sábado, 19 de março de 2016

Surpresa! A camada de meteoritos

Surpresa! A camada de meteoritos



 
Existem certas ideias que estão à vista de todos, mas só percebemos quando alguém escreve ou fala a respeito.

É o caso dos meteoritos da Antártica que iremos contar.

Qual o melhor lugar do mundo para caçar meteoritos?

Todos sabemos que não existe lugar melhor do que no gelo da Antártica. Na imensidão branca e gelada qualquer meteorito, geralmente escurecido pela entrada na atmosfera, é imediatamente visto pelos pesquisadores.

É por isso que todos os anos várias expedições coletam grandes quantidades de rochas vindas do espaço. Desde 1976 foram recolhidos mais de 34.927 meteoritos na Antártica.

Mas a pergunta que queremos discutir é: o que realmente acontece com os meteoritos que caem no gelo?

Será que eles ficam parados, estacionários, ou vão, aos poucos afundando e se deslocando com os movimentos do gelo?

Os últimos estudos mostram que os meteoritos vão afundando no gelo conforme o tempo vai passando ao mesmo tempo em que o gelo migra. Agora coloque nesta receita, alguns milhões de anos e veremos que os meteoritos, no caso da Antártica, são transportados com o gelo por longas distâncias ficando, finalmente aprisionados nos sopés das montanhas Transantárticas. Na base destas montanhas o forte vento vai destruindo camada após camada de gelo deixando, isso mesmo, os meteoritos aflorando.

Trata-se de um processo longo que está literalmente criando strand lines de meteoritos assim como os strand lines de minerais pesados que conhecemos ao longo das costas oceânicas.

E é exatamente nestes sopés que os pesquisadores se concentram, achando dezenas de milhares de meteoritos que estão, pouco a pouco, sendo expostos pelos ventos.

Esta teoria de afundamento e transporte explica o porquê da quase ausência de meteoritos ferrosos na Antártica. É que eles, por serem mais densos, mergulham mais fundo no gelo do que os meteoritos rochosos.

Existe, portanto, uma camada rica de meteoritos ferrosos abaixo da superfície da Antártica que ainda está por ser descoberta.

Os pesquisadores acreditam que ela pode estar a poucos metros da superfície...

Quem será o primeiro a testar esta hipótese?

Araguaia se estende por quase dois mil quilômetros, entre Goiás e Pará

Balsas de garimpo de Diamantes no rio Araguaia

Uma gota isolada só por um instante e logo volta ao turbilhão. O Olho d'água é a nascente de um orgulho do centro-oeste brasileiro: o Rio Araguaia. Na língua indígena carajá, “berohokã” que significa “grande rio”. Para registrar certas imagens dele, em trechos menos visitados, recorremos a todo tipo de transporte e a caminhos pouco percorridos, como trilhas e estradas poeirentas. Só assim para chegar à visão monumental da mais espetacular cachoeira do Araguaia.

O Araguaia é bem mais do que um rio, é toda uma região ao redor dele, uma parte considerável do Brasil, tão vasta e tão cheia de atrações que permite uma infinidade de roteiros diferentes. Depende da época do ano e principalmente dos interesses e da coragem do viajante. Nós, por exemplo, incluímos no nosso caminho a cachoeira Couto de Magalhães.

O Araguaia se estende por quase dois mil quilômetros, entre Goiás e o Pará. No mapa do Brasil, ele sobe rumo ao Norte, mas, como todo rio, está descendo, do Planalto Central para a planície Amazônica, onde deságua no Rio Tocantins.

Ainda em Goiás, encaramos mais poeira para chegar até Baliza, cidade fundada na esteira do garimpo de diamantes, quase um século atrás. Dizem que sairam os maiores diamantes do mundo nessa região,na média de 100 kilates cada,e hoje praticamente abandonada, mas ainda com reserva enorme de diamantes. Na certa no futuro alguma mineração de grande porte vai investir em pesquisas e retirar milhares de kilates do mais puro diamante. Em um trecho, visto do alto, o grande rio parece uma imensa serpente azul, sinuosa, e é sereno, pelo menos junto à cidade e a uma grande pedra, equilibrada de um jeito meio brincalhão. Viemos em busca de aventura. Logo, começam as corredeiras, com pedras muito próximas da superfície.
Olhando, não dá nem para ter ideia de qual é o caminho, mas o piloteiro sabe. Só quem conhece muito o rio para acertar o trajeto.

E isso não é nada. No nosso caminho rio acima, existem degraus de pedra que o fundo do barco não pode tocar. Deslizamos sobre eles em degraus de água.

O guia Ismael da Silva Filho tem 29 anos e 16 de experiência no rio. “Tem que ter atenção na hora de subir e ver no lugar onde você vai passar, porque tem umas ondas e, na hora em que ela abaixa, você entra. Se você não entrar na hora em que ela abaixa, você afunda, vai de junto das pedras”, conta.
Ao nosso redor, vai surgindo um cânion de rocha escura, esculpido pelo próprio rio, ao passar. Ele cobre tudo, no período das chuvas. “As ondas chegam a cinco metros, dez metros de altura. Não dá para passar de motor, só se for de avião ou helicóptero, por cima”, afirma Ismael. “Ninguém tem coragem. Eu mesmo nem passo perto, que a água é muito forte”.

No meio do cânion, encontramos algumas balsas. O garimpo de diamantes ainda existe, autorizado pelo Ibama. O garimpeiro Manoel Pereira é um deles. Passou mais da metade da vida caçando riquezas. “A gente vai produzindo e vai levando para a firma”, diz. “A produção está fraca. Principalmente, esse ano, a gente não está fazendo quase nada, mas vai dar para cobrir as despesas,pois é preciso mais pesquisas, pois o local dos diamantes é muito difícil de garimpar pela profundidade, aonde estão os diamantes maiores.Mas no raso dá alguma coisa”.
Espremido entre as rochas, o Araguaia vai ficando cada vez mais estreito. Em alguns pedaços, ele chega a ter apenas cinco metros de largura, mas, em compensação, tem até 50 metros de profundidade.

Ainda enfrentamos mais alguns solavancos antes de chegar ao que parece uma recompensa da natureza. Encontramos as caraívas, arvores de flores amarelas que lembram ipês, no auge do seu esplendor ou no fim dele, decorando nosso caminho.

São as caraívas saudando a nossa passagem. Tem até chuva de flores, só pode agradecer. E já dá para ver, logo adiante, a Cachoeira do Céu.

 

Garimpo explorado por Fernão Dias no Vale do Jequitinhonha

Garimpo explorado por Fernão Dias no Vale do Jequitinhonha é atração turística

 

Jair Amaral/EM/D.A Press

Diamantina e Sabará
 – Fernão Dias Pais e dezenas de homens de sua tropa, entre eles o genro, Manuel Borba Gato, desbravaram parte das terras que hoje formam o Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais carentes do país, atrás de uma serra resplandecente de esmeraldas, a Sabarabuçu, e de uma lagoa cheia do mesmo tesouro, a Vupabuçu. Corria os anos de 1680 e 1681. A bandeira se aventurou na área da Serra Fria, hoje cidade do Serro, e garimpou, sem sucesso, outras pedras preciosas em leitos da região. Quase três séculos e meio depois, o garimpo ainda é o ofício principal de muitos cabras daquelas bandas.

Há grupos que procuraram pepitas no fundo de rios, como o Rio Jequitinhonha, sem se preocupar com o meio ambiente. Derramam produtos químicos no leito e tampam a vegetação ciliar com areia retirada. Mas um garimpeiro, o qual acredita ser o único no Brasil, ganha a vida de forma interessante. Belmiro Luiz Nascimento, de 51 anos, transformou o “empreendimento” da família numa atividade turística. Apoiado por entidades como o Sebrae e o Instituto Estrada Real, ele mostra a grupos de visitantes como os garimpeiros retiravam diamantes da terra e do fundo d’água na época dos desbravadores.

O turismo herdado dos bandeirantes é o tema da terceira reportagem da série A origem das Minas Gerais, que o EM começou a publicar na segunda-feira em razão dos 340 anos da coluna liderada por Fernão Dias. A expedição deixou a Vila de Piratininga, em 1674, à procura de esmeraldas. Adentrou no inóspito sertão que hoje forma o estado de Minas Gerais e, durante a jornada de sete anos, fundou povoados e abriu picadas. Sem saber, Dias e seus homens começavam a formar a Capitania de Minas Gerais.

O Vale do Jequitinhonha, embora seja uma área carente, contribuiu para manter a regalia da coroa portuguesa na época do Brasil colônia. De Diamantina e do Serro, saíram muitas pedras de diamantes. O garimpo da família de Belmiro tem cerca de 200 anos. Fica às margens do Ribeirão do Guinda, na área rural de Diamantina. O local é bem preservado e não há agressão ao meio ambiente: tanto o leito do ribeirão quanto a mata no entorno são preservados pelo homem, que cobra R$ 30 de cada visitante.


“Mas é claro que se vier um grupo maior ou crianças pequenas, a gente conversa sobre o preço. O passeio dura, em média, duas horas”, conta Belmiro. Ele mostra aos clientes todas as etapas de extração de diamantes e, no fim, reserva uma surpresa: um deles terá a chance de encontrar uma pequena pepita de diamante no meio do punhado de cascalho. “Não existe (com exceção desse) um garimpo artesanal que seja visitado”, disse Luciana Teixeira Silva, analista do Sebrae na região de Diamantina.

O passeio no garimpo de Belmiro faz parte de um projeto de turismo na região, ajudando a movimentar hotéis e restaurantes. A bandeira de Fernão Dias não fundou o arraial do Tejuco, primeiro nome da atual Diamantina, mas percorreu a região da Serra Fria, hoje Serro, de onde o município que também forneceu diamantes para Portugal fora distrito. O turismo, hoje, é um dos carros-chefes da economia local, a exemplo de localidades fundadas pela coluna do governador de esmeraldas.

Beto Novaes/EM/D.A Press
Em Sabará, na Grande Belo Horizonte, comerciantes faturam com as famílias que vão à cidade histórica conhecer igrejas antigas, ruas de calçamento de pedras, becos, chafarizes e os casarios coloniais. O odontólogo Luiz Corsi levou a esposa, a fonaudióloga Simone, e o filho, Pedro, para conhecer um pouco mais da história e da culinária do lugar. “A costelinha de porco com ora-pro-nobis é uma delícia”, aprovou Simone. O marido endossou o gosto da mulher e ressaltou os cartões-postais do município: “A igrejinha de Nossa Senhora do Ó (erguida em 1717) é um charme”.

Artesanato
As miniaturas da capela, de estilo barroco e com influência chinesa na arquitetura e na decoração interna, estão entre as campeãs de vendas nas lojas de artesanato. “As peças que mais saem são as miniaturas da Igrejinha do Ó e do Chafariz do Kaquende. São da época dos bandeirantes”, informou a artesã Márcia Regina Vieira. Ela também lucra com os terços que faz com sementes da planta conhecida por Lágrimas de Nossa Senhora: “Cada um custa R$ 15”.

Leandro Couri/EM/D.A Press
O livro de assinaturas dos visitantes que passam pela associação de artesãos, onde Márcia exibe seu trabalho, mostra que muitos paulistas visitaram a cidade nos últimos meses, a exemplo da família do odontólogo Luiz Corsi. Ele, a esposa e o filho moram em Sorocaba, no interior de São Paulo, estado de onde a coluna de Fernão Dias partiu para procurar esmeraldas em terras que hoje formam Minas Gerais. Depois de cruzar a região que hoje é o Sul de Minas, a bandeira chegou ao Rio das Velhas, onde fundou Roça Grande, berço de Sabará.

Uma imagem de Dias se destaca na entrada da cidade. O turismo também ajuda a movimentar a economia em Piedade do Paraopeba, o segundo lugarejo fundado pela bandeira – o primeiro foi Ibituruna, no Sul do estado – e que hoje é distrito de Brumadinho, na Grande Belo Horizonte. O casal Lucas Nascimento, de 33, e Silvane Aguiar, de 37, se mudaram para lá no início do ano e abriram o restaurante e choperia Jeito Mineiro. “Queríamos ‘fugir’ de Belo Horizonte e viemos para cá. Estudamos as oportunidades de comércio e abrimos o empreendimento. Temos três colaboradores e, no terceiro mês em atividade, calculo que o movimento cresceu 40% em relação ao primeiro”, acredita Lucas.

A “dura” vida dos milionários CEOs da mineração

A “dura” vida dos milionários CEOs da mineração



Se você quer ganhar um salário anual de oito dígitos (em dólar) talvez seja interessante considerar a posição de CEO em uma das grandes empresas de mineração como a Rio Tinto, BHP e Vale.

É o caso de Sam Walsh, o CEO da Rio Tinto que ganha aproximadamente um total de US$10 milhões por ano.

Sam assumiu este cargo em janeiro de 2013 para substituir o infame Tom Albanese que havia dado um prejuízo recorde de US$22 bilhões em dois anos.

Tom, obviamente foi demitido e Sam, o novo salvador da pátria, com o seu sorriso “gente fina” começou uma gestão que tinha tudo para ser bem sucedida. No primeiro ano ele emplacou um lucro de US$3,7 bilhões e tudo levava a crer que ele ficaria no trono até a sua aposentadoria.

Um CEO até que ganha bem, mas é cobrado na mesma proporção.

Sam Walsh caiu em desgraça ao “colher” um prejuízo líquido de US$866 milhões em 2015. Não adiantou espernear e colocar a culpa nos preços em queda do minério de ferro, que, aliás, era uma verdade.

Sam caiu na desgraça assim como todos, ao quase todos, os executivos em seu lugar.

Eles são bem pagos para dar gigantescos lucros para os acionistas. Sem isso não existe razão para um CEO com salário de 8 dígitos.

Sam Walsh está sendo aposentado compulsoriamente em julho de 2016.

O mercado recebeu esta notícia hoje, mas, como sempre, se adianta e já se preocupa com o novo CEO, Sébastien Jacques , que vai assumir em seguida. O Rei está morto, viva o Rei.

É assim que as coisas funcionam em empresas sérias quando o CEO não corresponde.

No entanto, aqui no Brasil as coisas são bem diferentes.

Um bom exemplo é o CEO da Vale, Murilo Ferreira. Ele assumiu o cargo cheio de promessas em 2011. Queria produzir mais aço, agregando valor aos produtos de exportação da Vale, mas nada disso ocorreu.

Murilo teve um dos piores desempenhos em todo o setor.

Quando assumiu a Vale valia US$170 bilhões, hoje, depauperada por anos de mau gerenciamento, a mineradora tem um valor de mercado de apenas US$20 bilhões. Na gestão de Murilo a empresa encolheu 88% e somente no ano passado ele “gerenciou” um prejuízo de R$44,2 bilhões.

Alguém se pergunta se o nobre CEO, cujo salário é guardado a sete chaves, foi demitido?

O grande diamante descoberto no Município de Barra do Graças ainda não foi lapidado

Na extração dessas pedras preciosas esses conquistadores conseguiram alimentar e constituir suas famílias, fundando o maior município do Mundo. Privilégio conquistado com sangue, suor e lágrimas, abonado como herança aos seus descendentes, com a mesma bravura e coragem se deve projetar o nosso futuro com estudos sérios e coerentes, para que o amanhã seja confiável e eficaz.
O grande diamante descoberto no Município de Barra do Graças ainda não foi lapidado, desflorando nos seus vértices reluzentes povos que buscam por monumentos naturais, arestas definidas de bom atendimento e planícies soberbas de informação humana. Será usufruto por não ter os melhores especialistas, ou simplesmente pela acomodação dos seus regentes que esta riqueza ainda está no obscuro do conhecimento mundial.
Comenta-se que o segredo da indústria turística está na divulgação, mas o nosso Município já foi brindado por diversas vezes em canais de televisão nacionais de grande audiência e não foi por aí que o apogeu do turismo aconteceu.No que concerne o primeiro caso, de certo não é! Pois o Município devido ao seu potencial natural foi brindado por oficinas, palestras e cursos organizados pela Secretaria de Turismo do Estado, Ministério do Turismo e Embratur, órgãos de uma  grande idoneidade nacional, juntos com o Banco Mundial se propõem a investir na indústria do turismo. Pelos seus regentes, também sei que não é. Não acredito que pessoas tenham a construção idealizada na sua autoridade absoluta desejar que o seu diamante continue por lapidar, mantendo o seu lucro enevoado e obscuro, desconhecendo a riqueza guardada nas suas mãos.
Todas as Indústrias do Mundo são construídas com bases em estudos de viabilização, projetados a curto, médio ou longo prazo para a sua capitalização, com isto se demonstra que a concepção de idéias tem de ter estudos minuciosos no desenvolvimento comercial. A humildade de entender que existe no Brasil e no Mundo mais locais de grande prestigio turístico, e que não estamos sós nesse mercado, mesmo quando uma empresa possui a virtude de ter a exclusividade de comercialização, ela tem por obrigação profissional de projetar os seus objetivos, para não perder o seu mercado financeiro. Os tecnocratas formados por essas empresas terão de ter uma reciclagem constante de informação para acompanhar a difícil concorrência das ofertas.
Vamos ressuscitar as bateias e reativar as peneiras porque o garimpo ainda não acabou, basta boa vontade e visão clara para que um novo garimpo seja explorado sem a depredação da natureza trazendo mais riqueza para todos.