segunda-feira, 21 de março de 2016

Mato Grosso e Pará concentram maior parte dos garimpos

Mato Grosso e Pará concentram maior parte dos garimpos



Brasília – No atual cenário, Mato Grosso e Pará concentram o maior volume de atividades sob a mira do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O coordenador-geral de Fiscalização do Ibama, Rodrigo Dutra, engrossa o coro dos que atribuem o aquecimento do garimpo ao elevado valor do ouro, descartando os problemas de legislação e de falta de fiscalização.
“O garimpo está bem aquecido por causa do preço. O ouro está valendo muito e as pessoas estão correndo”, disse Dutra. Garimpos desativados das outras corridas estão sendo retomados com o auxílio de outros tipos de ferramentas, ressaltou. “O preço viabiliza a compra de máquinas, de óleo diesel.”
Novo Astro e Juruena, em Mato Grosso, estão entre os principais focos de preocupação. “O garimpo de Juruena, no extremo sul do Parque de Juruena, já tinha sido desativado há muitos anos, mas voltamos agora para impedir a retomada. No de Novo Astro, houve uma grande operação no ano passado, com o Exército e a Polícia Federal,e desativamos muitos motores”, lembrou Dutra.
Nos últimos cinco anos, foram desativados 81 garimpos ilegais que funcionavam no norte de Mato Grosso, sul do Pará e no Amazonas, na região da Transamazônica. Nesta semana, fiscais do Ibama e da Fundação Nacional do Índio (Funai) e agentes da Polícia Federal, desativaram três garimpos ilegais de diamante no interior da Reserva Indígena Roosevelt, em Rondônia, apreendendo motores e destruindo equipamentos usados na extração do minério.

“Tirar os equipamentos dá mais resultado que a própria multa”, disse Dutra. Geralmente, as operações resultam na retirada de máquinas conhecidas por PCs, que são retroescavadeiras de grande porte, e motores de caminhões que jogam a água para selecionar o minério. “Tem grandes motores destes no garimpo que a gente destrói no local, assim como balsas [adaptadas com dragas para puxar o cascalho e terra do fundo dos rios]. Quando é possível retirar do local, levamos para depósitos”, acrescentou.
Algumas das retroescavadeiras apreendidas pelos fiscais são doadas para prefeituras de cidades vizinhas. Muitas balsas usadas pelos garimpeiros são construídas no próprio local de exploração, devido ao porte e à dificuldade para levar a embarcação equipada com dragas até as áreas de garimpo. Em alguns casos, depois da extração do ouro, o equipamento é abandonado no local.
Dutra acredita que existe uma clara tendência de aumento do garimpo, assim como da ação de madeireiras. O monitoramento do desmatamento, inclusive, tem contribuído para a identificação de garimpos ilegais na região, diz o Ibama. Além das dificuldades de apreensão dos equipamentos, os fiscais enfrentam resistência da população local por causa dos impacto econômico produzido pelo garimpo. A atividade, mesmo ilegal, aquece a economia local, movimentando o comércio e garantindo empregos, ainda que, em péssimas condições.
“Como movimenta muito a economia dos municípios, geralmente a população é a favor da atividade. Por isso, avaliamos a periculosidade para dar segurança [aos fiscais, durante as operações]”, disse Dutra. Agentes dos órgãos ambientais contam que muitas vezes recebem pedidos de políticos locais para suspender as operações. “São apenas tentativas. O Ibama não sofre essa ingerência”, garante Dutra.
A resistência declarada pelo Ibama ocorre em um cenário de pressão de vários segmentos locais, como diz  Onildo Marini, secretário executivo da Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira (Adimb). Segundo ele, existem grandes interesses de empresários e políticos no negócio ilegal.
“Olha, todo mundo sabe. Nas capitais, nas cidades vizinhas, os comerciantes e o governo sabem que existe atividade ilegal, mas [as autoridades] não atuam”, descreveu o geólogo. “Na Guiana Francesa, existe uma política violenta contra o garimpo. Brasileiros já foram expulsos. Quando chega o garimpo, eles detonam, destroem os equipamentos. Aqui não temos essa politica agressiva, porque tem gente ganhando”, afirmou.
Os resultados imediatos produzidos pela atividade não representam a única motivação de pressão. Para Marini, o garimpo exerce uma forte influência nas urnas. “Quem descobriu a importância do garimpo, em termos de voto, foi o regime militar. Tem fotografias do [último presidente do regime militar, João Baptista] Figueiredo em Serra Pelada, no meio de milhares de garimpeiros”, destacou, referindo-se à primeira eleição realizada no governo militar.
“Tem muito voto. Isso interessa aos partidos e tem muito ganho local com o garimpo. É uma riqueza. É ilegal porque é área protegida, mas gera a riqueza que circula na cidade, o comércio é ativado”, afirma Marini.
Apenas o Ministério Público Federal no Pará investiga 142 ações envolvendo a atividade de garimpo. Alguns casos envolvem também trabalho escravo e tráfico de pessoas para atuação em garimpos no Suriname, por exemplo. Entre as denúncias apresentadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), os crimes apontam cinco diferentes responsáveis pela criação de garimpos ilegais no interior da Reserva Biológica das Nascentes da Serra do Cachimbo, no extremo sul do estado, entre os municípios de Altamira e Novo Progresso.

Mercado Mundial de níquel

Mercado Mundial

O teor de níquel no mineral e a concentração desse mineral em uma área bem definida e relativamente pequena na crosta terrestre definem os depósitos minerais que são explorados de acordo com suas reservas, e dessa forma constituem fontes de suprimento das demandas existentes.
A produção mineral de níquel é apresentada na tabela abaixo. A Rússia é o maior produtor, seguido pela Indonésia, Austrália, Canadá e Filipinas.
PaísProdução (t)Reservas (t)
Rússia262.0006.000.000
Indonésia203.0003.900.000
Austrália165.00024.000.000
Canadá137.0003.800.000
Filipinas137.0001.100.000
Nova Caledônia92.8007.100.000
China79.4003.000.000
Colombia72.0001.600.000
Brasil54.1006.700.000
África do Sul34.6003.700.000
Botswana28.600490.000
Venezuela13.200490.000
Madagascar-1.300.000
República Dominicana-960.000
Outros51.7004.500.000
TOTAL1.400.00076.000.000

Gráfico Uso do NíquelO níquel é primariamente comercializado na forma de metal refinado (catodo, pó, briquete, etc) ou ferro-niquel. Cerca de 65% do consumo do níquel no mundo ocidental é utilizado na fabricação de aço inoxidável austenítico. Outros 12% são utilizados na fabricação de superligas como o Inconel 600 ou em ligas não ferrosas como o cuproniquel. As duas famílias de ligas são mundialmente utilizadas devido sua resistência à corrosão. A indústria aero espacial lidera o consumo das superligas a base de níquel em componentes críticos como lâminas de turbinas e partes dos motores   Os outros 23% restantes dividem-se em ligas de aço, baterias recarregáveis, catalisadores e outros produtos químicos, sendo os principais comercializados na forma de carbonato (NiCO3), cloreto (NiCl2), óxido (NiO), e sulfato (NiSO4).

Noções de Geologia

Noções de Geologia

Rochas

As rochas são agregados de minerais, de um ou vários tipos. Os minerais são compostos químicos, geralmente inorgânicos, com uma determinada composição química. Exemplos:
* Q u a r t z o - S i O2
*Hematita - Fe2O3
* C a l c i t a - C a C O 3
*Calcopirita - CuFeS2
* M a g n e t i t a - F e 3 O 4
*Galena - PbS
Caso os minerais apresentem valor econômico e possam ser extraídos (encontrados
em jazidas comercialmente viáveis) serão chamados de minérios. Na Serra dos Carajás registram-se várias jazidas de minérios com elevada concentração: ferro, manganês, cobre...

Tipos de rochas:

Magmáticas : são aquelas que resultam do processo de solidificação do magma. Podem ser classificadas em Plutônicas ou Vulcânicas.

*Plutônicas ou Intrusivas : a solidificação do magma ocorre no interior do planeta em um processo lento de resfriamento o que permite a formação de cristais. Exemplos: granito, sienito e gabro.

*Vulcânicas ou Extrusivas : a solidificação do magma ocorre na superfície, após o extravasamento do magma. O processo de resfriamento é lento e não forma cristais.
Exemplos: basalto, diabásio e andesito.
Sedimentares : são resultantes da consolidação de sedimentos que se depositam em áreas rebaixadas. Esses sedimentos podem ser oriundos da destruição erosiva de qualquer tipo de rocha ou material originário de atividades biológicas.
Podem apresentar camadas que denunciam as várias fases de sedimentação. Exemplos: arenito, argilito e calcário.

Metamórficas : através da ação e das modificações nas condições de pressão e
temperatura, pode ocorrer uma reestruturação dos minerais que compõem as rochas dando origem ao que chamamos de rochas metamórficas, podendo ou não alterar sua
composição mineralógica. Exemplos: quartzito, mármore e gnaisse.

Estruturas Geológicas

Podemos identificar no mundo três estruturas geológicas que apresentamos abaixo.
As grandes estruturas geológicas do globo são resultantes da atuação de fatores endógenos (do interior da crosta) como o vulcanismo, abalos sísmicos ou terremotos e movimentos tectônicos:
dobramentos, que ocorrem por pressões laterais na crosta terrestre em rochas com plasticidade, e os falhamentos geológicos, por pressões verticais em rochas mais duras. Além disso a atuação de fatores exógenos (que atuam na superfície) como
os ventos, geleiras, chuvas, rios, contribuem para definir as formas do relevo. As rochas, uma vez expostas na superfície, são alteradas pelo intemperismo físico (variação térmica), intemperismo químico (atuação da água) e biológico (seres vivos). A camada de alteração superficial das rochas chama-se manto ou regolito e a evolução desse processo dá origem aos solos.

Conheça as estruturas geológicas:

Dobramentos modernos: no Período Terciário da Era Cenozóica, violentas pressões sobre a crosta terrestre dobraram rochas plásticas formando montanhas que, agrupadas, deram origem às cordilheiras.
Escudos cristalinos: muito antigos (Era Précambriana), formados por rochas cristalinas, formam a base rochosa dos continentes. São estruturas resistentes e estáveis que originam os núcleos cristalinos quando surgem na superfície.
Bacias sedimentares: áreas antigamente rebaixadas que foram preenchidas por
sedimentos. As Bacias mais antigas (Paleomesozóico) podem ter sido soerguidas e erodidas aparecendo em planaltos, enquanto as mais jovens (Cenozóico) formam planícies ou aparecem em depressões.

ERAS GEOLÓGICAS
Observe abaixo as Eras Geológicas e os principais eventos que nos interessam

QUATERNÁRIO – glaciações – surgimento do homem – sedimentação muito recente nos litorais e bacias hidrográficas
CENOZÓICA 60 milhões de anos
TERCIÁRIO – cadeias de montanhas – definição dos atuais continentes – bacias
sedimentares recentes
MESOZÓICA 220 milhões de anos - intenso vulcanismo – formação de rochas vulcânicas – grandes répteis e aves – bacias sedimentares – migração dos continentes
PALEOZÓICA 600 milhões de anos - formação de rochas sedimentares – formação de jazidas de carvão com o soterramento de grandes florestas – bacias sedimentares mais antigas –vida marítima, anfíbia e terrestre – fragmentação de continentes
PROTEROZÓICA – 2 bilhões de anos formação de rochas metamórficas – primeiros
seres vivos (muito primitivos) – formação dos escudos cristalinos e jazidas de minerais metálicos
ARQUEOZÓICA – 5 bilhões de anos - início de formação do planeta – formação das primeiras rochas (magmáticas) – ausência de fósseis

É de Rondônia quase a metade da cassiterita do País

É de Rondônia quase a metade da cassiterita do País


cassiterita
Província Estanífera de Rondônia: riqueza nacional
Rondônia brevemente deverá ultrapassar o vizinho Estado do Amazonas na produção de cassiterita (minério de estanho). Em 2012, o estado totalizou 13.667 toneladas, com alta de 27% em relação a 2011.
Rondônia e Amazonas responderam, respectivamente, com 47% e 50% da produção nacional, conforme dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
Aproximadamente 7,5% das reservas mundiais de estanho contido estão no Brasil. As reservas brasileiras localizam-se em sua maior parte na região amazônica: província mineral do Mapuera, no Amazonas (mina do Pitinga) e na Província Estanífera de Rondônia (Bom Futuro, Santa Bárbara, Massangana e Cachoeirinha).
No início dos anos 1970, com a proibição da lavra manual pelo governo federal, garimpeiros ocuparam as ruas de Porto Velho, então Capital de um Território Federal dominado por empresas multinacionais do setor mineral . A partir daí, somente carregamentos desse minério procedentes do Estado do Amazonas transitavam por aqui, transportados em caminhões pela rodovia BR-364, rumo a São Paulo e aos fornos da Usina Siderúrgica de Volta Redonda (RJ).
Após um bom período de estabilidade, a Mineração Taboca expandiu sua produção. Em Ariquemes, a Estanho de Rondônia S.A.,  investe maciçamente desde 2005, quando foi adquirida pela Companhia Siderúrgica Nacional. Atualmente com 150 trabalhadores na linha de fundição, a empresa planeja aumentar dez vezes a sua produção. Com isso, o numero de postos de empregos deve aumentar proporcionalmente à necessidade do processo. O principal destino do estanho produzido na região é o Estado de São Paulo.
Indústrias do Polo Industrial de Manaus consomem 10% da produção do estanho beneficiado pela Taboca. Entretanto, no Estado do Amazonas o beneficiamento de cassiterita só alcança 50% do processo produtivo; o restante é processado no Estado de São Paulo, onde se produz a liga de estanho.
O Brasil importou 77% menos estanho em 2012, no montante de US$ 20,1 milhões. Os principais produtos importados foram os manufaturados (pós, escamas, barras e fios de estanho), seguidos dos semimanufaturados (estanho não ligado). Estados Unidos da América foi o país que mais exportou para o Brasil no período, com 27% do total, e a Bolívia, com 19%.
Em 2012, o valor (US$ 159.302 milhões) das exportações de estanho no Brasil subiu em torno de 23%. O destaque positivo ficou por conta dos bens semimanufaturados (estanho não ligado, ligas e resíduos de estanho) com forte crescimento, em torno de 39%, em comparação a 2011.
O QUE É
A8
Bom Futuro, grande garimpo a céu aberto
∎ Cassiterita ou cassiterite é um mineral de estanho. Geralmente opaca, translúcida quando em pequenos cristais, com cor púrpura, preta, castanha-avermelhada ou amarela.
∎ Cristaliza no sistema tetragonal com hábito prismático ou piramidal. Com peso específico entre 6.4 e 7.1 e dureza entre o 6 e 7 na escala de Mohs.
∎ O seu traço é branco ou acastanhado. Brilho adamantino ou gorduroso e fratura sub-concoidal ou desigual.

O Brasil contém cerca de 11% das reservas de estanho do mundo

O Brasil contém cerca de 11% das reservas de estanho do mundo, entre elas, a quinta maior. Também é o sexto maior produtor mundial, tendo produzido 12596 toneladas do metal em 2014, o que corresponde a 3,71% do total.
92% das reservas brasileiras estão localizadas na região Amazônica, na Província Mineral do Mapuera – AM e na Província Estanífera de Rondônia, que agregam a quase totalidade da produção, adensada em três minas: Mina do Pitinga, no Amazonas (a maior produtora brasileira), Mina de Bom Futuro e Mina de Santa Bárbara. A produção de cassiterita no Brasil se desenvolve segundo os melhores padrões internacionais.
Área da Mina de Pitinga – AM
Em 2007, após vários anos de queda, a produção nacional do estanho aumentou, crescendo 32% em relação a 2006. Este crescimento foi impulsionado pelo aumento da produção da Mineração Taboca S/A, principal produtora de estanho no país, além do consumo mundial do minério ter se acentuado. Amazonas e Rondônia, além de possuírem as maiores reservas, também são os principais estados produtores, com cerca de 60% e 40% da produção, respectivamente. As principais cooperativas ou empresas presentes nesses estados são: Mineração Taboca S/A (AM), Coopersanta (RO), CEMAL (RO) e METALMIG (RO), com a produção se concentrando predominantemente em Ariquemes – RO.
Também em 2014 houve um aumento em torno de 38% nas exportações brasileiras de estanho, devido ao crescimento do consumo mundial. Os Estados Unidos são o principal importador do estanho brasileiro.
Segundo o Anuário Mineral Brasileiro, as reservas oficiais mostram que existe disponibilidade, considerando apenas as reservas lavráveis, para atender à demanda projetada até 2030.