sábado, 12 de março de 2016

Atividades Extrativistas no Vale do Jequitinhonha

O presente trabalho tem como objetivo fazer uma análise sobre o histórico do extrativismo mineral no Vale do Jequitinhonha. Levando em considerações a pesquisa realizada sobre o passado da extração de ouro e diamante e o futuro através da extração do minério de ferro.
2.Discussão teórica 2.1 Século XVII- O Início da Colonização do Vale do Jequitinhonha
A história que registra a luta pela conquista do Vale do Jequitinhonha começou em 1550. Em meados do Século XVI, as primeiras expedições financiadas e organizadas pelo governo português, conhecidas como entradas atingiram o Vale do Jequitinhonha. As entradas partiam de um ponto no litoral e tinham como objetivos aprisionar índios, explorar o interior e procurar pedras e metais preciosos no Brasil.
As entradas foram ordenadas pelas autoridades coloniais e enviadas à procura de pedras e metais preciosos, que não foram encontrados.Elas abriram os caminhos que, no século seguinte foram ampliadas pelas bandeiras. Estas, saídas em especial de São Paulo, eram de iniciativa particular e tinham como objectivo primordial a caça de índios, mão-de-obra mais barata que a dos negros, para trabalharem nas fazendas. O Alto Jequitinhonha continha muito ouro e diamantes, que despertaram a atenção dos Bandeirantes paulistas e dos reis de Portugal. Com isso intensificaram as Entradas e as Bandeiras. As expedições de bandeirantes organizadas por particulares eram conhecidas como Bandeiras. As organizadas pelo governo eram conhecidas como Entradas.
Os bandeirantes penetraram no território brasileiro, procurando índios para aprisionar e jazidas de ouro e diamantes. Foram os bandeirantes que encontraram as primeiras minas de ouro nas regiões de Minas Gerais. Quando os primeiros exploradores chegaram ao Brasil, o maior objeto de desejo era o ouro. Mas somente depois de um século é que foi achado o tão sonhado ouro, por bandeirantes paulistas. A expedição de Francisco Bruza Espinosa (1553/1554), acompanhada do jesuíta padre Aspilcueta Navarro, foi a primeira a penetrar nas terras do Jequitinhonha. A entrada de Espinosa-Navarro, acompanhando o Rio Jequitinhonha, chegou à Serra do Espinhaço, na região do Serro, Diamantina e Minas Novas, alcançando também a foz do Rio, no município de Belmonte. Outra expedição, a de Sebastião Fernandes Tourinho (1573), encorajada pelas notícias das potencialidades do solo e da existência de jazidas de esmeraldas, partiu em busca de minerais, passando pelo rio Araçuaí. Tourinho recolheu turmalinas, crisólitas, safiras, topázios, berilos e águas marinhas. No ano seguinte, a expedição de Antônio Dias Adorno subiu o Rio Jequitinhonha e no solo do vale do Araçuaí colheu pedras e minérios que revelavam a existência de metais preciosos.
A primeira descoberta de ouro, no final do século XVII, processou-se na cidade do Serro, atraindo multidões de garimpeiros. Em 1725 foi instalada a Casa de Fundição do Ouro, para a cobrança do quinto, e o Serro passou a receber toda a produção de ouro do norte de Minas. Nas regiões próximas, como Diamantina, Minas Novas, Grão Mogol e em outras áreas foram instalados os primeiros núcleos de mineiros. A partir daí então, se deu a formação de vilas, povoados e pequenas cidades do Vale do Jequitinhonha.
Fonte: Revista Nossa História – dezembro 2003. Lavagem de diamantes no arraial de Curralinho, litografia de Rugendas feitores calçados e bem vestidos, negros seminus e com os pés na água: nas minas, a rígida hierarquia da sociedade escravocrata.
2.2 O Extrativismo É a atividade de coleta de produtos naturais, sejam estes produtos de origem vegetal, animal, ou mineral. Esses produtos podem ser cultivados para fim comerciais, industriais e para subsistência, e ela é a atividade mais antiga desenvolvida pelo ser humano. É considerada a mais antiga atividade humana, antecedendo a agricultura, a pecuária e a indústria.
2.3 Extrativismo vegetal
É um processo de exploração dos recursos vegetais nativos (ou seja, naturais de um lugar), onde as pessoas apenas coleta ou apanha os produtos que vai encontrando em uma determinada região. Não é um processo que produz muito, porque a pessoa tem que vagar pela mata ou campo à procura do seu objetivo: madeira, borrachas, ceras, fibras, frutos, nozes, produtos medicinais entre outros.
No vale do Jequitinhonha o extrativismo vegetal mais ocorrente é o das sempre-vivas que são especialmente abundantes ao longo da cadeia do Espinhaço, notadamente em Minas Gerais, mas também ocorrem na Bahia e nos cerrados de Goiás e Pará. Apesar de serem coletadas e comercializadas em todos esses Estados, Minas Gerais, especialmente o município de Diamantina, ao Norte do Estado, destaca-se como o maior pólo de comercialização de Sempre-vivas no Brasil, tanto por razões históricas, como também em função da enorme diversidade de espécies Sempre-vivas que ocorrem na região. De fato, Diamantina é considerado o centro da diversidade dessas espécies no mundo e as principais famílias botânicas dessas plantas são: Eriocaulaceae, Xyridaceae e Cyperaceae; a coleta e comercialização de Sempre-vivas iniciaram-se na cidade por volta de 1930.
Desde o início, esta atividade esteve associada à subsistência dos moradores de pequenos distritos e povoados da região que tinham no garimpo sua principal fonte de renda. Com o passar dos anos e a diminuição dos veios de pedras preciosas e semipreciosas, o extrativismo vegetal passou a ser a principal fonte de renda em muitas dessas comunidades, no entanto, esse aumento na importância do extrativismo ao longo desses 70 anos de atividade tem contribuído para o esgotamento da produção dos campos nativos de Sempre-vivas; a ponto de se encontrarem criticamente ameaçadas algumas das espécies de maior valor comercial.
2.4 Extrativismo animal
No passado, para conseguir parte de seus alimentos, os seres humanos praticavam a pesca e a caça de animais, atualmente existem técnicas mais desenvolvidas para a pesca comercial, apesar da pesca artesanal e a esportiva serem praticadas de modo tradicional. No Vale do Jequitinhonha por muito tempo a pesca no Rio Jequitinhonha foi praticada, mas hoje em dia com a construção de barragens e também devido a pesca predatória, a atividade pesqueira não acontece com tanto êxito.
2.5 Extrativismo mineral
Extrativismo mineral tem por característica e alteração drástica do ambiente onde é promovido, esse tipo de extrativismo tem por fim o uso direto ou indireto. Ele é direto quando, como no caso da água mineral, o produto mineral extraído é utilizado em sua forma natural. É considerado indireto, que é o caso da maioria dos minerais, quando o produto extraído é destinado a indústrias para passar por transformações que darão origens a produtos com maior valor agregado, a tecnologia de extração também pode variar entre simples e mais complexa. Minas Gerais é considerado um dos estados de maior riqueza mineral, e com grande destaque para o Vale do Jequitinhonha que é reconhecido por sua diversidade de gemas.
As gemas mineiras são conhecidas por sua diversidade, valor, beleza e qualidade. Além de ser o único produtor brasileiro de diamantes, o estado tem uma infinidade de crisoberilos, especialmente a alexandrita e o olho-de-gato; topázio imperial e azul, de diferentes cores, inclusive bicolores; berilos, representados pelas esmeraldas, águas marinhas, heliodoros e morganitas, quartzos, caracterizados nas suas diversas cores e denominações; granadas, andaluzitas, kunzitas, hidenitas, brasilianitas, além de outras gemas e até peças de coleção, raras e exóticas.
O Brasil é sem dúvida, o país que apresenta maior frequência de pegmatitos, grandes partes dos quais muitas vezes mineralizados, distribuídos em várias regiões pegmatíticas. Dentre essa região destaca-se o Vale do Jequitinhonha.
No Vale do Jequitinhonha principalmente nas cidades de Salinas, Virgem da
Lapa, Coronel Murta, Capelinha, Araçuaí, Itinga, Almenara e Medina se encontram grandes quantidades de minerais de pegmatito e que estão entre os seus bens minerais de maior valor econômico, destacando-se: berilo, água-marinha, alexandrita, crisoberilo, ametista, citrino, topázio, turmalina, quartzo rosa, minerais de lítio, cassiterita, tantalita, granadas, feldspato, columbita, diamante, etc.
Como característica dessa região em relação a outras do país pode-se perceber um maior tamanho e uma maior frequência dos corpos além de uma menos simplicidade estrutural e de uma maior variedade mineral. É fato marcante desses pegmatitos também um menor estagio erosivo e de alteração, estando os feldspatos menos alterados, o que permite seu aproveitamento.
As abóbadas, dos corpos estão mais preservadas conservando as partes que contem minerais metálicos. É comum também ocorrer em todos os pegmatitos zoneamento vertical e lateral.
O aproveitamento desses pegmatitos vem sendo feito há mais de 30 anos, através da garimpagem, principalmente da extração das gemas em grandes produções de minerais uraníferos comercializados.
Os pegmatitos de modo geral são de lavra de difícil racionalização, devido ao pequeno volume e irregularidades na mineralização. Entretanto, a garimpagem nos moldes em que vem sendo realizada, é predatória. A produção atual desses pegmatitos é impossível de ser avaliado, porém diminuiu consideravelmente devido as dificuldades de extração, à medida que avança a profundidade.
É necessário, contudo fomentar e fiscalizar a produção bem como oferecer melhores condições sociais a essa população marginalizada que são os garimpeiros.
3.Apresentação dos dados
O Brasil é sem dúvida, o país que apresenta maior frequência de pegmatitos, grandes partes dos quais muitas vezes mineralizados, distribuídos em várias regiões pegmatíticas. Dentre essa região destaca-se o Vale do Jequitinhonha.
No Vale do Jequitinhonha principalmente nas cidades de Salinas, Virgem da
Lapa, Coronel Murta, Capelinha, Araçuaí, Itinga, Almenara e Medina se encontram grandes quantidades de minerais de pegmatito e que estão entre os seus bens minerais de maior valor econômico, destacando-se: berilo, água-marinha, alexandrita, crisoberilo, ametista, citrino, topázio, turmalina, quartzo rosa, minerais de lítio, cassiterita, tantalita, granadas, feldspato, columbita, diamante, etc.
Como característica dessa região em relação a outras do país pode-se perceber um maior tamanho e uma maior frequência dos corpos além de uma menos simplicidade estrutural e de uma maior variedade mineral. É fato marcante desses pegmatitos também um menor estagio erosivo e de alteração, estando os feldspatos menos alterados, o que permite seu aproveitamento.
As abóbadas, dos corpos estão mais preservadas conservando as partes que contem minerais metálicos. É comum também ocorrer em todos os pegmatitos zoneamento vertical e lateral.
O aproveitamento desses pegmatitos vem sendo feito há mais de 30 anos, através da garimpagem, principalmente da extração das gemas em grandes produções de minerais uraníferos comercializados.
Os pegmatitos de modo geral são de lavra de difícil racionalização, devido ao pequeno volume e irregularidades na mineralização. Entretanto, a garimpagem nos moldes em que vem sendo realizada, é predatória. A produção atual desses pegmatitos é impossível de ser avaliado, porém diminuiu consideravelmente devido as dificuldades de extração, à medida que avança a profundidade.
É necessário, contudo fomentar e fiscalizar a produção bem como oferecer melhores condições sociais a essa população marginalizada que são os garimpeiros.
Imagens das principais gemas extraídas no Vale Jequitinhonha.
Água-Marinha Crisoberilo
Berilo Ametista
Alexandrita Diamantee
Citrino Turmalina
Topázio Quartzo Rosa
4.Considerações 1.O Vale
Mesmo passado mais de duzentos anos de extração de recursos minerais, o
Vale do Jequitinhonha ainda possui grandes riquezas em seu subsolo, porem não possuem uma produção sustentável, e continua sofrendo com a exploração dos mesmos desde os tempos coloniais. No Vale são extraídas toneladas de pedras ornamentais de grande valor, entretanto são retiradas e levadas para outras regiões beneficiando-as, fazendo com que a maior parte da população do vale permaneça economicamente falando pobres e enriquecendo como nos tempos da grande mineração pouquíssimas pessoas.
O vale do Jequitinhonha passa por esse problema até hoje, devido sua riqueza ser extraída e a maior parte ser comercializada in natura para outra região, o que ocasiona uma perda de grande valor de agregação na pedra em relação a uma lapidada. Um caso interessante dessa exploração de pedras semipreciosas acontece no município de Araçuaí, onde os garimpeiros tentam o sustento da família em pequenas lavras na zona rural do município, onde são retiradas grandes quantidades de pedras e levadas para Teófilo Otoni para serem comercializadas.
Teófilo Otoni está localizado no vale do mucuri, onde existe um grande comercio voltado para o setor de pedras preciosas e semipreciosas, conhecido como ‘capital Mundial de pedras preciosas’ enquanto os verdadeiros produtores não são reconhecidos. O que acontece em Araçuaí e em todo o Vale do Jequitinhonha é que falta desenvolver potencial para juntar valores ao comercio de pedras e organização do setor. A cadeia produtiva nessa área precisa de investimentos e capacitação da população regional no intuito de gerar emprego e renda para essas famílias.
O Vale do Jequitinhonha já é um exportador de pedras preciosas e outros minerais, porem em pequena escala para o Japão e os Estados Unidos, pelo fato de não ter uma mão de obra qualificada para a lapidação dessas pedras. Uma ação positiva voltada para este setor no caso de Araçuaí citado acima, o SESI/SENAI da cidade implantou o curso de lapidação de gemas voltado para a população, com o objetivo de capacitar esses cidadãos para o mercado de trabalho regional. O vale necessita é de políticas publicas voltadas para a capacitação dessa população, pois a riqueza natural elas possuem, só precisão de investimentos e incentivos para o seu desenvolvimento.
4.2 Mega Projeto de Minério de Ferro no Vale no Jequitinhonha e Norte de Minas
Em julho de 2010 foi anunciada a descoberta de uma grande jazída de minério de ferro no Norte de Minas e no Vale do Jequitinhonha. Essa jazida poderá modificar completamente a realidade da região. Estudos indicam que a reserva da região está entre às maiores do mundo, com estimativa de concentração de 12 bilhões de toneladas.
Segundo Habib Cury o minério de ferro da região de Rio Pardo está localizada logo abaixo da superfície que vai possibilitar a extração com a instalação de minas à céu aberto. E para viabilizar a retirada do minério de ferro o governo vai apoiar a montagem de uma infraestrutura, visando transportar o produto até um porto na Bahia
As reservas estão em 20 municípios da região, incluindo Rio Pardo de Minas, Salinas, Porteirinha, Grão Mogol e outros municípios vizinhos.
Essa reserva pode ser responsável por eliminar o esteriótipo de Vale da Miséria e ajudará a população a obter fonte de renda e melhoria nas condições de vida. Mas existe ainda a preocupação com as políticas públicas que serão adotas para viabilizar essa melhoria e evitar impactos ambientais e sociais desnecessários.

Extração de Minério de Ferro

A palavra Quilate tem origem na Lingua Árabe da palavra Quirat .

A palavra Quilate tem origem na Lingua Árabe  da palavra Quirat . Que  seria ou é uma medida de pureza para o ouro e as pedras preciosas. Peso correspondente a vigézima parte da onça. Peso correspondente a quinta parte de um grama , para pedras preciosas e semi-preciosas.Peso variável conforme a região, para perolas, diamantes e berilos. Ainda cada uma das 24 unidades do ouro, para indicação das ligas com o cobre , a prata, etc. Resumindo podemos usar com certeza que 1 quilate (em inglês 1 carat abreviação 1 ct ) é igual a 0,2 grama  ou seja a quinta parte da grama para aplicar as pedras preciosas . Descartando também a expressão semi-preciosas pois todas as pedras podem ser preciosas, dependendo de sua pureza, raridade, personalidade que a possuiu, e forma de lapidação. Pois uma lapidação bem executada pode fazer uma pedra se tornar mais do que um simples mineral e se tornar uma verdadeira jóia. Há também os que dizem que a medida Quilate se aplica somente as pedras lapidadas , quando estas estão em estado bruto devem ser pesadas normalmente em gramas.

PRODUÇÃO DE AMETISTAS, CITRINOS E ÁGATAS

PRODUÇÃO DE AMETISTAS, CITRINOS E ÁGATAS
Pedras Preciosas do Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul é um dos maiores produtores brasileiros de pedras preciosas e um dos mais importantes produtores mundiais de duas delas, ágata e a ametista.
Se você já ouviu falar em pedra semipreciosas, esqueça. A distinção preciosa/semipreciosa é arbitrária, confusa, desnecessária, não tem fundamento científico ou econômico e, para o Brasil, é até prejudicial.
Hans Stern, dono da H. Stern, empresa brasileira com 90 joalherias no país e mais 85 espalhadas por quatorze países, diz que " não existe pedra semipreciosa como não existe mulher semigrávida ".
Segundo o IBGM (Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos), o Rio Grande é o segundo maior exportador brasileiro de gemas brutas (US$ 10.175.000 em 1997) e lapidadas ((US$ 18.622.000), só perdendo para Minas Gerais. Com relação a obras feitas com pedras preciosas, ocupamos o primeiro lugar (US$ 5.863.000), bem à frente do Rio de Janeiro (US$ 2.070.000) e de Minas Gerais (US$ 1.568.000).


O que produzimos
A produção gaúcha é grande mas se apóia em apenas três gemas: ametista, citrino e ágata, todos variedade de quartzo.
A ametista é a mais valiosa das três pedras preciosas. É um quartzo de cor roxa, em tons que vão do bem claro ao roxo profundo. De toda nossa grande produção, apenas 3% são adequadas para lapidação, sendo o restante vendido como peças decorativas e/ou para coleção.
O citrino é amarelo a laranja, excepcionalmente vermelho, caso em que vale bem mais. É mais raro que a ametista, mas vale menos, provavelmente porque sua cor é bem mais comum entre as pedras preciosas. É importante salientar que citrino é extremamente raro no Rio Grande do Sul e que nossa produção provêm do aquecimento da ametista, o que provoca oxidação do ferro nela existente e conseqüente mudança de cor. Isso é feito quando a cor da ametista é muito fraca, impedindo-a de alcançar bom preço no mercado. Nem sempre, porém, o tratamento térmico dá um produto de maior valor.
O que chamam, no comércio, de " topázio Rio Grande " nada mais é que esse citrino.
A ágata caracteriza-se por ter cores variadas, dispostas em faixas paralelas, retas e/ou concêntricas. As cores mais comuns são cinza e cinza-azulado, havendo também faixas de cores branca, preta, amarela, laranja, bege, vermelha e marrom. Quando as cores não são atraentes, limitando-se a tons de cinza, por exemplo, pode-se aproveitar o fato de a ágata ser porosa e tingi-la.
Surgem assim ágatas muito bonitas de cores verde, rosa, roxa e azul. Esse processo é usado em muitos países e até mais do que aqui. Nossas ágatas são consideradas as mais bonitas do mundo e só uns 40% delas são tingidas, enquanto no Exterior o tingimento é usado em mais de 50% das ágatas. É importante frisar que o fato de ser tingida não diminui em nada o valor comercial dessa gema.
Nosso Estado é também muito rico em madeira fóssil (xilólito), com a qual se podem obter belíssimos objetos decorativos, bijuterias e mesmo jóias. Atualmente sua produção está suspensa por medida legal, aguardando-se uma avaliação do nosso potencial para então se decidir onde pode ser extraída e em que volume.
Outras gemas gaúchas, menos valiosas, são o cristal-de-rocha (quartzo incolor), abundante mas aproveitado apenas como peça de coleção ou decorativa; jaspe (verde ou vermelho); cornalina(alaranjada a vermelha) e ônix (preto). Há ainda variedades de sílica de formas e arranjos exóticos, conhecidas entre produtores e comerciantes por nomes populares: conchinha de ágata (ou medalha),pratinho, flor de ametista, geodinhos, pedra d´água, etc.
Por fim, merecem ser citadas a calcita e a selenita, que não são pedras preciosas mas são produzidas comercialmente em nosso Estado para decoração e coleções. A selenita, aliás, forma cristais tão grandes e límpidos como em nenhum outro país.
Onde estão
A ametista gaúcha provém principalmente da região em torno de Ametista do Sul, no Norte do Estado. Além desse município, produzem gemas Iraí, Frederico Westphalen, Rodeio Bonito, Cristal do Sul, Planalto e, em menor quantidade, Trindade do Sul e Gramado dos Loureiros. É dessa região também que sai a selenita, os pratinhos, flores-de-ametista e belas ágatas (estas pouco abundantes).
A ágata provém principalmente de Salto do Jacuí, no centro do Estado. Mas é largamente produzida em vários outros municípios, como Lagoão, Fontoura Xavier, Progresso e Nova Brescia. Além da ágata, gemas encontradas com mais freqüência são ametista, cornalina, cristal-de-rocha e ônix.
Em todas as áreas produtoras de ametista se faz sua transformação em citrino.
O cristal-de-rocha é abundante em toda a metade Norte do Estado, aparecendo em menor quantidade na porção sul.
A madeira fóssil ocorre principalmente nos municípios de Mata e São Pedro do Sul, mas pode ser vista em Pantano Grande, Butiá, São Vicente do Sul, Santa Maria, e vários outros, ao longo de uma faixa este-oeste, no centro do Estado.
Onde comprar
O melhor lugar para comprar é Soledade, 190 km a Noroeste de Porto Alegre. O município não é produtor de gemas (ao contrário do que muitos pensam), mas é o maior centro de beneficiamento, comercialização e exportação do Estado. Dezenas de lojas e indústrias oferecem enormes quantidade e variedade de gemas e outros minerais, provenientes de vários estados brasileiros e até mesmo do Exterior.
Lá, você encontra ametista bruta, em belos geodos, por US$ 8,00 a 12,00 / kg. Citrino, ágata, cristal-de-rocha, quartzo róseo, quartzo verde, jaspe, sodalita, selenita e calcita são facilmente encontradas, por preços menores que os da ametista.
Lajeado, a 90 km de Porto Alegre (no caminho para Soledade) já foi um grande centro comercial nesse setor, mas hoje conta com pouquíssimas lojas. Em Porto Alegre, há várias lojas que vendem pedras brutas e lapidadas, mas ainda são poucas frente ao tamanho da cidade. Os preços, é claro, são mais altos que em Soledade e a variedade, bem menor.

MINERAIS E PEDRAS PRECIOSAS

MINERAIS E PEDRAS PRECIOSAS

As pedras preciosas e semipreciosas, além de serem usadas como jóias, bijuterias,brincos, colares, pulseiras, anéis, pedras lapidadas, brutas, cinzeiros, chapas, chaveiros e enfeites para a casa, são empregadas em uso terapêutico desde as mais antigas civilizações. São também compostas por elementos químicos e dotadas de propriedades físicas inerentes a cada espécime, e alvos de investigações científicas desde a antiguidade. 
                         
Ametista: (do grego amethystos)Variedade violeta de quartzo colorido pelo oxido de ferro e utilizada em joalheria. Existe um local na Serra do Espinhaço no Estado da Bahia no Brasil que tem o nome de Serra das Ametistas. Realmente são muito belas asmesmas, mesmo antes de serem lapidadas, conferindo muita calma para quem a olha ou usa.  É o simbolo do Terceiro Olho que tudo o vê .Fornece cura para a tristeza , mágoas e depressão . Possui efeito tranquilizador e deve ser aplicado quando a mente se enconta em estado extenuados , hipertensos ou oprimidos . Também é a pedra da realização das metas pessoais, da conquista do poder de influências ou outros e das forças do guerreiro. Atua contra a  embriaguez e a insonia .A ametista é a gema representativa mais importante do grupo do quartzo, conhecida desde a antiguidade. Cor violeta; as substâncias corantes são o ferro, o manganês e o titânio. Não é clivável. Encontra-se em drusas, gretas, raramente em jazidas aluvionares. Localidades: Brasil, Uruguai, República de Malgaxe, Sri Lanka, França.

AGATAS: Pedras semipreciosas, formada de zonas diversamente coloridas.São óxidos de silício, variedade microcristalina do quartzo. Aparece geralmente em faixas ou camadas e apresenta uma estrutura fibrosa e microgranular. Subdivide-se em muitas variedades: Ágata quando as faixas são paralelas entre sí e formam curvas, as vezes concêntricas; ônix quando as camadas são plano paralelas; Cornalina se os veios forem vermelhos,devido a presença de hemátita; Crisoprásio se tiver cor verde-maçã devido a presença de niquel; Enidro se contiver água em seu interior. A calcedônia é usada para finalidades ornamentais. Uruguai, Índia, Urais e Australia são regiões produtoras, juntamente com o Brasil, em vários municípios gaúchos, como Alegrete, Camaquã, Livramento e São Borja.( extraído do livro  Pedras Preciosas e outros Minerais, guia de identificação de G.Brocardo )
                                              

AGUA -MARINHA:
   A água-marinha ainda é decerto a mais conhecida das pedras preciosas brasileiras. Suas cores abrangem todo o espectro do azul, refletindo as tonalidades encontradas no mar ao longo do imenso litoral brasileiro. A evidência que lhe cabe tem de ser hojerepartida com a dos recentes achados de esmeraldas, mas seu próprio valor, apesar disso, já aumentou a um ritmo mais rápido que praticamente o de qualquer outra pedra - sobretudo no tocante aos espécimes mais delicados e raros. O julgamento do valor pode contudo ser extremamente enganoso, porque mudanças pouco perceptíveis de coloração têm um impacto desproporcionalmente grande sobre a raridade da pedra - e por conseguinte, sobre o preço. Em última análise, esse valor só pode ser aferido por especialistas em contato direto com o mercado.

ESMERALDA
Esmeralda:(do grego smaragdos) Pedra preciosa pertencente a familia dos berilos, de cor verde, verde amarelada, azul esverdeada, ou mesmo amarela, que ocorre em rochas graniticas e em pegmatitos. É um silicato natural de aluminio e berilo hexagonal, compequena quantidade de oxido de cromo, que lhe dá a cor. Ocorre em rochas granilicas e em pegmatitos. Os principais produtores são: Colombia,Brasil, India, e Paquistão, onde échamada esmeralda oriental que é uma variedade de corindom, constituida de aluminio puro.A incomparável esmeralda. Não fora sua feliz descoberta, o Brasil não teria ascendido ao primeiro lugar como o principal produtor mundial de pedras preciosas. Com o seu verde intenso, misterioso e singular, a esmeralda em tempos antigos era considerada um símbolo de imortalidade e fé. Uma aura mística a envolveu desde sempre, talvez por causa da atração que ela parece exercer sobre o olhar humano, levando-o por seu interior às profundezas mais insondáveis. Por outro lado, devido ao seu valor consistentemente elevado, tornou-se um símbolo de status por excelência.
   Apenas quatro países ainda a produzem: Zâmbia e Zimbabwe, na África, e Colômbia e Brasil, na América do Sul. Destes, o Brasil parece ser hoje o fornecedor mais estável, em virtude de sua posição geopolítica. 

Topazio Imperial
Os primeiros topázios brasileiros foram descobertos na terceira década do século XVIII na região de Ouro Preto, a primeira capital de Minas Gerais. Até hoje essa região é a maior
 produtora de topázio imperial. Após a exaustão das jazidas de topázio da antiga UniãoSoviética, o Brasil tornou-se o único produtor em escala comercial de topázios imperiais em suas diversas tonalidades: amarelada, laranja, champagne e conhaque, essa com ligeira nuance rosa. O tipo cor de rosa, que contém traços de cromo, é dificilmente encontrado no comércio, reservando-se a colecionadores. Topázios amarelo-pálido, em cristais às vezes de vários quilates , são frequentes nos pegmatitos do norte de Teófilo Otoni. Lapidados, produzem belas pedras brilhantes, cuja aparência é próxima à safira amarela.
Topázio azul lapidado     Os topázios azuis, que lembram a água-marinha, distinguem-se desta pelo brilho ligeiramente mais metálico e intenso e, principalmente, por sua densidade mais alta. Tais topázios, sempre encontrados em pegmatitos ou aluviões, provêm da Bahia, do Espírito Santo e, principalmente, de regiões de Minas Gerais.

Formas de Lapidação mais usadas :

MINERAIS E PEDRAS PRECIOSAS

MINERAIS E PEDRAS PRECIOSAS   
    
     Um mineral  é qualquer corpo que seja natural, homogênio, geralmente sólido e inorgânico."Natural" porque foi formado, no âmbito de determinado ambiente, por meio de um processo completamente natural. Os cristais obtidos pelo homem a partir da evaporação de soluções, da sublimação de um gaz ou mediante a solidificação da matéria fundida não são minerais e sim artefatos. "Homogênio", porque as partículasconstituintes( ions, átomos, moléculas) repetem-se na mesma ordem e a intervalos regulares na estrutura cristalina. "Sólido", na medida em que tem seu própio volume e dimensão e suas partículas constituintes se encontram unidas por uma grande força de coesão. Tais partículas podem estar dispostas em ordem perfeita, produzindo nesse caso os cristais, ou desordenadamente, provocando o estado amorfo que encontramos por exemplo, na opala. Sob temperatura normal, o mercurio e a agua são minerais não sólidos. "Inorgânico" : a grande maioria dos minerais não é o produto de processos orgânicos ou de criaturas vivas. Quase sempre deriva de matéria inorgânica.
Os fósseis de origem vegetal( o carvão por exemplo) não são verdadeiros minerais. São estudados apenas como um ramo marginal da mineralogia. Algumas vezes, a matéria vegetal pode transformar-se a ponto de cristalizar-se: em tais circunstâncias, o produto final pode ser considerado um mineral. É o caso do calcário, que tem origem nas conchas dos foraminíferos, e do jaspe, formado a partir das conchas das diatomáceas
.As rochas por outro lado, são agregados dos vários minerais que constituem a litosfera. Portanto, são heterogênias e estão largamente difundidas. Em alguns casos, um único mineral pode estar tão difundido a ponto de ser considerado uma rocha: sua larga difusão e relativa heterogeneidade asseguram-lhe a denominação de "rocha única". Os calcários dos Alpes Apuanos(Toscana, Itália) e o sal-gema da Galícia (Polonia) são verdadeiros exemplos de rochas únicas. Os minerais bem cristalizados e desenvolvidos são raros. 
Os minerais encontrados em grandes depósitos podem ser explorados e assumem um interesse particular em diversos níveis: econômico, científico e amador ou hobbysta. Nós não despresaremos os outros pontos de vista, mas aqui vamos ver os minerais do ponto de vista científico e do ponto de vista do colecionador. (N.A)
Qualquer lugar poderá ser pesquisado, em nosso inicio vamos estudar os tipos de rochas, vamos colher espécimes e vamos procurar saber o nome e o tipo daquela amostra, como  G.Brocardo diz em seu livro, explorar os rejeitos de minas ativas e em desuso, especialmente porque estão marcadas em mapas, e desse modo, são encontradas sem dificuldade, Qualquer peça que pareça interessante deve ser recolhida para posterior estudo em condições mais adequadas. O coletor mais experiente costuma realizar as suas buscas em áreas montanhosas ou de altitude elevada. Os mapas geológicos mostram que rochas aparecem na superfície do solo e que minerais elas contém. Muitas rochas não apresentam minerais de interesse; outras podem esconder verdadeiras joias em suas fissuras e cavidades. Mas  qualquer lugar deve ser explorado e amostras devem ser recolhidas, no interior, a beira de riachos, em barrancos rochosos, em meio a matas, assim deve agir o colecionador iniciante, depois deve procurar catalogar suas espécimes, reconhecer suas espécimes através de livros, ou conversando com geólogos experientes, até que comece a conseguir identificar algo. Compor partileiras para depositar suas espécies, jogar fora aquelas que não interessar, mas adicionar aquelas de uma particular diferença ou beleza, visitar Museus Geológicos. Para recolher os espécimes é bom levar um pequeno martelo e um ponteiro, se precisar solta-lo de alguma rocha, na maioria das vezes o espécime que voce quer está preso no solo ou na rocha, experiência própia. Também não vá sair por ai esburacando em Parques Ecológicos ou áreas de Preservação Ambiental. Se bem que toda área deva ser respeitada, a Natureza é nossa melhor amiga, devemos agir sempre com consciência ecológica, nunca agredir o meio ambiente, e é possível essa integração do Colecionador com a Natureza, pois o que o colecionador retira para seu estudo e coleção não chega a ser uma agressão.
Os minerais são divididos em nove classes, as classes subdividem-se em grupos, os grupos em séries e as séries em famílias que incluem unidades isoladas específicas. São as seguintes as nove classes minerais:
Elementos nativos ( juntamente com os compostos , carbonetos, nitritos, fosfitos)  50 espécies aproximadamente.
Sulfetos ( COM SELENIURETOS, TELURETOS, ARSENETOS, ANTIMONETOS E BISMUTETOS ) 300 espécies aproximadamente.
Haletos  100 espécies aproximadamente.
Óxidos e Hidróxidos      250 espécies aproximadamente.
Nitratos, carbonatos, boratos    200 espécies aproximadamente
Sulfatos ( com os cromatos, molibdatos,tungstatos)     200 espécies aproximadamente
Fosfatos, arseniatos, vanadiatos    350 espécies aproximadamente
Silicatos      500 espécies aprox.
Substâncias orgânicas       20 espécies  aprox.