envolvidos nas várias etapas do projeto. Se você não entender esses dogmas talvez se surpreenda quando descobrir que aquela área que você depositava tanta esperança nunca será negociada. 

Saber reduzir o risco focando nos jazimentos com as maiores chances de sucesso é coisa para pouquíssimos geólogos e empresários. Esse é um ponto fundamental que nada tem há ver com a sua área. As vezes o geólogo do lado comprador, pode ser do tipo avesso a riscos, com medo de errar e comprometer a sua carreira. Se possível fuja dele. Esse tipo de pessoa quase nunca consegue ver o mérito de uma área nas fases muito preliminares.

Aí vai a primeira lição: lembre-se que do outro lado da mesa terá um geólogo experiente que sabe que as chances matemáticas de que você esteja trazendo um prospecto realmente ganhador são muito, mas muito pequenas.

A estratégia que você tem para aumentar as suas chances de sucesso em uma negociação passa por uma apresentação profissional que contenha a maioria dos pontos listados abaixo. Sem esses pontos, bem elaborados e fundamentados, as suas chances de sucesso serão radicalmente minimizadas.

Os vinte pontos fundamentais que farão o sucesso (ou insucesso) da sua venda estão abaixo. Quanto mais investimentos você fizer maior o número de respostas que você terá para cada item discutido abaixo e maior será o valor da sua área. 

Se você não tem essas respostas isso significa que alguém vai ter que investir para respondê-las o que implica em riscos muito grandes repassados ao comprador e, naturalmente, em uma menor avaliação de sua área. 

Lembre-se que cada ponto abaixo tem um custo. O custo de todos esses 20 pontos somados, no caso de uma jazida de porte médio, quase nunca será inferior a 10 milhões de dólares...é isso que o comprador irá pensar ao avaliar o seu alvo. O comprador tem que decidir entre várias possibilidades onde irá investir o seu orçamento. Você só irá finalizar a venda se a sua área tiver vantagens sobre as demais. Ou seja, quanto mais respostas você tiver melhor.

Como eu disse, para a maioria dos jazimentos minerais, não existem muitos atalhos. 

É por isso que as empresas junior de mineração, que são quem investem na maioria desses pontos, geralmente do 1 ao 16, precisam de financiamentos milionários para sobreviver neste ambiente hostil, onde o risco é total, que é a exploração mineral.

1. A situação legal: sem um estudo completo da situação legal da sua área não é possível nem iniciar uma negociação. O comprador quer ver um raio-X completo da situação legal, do tempo remanescente e dos problemas inerentes.

2. O minério e sub-produtos: é fundamental entender tudo sobre o minério e seus sub-produtos, incluindo preços, usos, metalurgia etc...

3. A infraestrutura: a existência de uma boa infraestrutura na área aumenta em muito o valor desta. Você deve fazer um bom apanhado sobre o assunto e a influência da infraestrutura ou da ausência dela no seu empreendimento, no transporte do seu produto...

4. A logística: idem a infraestrutura.

5. O meio ambiente: problemas ambientais, impactos ambientais derivados da lavra do seu minério, localização da área em reservas naturais, contaminações possíveis, existência de áreas indígenas, parques, cidades, represas etc... são frequentemente, problemas sérios, muitas vezes incontornáveis, que podem acabar com a economicidade de sua área. Se existirem é bom que você tenha as soluções para discutir.

6. A geologia: Mapeamentos geológicos, geoquímicos, geofísicos são fundamentais e muito importantes no entendimento do potencial de sua área. Se existentes podem fazer a diferença em uma negociação. Na maioria das vezes o empreendedor não tem um bom trabalho de geologia e isso, frequentemente, penaliza a área.

7. A equipe técnica: ter uma equipe técnica capitaneada por um geólogo experiente, de preferência com renome internacional, é um ponto que irá abrir as portas às grandes negociações. Sem isso o comprador, geralmente uma mineração de porte, vai tender a não dar a devida importância à sua área técnica e aos trabalhos executados. É bom considerar que, na maioria das negociações, a língua será o inglês. Portanto é bom que o seu geólogo responsável seja fluente em inglês. Já vi muitas áreas boas não serem negociadas pois o lado do vendedor não sabia apresentar e debater em inglês. 

8. Os trabalhos realizados: a quantidade, objetividade e qualidade dos trabalhos executados na área distinguem os profissionais dos amadores.

9. O investimento efetuado: o investimento efetuado, deve estar atrelado à uma boa equipe e a trabalhos técnicos sólidos em bem executados. De outra forma poderão simplesmente mostrar a incompetência de sua empresa. Não é a quantidade mas a qualidade do investimento que conta.

10. As sondagens executadas: por mais que muitos não queiram a sondagem é fundamental. A sondagem é o detector de mentiras da geologia. É através dela que as teorias são concretizadas ou desmontadas. Se a sua área não tem sondagens, em um bom número e arranjo, ela nunca será vista com toda a seriedade que possa merecer. Guarde cuidadosamente os testemunhos de sondagem. Eles serão importantíssimos em uma análise ou due diligence feita pelo comprador. Se você colocá-los fora ou não souber guardá-los adequadamente prepare-se para o prejuízo.

11. As análises químicas: nunca economize nas análises. Use um laboratório certificado internacionalmente ou poderá ver toda as análises desprezadas pelo comprador em uma aquisição. Lembre-se sempre de manter as polpas em estoque para que o comprador possa confirmar resultados se necessário.

12. Os teores: nem sempre uma análise corresponde ao teor de um determinado minério. É muito frequente que o volume da amostra analisada não seja representativo e isso implica em enormes erros de avaliação. É comum usar um método errado para a análise de um minério. Grandes empresas fazem, comumente esses erros, por que você não vai fazer o mesmo? Use um geólogo bom e experiente. Erros analíticos podem ser derivados da amostragem mal feita e até do método utilizado e do laboratório e suas variância. Só um profissional experiente vai poder identificar esses erros. Erros em teores são comuns e mortais, geralmente decretando o fim do projeto.

13. O QA/QC: se você tem uma equipe profissional ela, com certeza, já terá o QA/QC (quality assurance, quality control) de todos os seus procedimentos analíticos amostragem, sondagem etc...em um formato internacional compatível com um QA/QC aceito. Se é a primeira vez que você ouve sobre isso cuidado! Pois o comprador vai exigir um QA/QC de seus dados. A inexistência pode implicar no fim do negócio.

14. Os volumes e tonelagens: mais uma vez, uma boa equipe, bons softwares, bom banco de dados, sólido e auditado, irão levar à cálculos de recursos de qualidade que poderão ser aceitos pelo comprador. Isso é coisa de profissional. Não adianta o seu entendimento de que “tudo” é minério. Ou que o minério continua “na direção daquele morro” etc.. Isso não tem valor para o comprador. O que vale é o hard data, os dados quantificáveis, as sondagens, análises, a auditagem, o QA/QC. Sem isso a sua área é um sonho e o valor para comprovar se esse sonho pode virar uma realidade é alto: coisa de minerador profissional.

15. As lavras-piloto: muitas vezes, a única forma de entender os teores do minério e suas características e variabilidades é através da lavra-piloto. Um projeto que já tem uma lavra-piloto geralmente tem uma avaliação muito maior, pois muitas perguntas importantes já foram respondidas. Dependendo do tipo de minério uma lavra-piloto pode ser a melhor solução para levantar dados, viabilizar o projeto e, inclusive, capitalizar a empresa. Sempre que puder faça uma lavra-piloto.

16. A certificação: a existência de uma certificação em padrão Jorc ou NI-43-101 feita por um auditor internacional independente é o selo de garantia que o seu projeto precisa ter para ser aceito pela maioria dos grandes compradores. Empresas de mineração irão enviar a sua própria equipe e irão, eles mesmos, certificar o seu projeto durante o processo de due diligence. Projeto certificado é projeto que passou no vestibular: é dinheiro em caixa.

17. Os estudos de viabilidade econômica: um dos últimos passos antes da lavra. É aqui que o projeto, sua metalurgia, lavra, processo, concentração, transporte etc.. vai ser simulada e testada. Estudos de viabilidade econômica são caros e geralmente são feitos pelo comprador, raramente pelo vendedor. 

18. Os estudos de fluxo de caixa: é a “prova dos nove”, quando toda a operação da lavra à venda do produto é simulada ao longo dos anos do início ao fim da mina. Se o projeto é bom isso ficará aparente nesses estudos. Se as taxas de retorno ou NPVs não forem favoráveis e o projeto começar a ser “massageado” para sobreviver é possível que nenhum comprador finalize o negócio.

19. Os problemas: saiba, desde o início, quais são os problemas que o seu projeto apresenta. Todos tem! O seu também terá. Pode ser um problema metalúrgico, geológico, ambiental etc...o importante é não escondê-lo e enfrenta-lo desde o primeiro dia. O comprador vai descobrir e, se você não falar, poderá ser considerada uma atitude desonesta.

20. As soluções: na maioria das vezes elas existem. Tenha um bom consultor e, possivelmente, ele irá apresentar soluções que poderão ser entendidas e “compradas” pelo investidor.



Eu sei que essa matéria irá assustar a maioria dos empreendedores e aprendizes de minerador. Infelizmente para muitos esse artigo será o “beijo da morte”, e o sonho de se tornar um minerador será esfacelado pela dura realidade dos números. Mas sei, também, que para alguns este será mais um desafio. Esses talvez acreditem que quanto maior a qualidade menor será o risco e que a exploração mineral, mesmo arriscada, pode ser um dos empreendimentos de maior sucesso. 


À você que decidiu encarar de frente esse desafio, mesmo com todo o risco, assim como muitos de nós estamos fazendo, fica registrado os meus votos de sucessos! Seja competente e transforme o seu sonho em realidade.